CANSAMOS DE SER A VELHA POSITIVO’: COMO A EMPRESA DE TECNOLOGIA CURITIBANA ESTÁ SE REINVENTANDO

Com foco renovado em desenvolver projetos para outras empresas, mas sem esquecer o consumidor final, a “nova Positivo” tenta se reinventar

A Positivo Tecnologia montou um dos maiores e mais concorridos estandes da Eletrolar Show, feira anual de tecnologia e negócios que aconteceu entre os dias 17 e 20 deste mês em São Paulo. A empresa curitibana está tentando se reinventar trazendo startups como Quantum e Hi Technologies para seu guarda-chuva, e com um foco renovado em vendas e na elaboração de projetos especiais para outras empresas (B2B).

“Cansamos de ser a velha Positivo”, diz Norberto Maraschin, vice-presidente de mobilidade, novos negócios e negócios internacionais da Positivo. A mudança de nome da empresa, de Positivo Informática para Positivo Tecnologia, é um reflexo dessa nova postura. “O nome tinha que ser mudado porque aquela Positivo Informática não existe mais”, completa.

O novo foco em B2B deriva de uma abordagem diferente. Não é de hoje que a Positivo trabalha com outras empresas e governos, fazendo vendas no atacado. O que muda, agora, é que em vez de oferecer soluções prontas, a empresa desenvolve tecnologia de acordo com as demandas que chegam. “Se você tem um problema ou oportunidade, traga para nós”, comenta Maraschin.

Vinicius Grein, líder de produtos da Quantum, explica que essas soluções sob medida vão além de apenas adaptar celulares. A Positivo consegue, segundo o executivo, trabalhar com hardware, software e Internet. A Quantum, que nasceu com foco total no consumidor, passou a trabalhar também em soluções empresariais. Grein está bastante empolgado com essa mudança.

O primeiro projeto dessa nova fase é o Cielo LIO (acima), uma maquininha de pagamentos inteligente anunciada em setembro do ano passado. De acordo com Maraschin, ela tem APIs e conversa com os sistemas de controle dos lojistas, automatizando balanços e outras rotinas que, com os modelos atuais, causam calafrios nos colaboradores. É, pois, uma plataforma.

Nesse caso, a Positivo desenvolveu o hardware do produto e o software, e sua marca não aparece no produto final nem em seu material de divulgação. O modelo lembra um pouco o que as grandes fabricantes chinesas fazem, mas com algumas adaptações.

Maraschin ressalta que “não existe empresa na América Latina que consiga fazer um hardware, colocar um sistema operacional perfeito, equilibrado, 100% seguro, além da gente. Somos a única da região que consegue fazer isso. Na China, tem cerca de 20. Temos um diferencial competitivo muito grande. A Positivo busca grandes projetos para grandes empresas”.

Além da Cielo, a Positivo também trabalha em projetos com a Braspag, a Embraer e outras duas grandes empresas não divulgadas.

Expansão

A equipe de vendas da Positivo foi reformulada, com cerca de 2/3 dos profissionais trocados e o perfil, totalmente. Para liderá-la, a empresa trouxe Rodolfo Torello para ser o novo vice-presidente de marketing e vendas. Com um vasto currículo, incluindo passagens pela Unilever, Fast Shop e BRF, ele estava, até então, à frente da Amazing, empresa que fundou e que trouxe ao Brasil os robôs aspiradores de pó da I Robot.

O estande da empresa na Eletrolar Show contava com várias salas de reuniões. O objetivo? Fechar negócios. A equipe responsável pela organização comentou, surpresa e contente, que o volume de negócios fechados na feira superou as expectativas.

Para o executivo recém-chegado, o futuro próximo da Positivo se baseia em um tripé: fortificar a marca, expandir o portfólio e aproximar a Positivo do consumidor final. “Vamos entrar em novas categorias com a marca Positivo e ano que vem teremos mais. Nós temos uma infraestrutura enorme, uma empresa querida… temos que otimizar isso. Vamos chegar mais perto do consumidor – em São Paulo, por exemplo, pouca gente conhece a Positivo”

Nenhum dos executivos entrevistados deu detalhes sobre essas novas categorias, mas eles deixaram escapar a data do próximo grande lançamento: 29 de agosto. No caso, é um novo smartphone da Quantum. Maraschin disse que o produto “irá revolucionar a indústria mundial” e que “libertará as pessoas da tela, de verdade”. A conferir.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/sem-titulo-5irl6k23iuq8w7y9uryuxofdn

QUINTA STARTUP MAIS VALIOSA DO MUNDO, REDE DE COWORKING VAI INAUGURAR SEIS ESCRITÓRIOS NO BRASIL

É a primeira vez que uma grande rede de coworkings entra no país

Quinta startup mais valiosa do mundo, com valor de mercado de US$ 20 bilhões, a rede de escritórios compartilhados WeWork vai abrir até o fim do ano seis coworkings no Brasil. A primeira unidade, na Paulista, em São Paulo, foi inaugurada neste mês e grandes empresas como Porto Seguro, Grupon e Kaszek já colocaram as suas equipes para trabalhar lá. É a primeira vez que uma grande rede de coworkings entra no país, que até então tinha o mercado restritos a negócios locais, de nichos e com poucas unidades.

A unidade da Paulista foi aberta na primeira semana de julho com lotação máxima: 850 pessoas. Por enquanto, os membros estão locados em dois andares do prédio de cinco pavimentos e 10,6 mil metros quadrados. Até o fim do ano, serão reformados e inaugurados os três andares restantes e o escritório poderá comportar até 2 mil pessoas.

A WeWork vai abrir mais três escritórios em São Paulo até o fim de 2017. Em agosto será inaugurado um coworking na Avenida Faria Lima, de seis andares, e que já está com taxa de ocupação de 90%. Em novembro, será a vez do escritório na Avenida Juscelino Kubistschek e, em dezembro, a unidade Berrini, na Avenida das Nações.

A rede vai também vai abrir dois coworkings ainda neste ano no Rio de Janeiro. Eles devem ser inaugurados até dezembro e ficarão na região central da capital carioca e no bairro Botafogo. Os prédios estão em fase de reforma.

Plano de expansão

A entrada no Brasil faz parte da estratégia de expansão da companhia pela América Latina. A WeWork surgiu em 2010 em Nova York, nos Estados Unidos. Desde a sua fundação, captou US$ 4,7 bilhões, sendo US$ 760 milhões na última semana, o que a tornou a quinta startup mais valiosa do mundo, com valor de mercado de US$ 20 bilhões.

A empresa possui mais de 140 escritórios em 15 diferentes países e conta com 120 mil membros. No ano passado, a rede iniciou o plano de expansão para a América Latina – a sua atuação estava restrita à Europa, América do Norte e Ásia  – e abriu sua primeira unidade no México. Neste ano, entrou também no Brasil e Argentina e deve expandir logo para a Colômbia.

O general manager da WeWork Brasil, Lucas Mendes, afirma que o amadurecimento do mercado brasileiro de coworking e o potencial de clientes motivaram a empresa a investir no país. “No Brasil tem muita gente que quer trabalhar nesse formato, há também uma cultura empreendedora forte.”

Ele destaca, ainda, que as empresas com sede no país passaram a ver os escritórios de coworking como um possível espaço para alocar seus funcionários – seja aqueles que precisam inovar ou buscam mobilidade. No escritório da Paulista, a rede já atraiu grandes empresas como Porto Seguro e Grupon e há a perspectiva de companhias que já utilizam a WeWork fora do país, como Uber e Amazon, passarem a alocar seus funcionários nos coworkings da empresa no país.

Os escritórios da WeWork são conhecidos por serem amplos e bem localizados. Normalmente, ficam próximos a estações de metrô e nas principais avenidas das cidades. E, a partir do momento que uma pessoa passa a ser membro, ela pode usar qualquer unidade espalhada pelo mundo. O preço para locar o espaço varia de R$ 680 a R$ 1.500 por pessoa e por mês no Brasil, dependendo do modelo de mesa escolhido (compartilhada ou privativa).

Cenário brasileiro

Segundo dados do Censo Coworking Brasil, realizado pelo Movebla e CoworkingBrasil.Org, o país tinha até o ano passado 378 escritórios compartilhados e vivia um período de “boom”. Somente em 2016, o número de escritórios cresceu 52%, localizados principalmente em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. As redes, porém, eram na grande maioria empresas locais com poucas unidades e, muitas vezes, com um público-alvo de nicho.

O coordenador do Censo Coworking Brasil em 2016, Anderson Costa, acredita que a entrada da WeWork vai ajudar na maturação do mercado brasileiro e fazer com que mais empresas vejam os coworkings como uma ferramenta de conexão e inovação. “Estamos com uma carga bem alta de coworkings, mas há muito espaço para expansão porque as empresas estão percebendo que é muito difícil conseguir inovar dentro de escritórios comerciais.”

 

Fonte: : http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/quinta-startup-mais-valiosa-do-mundo-rede-de-coworking-vai-inaugurar-seis-escritorios-no-brasil-26ca4s54u0bnptg9zxd7ykw21

LIVRARIA CULTURA COMPRA A FNAC BRASIL

Valor da transação não foi relevado e inclui as 12 lojas da Fnac no Brasil, mais o e-commerce da marca francesa no país

A Livraria Cultura anunciou nesta quarta-feira (12) que comprou as operações da Fnac Brasil. Isso inclui as 12 lojas que a rede francesa mantinha no Brasil, incluindo uma em Curitiba, no Park Shopping Barigui, e o e-commerce da marca no país. O valor da transação não foi relevado e a transação deve ser concluída nas próximas semanas.

Em nova enviada à imprensa, a Livraria Cultura afirma que a “união entre os dois grupos criará valores e sinergias, compartilhando culturas similares e o comprometimento com a promoção da cultura no Brasil”.

A empresa acrescenta que a aquisição permitirá que a Livraria Cultura “diversifique seus negócios adicionando novas linhas dos produtos e serviços”.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/livraria-cultura-compra-afnac-brasil-8xstyq9a5i2nxfkevofxe9u57

SOBE PARA R$ 10 MI O LIMITE PARA FINANCIAMENTO COLETIVO DE STARTUPS NO BRASIL

Conhecido como Equity Crowdfunding, esse tipo de investimento teve as regras alteradas pela Comissão de Valores Mobiliários nesta quinta-feira (13)

Antes, as captações eram limitadas a R$ 2,4 milhões e eram restritas a empresas que faturassem até R$ 3,6 milhões ao ano. Foto: Pixabay

 

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) divulgou nesta quinta-feira (13) regras para o financiamento coletivo a startups a partir de plataformas na internet permitindo captações de até R$ 10 milhões. Conhecido como Equity Crowdfunding, esse tipo de investimento será permitido para companhias que faturem até R$ 10 milhões ao ano.

Nos sites que realizam ofertas do tipo, investidores podem ver informações sobre startups que oferecem participação acionária em troca de investimentos feitos a partir da rede.

Em geral, as ofertas ficam no ar por tempo determinado anteriormente e com uma meta de captação para o projeto.

A ideia é que cada companhia receba recursos de dezenas de investidores para obter o valor que buscam. As plataformas ficam com um percentual do que é arrecadado na rodada de investimentos. As regras definidas pela CVM foram comemoradas pelas plataformas do setor.

Greg Kelly, cofundador da plataforma EqSeed e um dos diretores da associação que reúne empresas de equity crowdfunding, aponta que os valores máximos de faturamento permitido para esse tipo de financiamento e o limite de captação levarão a uma expansão do número de ofertas.

Antes, as captações eram limitadas a R$ 2,4 milhões e eram restritas a empresas que faturassem até R$ 3,6 milhões ao ano. A EqSeed começou a realizar captações em 2016. Foram 4 no ano passado e a companhia espera realizar 12 neste ano.

Como se dará a aprovação

Também houve uma redução dos procedimentos e autorizações necessárias para incluir uma oferta no ar.

Para poder oferecer esse tipo de investimento, as plataformas virtuais onde eles serão feitos passarão por processo de credenciamento da CVM.

Após aprovação, ficam responsáveis por definir quais companhias irão incluir em suas plataformas e por manter uma comunicação aos investidores completa e neutra. Antes, todas as ofertas eram comunicadas antecipadamente a CVM, que deveria autorizá-las antes de irem ao ar, o que tornava o processo mais lento, diz Kelly.

Em nota, a CVM afirmou que o modelo pode alavancar a criação de novos negócios de sucesso no país, permitindo a captação de recursos de modo ágil, simplificado e com amplo alcance a investidores por meio do uso da internet.

Além da EqSeed, empresas como Broota e StartMeUp oferecem investimentos a partir do modelo de equity crowdfunding.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/sobe-para-r-10-mi-o-limite-para-financiamento-coletivo-de-startups-no-brasil-e5b2fore2xjk50t90swgbtfdm

TRF1 RECONHECE LEGITIMIDADE DAS ATIVIDADES EXERCIDAS POR OPTOMETRISTAS

A 7ª Turma do TRF1 negou provimento à apelação do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) contra a sentença, da 9ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, que julgou improcedente o pedido que tinha por objetivo declarar a nulidade da Portaria nº 397/2002, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que acrescentou a profissão de ópticos optometristas na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).

O Conselho de Oftalmologia sustenta a ilegalidade da portaria MTE 397/2002, ao afirmar que elencou, dentre as funções do profissional óptico optometrista, atividades privativas de médicos oftalmologistas. Sustenta que a decisão do Juízo de origem foi equivocada ao não reconhecer que a Portaria MTE 397/2002 viola os arts. 38 e 39 do Decreto nº 20.931/32 e 1º e 14 do decreto nº 24.934/34, que veda a esses profissionais a instalação de consultório para atender clientes, indicar o uso e vender lentes de grau sem o pedido médico.

Ao analisar o caso, o relator, juiz federal convocado Eduardo Morais da Rocha, destacou que o tratamento das doenças do olho é atividade privativa do médico oftalmologista, que pode realizar intervenções cirúrgicas no globo ocular e receitar medicamentos.
A atividade de optometria, segundo o magistrado, se limita à aplicação de fundamentos da física (óptica), e não da medicina, no que se refere à correção de alguns distúrbios da visão não considerados doenças (miopia, hipermetropia, astigamatismo), por meio de óculos e lentes, os quais não se constituem medicamentos.

O relator salientou que na lei do ato médico (12.842/2013) não há indicação de que o diagnóstico de distúrbio ocular por meio de instrumento específico, o tratamento, correção e prescrição de óculos e lentes de contato sejam atividades privativas dos médicos. Afirmou ainda que a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece a optometria como atividade profissional, bem como a importância da atuação de profissionais não médicos no atendimento primário à saúde visual e prevenção de cegueira, encaminhando os casos patológicos para o profissional de medicina, “tendo em vista a universalidade e integralidade do cuidado da saúde da população”.

Asseverou o magistrado que o cerceamento ao exercício profissional do optometrista quanto à indicação do uso de órteses e próteses oftalmológicas ou não, pode comprometer o alcance das políticas públicas da área de saúde, considerando-se que essas atribuições profissionais são reconhecidas pelo Sistema Único de Saúde – SUS, nos termos das diretrizes curriculares de diversos cursos de graduação na área de saúde ocular, como é o caso específico das órteses e próteses oftalmológicas, concluiu o relator.

 

Fonte: http://portal.trf1.jus.br/portaltrf1/comunicacao-social/imprensa/noticias/decisao-trf1-reconhece-legitimidade-das-atividades-exercidas-pelo-optometrista.htm

COMPRAR THE BODY SHOP FOI TÃO RUIM ASSIM PARA A NATURA?

As ações da Natura caíram 11% após o anúncio de sua maior aquisição, a varejista de produtos de beleza The Body Shop, por quase 4 bilhões de reais

Loja da Natura: o mercado não digeriu bem a compra da rede The Body Shop

s ações da fabricante de cosméticos Natura caíram 11% nos dois dias seguintes ao anúncio de sua maior aquisição, a varejista de produtos de beleza The Body Shop, por quase 4 bilhões de reais. Os analistas, que já não indicavam a ação da Natura — apenas dois dos 15 profissionais que acompanham a empresa recomendavam comprar suas ações em maio —, ficaram ainda mais pessimistas após a operação, anunciada no dia 9 de junho.

Segundo o banco JP Morgan, a Body Shop, que tem 3 000 lojas em 60 países, precisa de uma transformação para ser mais lucrativa, e a Natura tem pouca experiência no varejo. Além disso, a aquisição vai dobrar a relação entre a dívida da Natura e sua geração de caixa (a agência de classificação de risco S&P colocou a nota da Natura em perspectiva negativa após a compra). Mas investidores que olham para o longo prazo têm uma visão mais, digamos, “construtiva”.

Dizem que, com a compra, a empresa deixa de ser refém das vendedoras autônomas (a maioria também trabalha para os concorrentes) e ganha um time de funcionários especializados em varejo para ajudar na desejada expansão, aqui e no exterior. A Natura tem 14 lojas no Brasil e um plano de chegar a 30 no fim do ano. A The Body Shop tem 133 lojas no país, que faturam cerca de 280 milhões de reais, ou 3,5% da receita da Natura. Os fluxos da internacionalização: O Mundo Corporativo te mostra como as fronteiras dos recursos e investimentos estão sendo redefinidas Patrocinado 

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/revista-exame/comprar-the-body-shop-foi-tao-ruim-assim-para-a-natura/

30 MODELOS DE FRANQUIA QUE ACABAM DE CHEGAR AO MERCADO

Redes conhecidas e estreantes lançarão novos formatos na ABF Franchising Expo 2017. Confira alguns desses modelos

Empreendedores em cafeteria: novas redes de franquia chegam ao mercado brasileiro neste mês

São Paulo –  A 27ª edição da ABF Franchising Expo acontece nesta semana na cidade de São Paulo, entre os dias 21 e 24 de junho. O evento, considerado o mais relevante do país no segmento de franquias, é uma boa chance de acompanhar as tendências e analisar oportunidades de negócio.

Muitas franqueadoras aproveitam a reputação da feira para lançarem-se no mercado ou para fazerem a divulgação de novos formatos de franqueamento, atraindo o grande fluxo de visitantes.

EXAME.com elencou 30 modelos que serão divulgados pela primeira vez na ABF Franchising Expo. As informações foram fornecidas pelas próprias marcas franqueadoras.

Lembre-se de que, antes de sair assinando contratos, é importante saber identificar uma boa oportunidade de negócioestudar mais sobre o setor e saber quais são os direitos e deveres do franqueado e do franqueador, por exemplo. Preparação é fundamental para evitar um mau negócio.

Confira, a seguir, formatos de franquia que acabam de chegar ao mercado:

1 – Acesso Saúde: 420 mil reais

A rede Acesso Saúde, de clínicas médicas particulares de baixo custo, vai participar pela primeira vez na ABF Franchising Expo. Lá, lançará duas novas opções de modelos de negócio: Acesso Saúde Express e Acesso Saúde Premium.

Acesso Saúde Express
Investimento inicial: 420 mil reais
Prazo de retorno: 24 meses

Acesso Saúde Premium
Investimento inicial: 600 mil reais
Prazo de retorno: 24 meses

2 – Barela: 8 mil reais

A Barela é uma rede de franquias que comercializa seguros e planos da área de saúde. O modelo de franquias home office começou a ser formatado em 2015 e agora, em 2017, a marca começa sua expansão. Por dentro do assunto: Dona do WordPress leva home office ao extremo 

Investimento inicial: 8 mil reais
Prazo de retorno: 6 a 12 meses

3 – Clinicão: 96,5 mil reais

A Clinicão é uma rede de franquias de serviços veterinários. O negócio começou a franquear ano passado e possui uma unidade operando. A marca irá lançar um novo modelo na ABF Franchising Expo, chamado Consultório Smart.

Consultório Smart 
Investimento inicial: 96,5 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 meses

4 – Croasonho: 370 mil reais

A Croasonho, rede de franquias do ramo de alimentação, começou a franquear em 2009 e já possui 72 unidades funcionando. A marca opera com modelos tradicionais e irá lançar neste ano seu formato Container.

Container
Investimento inicial: 370 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

5 – Cuordicrema: 100 mil reais

A rede de franquias de gelato artesanal Cuordicrema participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo. A marca começou a franquear em 2015 e possui 14 unidades em operação.

Investimento inicial: 100 mil reais
Prazo de retorno: 20 a 24 meses

6 – Das Brot: 75 mil reais

A rede de padarias franqueadas, com produtos importados da Alemanha, participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo. A marca começou a franquear em 2013 e possui seis unidades em operação.

Investimento inicial: 75 mil a 180 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

7 – Delivery Much: 15 mil reais

A Delivery Much, rede franqueadora com um aplicativo de delivery online, começou a franquear em 2015 e possui 120 unidades em operação. É a primeira vez que a marca participa da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 15 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 24 meses

8 – Dermanail: 15 mil reais

A Dermanail é uma franquia de produtos de beleza e tratamento estético para mãos, pés e unhas. A marca nasceu em 2005 e franqueia desde 2015. Com 20 unidades franqueadas já comercializadas, a marca está lançando na ABF Franchising Expo seu modelo home based.

Home Office
Investimento inicial: 15 mil reais
Prazo de retorno: 11 meses

9 – Divino Fogão: 450 mil reais

A rede de alimentação Divino Fogão já possui 190 unidades em operação. Na ABF Franchising Expo, lançará o modelo Divino Fogão Pratos da Fazenda, com opções pré-selecionadas nos pratos.

Investimento inicial: 450 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

10 – Dr. Shape: 180 mil reais

A Dr. Shape é uma rede de franquias do segmento de artigos esportivos e suplementos. A marca possui 62 unidades e participa pela primeira vez na ABF Franchising Expo.

Express
Investimento inicial: 180 mil reais
Prazo de retorno: 18 a 36 meses

11 – English Talk: 17 mil reais

A English Talk, rede de franquias de escolas de inglês, está no mercado desde 2015 e possui seis escolas em operação. Na ABF Franchising Expo deste ano, a marca irá lançar seu modelo Private, que é home based.

Private
Investimento inicial: 17 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 meses

12 – Gênio da Locação: 130 mil reais

A marca Gênio da Locação, de aluguel de pequenos equipamentos para serviços domésticos, começou a franquear no segundo semestre do ano passado. A rede possui 12 unidades em operação.

Investimento inicial: 130 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

13 – Gigatron: 40,5 mil reais

A Gigatron, rede de franquias de serviços de tecnologia, começou a operar em 2012 e conta atualmente com 162 unidades em operação. Na ABF Franchising Expo, a marca irá lançar o novo modelo Certificado Digital: Container.

Container 
Investimento inicial: 40,5 mil reais
Prazo de retorno: 6 a 9 meses

14 – Ice Creamy: 2,5 mil reais

A rede de franquias Ice Creamy, que já trabalha com lojas e quiosques de sorvetes, lançará um novo modelo na ABF Franchising Expo. O novo formato, chamado PDV, permite comercializar os produtos em geladeiras.

PDV
Investimento inicial: 2,5 mil reais
Prazo de retorno: 12 meses

15 – Jin Jin: 200 mil reais

 A rede de culinária asiática Jin Jin irá divulgar seu modelo de quiosque na ABF Franchising Expo. O negócio começou a franquear em 1994 e possui 77 unidades em operação.

Investimento inicial: 200 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

16 – Johnny Rockets: 750 mil reais

A rede de hamburguerias americana Johnny Rockets começou a franquear ano passado no Brasil. A marca possui 12 unidades e participará da ABF Franchising Expo pela primeira vez.

Investimento inicial: 750 mil a 1,2 milhão de reais (não inclui taxa de franquia, de 49 mil dólares)
Prazo de retorno: 30 a 42 meses

17 – Kingdom: 79,6 mil reais

A Kingdom é uma rede de franquias de escolas de inglês. A marca começou a franquear em 2014 e possui 15 unidades operando hoje. É a primeira vez que a franqueadora participa da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 79,6 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 meses

18 – Mapa da Mina: 50 mil reais

A rede de semijoias femininas irá lançar um novo modelo de franquia na ABF Franchising Expo deste ano: o Express, com torres de semijoias para salões de beleza e perfumarias, por exemplo. A marca franqueia desde 2014 e possui 15 unidades em operação.

Investimento inicial: 50 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 meses

19 – Minha Costureira, Meu Sapateiro: 136,5 mil reais

A marca Minha Costureira, Meu Sapateiro entrou para o franchising neste ano. A rede possui sete unidades em operação e participa da ABF Franchising Expo pela primeira vez.

Investimento inicial: 136,5 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

20 – Mr. Black Café Gourmet: 210 mil reais

A Mr. Black Café Gourmet, rede franqueada de cafeterias, começou a franquear no ano de 2012 e possui 12 unidades em operação. É a primeira vez que a marca participa da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 210 a 260 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

21 – MyGloss: 30 mil reais

A MyGloss, rede de franquias de acessórios femininos, franqueia desde 2011. A marca irá lançar na ABF Franchising Expo 2017 uma microfranquia no sistema home based, para venda de acessórios em casa ou porta a porta.

Investimento inicial: 30 mil reais
Prazo de retorno: 3 a 4 meses

22 – Noxii Live Center: 120 mil

A Noxxi Live Center é uma rede de academias focada na família e em pessoas não tão ligadas ao mundo da malhação. A marca possui uma unidade própria e lançará seu primeiro modelo na ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 120 mil reais
Prazo de retorno: 17 a 20 meses

23 – Ooxy Radio Indoor: 25 mil reais

A Ooxy Radio Indoor é uma rede de franquias de marketing sensorial. A marca foi criada em 2016 e começou a franquear neste ano. Hoje, há três unidades em operação.

Investimento inicial: 25 mil reais
Prazo de retorno: 18 meses

24 – Oven Pizza: 350 mil reais

 

A Oven Pizza é uma rede de franquias de pizzas customizadas, com sete unidades em operação. A marca participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo neste ano.

Investimento inicial: 350 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

25 – Rei do Picadinho: 450 mil reais

A Rei do Picadinho é uma rede de franquias do ramo de alimentação, criada em 2014. A marca possui duas unidades e participa pela primeira vez da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 450 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

26 – Sigbol: 80 mil reais

A rede de franquias de roupas Sigbol participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo neste ano. A marca franqueia desde 2011 possui 20 unidades funcionando.

Investimento inicial: 80 mil reais
Prazo de retorno: 20 meses

27 – Spoleto: 495 mil reais

O Spoleto é uma rede de culinária italiana que já franqueia há 20 anos. Este ano, a marca irá lançar um novo modelo de franquia, chamado “Minha Cozinha Italiana”, voltado para a comida fast casual. A marca quer encerrar o ano com 61 restaurantes nesse formato.

Investimento inicial: 495 mil reais
Prazo de retorno: 36 a 40 meses

28 – Urban Motion: 900 mil reais

A Urban Motion, rede de franquias de parques de trampolins, começou a ser comercializada neste ano e possui duas unidades próprias e duas franqueadas.

Investimento inicial: 900 mil reais
Prazo de retorno: 19 meses

29 – Usaflex: 250 mil reais

A Usaflex é uma rede de calçados femininos que participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo. Atualmente, a marca possui 44 unidades franqueadas em operação.

Investimento inicial: 250 mil reais
Prazo de retorno: 24 meses

30 – Vizinhando: 445 mil reais

O Vizinhando é uma rede de franquias com restaurantes que servem comidas típicas em bares. A marca começou a franquear em 2015 e possui 13 unidades em funcionamento. É a primeira vez que o negócio participa da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 445 mil a 780 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/30-modelos-de-franquia-que-acabam-de-chegar-ao-mercado/

 

 

 

COMISSÃO APROVA PRAZO MÁXIMO DE OITO ANOS PARA FIM DE PROCESSO FALIMENTAR

 

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços aprovou proposta do deputado Renato Molling (PP-RS) que fixa em oito anos o prazo máximo para o encerramento do procedimento de falência das empresas.

O Projeto de Lei 5595/16 foi relatado pelo deputado Mauro Pereira (PMDB-RS), que apresentou parecer favorável. A proposta altera a Lei de Recuperação de Empresas (Lei 11.101/05), que hoje não prevê um prazo para que ocorra o encerramento da falência.

Atualmente, o fim do processo ocorre com a sentença do juiz, proferida após a apresentação do relatório final da falência. O relatório é emitido após a venda de todo o ativo da massa falida e sua distribuição aos credores, e também após o julgamento das contas do administrador judicial – responsável por intermediar a relação entre os credores e a massa falida (conjunto dos créditos da empresa).

“Os processos podem se arrastar por anos a fio”, disse Mauro Pereira. “É necessário que exista um prazo máximo que impeça o prolongamento indefinido da falência ao longo do tempo”, concluiu o relator, que disse que oito anos é um prazo suficiente para a conclusão de todo o processo falimentar, inclusive para a venda dos ativos da massa falida.

Extinção das obrigações
Além de estabelecer prazo para o encerramento da falência, o projeto aprovado reduz, de 10 para oito anos, o período máximo para extinção das obrigações do falido (pessoa física ou jurídica) na hipótese de ter ocorrido condenação por prática de crime falimentar.

O relator explica que o prazo menor refere-se apenas à inabilitação do falido, e não às eventuais sanções a que ele seja condenado com base na Lei de Recuperação de Empresas.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem – Janary Júnior

Edição – Rachel Librelon

 

Fonte: https://juristas.com.br/2017/06/13/comissao-aprova-prazo-maximo-de-oito-anos-para-fim-de-processo-falimentar/

A HISTÓRIA POUCO CONHECIDA DAS STARTUPS QUE DERAM ERRADO

As histórias pouco conhecidas de empreendimentos que surfaram na onda dos novos negóciosna internet, mas que deram errado

O empreendedor Bruno Medeiros transformou os erros cometidos com a startup Compra3 no coração do novo negócio , a Lake Tahoe . E está dando certo. Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

 

Em 2008 Bruno Medeiros estava na crista da onda. A imprensa dizia coisas tipo “uma empresa que pode ser chamada de startup” sobre o Compra3, que ele tinha criado dois anos antes. Era um elogio, embora ninguém soubesse muito bem o que era uma startup. O importante é que a plataforma valia R$ 20 milhões, e a poderosa Editora Abril estava com o cheque na mão para comprar o negócio. Bruno já estava de malas feitas para morar em São Paulo. Ele não sabia que tinha surfado cedo demais.

A empolgação tinha sentido. O negócio, algo como um site de compras coletivas em que o usuário não precisava de um coletivo, era totalmente inovador. Além disso, o Compra3 era vinculado às redes sociais (o site foi criado logo depois que os brasileiros invadiram o Orkut). Além da grana, a Abril ia entrar com 17 milhões de usuários. Era o necessário para catapultar o faturamento.

A crise bateu à porta, e a Abril desistiu do negócio. Bruno, não. Partiu com seu sócio para o Vale do Silício. “Brazilian startup Compra3 launches group buying site”, noticiou um site gringo, que comparou a ideia ao Groupon, nascido em Chicago. Microsoft e IBM se interessaram. Parecia um recomeço. Mas era o fim. A Compra3 foi fechada enquanto era tempo. Deixou R$ 600 mil em dívidas.

Olhando hoje, dá para ver uma sequência de erros que levou a empresa ao cemitério das startups. Começou captando mais do que precisava. Foram R$ 2 milhões, numa espécie de crowdfunding, em troca de pequenas participações. Essa “gordura” liberou a empresa para contratar mais gente do que precisava, com a tranquilidade de poder pagar. E sem a pressão para otimizar os custos.

Quando o dinheiro acabou, a empresa se viu com um produto que rendia pouco, era relativamente caro (a chamada “aquisição do usuário” era muito alta) e só teria rentabilidade quando chegasse na casa dos milhões de cadastrados. E estava longe disso. Por fim, o timing. Várias empresas fazem sucesso hoje com produtos muito parecidos. Elas estavam nascendo na época em que o Compra3 fechou.

A lista de startups que fecharam é gigantesca. Algumas chegaram a fazer um bom sucesso com os usuários, como a plataforma de músicas Grooveshark e o microblog de vídeos Vine (que chegou a ser vendido para o Twitter por 30 milhões de dólares, antes disso). Muitas morreram antes disso, sem nem chegar a lançar um produto viável no mercado.

Os números mostram que a taxa de mortalidade, entre as startups, é mais feroz do que na média de novas empresas. Não só no Brasil. Um estudo feito na Universidade de Stanford corrobora um velho mito do Vale do Silício: 9 em cada 10 startups fecham. Em média, nos Estados Unidos, metade das novas empresas chega aos cinco anos de idade.

A fórmula do fracasso

Os pesquisadores criaram uma fórmula das empresas que erram. A empresa começa com uma grande campanha de relações públicas, sai na mídia. Aí sim desenvolve o produto (que não é muito bom, já que o empreendedor perdeu tempo com propaganda, e não pesquisou bem o consumidor). Já com fama, a empresa monta uma equipe grande e consegue captar muito dinheiro, mais do que deveria. Para só então perceber que não há um modelo de negócios. E que talvez as pessoas nem queiram consumir aquilo. É questão de tempo até fechar (o que deve acontecer quando acabar o dinheiro).

São negócios que “escalaram cedo demais”. “Ganhar escala” é o Santo Graal das startups, é como elas conseguem ganhar muito dinheiro gastando pouco. A lógica é ter uma equipe enxuta e um produto facilmente replicável, que dê o mesmo tanto de trabalho se for usado por uma pessoa ou por 100 milhões.

Mas startups também fecham porque nem todas as ideias são boas. De alguma forma, isso é uma vantagem. Por serem baratas e ágeis, as startups conseguem se adaptar muito rápido, e isso inclui saber fechar as portas.

“Erre rápido e erre barato”

Ricardo Doria é um entusiasta da falha como processo de aprendizado. Criou até um evento para “louvar o erro” (o Smart Fail já teve duas edições, e nele os empreendedores têm 5 minutos para contar a história dos seus erros). E dá um curso, em que ensina a desenvolver a “confiança criativa”. Há toda uma metodologia para aprender a errar rápido e barato, e assim correr riscos (que é a chave para fazer “coisas incríveis”).

Esse modo de pensar tem popularizado as histórias de “fracassos”. No Medium (que é como uma rede social de blogs) há várias publicações, em inglês, do tipo “por quê fechei minha startup (e o que aprendi com isso)”. Há uma thread no Reddit em que os usuários publicam notícias de empresas que fecharam (/r/shutdown) e há alguns com listas de antigas startups.

Um deles, o Startup Graveyard, compila o ramo da indústria da empresa, período de funcionamento, fundadores, quanto de investimento recebeu e ainda traz alguns motivos para o fim. O projeto nasceu como uma tese de mestrado na Universidade de Nova York, do estrategita digital. O grande desafio é encontrar informações precisas.

Inclui encontrar ativos da marca abandonada, informações sobre a empresa de fontes variadas que indiquem claramente quais motivos levaram à queda. O site é uma fonte, mas é muito difícil determinar exatamente o que levou a uma falência. As companhias são complexas, e em geral vão parar no ‘cemitério’ como resultado de uma longa lista de fatores interrelacionados.

No Brasil

Encontrar as startups fantasmas do Brasil é um trabalho bem mais difícil. Apesar de iniciativas como o Smart Fail e o Day1, da Endeavor, as histórias que deram errado ainda são raras. São raras as postagens do tipo, no Medium. Não há quase nada na imprensa, mesmo em veículos especializados. Mesmo durante a apuração desta reportagem, foram poucos os empreendedores que toparam falar. Seja por motivos jurídicos ou por não quererem falar dos seus erros. Para Ricardo Dória, a explicação é simples:

Uma exceção foi Adonis Batista Beggi. De uma geração posterior à de Bruno Medeiros, ele lançou a Get Out quando o chamado “ecossistema de startps” já estava mais robusto, no Brasil. Tal qual Mark Zuckerberg, ele abriu a empresa na cozinha da casa da sua mãe. Despontaram depois de entrar para uma aceleradora. Adonis dava entrevistas, palestras, participava de prêmios e vivia saindo em listas de “startups mais inovadoras”.

Adonis Batista Beggi: os erros cometidos na primeira tentativa de empreender serviram de lição para abrir um novo negócio, desta vez com mais segurança.

A Getout era uma plataforma para integrar interessados em praticar atividades (em geral esportes radicais) a um organizador. Uma porcentagem da taxa de inscrição ia para o site. Mas o custo de aquisição era alto, e eles precisavam triplicar o ticket médio, para ter uma rentabilidade decente.

“Pensei muitas vezes. Será que eu não estou desistindo? Não deveria ser mais persistente?”. Era 1.º de abril, dia da mentira, quando ele e seu sócio Lucas Kenji reconheceram que não dava mais. Com uma média de 300 eventos em quatro estados por fim de semana, no auge, eles já estavam ficando loucos resolvendo pepinos dos participantes. Um dos parceiros chegou até a ir para a UTI, após um acidente ocorrido em uma atividade. A empresa nunca ia ganhar escala.

Fecharam antes de captar com investidores, com apenas R$ 15 mil de prejuízo. Metade foi abatido com o próprio patrimônio da empresa. Da Getout, herdaram conhecimentos com marketing digital e com ferramentas avançadas de big data, conhecidas no Vale do Silício, para onde foram participar de fóruns de startups.

Nasceu a Hariken, que nunca ganhou nenhum prêmio, mas já está indo para a terceira rodada de captação financeira. A primeiro foi com um investidor-anjo que Adonis conheceu por meio da Getout. A Hariken é uma plataforma de estratégia de marketing digital que lida com dados. Foram nove meses de estudo e validação para colocar um produto bem ajeitado no mercado. “Faz a mesma coisa que o Adobe [principal concorrente], com a mesma qualidade, mas o pacote deles custa R$ 5 milhões. O nosso parte de R$ 800”.

Recomeço

Os erros da Compra3 viraram o coração do novo negócio de Bruno Madeiros, a Lake Tahoe. É uma empresa de participações, ou seja, seu negócio é impedir que startups com potencial cometam esses mesmos erros. A primeira experiência foi na Beauty Date, em que Bruno entrou como sócio para ajudar na captação financeira. Arrecadaram quase R$ 30 milhões em um ano e meio, além de se unirem ao grupo que é dono da Keune Brasil, o que abriu caminhos nos salões de beleza.

A Fundação Dom Cabral, que trabalha com educação executiva, há alguns anos coloca uma lupa no mundo das startups. O professor Hugo Tadeu, que integra o núcleo de Inovação da instituição, explica que há algumas características bem brasileiras para as startups darem errado. Mas que, mais preocupante do que olhar para como elas morrem, é ver como elas nascem.

Como se sabe, o Brasil figura nas últimas posições em rankings de produtividade, como o elaborado pela instituição suíça IMD. Há também uma crise de gestão. Mais de 90% das startups morrem porque não têm modelo para gerir o negócio. E 70% não sabem fazer uma leitura de mercado, como converter uma boa ideia em um produto com viabilidade comercial.

É preocupante, diz o professor, que um grande número de startups brasileiras tenha um nível de produtividade médio (que se mede pela proporção de faturamento por empregados ou pela exepctativa de investimento futuro na empresa). Ao passo que as mais produtivas do país são as grandes. Justo as que têm acesso a subsídios muito vantajosos.

“Estas empresas grandes acabam criando uma barreira de mercado, e não deixam o empreendedor entrar. Isso mostra que [há um problema] de modelo de desenvolvimento econômico (…) o que falta é uma política clara, uma visão estratégica de longo prazo para este ambiente prosperar, com coordenação entre o público e o privado. Tem muito a ser discutido.”

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/empreender-pme/a-historia-pouco-conhecida-das-startups-que-deram-errado-6qht0lh7j18bdrmntpbleyuqb

PRESENTE OU PROPINA? CARTILHA ENSINA O QUE PODE OU NÃO NAS EMPRESAS

Instituto Brasileiro de Direito e Ética Empresarial montou um material para orientar como deve ser a conduta de relacionamento com o setor público

Partindo de dúvidas lançadas em meio à Operação Lava-Jato e seus desdobramentos, o Instituto Brasileiro de Direito e Ética Empresarial (IBDEE) lançou recentemente a cartilha “Como ser ético sem deixar de ser criativo. Orientações e Conduta para Relacionamento com o Setor Público: Brindes, Presentes e Hospitalidade”.

Com base na legislação de 14 estados e da União, a cartilha estabelece dicas para empresas do setor privado que tenham intenção de oferecer presentes a agentes públicos sem perder a ética.

Para alguns casos, as regras são suficientemente claras na legislação. Servidores do Banco Central do Brasil, por exemplo, não podem receber itens, mesmo que de propaganda, que custem mais de R$ 100. O mesmo valor é estabelecido para a Alta Administração Federal e para Servidores do Supremo Tribunal Federal.

A especialista em comunicação corporativa Marina Pechlivanis, sócia da agência Umbigo do Mundo, que colaborou com o IBDEE na atualização da cartilha, ressalta que os presentes devem ser usados como uma ferramenta estratégica de relacionamento e de posicionamento.

“Duas iniciativas essenciais devem ser sempre consideradas: compliance e criatividade. Uma, pelo fato de que criar regras com base na legislação vigente e nas normas corporativas ajuda a mapear condutas, respeitar limites éticos e evitar benefícios indevidos. A outra, porque sem criatividade não há encantamento; sem encantamento, o investimento não merece ser feito. Vale para a política e vale par ao mercado”, diz, em nota sobre a publicação.

Dicas

Uma dica dos especialistas que participaram da produção do documento é que sempre se consulte a área jurídica das empresas antes de oferecer o brinde ou presente. Quando houver a opção por oferecer o brinde, é necessário:

  1. Conhecer o beneficiário e qual a intenção do presente;
  2. Conhecer as regras e legislação pertinentes de cada setor a que se destina o presente;
  3. Quando houver interesse da empresa em ofertar ao agente público presentes, brindes ou a participação em congressos, seminários, cursos ou eventos de natureza semelhante, é preciso verificar se a autoridade é responsável, seja em caráter individual seja como membro de um órgão colegiado, por decisão de interesse da empresa, situação na qual se orienta não prosseguir com a oferta do benefício;
  4. Sendo possível a oferta do benefício, que ela seja feita por escrito com as devidas justificativas;
  5. A mensagem deve ser condizente com a linguagem da marca;
  6. Mesmo havendo limites de preços estabelecidos em cada código de ética, é possível criar estratégias que associem o brinde/presente à história e valor da marca.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/pos-e-carreira/presente-ou-propina-cartilha-ensina-o-que-pode-ou-nao-nas-empresas-5grne5bevkc9extaarpz8vroz