Fusões e aquisições têm ano recorde

Enquanto o mercado de ações ficou quase no zero a zero em 2014, fazendo com que o ano passado fosse o pior da última década, o negócio de fusões e aquisições teve o melhor ano da história no Brasil. Nem o calendário de Copa e a indefinição com as eleições presidenciais atrapalharam a decisão dos investidores de comprar ou dos empresários de colocar seus negócios à venda. Segundo levantamento da consultoria PwC, foram anunciadas 879 transações (8,2% mais do que em 2013), que movimentaram cifra superior a US$ 108 bilhões.

Em 2015, as fusões e aquisições devem repetir o ritmo. O jornal O Estado de S. Paulo entrevistou executivos de sete diferentes bancos de investimentos. Todos avaliam que o nível de negócios vai pelo menos ser mantido. Marcus Silberman, do Bank of America, diz que, neste momento, há mais diálogos sobre operações do que havia no início do ano passado. O diretor de um grande fundo de pensão confirma: “Em 2014, dava para limpar as gavetas no mês de janeiro, de tão parado.”

Alguns fatores explicam o entusiasmo dos bancos com as fusões e aquisições neste início de ano. Um deles está ligado à operação Lava Jato da Polícia Federal, que investiga contratos superfaturados com a Petrobrás: as construtoras envolvidas estão se desfazendo de ativos ou buscando consolidação em função de suas restrições de crédito. Completam o cenário as empresas de óleo e gás, o setor elétrico com dificuldades de financiamento, a baixa taxa de ocupação dos imóveis comerciais e o preço dos ativos locais na Bolsa. Além disso, o dólar valorizado frente ao real deixa as empresas mais baratas para os gringos.

Preço

Ainda assim, há desafios no curto prazo. Quem quiser fechar negócio neste ano terá de enfrentar um cenário macroeconômico mais difícil, com pressão inflacionária, juros altos e preços enfraquecidos de matéria-prima, diz o diretor do Goldman Sachs, Antonio Pereira. O ponto crucial dessa equação é que o investidor, ao olhar uma empresa, pensa no longo prazo e no patamar de preços dos ativos – que, neste momento, têm se mostrado atrativos no Brasil.

Os vendedores estão sob pressão, o que pode fazer com que negócios há muito esperados sejam finalmente concretizados. Um deles é a consolidação do setor de papel e celulose. “Toda vez que tem escassez de capital em algum setor é preciso tomar alguma decisão estratégica, seja consolidar ativos, fazer capitalização ou mesmo vender ativos. Isso está mais evidente no setor elétrico e de infraestrutura”, diz Patrícia Moraes, que comanda o banco de investimentos do JP Morgan no Brasil.

Segundo ranking da consultoria Dealogic, o JP, no ano passado, ficou em quinto lugar no ranking dos bancos que estiveram à frente do maior volume de negócios anunciados. Mas Patrícia diz que, mesmo assim, os resultados do negócio para o banco cresceram entre 20% e 25%, quase compensando o fato de os lançamentos no mercado de ações terem ficado à deriva. Em 2014, foram feitos apenas dois lançamentos.

Compensação

Também no Itaú BBA, a redução dos negócios no mercado de ações foi quase toda compensada. Segundo o diretor Roderick Greenlees, esse foi o melhor ano de sua história em negócios de compra e venda de empresas. Foram 64 ao todo – dez anunciadas somente em dezembro. Pelo ranking da Dealogic, entretanto, o banco ficou em quarto lugar. Greenlees diz que isso se deve ao fato de cerca de 20 operações lideradas pelo banco não terem tido seu volume anunciado. Uma das mais importantes foi a fusão que a CSN promoveu entre Namisa e Mina de Pedra, em que o banco assessorou o grupo asiático sócio da Namisa.

Fica melhor no ranking quem participa das grandes operações do ano. Foram 22 acima de US$ 1 bilhão. A maior delas, segundo a PwC, foi a da GVT com a Telefônica, que movimentou US$ 9,7 bilhões. A segunda foi a venda dos ativos da Portugal Telecom para a francesa Altice – transação anunciada no fim de novembro e que ainda depende da aprovação dos acionistas da PT (a assembleia que tratará deste assunto está marcada para o dia 22). O terceiro maior negócio foi a fusão da própria PT com a Oi – o anúncio foi feito em outubro de 2013, mas concretizado com o processo de capitalização realizado em abril, quando os ativos da PT foram incorporados à Oi.

Os negócios envolvendo a supertele brasileira e a operadora portuguesa definiram o ranking dos bancos que mais ganharam com fusões e aquisições no ano passado. Foi assim que o Bradesco, por exemplo, ficou de fora e o Credit Suisse tomou a liderança do BTG Pactual. O Credit pediu à Dealogic que recontasse sua participação na operação da PT e passou o BTG, que é assessor da Oi.

Em quantidade, no entanto, o BTG saiu na frente, com o dobro de operações. O diretor Marco Gonçalves, enfatiza que algumas delas não tiveram valores anunciados. Mas, independentemente do ranking, ele está otimista com 2015, assim como seu concorrente, Fabio Mourão, do Credit. Ele lembra que há anos os investimentos estrangeiros diretos para o Brasil têm se mantido estáveis na faixa dos US$ 65 bilhões, o que atrai muito capital de fora. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/economia/20150119/fusoes-aquisicoes-tem-ano-recorde/225179.shtml

Brasil registra 867 fusões e aquisições em 2014

Entre janeiro e dezembro, 867 transações de fusões e aquisições foram fechadas no Brasil, segundo levantamento da PwC. O número de operações é 6,8% maior na comparação com o ano de 2013, quando 812 transações foram anunciadas.

Segundo relatório da PwC, os meses de agosto e setembro foram o que registraram o maior volume de operações, com quase 90 transações cada um. Janeiro e maio apresentaram o menor volume, com cerca de 60 negócios fechados em cada mês.

Das operações divulgadas, apenas 263 tiveram valores revelados e juntas movimentaram mais de 145 bilhões de dólares.

O maior negócio do período foi a compra da GVT, que pertencia à Vivendi, pela Telefônica no Brasil. A operação foi fechada por 9,7 bilhões de dólares, informou a PwC.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/brasil-registra-867-fusoes-e-aquisicoes-em-2014

Valor de fusões e aquisições no Brasil cresce 27%

São Paulo – As operações de fusões e aquisições no Brasil cresceram 27,1% em valor nos primeiros noves meses do ano, para US$ 45,06 bilhões. Em número de transações, de janeiro a setembro houve 207 operações, contra 272 vistas um ano antes, de acordo com dados divulgados pela Merrill DataSite em parceria com Mergermarket.

O montante ganhou um impulso em setembro, com a compra da GVT pela Telefônica. No mês passado as transações no mercado brasileiro somaram US$ 15,3 bilhões, registrando assim o melhor mês deste ano em termos de valores.

Em relatório, a Merrill DataSite destaca a atividade dos fundos de private equity, aquecida neste ano e à frente de muitas operações que aconteceram no mercado brasileiro. Entre os grandes negócios envolvendo os fundos no Brasil está a compra da Aceco TI pela KKR e da Intermédica pela Bain.

Considerando os dados de fusões e aquisições até o fim de agosto, as operações no mundo subiram 5% em volume e 77% em valor, chegando em 1.270 transações que somaram US$ 341,6 bilhões.

No mundo, assim como na América Latina, os fundos de private equity tiveram um papel de destaque, com os desinvestimentos também acontecendo por meio de venda a um comprador estratégico ou para outros fundos.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/valor-de-fusoes-e-aquisicoes-no-brasil-cresce-27

Fusões e aquisições exibem melhor movimentação em agosto

O mês de agosto mostrou-se atípico em comparação ao mesmo período dos anos anteriores, contrariando as expectativas de desaceleração, e registrou 88 transações no setor de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) no Brasil, de acordo com relatório da PwC.

Segundo os dados da consultoria internacional trata-se do maior número de transações para um mês neste ano até agora. Na comparação com julho, de 2014, por exemplo, quando houve 68 negócios, houve alta de 29,4% no último mês de agosto.

Números do exercício

No acumulado dos oito primeiros meses do ano de 2014 foram 549 transações, segundo a consultoria. As compras de participações majoritárias (277 negócios anunciados) representam 50,5% do total transacionado. Em segundo lugar, com 41,9%, estão as compras de participações minoritárias, com 230 negociações, e em seguida as joint ventures, com 22 transações, correspondendo a 4% do mercado.

As fusões alcançaram 11 negócios (2,2% do total) e as incorporações, com 9 transações para o período, 1,6% de participação no mercado.

Origem nacional

Conforme o levantamento, investimentos de origem nacional correspondem a 58% do total de transações do acumulado do ano, enquanto os de natureza estrangeira chegam a 42% do total de investimentos no Brasil.

O setor de TI continua liderando o setor de fusões e aquisições no Brasil, apresentando 89 transações de janeiro a agosto. Na segunda posição vem o setor de serviços auxiliares, totalizando 55 transações. No setor financeiro, foram 52 negócios concluídos, seguido pelo setor de varejo encerrando o período de oito meses com 49 transações.

Outro destaque é que, com um total de 191 participações, fundos de private equity (capital empreendedor em fatias de empresas), terminaram o período com participação em 35% do mercado de M&A brasileiro. /Estadão Conteúdo.

Fonte: http://www.dci.com.br/financas/fusoes-e-aquisicoes-exibem-melhor–movimentacao-em-agosto-id417726.html

TTR: fusões e aquisições no Brasil aumentam 16% em julho

O Brasil foi palco no mês de julho de 79 operações de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês), alta de 16% em relação ao observado no mesmo mês de 2013, de acordo com dados da Transactional Track Record (TTR). Esse número leva em conta tanto as transações anunciadas, quanto as concluídas. O valor movimentado foi de R$ 16,7 bilhões, montante mais de quatro vezes superior ao registrado em julho do ano passado.

No acumulado do ano, o número de transações envolvendo empresas brasileiras chegou a 426 operações, com um valor total movimentado de cerca de R$ 103,6 bilhões.

Entre as principais transações no mês passado, a compra do banco privado suíço BSI Bank pelo BTG Pactual liderou o ranking, ao movimentar R$ 3,735 bilhões. Em seguida está a aquisição pela IBM Brasil da Scopus Serviços (R$ 2,103 bilhões) e da Dasa pela Cromossomo Participações (R$ 2,006 bilhões). Além de serem destaque no Brasil, essas três operações também lideram o ranking de negócios da América Latina.

Ainda de acordo com dados da TTR, do total das negociações em julho, 58 foram referentes a fusões e aquisições, 14 do setor de venture capital e 7 de private equity. No ano até julho, as fusões e aquisições somaram 312 negócios, as operações envolvendo venture capital foram 69 e as de private equity chegaram em 45 no período.

Entre os setores mais ativos, em número de negócios, no ano, o setor de internet segue em primeiro, com 68 operações, seguido pelo de tecnologia, com 61 operações, financeiros e seguros (42) e distribuição e varejo (33).

Levando-se em consideração os investimentos dos fundos de private equity em julho, a compra da Alog Soluções pela Equinix foi o principal destaque, por R$ 499,1 milhões, seguindo da compra da Acapurana, do setor imobiliário, pela Government of Singapore Investment Corporation(GIC) e CPP Investment Board, por R$ 48,3 milhões.

Fonte: folhavitoria.com.br