THE ECONOMIST ELOGIA ECONOMIA DO SUL E CITA EMPRESAS DO PARANÁ

Publicação mostra que economia dos três estados sulistas é mais diversificada e resiliente que no resto do país

  • Da Redação

A revista britânica The Economist, uma das mais respeitadas do mundo na área econômica, dedica um de seus artigos na edição desta semana à economia da Região Sul. A reportagem mostra que os três estados têm, além de uma paisagem diferentente do resto do país, uma economia mais diversificada e com um desempenho acima da média.

A interpretação da revista é que a história de ocupação do Sul, sem a dependência dos ciclos ligados às grandes plantações de cana-de-açúcar ou à exploração mineral, foi protagonizada por pequenos produtores rurais que instalaram na região uma cultura de independência econômica. Isso levou ao surgimento de milhares de pequenas propriedades rurais ,de um espírito empreendedor e de uma gama diversificada de médias indústrias.

O Sul tem, para a The Economist, “o tipo de economia que o Brasil gostaria de ter, diversificada e bastante independente dos ciclos das commodities”. A publicação destaca o papel das cooperativas de crédito, que tornam mais abundantes os recursos para os empreendedores, e as cooperativas agrícolas – citando como exemplo a paranaense Coamo. Também são mencionadas as universidades criadas no interior da região e a qualidade acima da média do ensino fundamental.

A reportagem lembra que Paraná e Santa Catarina aparecem como o segundo e o terceiro estados mais competitivos do país, atrás apenas de São Paulo, segundo um ranking da Economist Intelligence Unit. O Rio Grande do Sul é o nono na lista. Esse ambiente bom para os negócios tem permitido a entrada de investimentos estrangeiros, como na reformulação da fábrica da Renault em São José dos Pinhais, e o aparecimento de empresas inovadoras. Entre elas, uma startup que desenvolve drones para o agronegócio em Pato Branco e uma produtora de softwares de Florianópolis.

Na atual recessão, o perfil dos três estados tem ajudado a região a sofrer menos do que o restante do país. A revista destaca que o desemprego no Sul subiu menos do que no resto do país (está em 8%, contra a média nacional de 11,3%) e as receitas do governos não tiveram queda real neste ano, o que sustenta o argumento de que a demanda nesses estados se manteve melhor do que a média.

Problemas

O desempenho da economia do Sul, no entanto, não é um fenômeno sem problemas. A reportagem conta como o governo do Rio Grande do Sul tem um déficit fora de controle e critica o estado da infraestrutura da região. Os efeitos do crescimento em algumas cidades, como Florianópolis, onde o custo dos imóveis afugenta empreendedores, também são citados pela revista.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/the-economist-elogia-economia-do-sul-e-cita-empresas-do-parana-8x57kajbbbae8ro2mlc6mkg5p

POSITIVO INFORMÁTICA INVESTE EM LOJA PRÓPRIA NO CENTRO DE CURITIBA COM PRODUTOS MAIS BARATOS

Fabricante de computadores e celulares busca aproximação com consumidores ao mesmo tempo em que trabalha para reduzir estoques

Em tempos de crise econômica e retração no mercado nacional de computadores, a paranaense Positivo Informática tem batalhado em novas frentes para conseguir se aproximar dos consumidores. A empresa abriu ano passado sua primeira loja física própria, no Centro de Curitiba, e planeja dobrar no ano que vem o número de quiosques da marca de celulares Quantum – hoje, são oito unidades espalhadas em sete grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e na capital paranaense.

A loja no Centro de Curitiba está localizada na Avenida Marechal Floriano Peixoto, na esquina com a Rua XV de Novembro, em um espaço antes ocupado pela operadora Oi. Na unidade, batizada de “Direto da Fábrica”, são vendidos produtos com até 40% de desconto, remanufaturados ou de ponta de estoque – equipamentos em perfeitas condições de uso, mas que foram fabricados em lotes menores insuficientes pras grandes redes de varejo ou que foram devolvidos sem serem utilizados.

Ao não expor produtos de linha, a empresa evita competir com as redes varejistas – que ainda são o principal canal de distribuição da marca – ao mesmo tempo em que tenta se aproximar dos consumidores, por meio de um atendimento diferenciado com funcionários da própria Positivo. Além disso, a loja permite a exposição de um maior portfólio de produtos, sem a preocupação de disputar espaço com outras fabricantes.

“Conseguimos assim dar mais atenção e suporte ao cliente. Isso nos ajuda muito em Curitiba porque no fundo nós somos daqui, nossa sede e aqui e muita gente tem um carinho especial pela marca. Há o fator marketing também. Em que outro lugar podemos colocar toda nossa linha de produtos?”, explica o vice-presidente de Mobilidade da Positivo Informática, Norberto Maraschin Filho.

A loja, que também comercializa os celulares da marca Quantum, é um ponto estratégico de distribuição em um momento em que a companhia paranaense tem redobrado os esforços para reduzir seus estoques e cortar gastos. No balanço do terceiro trimestre divulgado no início do mês, a Positivo reforçou que a redução do excesso de estoques e a migração da produção para Manaussão hoje os projetos principais para incentivar a geração de caixa.

Tanto que a companhia encerrou o terceiro trimestre deste ano com R$ 66 milhões de estoques em excesso, uma redução de 73,8% em relação ao mesmo período de 2015. Desde o início do ano, a Positivo vendeu 1,8 milhão de celulares, 122,1 mil tablets e 795,4 mil computadores – enquanto o número de telefones comercializados cresceu 111% em relação a 2015, o de computadores diminuiu 20%.

No terceiro trimestre, 65,8% da receita da empresa com dispositivos veio de vendas no varejo, enquanto o setor público (governos) respondeu por 15,8% e o mercado corporativo, por 15,8%.

Quantum

A abertura da loja “Direto da Fábrica” no Centro de Curitiba ocorreu em novembro do ano passado, pouco depois do lançamento dos quiosques de celulares da marca Quantum. As microlojas da Quantum surgiram em setembro de 2015 junto do lançamento da nova marca e, inicialmente, serviam apenas como pontos de “degustação”, onde os consumidores podiam conhecer os celulares.

A partir de julho deste ano, os quiosques também passaram a vender os celulares, que têm conquistado uma boa aceitação entre o público e a mídia especializada – a Positivo não divulga o número de unidades vendidas por modelo, mas reconhece que a Quantum foi essencial para o avanço da empresa no mercado de celulares.

Enquanto a empresa não cogita abrir uma nova unidade “Direto da Fábrica”, a intenção agora é espalhar mais quiosques, aproveitando a popularidade da nova marca, que funciona como uma unidade de negócios independente da Positivo. “O modelo dos quiosques da Quantum está sendo muito importante e teremos expansão das lojas. O gerente dos quiosques responde diretamente aos fundadores da Quantum, que conseguem ter um feedback direto do que os consumidores estão buscando e querendo”, afirma Maraschin. Hoje, os dois quiosques da marca em Curitiba estão localizados no Shopping Mueller e no ParkShopping Barigui.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/positivo-informatica-investe-em-loja-propria-no-centro-de-curitiba-com-produtos-mais-baratos-577565e7aoz1t660tx6u6zzkd

TURISMO AGRÍCOLA INTERNACIONAL GERA NEGÓCIOS MILIONÁRIOS

Engana-se quem pensa que o turismo rural vive de lazer: visitar um restaurante colonial ou andar a cavalo é só um bônus. Tem gente faturando milhões com a atividade

  • Antonio C. Senkovski

Foi-se o tempo em que turismo rural era somente pescaria, passeios a cavalo e a fartura dos restaurantes coloniais. O ramo de atividade ganha cada vez mais setores especializados e um deles interessa principalmente ao agronegócio de alto rendimento. O turismo internacional agropecuário tem conquistado adeptos ano após ano e se consolida como um negócio capaz de faturar milhões, mas não só para as agências: os “turistas” também lucram.

Julio Bravo, proprietário da empresa de turismo agrícola Agrobravo, sediada em Curitiba, já levou mais de mil pessoas para os cinco continentes do planeta. Ele está no mercado desde 2008 e montou sua própria empresa há três anos. O faturamento começou com R$ 5 milhões e em dois anos cresceu 40%, alcançando R$ 7 milhões. “Ofereço viagens corporativas, voltadas para o mundo do agronegócio. Onde existe agricultura, já colocamos os pés. Temos na nossa lista 25 países agrícolas, nos cinco continentes”, conta.

O perfil de quem viaja, segundo Bravo, vai de médios a grandes produtores. Quem costuma organizar as viagens, no caso da empresa dele, são concessionárias de marcas de maquinários agrícolas. Cada cliente paga as suas despesas, a marca apenas organiza e convida os “turistas”. “O concessionário dessas empresas é quem nos contrata. Nós montamos o roteiro para eles, incluindo visitas às fábricas deles, a fazendas, centros de pesquisa e etc.”, explica. O gasto médio de uma viagem dessas para os Estados Unidos, por exemplo, fica entre US$ 3,5 a US$ 5 mil dólares (incluso refeições e guias técnicos).

O engenheiro agrônomo e produtor rural Miguel Nedel, da cidade de Giruá, no Rio Grande do Sul, já conheceu a região produtora de grãos dos Estados Unidos e parte do mercado agrícola na China. E ele não pretende parar por aí. A cada ano que faz suas viagens, conta que acumula mais contatos e isso facilita o fechamento de negócios, que vão desde a compra de maquinários até a venda de seus produtos. “Ficamos vários dias juntos, então se cria uma amizade, e consequentemente negócios entre os participantes do tour”, diz.

Especialização é a chave do sucesso

Como a atividade é relativamente nova, ainda não há números específicos, mas a segmentação desse nicho dentro do turismo é uma tendência. O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem, Pedro Kemp, enfatiza que a especialização dos agentes e estabelecimentos é um fator-chave para o sucesso de qualquer que seja o segmento turístico.

“Toda hora que eu me especializo em algo, vou ter mais conhecimento daquilo e do meu cliente. Se eu quero saber como funciona essa técnica de gotejamento em Israel, por exemplo. Quando você é um especialista no negócio, você tem muito mais conhecimento de como funciona”, explica. “É como você ir ao médico, um especialista na área vai ter muito mais conhecimento, vai saber exatamente o que fazer”, completa.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio/agricultura/turismo-agricola-internacional-gera-negocios-milionarios-5baesu2peb2mz7lcgllcm78i5

STARTUP FATURA 8 MILHÕES DE REAIS COM SPRAY CONTRA ODOR SANITÁRIO

A FreeCô é a responsável pelo lançamento do primeiro bloqueador de odores para além dos vasos sanitários 100% nacional

Por Katia Simões

access_time22 nov 2016, 15h50

Empreendedores brasileiros adoram se inspirar em ideias surgidas nos Estados Unidos para lançar novidades por aqui. Costuma ser um bom negócio – como atestam empresas como o site de compras coletivas Peixe Urbano ou o aplicativo de transportes 99 Taxis. O empresário Renato Radomysler, por sua vez, decidiu apostar num mercado menos usual – e certamente menos sexy.

Ele já estava à frente da Studio d’Essences, empresa paulista especializada em marketing olfativo – sim, esse mercado existe, e cria, por exemplo, perfumes exclusivos para redes de lojas. Foi quando Radomysler se deparou com um nicho ainda mais específico – de bloqueadores de odores para banheiros. São, basicamente, sprays que evitam que o mau cheiro se espalhe para além do vaso sanitário.

Ele decidiu apostar na ideia e, junto com o amigo de faculdade Rafael Nasser, criou em 2014, a FreeCô. A startup é responsável pelo lançamento do primeiro bloqueador de odores sanitários 100% nacional, disponível nas fragrâncias capim-limão e especiarias. A empresa, que consumiu um investimento entre desenvolvimento da linha e marketing da ordem de 5 milhões de reais, deve faturar 8 milhões de reais em 2016 – 30% a mais do que no ano passado.

Cada frasco de 60 ml, vendido por cerca de 20 reais no varejo, rende em torno de 100 aplicações. Foi um ano de trabalho entre a concepção do produto, desenvolvimento, testes e aprovação pela Anvisa. “Nosso maior desafio não foi desenvolver o novo produto”, afirma Radomysler. “Mas educar o consumidor e convencer o varejo a investir em uma categoria nova. Trata-se de um trabalho de formiguinha que ainda exigirá muito tempo de dedicação.”

Segundo Ana Vecchi, da Vecchi&Ancona Consulting, o desafio é grande mesmo. “A estratégia tem de ser muito bem-desenhada, a fim de que o mercado entenda a proposta. O nome e a exposição do produto no ponto de venda têm um peso muito grande no sucesso do negócio”, diz.

No lugar de começar pelas redes de supermercados, a empresa decidiu investir primeiro em redes de farmácias. “Nosso produto precisa ser conhecido, carece de uma venda assistida, a fim de que o cliente entenda a sua real utilidade e aceite pagar por isso”, diz Radomysler. As redes têm espaço de loja limitado e disputar um lugar no mix de produto pode exigir até um ano de conversação. Foi o prazo que os empreendedores levaram para entrar na Droga Raia, mesmo assim em apenas 500 das mais de mil unidades que compõem a rede.

Com produção terceirizada e quase dois anos de operação, a FreeCô está presente em 5.000 pontos de venda, entre eles, as oito principais redes de farmácias e drogarias do país. O canal responde por 80% das vendas, o e-commerce por 10% e os demais pontos também por 10%. O próximo passo, a partir de 2017, será chegar às grandes redes de supermercados e lojas de conveniência. Depois, a empresa estuda a expansão internacional. Já tem licença para comercialização do produto na Inglaterra e já tem projetos alinhavados no Peru, Uruguai, Israel, Inglaterra e Espanha. “Nossa ideia é começar por mercados menores, com muito pé no chão para depois, bem estruturados, testar o mercado americano”, finaliza Radomysler.

Uma das tarefas mais difíceis foi encontrar uma garota propaganda para a marca. Ninguém se sentia à vontade para estrelar a campanha que começaria pelas mídias sociais e chegaria às revistas e publicações especializadas. Adriane Galisteu topou e garantiu logo nos primeiros dias de lançamento nada menos do que 3 milhões de visualizações. Depois, blogueiras como Kefera e Jout Jout também gravaram vídeos para divulgar o produto. A campanha do Dia do Amigo, que pedia a indicação em “off” de alguém que precisasse do produto, teve mais de 30.000 indicações. Haja criatividade para transformar o nicho num mercado promissor. Até aqui, os sócios não têm do que reclamar.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/startup-fatura-8-milhoes-de-reais-com-spray-contra-odor-sanitario/

SOB NOVA DIREÇÃO, NATURA TENTA VOLTAR ÀS ORIGENS COM AJUDA DE REVENDEDORAS

Empresa abriu seus primeiros lojas neste ano, mas reforça que a venda de porta em porta continuará a ser o centro de sua estratégia

 Estadão Conteúdo

Um mês após uma inesperada troca de comando, a ordem na Natura é voltar às origens. A fabricante de cosméticos, que abriu suas primeiras lojas em 2016, agora se empenha para mostrar que o exército de revendedoras, que responde pela maioria esmagadora de suas vendas, não será deixado de lado. O novo presidente da empresa, João Paulo Ferreira, reforçou no Natura Day, evento em que apresenta seus projetos a investidores, que a venda de porta em porta continuará a ser o centro da estratégia da companhia.

Essa apreensão se traduz em números. No primeiro semestre, o total de consultoras da empresa caiu 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado. A companhia argumenta que a queda é pequena. No entanto, sua principal rival em vendas diretas, a Avon, anunciou a maior captação de consultoras de sua história.

A empresa americana ampliou seu time de revendedoras em 220 mil pessoas só em setembro e outubro. No terceiro trimestre, após várias quedas, as vendas da Avon subiram 14% em relação a 2015 – as receitas da Natura no país caíram 7%, na mesma comparação.

Preço

A retração do total de consultoras e das vendas têm origem em outro fator: o preço dos produtos, que subiu, em média, 9% no primeiro semestre. Como consequência, a Natura, que já praticava valores mais altos do que concorrentes como O Boticário e Avon, viu essa diferença aumentar, uma vez que os rivais seguraram reajustes em 2016. A expectativa é de revisão de preços e mix de produtos, segundo uma fonte próxima à empresa.

À frente do Natura Day, na quinta-feira passada, Ferreira, funcionário de carreira da companhia e nome de confiança dos acionistas, passou a mensagem de que o grupo deverá focar na retomada das consultoras. As lojas físicas, que saíram do papel sob a gestão de Roberto Lima, que ficou pouco mais de dois anos no comando, vão aumentar, mas não é a estratégia principal.

O total de lojas da Natura, por enquanto, se resume a cinco unidades em São Paulo e “outras dezenas” deverão ser abertas nos próximos anos, segundo a mesma fonte. Já o plano de maior internacionalização não está entre as prioridades.

Procurada pela reportagem, a Natura confirmou que existe a intenção de segurar preços e focar em itens mais baratos. “Passamos por um momento em que os consumidores intensificaram a busca por produtos de preços mais baixos e, diante desse cenário, já ajustamos nossas promoções e mix de produtos”, informou a assessoria de imprensa da companhia.

Por anos considerada uma empresa focada em inovação, a Natura agora quer ser inserida no mundo digital. A estratégia multicanal da companhia de cosméticos, que também inclui a venda por e-commerce, visa a segmentar os públicos por faixa de renda e idade.

O público-alvo das lojas, que têm aproximadamente 40% do portfólio vendido no porta a porta e se concentra em itens de experimentação, como maquiagem e cremes, são os jovens das classes A e B. A ordem é que a massa de consumidores fique nas mãos das consultoras. “No nosso plano estratégico, esse é o horizonte de longo prazo para Brasil e América Latina”, diz uma fonte ligada à Natura.

Clima

Apesar do renovado discurso da Natura, o analista Guilherme Assis, do banco Brasil Plural, disse, em relatório, que não vê melhoras significativas para a empresa em 2017. “Os resultados recentes apontam para uma recuperação só de longo prazo”.

No entanto, os ares de mudança com a troca de gestão, embora ainda não tenha surtido efeitos práticos, já fazem a diferença. “O time daqui se empolgou porque sabem que alguém de dentro foi promovido”, afirmou um profissional da Natura.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/sob-nova-direcao-natura-tenta-voltar-as-origens-com-ajuda-de-revendedoras-aoldw3woju8aaxqwka9y7z3rh

FIAT CHRYSLER SE JUNTA À AMAZON PARA VENDER CARROS ONLINE

Inicialmente apenas clientes italianos poderão comprar seus carros online e as ofertas da Amazon serão limitadas a três modelos – 500, Panda e 500L

Milão – A Fiat Chrysler (FCA) disse que se uniu à gigante norte-americana de internet Amazon para começar a vender carros online oferecendo um desconto adicional.

Inicialmente apenas clientes italianos poderão comprar seus carros online e as ofertas da Amazon serão limitadas a três modelos – o 500, o Panda e o 500L.

A FCA disse que a escolha foi deliberada por que o Panda é o carro mais vendido na Itália, enquanto os compradores do 500 e da versão maior, o 500L, são voltados para os mais jovens e aventureiros, a quem a iniciativa tenta agradar.

O diretor da Fiat Chrysler na Itália, Gianluca Italia, disse que a parceria será voltada a clientes que preferem comprar no conforto de casa, acrescentando que as promoções existentes serão melhoradas em até 33 por cento para os clientes online.

Então, após fazer sua compra online, os clientes serão contatados pela Amazon para decidir por um revendedor, onde podem finalizar sua compra e retirar o veículo.

O carro deve estar pronto dentro de duas semanas após a compra online.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/fiat-chrysler-se-junta-a-amazon-para-vender-carros-online/

PETROBRAS CONFIRMA VENDA DA LIQUIGÁS PARA A ULTRAGAZ POR R$ 2,8 BILHÕES

O valor total da venda será corrigido pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDI), entre as datas de assinatura e de fechamento da operação

A Petrobras informa que seu conselho de administração aprovou nesta quinta-feira (17) a venda da Liquigás Distribuidora para a Ultragaz, subsidiária da Ultrapar Participações.

O valor total da venda é de R$ 2,8 bilhões e será corrigido pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDI), entre as datas de assinatura e de fechamento da operação. O montante ainda estará sujeito a ajustes em razão das variações de capital de giro e da posição da dívida líquida da Liquigás entre 31/12/2015 e a data de fechamento da transação.

A Liquigás é subsidiária integral da Petrobras e atua no engarrafamento, distribuição e comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP).

“A operação, conduzida através de processo competitivo, é parte integrante do Plano de Desinvestimentos 2015-2016 e está alinhada ao Plano Estratégico da Companhia, que visa otimizar o portfólio de negócios, com foco em óleo e gás, saindo integralmente das atividades de distribuição de GLP”, afirma a Petrobras em fato relevante divulgado nesta quinta.

Segundo a Ultrapar, a transação permitirá que a “estratégia de diferenciação e a excelência operacional da Ultragaz, além da sua capacidade de investimento, combinados com os ativos e com a qualidade da rede de revendas da Liquigás proporcionem importantes ganhos de eficiência”. Entre eles, a empresa cita ganhos em logística, na gestão administrativa e em práticas de operação, com melhoria da qualidade dos serviços, “gerando benefícios aos consumidores, revendedores, clientes e a toda a sociedade”.

A transação ainda está sujeita à aprovação das assembleias gerais da Petrobras e da Ultrapar e ao cumprimento de condições, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade).

A Liquigás conta com 23 centros operativos, 19 depósitos, uma base de armazenagem e carregamento rodoferroviário e uma rede de cerca de 4.800 revendedores autorizados. Em 2015, a Liquigás comercializou 1,65 milhão de toneladas de GLP, gerando receita líquida de R$ 3,3 bilhões e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de R$ 214 milhões. Sua dívida bruta em 31 de dezembro de 2015 era de R$ 145 milhões.

A Ultragaz, primeira distribuidora de GLP do Brasil, atende aproximadamente 11 milhões de domicílios no segmento envasado e 50 mil clientes no segmento granel. Em 2015, vendeu 1,7 milhão de toneladas de GLP, gerando receita líquida de R$ 4,6 bilhões e Ebitda de R$ 357 milhões. Nos últimos 12 meses até 30 de setembro, o Ebitda da Ultragaz somou R$ 433 milhões.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/petrobras-confirma-venda-da-liquigas-para-a-ultragaz-por-r-28-bilhoes-a82nl9jihqatdw6gjee3jx4gm

CADE APROVA COMPRA DE PARTE DA LATAM PELA QATAR AIRWAYS

Em julho do ano passado, a Qatar Airways anunciou sua entrada no mercado latino-americano com a compra de até 10% de Latam, a maior companhia da região

A companhia aérea Latam anunciou nesta quarta-feira (16) que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou que a asiática Qatar Airlines compre parte de suas ações.

A Latam – surgida da fusão da companhia aérea chilena LAN e da brasileira TAM -, informou em Santiago que a autoridade brasileira de livre concorrência “aprovou a entrada da Qatar Airways na propriedade da companhia”.

A Latam também informou sobre a reprogramação de um anunciado aumento de capital destinado a concretizar a operação, por uma quantia total de US$ 613 milhões (cerca de R$ 2,1 bilhões).

“A data limite para o direito dos acionistas a exercer a oferta de opção preferencial é 18 de novembro de 2016”, enquanto o “prazo para exercer a opção preferencial se estenderá de 24 de novembro de 2016 até 23 de dezembro de 2016”, informou a companhia em comunicado.

Em julho do ano passado, a Qatar Airways anunciou sua entrada no mercado latino-americano com a compra de até 10% de Latam, a maior companhia da região, nascida após a fusão de 2012.

A Qatar Airways tem um importante pacote de ações, de 15%, na holding IAG que agrupa as companhias espanholas Iberia e Vueling, a britânica British Airways e a irlandesa Aer Lingus.

O acordo com o Qatar supõe uma injeção significativa de recursos para a Latam, que fechou 2015 com perdas que alcançaram os US$ 219 milhões (cerca de R$ 750 milhões) após uma queda de receitas de 18,8% em relação a 2014, arrastada pela crise econômica e política que atinge a Brasil, seu principal mercado.

A Latam tem filiais na Argentina, no Brasil, no Chile, na Colômbia, no Equador, no Paraguai e no Peru. Voa para mais de 140 destinos em 24 países, com uma frota de 318 aviões e mais de 53 mil funcionários.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/cade-aprova-compra-de-parte-da-latam-pela-qatar-airways-f3lizc5i76mf5zyxuas29dj9y

DONO DA REDE IPIRANGA DEVE ANUNCIAR COMPRA DA LIQUIGÁS

Operação é avaliada em até R$ 2,8 bilhões

A Petrobras deve anunciar ainda nesta semana a venda da sua divisão de gás de cozinha, a Liquigás, para o grupo Ultra, dono da rede de postos Ipiranga. A operação é avaliada em até R$ 2,8 bilhões. Em outubro, as duas companhias informaram ao mercado que estavam em conversas adiantadas para um acordo.

Apontado como favorito para levar o negócio, o Ultra também é dono da Ultragaz, que é líder em venda de botijão de gás no país. Com a transação, Ultra passará a deter 45% do segmento.

A empresa disputou o ativo com concorrentes como a holandesa Supergasbras (SHV); a Nacional Gás, do grupo nordestino Edson Queiroz; e a Copagaz, do empresário Ueze Zahran. Também tiveram interesse pelo negócio investidores de fora, como a turca Aygaz. Nos últimos meses, a Nacional Gás e a Copagaz chegaram a fazer proposta conjunta pelo ativo.

Fontes afirmaram que as conversas entre as duas empresas avançaram nas últimas semanas e dependiam de acertos contratuais. Procurada, a Ultrapar, holding do grupo Ultra, não comentou. A Petrobras não retornou os pedidos de entrevista. A transação está sendo costurada pelo Itaú BBA, que também não se manifestou.

O clima é de incerteza dentro da Liquigás, que teme corte de pessoal com a chegada do novo dono.

O mercado nacional de gás de cozinha está concentrado nas mãos da Ultragaz, maior deste segmento, com 23,11% de participação. A companhia da Petrobras é a segunda, com 22,61%; seguida da Supergasbras, com 20,42%. A Nacional Gás é quarta maior empresa, e a Copagaz está na quinta posição.

Concentração

A transação dependerá do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Fontes afirmaram ao jornal “O Estado de S. Paulo” que o órgão antitruste poderá apontar sobreposições em estados onde haverá maior concentração, como Bahia (61%), Santa Catarina (51%), Rio Grande do Sul (57%) e São Paulo (57%), conforme dados levantados pela Ecostrat Consultores.

Os riscos de concentração relativos à aquisição já tinham sido apontados pela Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg-BR), uma vez que, com a incorporação da companhia, o Ultra terá 45% de domínio no país.

O Ultra, contudo, estaria disposto a negociar os ativos com sobreposição de mercado. Na sexta-feira passada, durante teleconferência com analistas, após divulgação de resultados, Thilo Mannhardt, diretor presidente da Ultrapar, disse que, caso o negócio seja fechado, o fiel da balança será o Conselho Administrativo de Defesa Econômica. “É muito óbvio que esse caso vai demandar muita atenção do Cade”, disse.

Gigante nacional

Com faturamento de R$ 75,7 bilhões em 2015, o grupo Ultra está mais agressivo em aquisições este ano. Em junho, o conglomerado, anunciou a compra da rede de postos de combustíveis Ale, por R$ 2,17 bilhões, reforçando a Ipiranga. Com essa transação, tornou-se o vice-líder em distribuição de combustíveis, atrás da BR Distribuidora, da Petrobras, que também está à venda.

Fontes afirmam que a Extrafarma (rede de farmácias que o grupo adquiriu em 2013) poderá comprar a bandeira Big Ben, que pertence à empresa de varejo farmacêutico da BR Pharma, do BTG, que atualmente enfrenta dificuldades financeiras. Ambas as empresas têm forte atuação no estado do Pará.

Ainda na mesma conferência, Mannhardt disse que o plano de expansão da empresa é baseado no crescimento orgânico e também em aquisições. “A compra da Ale e outras aquisições que estão por vir buscam o reforço da estratégia de cada um dos negócios.”

No terceiro trimestre, o Ultra encerrou com receita líquida de R$ 19,45 bilhões, alta de 1% sobre o mesmo período de 2015. O lucro líquido ficou em R$ 376,8 milhões, aumento de 27,3% em relação a julho e setembro de 2015.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/dono-da-rede-ipiranga-deve-anunciar-compra-da-liquigas-aiik8wp1vorjoluk56bmteh92

RECUPERAÇÃO: LUCRO DAS EMPRESAS ABERTAS CRESCE 14% NO 3º TRI

Juntas, as companhias listadas em bolsa no país acumularam lucros de 24,9 bilhões de reais de julho a setembro deste ano