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O que o futuro reserva para as startups?

Depois de grande crescimento durante a pandemia, as startups atravessam uma onda de demissão em massa, saiba mais sobre o futuro desse modelo de negócio.
Rafael Reis
14 de Dezembro, 2022

Centenas de colaboradores de startups nacionais foram demitidos durante o ano de 2022. As demissões encolheram entre 15% e 40% a força de trabalho nessas empresas e assustou quem acompanha à distância o crescimento vertiginoso do segmento nos últimos anos. O Brasil é um terreno fértil para startups, existem vários unicórnios brasileiros (startups avaliadas em pelo menos $ 1 bilhão de dólares) que atuam nos mais variados segmentos, mercado imobiliário, educação, finanças, varejo, tecnologia etc. 

Mas as demissões não são uma particularidade brasileira e refletem um movimento geral no cenário de tecnologia, a gigante Meta demitiu mais de 11 mil pessoas, cerca de 13% do quadro funcionários, e congelou as contratações até o primeiro trimestre de 2023. A varejista Amazon iniciou um processo de demissão que deve atingir 10 mil funcionários em todo o mundo.

Captar investidores ficou mais difícil, seja em empresas de capital aberto ou fechado, com a retração econômica e a influência dos conflitos bélicos na Europa, os investidores estão mais cautelosos e têm evitado investimentos de risco como é o Venture Capital. 

Continue lendo e saiba mais sobre os desafios que o futuro reserva para as startups.

O que é uma startup?

Na prática, uma startup é uma empresa jovem, com uma proposta inovadora, que recebe investimento para escalar o negócio e apresenta um crescimento (ou a expectativa dele) rápido. Essa empresa normalmente está vinculada a um grupo de pessoas que procuram um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.

O passado recente dos unicórnios brasileiros

Na contramão do resto do mundo, as startups cresceram durante a pandemia de Covid-19, que consolidou a força do modelo de negócios no mercado. Um reflexo disso é a criação do Marco Legal das Startups no Brasil. A Lei Complementar n.º 182/2021 cria novas oportunidades e incentiva o investimento em startups no país.

Ainda em 2021, os investimentos em startups nacionais bateram um recorde, de acordo com o Inside Venture Capital, o aporte em negócios do tipo atingiu o patamar de US$ 8,85 bilhões. E onze empresas receberam o título de unicórnio, quase quatro vezes mais em relação a 2020.

O crescimento acelerado é característica das startups, mas os resultados superaram as expectativas. O principal fator apontado por especialistas como causa do fenômeno está no DNA inovador das startups.

A pandemia forçou uma transformação tecnológica para a qual muitas empresas não estavam preparadas, mas as startups são, essencialmente, empresas de tecnologia. O cenário se mostrou ideal para esses negócios alcançarem todo o seu potencial. M 

Os desafios do presente para o Venture Capital

O Venture Capital — “capital de risco", em tradução livre — é o modelo de investimento aplicado nas startups. O investidor anjo é responsável não só por injetar dinheiro, mas por emprestar sua expertise e colaborar com o desenvolvimento do negócio.

O cenário fértil, mesmo diante de uma pandemia, fez com que os investidores se sentissem confortáveis para investir mais e mais. As startups cultivavam, até aqui, um pensamento de “crescer a qualquer custo”, sem se preocupar em manter um equilíbrio orçamentário. 

Com o fim da pandemia e a guerra instaurada entre Rússia e Ucrânia, a economia global entrou em retração. Esse novo cenário deixou os investidores temerosos e fez com que eles trocassem o Venture Capital por investimentos em Renda Fixa e outras operações mais seguras.

Com a baixa dos investimentos e a falta de experiência em lidar com crises macroeconômicas, as startups não tiveram muita opção a não ser cortar custos da folha de pagamentos. Centenas de funcionários foram demitidos de startups brasileiras, como a 99, Quinto Andar, Facily, Ebanx, entre outras.

Agora, vive-se um momento em que essas empresas adotam um perfil de administração mais conservador, enxugando seu quadro de funcionários e encerrando seus projetos paralelos para focar em suas atividades principais e conquistar um crescimento saudável, com rentabilidade estável.

O futuro das startups

Alguns especialistas avaliam que o crescimento a qualquer custo foi um dos grandes erros cometidos por algumas startups. E, segundo empreendedores e investidores ouvidos em pesquisa realizada pela plataforma Distrito, pode levar de um a três anos para que as startups voltem a captar investimentos como antes.

A mudança surpreendeu a todos e depende de fatores externos globais, fora do controle de empresários e investidores. Por isso, é preciso estar atento às sutis mudanças da macroeconomia e política internacional, que interferem diretamente nas condições de segurança para investimentos de risco. 

Informação e suporte especializado são essenciais na elaboração de um plano estratégico capaz de garantir austeridade econômica para o seu negócio.

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A Becker Direito Empresarial possui mais de 20 anos de experiência no mercado e oferece soluções personalizadas para Startups e Scale-ups.

Com uma equipe de especialistas multidisciplinares, nós auxiliamos você a construir um negócio sustentável e se preparar para futuros investimentos.

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Rafael Reis
Advogado
Head da área de Tecnologia, Inovação Digital. Tem experiência como gestor de empresa, é mestre em Direito e especialista em Direito Empresarial, Proteção de Dados e Tecnologia, atualmente é Membro Relator da Comissão de Direito Digital e Proteção de Dados da OAB/PR, Coordenador da Pós-Graduação em Legal Operations da Pós PucPR Digital e Presidente do Instituto Nacional de Proteção de Dados (INPD). Como professor e palestrante já compartilhou sua expertise e experiência prática com milhares de pessoas.
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