Canadense e Autonomy formam a Golgi

A Golgi Condomínios Logísticos, nova empresa no segmento de galpões, começa a mapear potenciais locatários para seus projetos. O foco são grandes clientes finais, como empresas de bens de consumo, que buscam áreas de padrão triple A em regiões próximas a grandes vias de transporte. A Golgi é uma joint venture entre a canadense Cadillac Fairview e o Autonomy Investimentos, que possuem participações de 95% e 5%, respectivamente.

“Nossa intenção foi criar uma plataforma perene que possa se posicionar no setor no longuíssimo prazo”, diz o presidente da Golgi e do Autonomy, Roberto Miranda de Lima. A Golgi vai desenvolver projetos, fazer a gestão da construção, locar os galpões e se responsabilizar pela administração predial.

Toda a atuação da Cadillac Fairview – braço imobiliário do Fundo de Pensão dos Professores de Ontário -, no segmento de galpões, no Brasil, será feita por meio da Golgi. O Autonomy, que investe em escritórios comerciais e já prospectou investimentos em galpões, também focou sua presença em condomínios logísticos através da nova empresa.

Em conjunto, Cadillac Fairview e Autonomy se comprometeram a investir R$ 850 milhões no desenvolvimento de galpões, mas há disposição para elevar o aporte caso seja necessário. No momento, os investimentos poderiam ser mais acelerados se a economia estivesse crescendo mais, conforme Lima.

A destinação de R$ 450 milhões já foi definida e será distribuída em três empreendimentos. As obras do primeiro deles, que terá 240 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL) em Seropédica (RJ), já começaram, e a previsão de conclusão é março de 2015. Os outros dois projetos previstos serão desenvolvidos nos municípios paulistas de Jundiaí e Mauá.

Os investimentos começam pelos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, mas a Golgi pretende atuar nacionalmente. Há negociações em curso para compra de terrenos nas regiões Nordeste e Sul. A Golgi vai desenvolver galpões tanto no formato especulativo, ou seja, sem contratos prévios com clientes, quanto no modelo “build to suit”, de construção sob medida. A possibilidade de compra de empreendimentos para locação não é descartada.

O executivo diz esperar estabilidade para os preços de locação de galpões daqui para frente. Para driblar o excesso de oferta em algumas regiões, a Golgi tem buscado nichos com menos estoque pronto e em potencial e áreas localizadas próximas a eixos de transporte relevantes para seus potenciais clientes. “Um galpão bem localizado, com volumetria adequada, agrega valor para as empresas”, afirma Lima.

A meta de desenvolver projetos eficientes está alinhada ao nome escolhido para a empresa. Ele remete ao complexo de Golgi, um termo comum da Biologia. “O complexo de Golgi é responsável por armazenar, estocar e redistribuir proteínas nas células e é absurdamente eficiente. O nome é condizente com as crenças da empresa”, diz o executivo.

O segmento de galpões está no radar do Autonomy há cerca de dois anos. “Naquele momento, o número de competidores profissionais era pequeno. Hoje, o grupo é maior, mas muito poucos têm conhecimento e relacionamento com inquilinos e a indústria em geral”, conta Lima.

Em escritórios comerciais, a atuação do Autonomy se manterá com recursos captados de cotistas. Ele diz que acompanha o rumo dos preços dos ativos e dos terrenos para decidir em relação a novas apostas no segmento. O total dos investimentos que está sendo feito em escritórios, de quase R$ 800 milhões, está abaixo do que estava previsto, inicialmente, como consequência da piora das condições de mercado.

No momento, o Autonomy desenvolve dois projetos de escritórios no Rio – na região do Porto Maravilha e na Barra da Tijuca. Em São Paulo, comprou torre próxima à estação de trem Granja Julieta, na zona sul de São Paulo, na qual fará retrofit (reforma). Outra torre também será erguida no local. De acordo com Lima, a previsão é que os empreendimentos serão entregues quando o novo ciclo de alta de escritórios já terá começado.

Fonte: http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br/2014/09/canadense-e-autonomy-formam-golgi.html