‘‘CAÇADOR DE STARTUPS’‘ CONTA COMO SELECIONA OS MELHORES PROJETOS PARA INVESTIR

A convite da Brainvest, o sócio da Peak Ventures, Diogo Myrrha, veio ao Brasil e falou sobre o que os fundos buscam nas startups

Em algum momento, boa parte das startups saem em busca de uma rodada de investimentos de venture capital. Seja para crescer ainda mais ou para aprimorar seu negócio, eles são importantes. A convite da Brainvest Wealth Management, o sócio da venture capital norte-americana Peak Ventures, Diogo Myrrha, veio ao Brasil na última semana e falou sobre o que busca nas startups, como elas podem aumentar suas chances de receber investimento e quais as projeções do mercado.

Antes de tudo, ele afirmou que, mais do que investir em negócios, o papel de uma venture capital é investir “em pessoas”. “O processo envolve conhecer muito o empreendedor, eu perco de 70% a 80% do meu tempo conhecendo-o. Procuro conhece-los em uma linha mais pessoal para ter mais segurança”, disse. Depois isso, o que os investidores buscam fazer é uma análise “do ponto de vista legal e financeiro”, para garantir que o negócio pode cumprir o que promete. Para chegar ao ponto de conhecer o empreendedor, entretanto, a startups devem ser de áreas em que possui mais interesse e que, segundo ele, são também as que criarão maior impacto na sociedade.

Drones, bancos de dados, tecnologias em agronegócio e avanços em cidades inteligentes estão entre elas. “Nosso foco continua sendo em empresas de software on services, dentro do mercado de tecnologia. Mas sabemos que esses demais setores serão revolucionados nos próximos anos”, explicou.

Entretanto, mesmo que o empreendedor tenha um negócio disruptivo, de acordo com Diogo é possível que ele “erre” em algum momento e prejudique sua trajetória: “eu procuro tratar todo o empreendedor como um herói — ele largou uma vida confortável para correr atrás de seu sonho, e esse sonho tem que ter alguma coisa válida. Só que, se ele não consegue nos comunicar sua visão, nós não conseguimos investir”, explicou. Por isso, é importante que os donos de startups sejam “sinceros e diretos” para que o negócio seja explicado da melhor forma possível.

Além de tal erro comum, os empreendedores possuem, no geral, um padrão de comportamento, aos olhos de Diogo: os mais recentes com quem conversou têm experiência na área em que atuam, o que faz com que ele cometa menos erros, e trabalham incansavelmente, cerca de 12 horas a 14 horas por dia. “Eles alcançam o sucesso a qualquer custo”, disse.

O mercado de startups nos EUA

Diogo afirma que, pela distância, é difícil afirmar como anda o mercado brasileiro de startups, mas, ainda assim, afirma que é necessário “ter maior confiança” para que o mercado amadureça. Já no caso do mercado norte-americano, que é o foco da Peak Ventures, ele afirma que se tem um novo polo de “nascimento” das startups: o estado de Utah. “O estado tem uma grande concentração de unicórnios, nós temos visto um ‘barulho’ nessa região. É um mercado secundário que não se ouve falar muito, mas que tem apresentado crescimento”, disse.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/empreender-pme/cacador-de-startups-conta-como-seleciona-os-melhores-projetos-para-investir-0i1uqlvknjy5i35ght43c5o9f

QUEM SÃO OS VENCEDORES DO “OSCAR DAS STARTUPS” DESTE ANO

O Prêmio Gala Latam Founders, conhecido como o “Oscar das startups” na América Latina, divulgou seus vencedores nesta semana

São Paulo – O Prêmio Gala Latam Founders anunciou nesta semana os vencedores de sua quarta edição, de empreendedores e startups a aceleradorasfundos de investimento.

A premiação, conhecida como o “Oscar das startups”, reconhece as organizações mais relevantes do ano no mundo da inovação no Brasil e na América Latina como um todo.

A premiação é organizada pela Latam Founders Network, uma rede exclusiva de mais de 700 associados – CEOs, parceiros e interessados em investimentos em tecnologia na América Latina.

Neste ano, o Gala Latam Founders contou com a presença de 180 empreendedores e investidores, além de uma palestra do guru do marketing digital Neil Patel. A escolha dos ganhadores se deu por indicação dos associados da Latam Founders e, pela primeira vez, também em votação aberta.

Entre os ganhadores, estão startups bem conhecidas, como Netflix e Nubank, e agentes reconhecidos do ecossistema de empreendedorismo, como GoogleCampus e Kaszek Ventures. A empreendedora do ano é Luciana Caletti, CEO da LoveMondays – e marca a primeira vez em que uma mulher ganha tal premiação.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/quem-sao-os-vencedores-do-oscar-das-startups-deste-ano/

VALE DO PINHÃO COMEÇA A SAIR DO PAPEL COM EVENTO CHEIO DE STARTUPS

Conecta Engenho terá mais de 20 palestras, com histórias como a de Ricardo Doria (Aldeia Coworking) e da Contabilizei, que acaba de ganhar o título de um dos negócios mais inovadores da América Latina

Grande aposta de Curitiba para emplacar a cidade como um polo de inovação, o Vale do Pinhão começa a engatinhar. Depois de algumas reuniões e eventos com gente do mundo da inovação, o projeto realiza seu primeiro grande evento aberto ao público, neste sábado (1.º) e domingo (2), com várias startups e empreendedores de destaque da cena curitibana. É o Conecta Engenho.

Confira a programação completa

O evento abre portas para quem quer começar a se inteirar do mundo da inovação. São mais de 20 palestras, a maior parte com histórias de quem colocou a mão na massa para tirar a inovação do papel, em Curitiba, nos últimos anos.

Caso de Ricardo Dória que, com apenas 30 anos, já é considerado um dos “pioneiros” da inovação, na cidade. E do pessoal da Contabilizei, que ostenta nada menos do que o título de “um dos negócios mais inovadores da América Latina.

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Também participa o pessoal da Lilibox, que venceu o Elevator Pitch da Gazeta do Povo, no final do ano passado. Eles tiveram 90 segundos para convencer jurados figurões de que sua ideia de negócios era genial, no evento. E conseguiram. A startup conecta vendedores de cosméticos a consumidores.

Outras palestras são para ensinar os primeiros passos do empreendedorismo. Além do Sebrae, duas incubadoras da cidade vão apresentar dar instruções para quem está começando a empreender. Uma presença curiosa é a do pessoal da Cyber Rex, grupo de robótica de uma escola municipal de Curitiba que já ganhou vários prêmios e competições.

Antigo Moinho Rebouças vai abrigar startups em breve

O Conecta Engenho vai ser o primeiro evento aberto ao público do projeto desde que o Vale do Pinhão inaugurou sua sede física, no último dia 23. O local, batizado Moinho da Inovação, é o antigo Moinho Rebouças (que já abriga a Fundação Cultural de Curitiba, como parte de um sonho antigo de revitalizar a região por meio da cultura).

Mais do que ter um espaço físico, o plano da prefeitura é transformar todo o bairro do Rebouças em um polo de inovação, unindo ações do setor público, privado e da academia. Por enquanto, um andar do moinho vai ser reservado só para atividades do Vale. Neste primeiro ano, o foco deve ser em formar conexões, tanto com o ecossistema local de inovação, como com polos de inovação do Brasil e do mundo.

Na sequência, a prefeitura deve abrir o espaço para empreendedores, startups, tecnologia inovadoras. Possivelmente numa espécie de coworking municipal. A previsão é ter tudo desenhado e editais publicados no início do ano que vem (2018).

“Ali no Engenho a gente está num primeiro momento, focando na integração”, explica Frederico Augusto Munhoz da Rocha, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento, órgão responsável pelo projeto. Ele conta que pelo menos cinco grandes empresas de Curitiba já demonstraram interesse em parcerias para investir no Vale.

Rocha não cita nomes, por questões de sigilo, mas revela que são projetos nos moldes do Cubo do Itaú e do Campus do Google, em São Paulo. As grandes empresas patrocinam, mas não mandam nos espaços, que são abertos à comunidade inovadora. “São empresas que estão aqui e já tem um viés forte na questão da inovação”, comenta, sobre os interessados.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/empreender-pme/vale-do-pinhao-comeca-a-sair-do-papel-com-evento-cheio-de-startups-c31mrh1bu9uawrjg8nra2ce90

UMA STARTUP PRECISA DE UM ADVOGADO?

Como o direito deve ser uma preocupação dos envolvidos no desenvolvimento de novos negócios

ande parte das vezes, empresas startups não possuem atributos que tipicamente atraem investidores: escala, vantagens oriundas de propriedade, planos bem definidos e fundadores de renome[1]. Essa foi uma afirmação cunhada por Amar Bhide, então professor da Harvard Business School, em 1992. Clayton Christensen e Joseph Bower, já em 1995, canonizaram a ideia de “inovação disruptiva” como aquela que, ao ser lançada no mercado, causa danos às empresas e tecnologias já estabelecidas[2].  Alguns anos depois, em 2011, Eric Ries chegou próximo da perfeição ao conceituar startups como “instituições humanas que oferecem novos produtos ou serviços em condições de extrema incerteza[3]”, em sua obra “A Startup Enxuta”, que revolucionou os modelos de gestão destas empresas. Afinal o que estes estudos, publicados em épocas tão diferentes, têm em comum?

Todos consideram que se envolver com startups significa entrar em uma situação de altíssimo risco.

Se o leitor busca uma resposta sucinta para a questão levantada no título deste artigo, seria basicamente esta. Quando consideramos os níveis de incerteza encontrados por uma startup ao ingressar no mercado, percebemos o quanto estas empresas se beneficiariam de um aconselhamento jurídico especializado e voltado a seus interesses. Este artigo, porém, propõe uma reflexão que vai além do raciocínio baseado na incerteza.

Pensemos no dia-a-dia de uma startup. Empreendedores dinâmicos, investidores convictos, clientes que crescem exponencialmente e um produto ou serviço que agrada – ou incomoda – muita gente. Não é de se esperar que as preocupações dos agentes envolvidos em todo este processo se voltem, em grande parte das vezes, para as temas intrínsecos ao desenvolvimento do negócio, como o marketing e o controle de qualidade de seus serviços, por exemplo. Neste sentido, as questões jurídicas acabam relegadas a um segundo plano.

O erro crasso que pode representar esta “negação jurídica” que as startups enfrentam é abordado por Alice Armitage, Evan Frondorf, Christopher Williams e Robin Feldman, todos vinculados ao Hastings College of Law, da Universidade da California. Em estudo de 2016[4], os pesquisadores apresentaram dados relativos a seu programa de aconselhamento jurídico gratuito desenvolvido para startups do Vale do Silício (Startup Legal Garage[5]). Os dados demonstram que 90% das startups atendidas pelo programa apresentavam problemas jurídicos tais como constituição societária formal, contratos ou questões de propriedade intelectual; entretanto, apenas 45% destas já haviam identificado tais problemas antes de ingressarem no programa. Ou seja, antes do primeiro contato com profissionais legais, a maioria das startups da amostra avaliada não havia identificado problemas jurídicos sérios que seus negócios possuíam. E isto tudo, lembremos, com startups do Vale do Silício, que é “só” o maior e mais repleto de recursos ecossistema de startups do planeta.

As questões se tornam ainda mais preocupantes quando falamos de startups brasileiras. Após um resultado decepcionante no ranking de desenvolvimento de negócios promovido pelo Banco Mundial, em que o Brasil terminou na 116ª posição[6], é possível dizer que o país ainda apresenta problemas graves que contrapõem a regulação e o empreendedorismo. No relatório, que analisa o quão fácil é o estabelecimento de um novo negócio no país[7], temos que o Brasil é um dos países que mais apresenta empresas recorrendo a advogados para auxiliarem a consolidação de seus negócios. Entretanto, de acordo com a pesquisa, esta estatística não é necessariamente boa, uma vez que a necessidade de advogados decorre: a) da exigência legal para tanto; e b) da complexidade da legislação, de leis pouco transparentes e de um sistema de justiça pouco eficiente. Logo, é notório que o direito brasileiro ainda não é um grande incentivador do desenvolvimento de startups no Brasil – o que torna a necessidade de um advogado ainda maior.

Percorrendo as necessidades dos empreendedores brasileiros, podemos dizer que estes podem aproveitar os serviços jurídicos em três importantes momentos[8]: i) captação de recursos (investimentos) ou fundraising; ii) constituição jurídica formal da empresa e escolha do tipo societário; e iii) gerenciamento das consequências da inovação, tais como propriedade intelectual e conflitos concorrenciais. Um simples olhar para a realidade de uma startup já torna possível a conclusão de que o sistema jurídico-legal do país ainda não percebeu que estas empresas surgem e crescem de uma forma diferente das outras.

Temos alguns exemplos: a falta de um instrumento jurídico reconhecido, eficiente e protetivo para o investimento-anjo e o equity crowdfunding (apesar das regulações recentes nesta seara, ainda não foi consolidado um arcabouço prático eficaz); decisões judiciais incongruentes entre si e que envolvem situações inovadoras, tais como o recente reconhecimento de vínculo empregatício entre o Uber e motoristas, mesmo após outras decisões já terem mostrado que não havia tal relação de trabalho; a ausência de um tipo societário, para além das Limitadas e das S.A.s, que atenda plenamente aos novos modelos de gestão apresentados pelas startups e que sejam menos burocráticos; essas são apenas algumas, mas é ainda possível elencar outras inúmeras situações de incerteza e (in)segurança jurídica.

Neste meio tempo, contudo, os operadores do direito têm buscado, criativamente, soluções para os empreendedores. Seja importando institutos estrangeiros e adaptando estes por aqui, seja criando novas formas de proteção legal, é plausível dizer que há um expoente de profissionais preparados para oferecer o melhor aconselhamento legal às startups que surgem e crescem diariamente no país.

Pelo fato de o sistema jurídico brasileiro ainda não estar totalmente preparado para promover o desenvolvimento destas empresas no país, é muito fácil compreender a ausência de preocupação com estas questões por parte dos empreendedores. No entanto, elas não deixam de ser importantes. Se você é empreendedor ou conhece algum fundador de startup, fica aqui o conselho: não ignore ou deixe a pessoa ignorar o contexto jurídico ainda incerto de nosso país – e considere que o negócio não só pode, como deve, tomar as precauções jurídicas para seu próprio bem.

 

Fonte: https://jota.info/colunas/up-direito-das-startups/uma-startup-precisa-de-um-advogado-27032017

Bacen – novas normas para o Registro Declaratório Eletrônico de capitais estrangeiros

Passou a vigorar a partir de 30 de janeiro de 2017 as novas disposições sobre o capital estrangeiro no País e sobre o capital brasileiro no exterior, no âmbito do Banco Central do Brasil, conforme a Circular nº 3.822, de 20 de janeiro de 2017 e a Circular nº3.814, de 7 de dezembro de 2016, que alteram a Circular nº 3.689, de 16 de dezembro de 2013.

As alterações principais, no que se refere aos registos das Demonstrações Financeiras e Quadros Societários, resumem-se nas novas datas e marcos:

1. Atualização das informações referentes aos valores do patrimônio líquido e do capital social integralizado da empresa receptora, bem como do capital integralizado de cada investidor estrangeiro que conste no registro (atualização do quadro societário), sendo que o valor total do capital social integralizado na empresa receptora de cada investidor dever ser atualizado discriminando a base legal de cada informação registrada. A atualização deve ser efetuada conforme segue:

a. em 30 dias, contados da data da ocorrência do evento que altere a participação societária do investidor estrangeiro, independente do porte da empresa;
b. empresas com ativo ou patrimônio líquido inferior a R$ 250 milhões:
i. anualmente, até 31 de março:
• atualizar as Declarações Econômico-financeiras, referente a data-base de 31 de dezembro do ano anterior;
• atualizar o quadro societário, referente a data-base de 31 de dezembro do ano anterior;
c. empresas com ativo ou patrimônio líquido igual ou superior a R$ 250 milhões devem prestar 4 (quatro) declarações econômico-financeiras ao ano (bem como atualizar o quadro societário), observando o seguinte calendário:
• Até 31/03 – referente a data-base de 31/12 do ano anterior;
• Até 31/06 – referente a data-base de 31/03;
• Até 30/09 – referente a data-base de 30/06;
• Até 31/12 – referente a data-base de 30/09;

Para controladoras de grupo econômico, as informações da DEF devem ter como referência a empresa receptora, individualmente, e não o consolidado do grupo.

Para o caso das empresas com PL ou ativos inferiores a R$ 250 milhões, não obstante o alerta dentro do Sisbacen e orientação pelo help desk do Banco Central indicarem que somente a atualização anual do quadro societário seja obrigatória, nossa recomendação é que também as DF´s sejam atualizadas nesta data de 31 de março.

NUBANK E OUTRAS FINTECHS CRESCEM E ATRAEM EXECUTIVOS DE GRANDES BANCOS

A promessa das fintechs é ofertar investimentos, seguros, crédito, meios de pagamento, entre outros serviços, de maneira simplificada

  • Estadão Conteúdo
 | Nubank/Divulgação

Nubank/Divulgação

O ano de 2016 viu a consolidação e o surgimento no Brasil de várias “fintechs”, como são conhecidas as empresas que usam as facilidades da tecnologia e da internet para oferecer serviços financeiros. Para os consumidores, esses serviços acabaram se transformando numa alternativa aos grandes bancos – já que muitos clientes se queixam do fato de os bancos se limitarem a oferecer produtos que nem sempre são a melhor opção em matéria de custo-benefício. Por sua proposta mais aberta a inovações, as fintechs também acabaram atraindo executivos de grandes bancos.

Segundo Rodrigo Corumba, vice-presidente de serviços financeiros da consultoria Capgemini, o contexto da recessão também ajudou no crescimento das fintechs (uma combinação das palavras inglesas financial e technology). “O custo mais baixo – às vezes, perto de zero – foi um fator que influenciou a busca por esses serviços. Agilidade e menos burocracia também pesaram a favor”. Corumba afirma que, com a retomada da economia, o apelo inovador das fintechs deve continuar atraindo público, mas os clientes devem se tornar mais exigentes. “O cliente não quer pagar por um serviço em que não vê valor.”

A promessa das fintechs é ofertar investimentos, seguros, crédito, meios de pagamento, entre outros serviços, de maneira simplificada. Porém, o professor Eduardo Contani, da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), faz um alerta. “O consumidor precisa tomar cuidado com as abordagens oportunistas para não cair em golpes ou fraudes”. Um dos principais conselhos de especialistas é checar o histórico de atuação da empresa da qual se pretende contratar um serviço.

De olho na demanda em potencial, cerca de 90 iniciativas nesse segmento estão sendo maturadas, segundo a plataforma Conexão Fintech. José Prado Villela dos Reis, curador do Conexão Fintech, diz que essas iniciativas podem ou não se tornar novas empresas: “Pela complexidade do produto financeiro, a fintech leva mais tempo para ser lançada do que uma startup de outros setores”, diz.

Na parte de educação, a Fundação Getulio Vargas (FGV) lançou na semana passada um curso sobre inovação no mercado financeiro. As aulas são voltadas para executivos e empresas da área e começam a ser ministradas em março. Outras universidades devem lançar cursos semelhantes em breve.

Depois de 18 anos prestando serviços para grandes financeiras na área de cobrança, os irmãos Pedro e Luiz Fernando Bono Milan decidiram vender sua empresa de call center. Juntos, criaram a Aliado, um serviço online de recuperação de crédito. “Por lidar com a inadimplência, a área de gestão de crédito recebe menor atenção”, afirma Pedro, que diz ter encontrado resistência ao propor novos processos a antigos parceiros.

Os irmãos ressaltam, porém, que um modelo inovador não é garantia de sucesso e depende das condições do mercado. Eles dão como exemplo a Nubank – startup que oferece cartão de crédito de maneira simplificada. Em dezembro, a empresa afirmou que, caso o governo aprove a redução do prazo de pagamento de compras com cartão aos lojistas, seria o fim do serviço sem anuidade.

Troca

Há menos de dois anos no Mercado Pago, empresa de pagamentos do Mercado Livre, Bruno Martucci e Rodrigo Bittencourt são egressos de outras multinacionais. Ex-HSBC, Martucci não conhecia o segmento das fintechs: “Descobri um mundo novo”, diz.

Já Bittencourt, ex-Visa, aceitou trocar o posto de diretor pelo de gerente na nova casa. Mas não acredita que isso seja uma tendência. “Há profissionais que estão no modelo tradicional e que não conseguiriam se adaptar às fintechs por causa da competitividade.”

“Empresas tradicionais são mais morosas em implementar novos processos e o executivo demora para ver o resultado de seu trabalho”, afirma Tiago Prado, consultor sênior da Michael Page.

No ano passado, cerca de 90% das vagas mediadas no setor financeiro pela recrutadora foram em empresas que oferecem algum serviço via plataformas digitais. Destas, mais de 70% foram preenchidas por profissionais com até 40 anos e origem em grandes bancos. Em metade dos casos, o profissional aceitou ganhar menos, porém com uma perspectiva de remuneração melhor no futuro. “As fintechs colocam muitos incentivos de longo prazo, geralmente mais agressivos.”

Para Renato Ximenes, do escritório de advocacia Mattos Filho, o Banco Central vê com bons olhos o surgimento das fintechs, porque estimula a competição no setor bancário. Porém, há discussões sobre a implementação de exigências mais duras para essas operações, tais como as seguidas por grandes bancos, a respeito de proteção de dados, regras de continuidade e terceirização de serviços. “Existe o risco de as fintechs ficarem mais burocratizadas e parecidas com as empresas financeiras tradicionais”, diz.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nubank-e-outras-fintechs-crescem-e-atraem-executivos-de-grandes-bancos-bgr0e0wzpaz4zocrsa7rf95bv

STARTUPS NO BRASIL ESTÃO COM MAIS DE 1,3 MIL VAGAS ABERTAS

Empresas procuram profissionais da área de tecnologia para manter crescimento

  • Estadão Conteúdo

Na sede da startup 99, na zona sul de São Paulo, 250 funcionários das mais diversas áreas ficam bem distribuídos em quatro amplos e arejados andares. O espaço, porém, deve ficar apertado em breve: com o aporte de mais de US$ 100 milhões da Didi Chuxing, considerada o “Uber da China”, a 99 vai dobrar o número de pessoas na equipe.

“Ainda não sabemos como vamos acomodar tanta gente em nosso prédio”, diz o diretor jurídico da 99, Matheus Moraes. “Estamos em um ritmo frenético de contratação e queremos chegar aos 500 funcionários em breve.”

A 99 não é a única startup em busca de talentos neste início de ano. De acordo com novo levantamento feito pela escola de empreendedorismo Gama Academy, as startups estão com mais de 1,3 mil vagas abertas no país. A lista de empresas com maior demanda inclui o aplicativo de carona paga Uber, a empresa de marketing digital Resultados Digitais e a desenvolvedora de software para venda de produtos Hotmart. As vagas estão distribuídas por diversas cidades brasileiras, como São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e Recife.

“As startups estão entrando no período de maturidade”, afirma o presidente executivo da escola Gama, Guilherme Junqueira. “Já passaram por momentos importantes, como consolidação e busca por investidores, agora é hora de elas contratarem e expandirem os serviços.”

Segundo analistas do setor, o número de vagas em startups tende a continuar a crescer nos próximos meses, apesar da crise econômica no Brasil, que soma mais de 12 milhões de desempregados em setores tradicionais, como indústria, serviços e construção civil.

“As startups contam com um modelo de negócios muito enxuto”, afirma a porta-voz da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), Vinck de Bragança. “Isso faz elas crescerem muito rápido e essa tendência vai se acelerar nos próximos cinco anos, aumentando a demanda por profissionais.”

Perfil

O profissional que deseja conseguir emprego em uma dessas startups precisa ter um perfil específico, além de se identificar com a cultura da empresa. Não adianta, por exemplo, tentar a vaga se o profissional for apegado ao crachá ou aos horários.

“A pessoa precisa ser muito flexível para se adaptar ao ritmo das startups”, afirma Junqueira, da Gama. “E, independente da idade, precisa aprender rápido, ter autonomia e gerenciar problemas sozinho. São várias características que funcionam muito bem no ambiente empreendedor.”

Em relação à cultura, o candidato precisa compartilhar dos valores e ideais da startup – que, geralmente, são bastante precisos. “Para encontrar o funcionário ideal, as empresas fazem uma bateria intensa de entrevistas”, explica Vinck, da ABStartups. “Eles não podem errar na contratação, pois a pessoa precisa ajudar a startup a resolver problemas muito específicos.”

Na 99, por exemplo, o candidato passa por entrevistas com responsáveis de diversas áreas, além de análises técnicas e comportamentais. “O processo é muito rigoroso”, afirma Moraes, da 99. “Precisa ser uma pessoa que se destaque desde muito jovem e que esteja alinhada com o que queremos. Nós procuramos a mosca branca do olho azul.”

EMPRESA QUE DERROTOU A UBER NA CHINA INVESTE US$ 100 MILHÕES NA 99TAXIS

Chinesa Didi Chuxing entra no mercado brasileiro e aumenta competição no transporte de passageiros

  • Estadão Conteúdo

A companhia chinesa Didi Chuxing, conhecida como ‘Uber chinês’, anunciou que está liderando um aporte de mais de US$ 100 milhões na startup brasileira 99 – conhecida pelo aplicativo de transporte 99Taxis. Com o investimento, a empresa chinesa terá direito a um assento no conselho administrativo da startup brasileira e deve trazer conhecimento do mercado de transportes por meio de aplicativos para a 99, já que trata-se de uma das líderes globais nesse mercado. As duas empresas não revelaram qual será a participação da Didi na brasileira.

Presente no Brasil e na América Latina, a 99 tem atualmente mais de 140 mil motoristas registrados em seu serviço, com mais de 10 milhões de usuários em toda a região. “Vamos expandir nossos serviços e remodelar o perfil competitivo do mercado na América Latina”, declarou por meio de nota Paulo Veras, presidente executivo e presidente do conselho da 99, que permanece no cargo.

A Didi Chuxing nasceu em 2015 por meio da união de dois aplicativos de transporte chineses, o Didi e o Kuaidi. Hoje, o aplicativo da empresa é o mais popular na China – em agosto de 2016, após uma batalha bilionária com o Uber, a chinesa adquiriu a operação do rival americano em seu país.

Fundada em 2012, a 99 começou como um aplicativo voltado para conectar taxistas e passageiros. Nos últimos anos, com a crescente competição no setor após a chegada do Uber ao Brasil em maio de 2014, a empresa criou outras modalidades do serviço, como o 99POP, que liga motoristas particulares (em serviço semelhante ao Uber X) e o 99TOP, com táxis de luxo.

Segundo a 99, o aporte traz uma vantagem competitiva para a empresa, que terá acesso à tecnologia desenvolvida pela Didi Chuxing na China. A companhia tem mais de 400 milhões de passageiros no país. “O algoritmo é muito avançado, principalmente ao conectar passageiros que vão compartilhar um mesmo veículo”, explicou Ricardo Kauffman, porta-voz da 99.

Com o dinheiro, a startup brasileira, que hoje tem 250 funcionários, pretende aumentar a equipe. As contratações serão necessárias para ajudar na expansão do 99POP, hoje disponível apenas em São Paulo, para outras cidades brasileiras.

Rivalidade

Para Pedro Waengertner, professor de empreendedorismo da ESPM e presidente executivo da aceleradora Ace, o investimento da Didi na 99 abre um novo capítulo na batalha global entre a chinesa e o Uber. “Hoje, a 99 já compete com o Uber, mas agora a briga vai ficar boa”, diz ele.

Além disso, segundo o executivo, o aporte mostra a importância do Brasil na cena global de startups. “É o movimento de uma empresa estrangeira investindo no mercado brasileiro para competir contra outra empresa estrangeira. Isso mostra que o Brasil é bem visto no mercado internacional.”

STARTUP FATURA 8 MILHÕES DE REAIS COM SPRAY CONTRA ODOR SANITÁRIO

A FreeCô é a responsável pelo lançamento do primeiro bloqueador de odores para além dos vasos sanitários 100% nacional

Por Katia Simões

access_time22 nov 2016, 15h50

Empreendedores brasileiros adoram se inspirar em ideias surgidas nos Estados Unidos para lançar novidades por aqui. Costuma ser um bom negócio – como atestam empresas como o site de compras coletivas Peixe Urbano ou o aplicativo de transportes 99 Taxis. O empresário Renato Radomysler, por sua vez, decidiu apostar num mercado menos usual – e certamente menos sexy.

Ele já estava à frente da Studio d’Essences, empresa paulista especializada em marketing olfativo – sim, esse mercado existe, e cria, por exemplo, perfumes exclusivos para redes de lojas. Foi quando Radomysler se deparou com um nicho ainda mais específico – de bloqueadores de odores para banheiros. São, basicamente, sprays que evitam que o mau cheiro se espalhe para além do vaso sanitário.

Ele decidiu apostar na ideia e, junto com o amigo de faculdade Rafael Nasser, criou em 2014, a FreeCô. A startup é responsável pelo lançamento do primeiro bloqueador de odores sanitários 100% nacional, disponível nas fragrâncias capim-limão e especiarias. A empresa, que consumiu um investimento entre desenvolvimento da linha e marketing da ordem de 5 milhões de reais, deve faturar 8 milhões de reais em 2016 – 30% a mais do que no ano passado.

Cada frasco de 60 ml, vendido por cerca de 20 reais no varejo, rende em torno de 100 aplicações. Foi um ano de trabalho entre a concepção do produto, desenvolvimento, testes e aprovação pela Anvisa. “Nosso maior desafio não foi desenvolver o novo produto”, afirma Radomysler. “Mas educar o consumidor e convencer o varejo a investir em uma categoria nova. Trata-se de um trabalho de formiguinha que ainda exigirá muito tempo de dedicação.”

Segundo Ana Vecchi, da Vecchi&Ancona Consulting, o desafio é grande mesmo. “A estratégia tem de ser muito bem-desenhada, a fim de que o mercado entenda a proposta. O nome e a exposição do produto no ponto de venda têm um peso muito grande no sucesso do negócio”, diz.

No lugar de começar pelas redes de supermercados, a empresa decidiu investir primeiro em redes de farmácias. “Nosso produto precisa ser conhecido, carece de uma venda assistida, a fim de que o cliente entenda a sua real utilidade e aceite pagar por isso”, diz Radomysler. As redes têm espaço de loja limitado e disputar um lugar no mix de produto pode exigir até um ano de conversação. Foi o prazo que os empreendedores levaram para entrar na Droga Raia, mesmo assim em apenas 500 das mais de mil unidades que compõem a rede.

Com produção terceirizada e quase dois anos de operação, a FreeCô está presente em 5.000 pontos de venda, entre eles, as oito principais redes de farmácias e drogarias do país. O canal responde por 80% das vendas, o e-commerce por 10% e os demais pontos também por 10%. O próximo passo, a partir de 2017, será chegar às grandes redes de supermercados e lojas de conveniência. Depois, a empresa estuda a expansão internacional. Já tem licença para comercialização do produto na Inglaterra e já tem projetos alinhavados no Peru, Uruguai, Israel, Inglaterra e Espanha. “Nossa ideia é começar por mercados menores, com muito pé no chão para depois, bem estruturados, testar o mercado americano”, finaliza Radomysler.

Uma das tarefas mais difíceis foi encontrar uma garota propaganda para a marca. Ninguém se sentia à vontade para estrelar a campanha que começaria pelas mídias sociais e chegaria às revistas e publicações especializadas. Adriane Galisteu topou e garantiu logo nos primeiros dias de lançamento nada menos do que 3 milhões de visualizações. Depois, blogueiras como Kefera e Jout Jout também gravaram vídeos para divulgar o produto. A campanha do Dia do Amigo, que pedia a indicação em “off” de alguém que precisasse do produto, teve mais de 30.000 indicações. Haja criatividade para transformar o nicho num mercado promissor. Até aqui, os sócios não têm do que reclamar.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/startup-fatura-8-milhoes-de-reais-com-spray-contra-odor-sanitario/

STARTUPS BRASILEIRAS APOSTAM NO POTENCIAL DO AGRONEGÓCIO PARA CRESCER

Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups) há atualmente 72 empresas no país no setor

  • Estadão Conteúdo

O mundo das startups vive de ciclos: depois dos sites de comércio eletrônico, da digitalização de serviços como táxi e entrega de comida e das fintechs, agora é a vez do campo. Com ajuda de tecnologias como sensores inteligentes, Big Data e imagens de satélite, startups apostam que o agronegócio é a próxima bola da vez do empreendedorismo tecnológico no Brasil.

Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), hoje há 72 empresas no país no setor – conhecido como agtech ou agritech. A área teve crescimento de 70% em relação ao ano passado e a previsão da associação é que esse número triplique até o final de 2017. “O Brasil é uma potência do agronegócio. Hoje, o agricultor é um cara high tech, mas ainda carente da inovação das startups”, diz Maikon Schiessl, que coordena o comitê de Agtech da ABStartups.

Uma das empresas é a Agrosmart, que quer usar a tecnologia para melhorar a eficiência de irrigações – a promessa é economizar até 60% da água utilizada hoje. Para isso, a empresa usa sensores inteligentes no meio das plantações, metereologia e imagens de satélite, explica Mariana de Vasconcelos, sócia-fundadora da companhia.

Filha de produtores de milho em Itajubá (MG), Mariana percebeu o potencial de sua ideia em setembro de 2014, durante a crise hídrica que abateu a região Sudeste. “Sofremos muito, o ambiente atrapalha o resultado da lavoura”, diz. De lá para cá, a empresa passou por dois processos de aceleração – do Startup Brasil e do Google – e recebeu US$ 1 milhão em investimentos do Fundo de Inovação Paulista, do governo estadual.

Hoje, a Agrosmart tem 15 pessoas – a maior parte fica em Campinas, escolhida pela proximidade com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), polo de pesquisas no setor. O custo de monitoramento varia de R$ 30 a R$ 300 por hectare e a empresa deve começar 2017 com 400 mil hectares monitorados.

Polos – A proximidade com a academia é um fator importante para agritechs: segundo a AB Startups, 53% das empresas do setor têm, entre seus membros, pelo menos um mestre ou doutor. “Precisamos tirar a inovação das gavetas de artigos científicos e transformá-la em negócios”, diz Mateus Mondin, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo.

Localizada em Piracicaba, a 164 km de São Paulo, a instituição quer formar um polo de inovação ao seu redor, reunindo empreendedores, investidores e produtores rurais. “Queremos que a Esalq seja a Stanford para as startups do agronegócio”, diz Mondin, A referência não é à toa: a instituição americana foi berço para grupos como Google, Instagram e Snapchat.

Além de gerar inovação, é importante fazê-la chegar ao campo: pensando nisso, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) criou em outubro o Agrihub, ponto de contato entre empresas, investidores e produtores rurais. “Quero que o produtor consiga descobrir a tecnologia que pode ajudá-lo, encontrar um investidor para manter a startup viva em seu processo de pesquisa e fazer contato com instituições e governos”, explica Heygler de Paula, diretor operacional do Agrihub. Entre as empresas que se associaram, estão a Agrosmart e a Agronow – esta última, liderada por Antonio Morelli, ex-pesquisador da USP.

Com ajuda de imagens de satélite, o sistema criado pela Agronow pode levantar dados agrícolas de uma propriedade específica em qualquer época. “Com um botão, sei quanto o agricultor produz, colhe e o potencial de produção que ele tem”, diz Morelli, que criou a empresa em novembro de 2015.

Hoje, a empresa tem 280 clientes e 12 funcionários divididos em escritórios em São José dos Campos e na Argentina. Para ter acesso aos dados, o agricultor paga assinatura mensal – de R$ 19,90 por mês, com adicional de R$ 1 por hectare analisado.

A movimentação do setor não passa despercebida por grandes empresas (leia mais abaixo) e fundos de investimento. Conhecido por aportes em startups como Loggi e 99, o Monashees aplicou US$ 3 milhões na Strider em junho de 2016.

Fundada há três anos, a empresa tem hoje 50 funcionários, e monitora mais de 1,2 milhão de hectares nas Américas e na Austrália. Seu sistema combina imagens de satélite, colheita de dados no campo e análise de Big Data para mostrar para o agricultor, por exemplo, como melhorar seu controle de pragas.

Todos os dados podem ser visualizados por um aplicativo para celular ou em uma plataforma online. A empresa também sugere atividades que o agricultor pode fazer no dia seguinte para melhor controle da plantação.

Dificuldades – Nem tudo são flores, porém, no mundo das agritechs. Uma das principais dificuldades é o timing dos negócios: para ser bem sucedida, toda startup precisa conseguir validar sua hipótese para resolver um problema. No mundo agrícola, é preciso esperar um ou dois ciclos de safra – que podem durar de quatro meses até um ano – para saber se a tecnologia de fato funciona. “O investidor que está acostumado com outros modelos de startup pode se assustar com o ritmo mais tranquilo das agritechs”, diz Mondin, da Esalq. “Isso pode afastá-lo e manter as empresas por mais tempo em estágio inicial “. Para o docente, isso reduz a velocidade dos negócios e também pode aumentar a taxa de mortalidade das startups.

Além disso, também é preciso convencer os agricultores de que a inovação tem valor real. “O produtor rural já tem contato com tecnologia, mas é desconfiado: nesse meio, existe muito milagre e muita decepção”, diz Paulo Vianna, da Strider. “Apresentar uma tecnologia para o agricultor tem um custo muito maior do que mostrar um aplicativo para um jovem da cidade”, avalia Mondin, da Esalq.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/startups-brasileiras-apostam-no-potencial-do-agronegocio-para-crescer-dkbnrpm3meb3nna05x1e3lzva