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Com Temasek, Burger King reforça expansão

por Becker Direito Empresarial
02 de Dezembro, 2014

O Temasek, fundo soberano de Cingapura, investiu US$ 100 milhões para ficar com 20,5% da BK Brasil, que controla as lanchonetes Burger King no país. Com a chegada do novo sócio, a gestora de recursos Vinci Partners continua no controle da BK Brasil, mas sua fatia foi diluída de 75% para 59,6%. E a rede americana teve sua participação reduzida de 25% para 19,9%.

"Chegamos a um estágio do negócio em que deveremos entrar numa próxima onda de crescimento. Para isso, precisávamos de uma nova capitalização", diz Alessandro Horta, sócio da Vinci.

A gestora comanda a operação no Brasil desde julho de 2011, quando fechou a parceria com a 3G, dos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, e dona do Burger King. A 3G optou por escolher gestores locais para os negócios, um modelo que foi iniciado na operação brasileira.

Por aqui, o plano era agressivo e previa elevar o número de restaurantes dos 140, à época, para mil, em até seis anos. Pouco mais de três anos depois, o Burger King fechou novembro com 500 lojas no país. Novas unidades ainda serão abertas em dezembro, e a expectativa é de fechar 2014 com 100 a 110 novas lanchonetes, mantendo esse ritmo em 2015. "Apesar do desaquecimento econômico, esse segmento é resiliente, pois o produto não é tão atrelado a fatores macroeconômicos", diz Horta, ressaltando que a rede tem conseguido apurar crescimento nas vendas "mesmas lojas" (critério que compara o desempenho de unidades abertas há pelo menos um ano) e fazer todas essas inaugurações, mesmo nesse cenário mais fraco.

Para Carlos Eduardo Martins, também sócio da Vinci, a economia mais desaquecida traz oportunidades, por exemplo, na área de "real estate". "Em um cenário como esse é possível negociar melhor valores dos imóveis que abrigam as lojas", diz.

A parceria com o Temasek saiu, dizem os sócios da Vinci, por conta do perfil parecido das duas casas, que têm visão de longo prazo. O fundo de Cingapura pode elevar sua fatia para até 35% no futuro.

Os planos continuam de expandir e consolidar a marca Burger King no Brasil. A chegada da Vinci para o negócio, com a criação da BK, uma joint-venture que funciona como master franqueadora e também abre suas próprias lojas, desagradou antigos franqueadores. Em 2012, a BK adquiriu o maior deles, a BGK, que trouxe a marca ao país há dez anos e tinha 40 lojas. Em setembro passado, comprou o maior franqueador do Nordeste, com 22 pontos. Das 500 lojas atuais, 70% são próprias.

Segundo Horta, a BK Brasil vê elevado potencial de expansão para a rede no Nordeste, onde ainda possui presença tímida. Mas não faria sentido manter duas operações por lá. "Com a aquisição e uma operação só na região, ganhamos escala. Para nós e para o franqueado, fez sentido", diz.

Horta afirma que a escolha pelas lojas próprias é uma forma de ganhar massa crítica nesse momento de expansão. "Quando a expansão estiver mais estabilizada, o que levará alguns anos, podemos refranquear lojas, se for o caso."

A rede inicialmente concentrou-se no Rio e em São Paulo e agora foca maior expansão nacional. Por enquanto só não está na região Norte, onde deve entrar nos próximos dois anos.

O negócio no Brasil tem fechado com prejuízo, que rondou R$ 8 milhões em 2013 e 2012, quadro que deve se manter este ano. Já as receitas cresceram: passaram para R$ 442 milhões em 2013, com alta de 77%; e devem subir mais de 60% este ano, superando R$ 700 milhões.

"Em termos contábeis, a operação vai ter prejuízo por algum tempo. Na nossa fase de acentuada expansão há muita despesa pré-operacional e esse investimento contabilmente entra como despesa", diz Horta. "Mas a característica do negócio é de ser altamente gerador de caixa, além de ter previsibilidade de receitas, depois de maduro", acrescenta.

Olhando para as operações globais do Burger King, China, Brasil e Rússia, são as que mais crescem nos últimos anos. Atualmente, o público mais forte da rede no país é formado por jovens, entre 20 e 35 anos. A empresa vê espaço a conquistar entre mulheres e crianças.

Fontehttp://www.valor.com.br/empresas/3800482/com-temasek-burger-king-reforca-expansao#ixzz3KjwGgEIG
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