TURISMO AGRÍCOLA INTERNACIONAL GERA NEGÓCIOS MILIONÁRIOS

Engana-se quem pensa que o turismo rural vive de lazer: visitar um restaurante colonial ou andar a cavalo é só um bônus. Tem gente faturando milhões com a atividade

  • Antonio C. Senkovski

Foi-se o tempo em que turismo rural era somente pescaria, passeios a cavalo e a fartura dos restaurantes coloniais. O ramo de atividade ganha cada vez mais setores especializados e um deles interessa principalmente ao agronegócio de alto rendimento. O turismo internacional agropecuário tem conquistado adeptos ano após ano e se consolida como um negócio capaz de faturar milhões, mas não só para as agências: os “turistas” também lucram.

Julio Bravo, proprietário da empresa de turismo agrícola Agrobravo, sediada em Curitiba, já levou mais de mil pessoas para os cinco continentes do planeta. Ele está no mercado desde 2008 e montou sua própria empresa há três anos. O faturamento começou com R$ 5 milhões e em dois anos cresceu 40%, alcançando R$ 7 milhões. “Ofereço viagens corporativas, voltadas para o mundo do agronegócio. Onde existe agricultura, já colocamos os pés. Temos na nossa lista 25 países agrícolas, nos cinco continentes”, conta.

O perfil de quem viaja, segundo Bravo, vai de médios a grandes produtores. Quem costuma organizar as viagens, no caso da empresa dele, são concessionárias de marcas de maquinários agrícolas. Cada cliente paga as suas despesas, a marca apenas organiza e convida os “turistas”. “O concessionário dessas empresas é quem nos contrata. Nós montamos o roteiro para eles, incluindo visitas às fábricas deles, a fazendas, centros de pesquisa e etc.”, explica. O gasto médio de uma viagem dessas para os Estados Unidos, por exemplo, fica entre US$ 3,5 a US$ 5 mil dólares (incluso refeições e guias técnicos).

O engenheiro agrônomo e produtor rural Miguel Nedel, da cidade de Giruá, no Rio Grande do Sul, já conheceu a região produtora de grãos dos Estados Unidos e parte do mercado agrícola na China. E ele não pretende parar por aí. A cada ano que faz suas viagens, conta que acumula mais contatos e isso facilita o fechamento de negócios, que vão desde a compra de maquinários até a venda de seus produtos. “Ficamos vários dias juntos, então se cria uma amizade, e consequentemente negócios entre os participantes do tour”, diz.

Especialização é a chave do sucesso

Como a atividade é relativamente nova, ainda não há números específicos, mas a segmentação desse nicho dentro do turismo é uma tendência. O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem, Pedro Kemp, enfatiza que a especialização dos agentes e estabelecimentos é um fator-chave para o sucesso de qualquer que seja o segmento turístico.

“Toda hora que eu me especializo em algo, vou ter mais conhecimento daquilo e do meu cliente. Se eu quero saber como funciona essa técnica de gotejamento em Israel, por exemplo. Quando você é um especialista no negócio, você tem muito mais conhecimento de como funciona”, explica. “É como você ir ao médico, um especialista na área vai ter muito mais conhecimento, vai saber exatamente o que fazer”, completa.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio/agricultura/turismo-agricola-internacional-gera-negocios-milionarios-5baesu2peb2mz7lcgllcm78i5

STARTUP FATURA 8 MILHÕES DE REAIS COM SPRAY CONTRA ODOR SANITÁRIO

A FreeCô é a responsável pelo lançamento do primeiro bloqueador de odores para além dos vasos sanitários 100% nacional

Por Katia Simões

access_time22 nov 2016, 15h50

Empreendedores brasileiros adoram se inspirar em ideias surgidas nos Estados Unidos para lançar novidades por aqui. Costuma ser um bom negócio – como atestam empresas como o site de compras coletivas Peixe Urbano ou o aplicativo de transportes 99 Taxis. O empresário Renato Radomysler, por sua vez, decidiu apostar num mercado menos usual – e certamente menos sexy.

Ele já estava à frente da Studio d’Essences, empresa paulista especializada em marketing olfativo – sim, esse mercado existe, e cria, por exemplo, perfumes exclusivos para redes de lojas. Foi quando Radomysler se deparou com um nicho ainda mais específico – de bloqueadores de odores para banheiros. São, basicamente, sprays que evitam que o mau cheiro se espalhe para além do vaso sanitário.

Ele decidiu apostar na ideia e, junto com o amigo de faculdade Rafael Nasser, criou em 2014, a FreeCô. A startup é responsável pelo lançamento do primeiro bloqueador de odores sanitários 100% nacional, disponível nas fragrâncias capim-limão e especiarias. A empresa, que consumiu um investimento entre desenvolvimento da linha e marketing da ordem de 5 milhões de reais, deve faturar 8 milhões de reais em 2016 – 30% a mais do que no ano passado.

Cada frasco de 60 ml, vendido por cerca de 20 reais no varejo, rende em torno de 100 aplicações. Foi um ano de trabalho entre a concepção do produto, desenvolvimento, testes e aprovação pela Anvisa. “Nosso maior desafio não foi desenvolver o novo produto”, afirma Radomysler. “Mas educar o consumidor e convencer o varejo a investir em uma categoria nova. Trata-se de um trabalho de formiguinha que ainda exigirá muito tempo de dedicação.”

Segundo Ana Vecchi, da Vecchi&Ancona Consulting, o desafio é grande mesmo. “A estratégia tem de ser muito bem-desenhada, a fim de que o mercado entenda a proposta. O nome e a exposição do produto no ponto de venda têm um peso muito grande no sucesso do negócio”, diz.

No lugar de começar pelas redes de supermercados, a empresa decidiu investir primeiro em redes de farmácias. “Nosso produto precisa ser conhecido, carece de uma venda assistida, a fim de que o cliente entenda a sua real utilidade e aceite pagar por isso”, diz Radomysler. As redes têm espaço de loja limitado e disputar um lugar no mix de produto pode exigir até um ano de conversação. Foi o prazo que os empreendedores levaram para entrar na Droga Raia, mesmo assim em apenas 500 das mais de mil unidades que compõem a rede.

Com produção terceirizada e quase dois anos de operação, a FreeCô está presente em 5.000 pontos de venda, entre eles, as oito principais redes de farmácias e drogarias do país. O canal responde por 80% das vendas, o e-commerce por 10% e os demais pontos também por 10%. O próximo passo, a partir de 2017, será chegar às grandes redes de supermercados e lojas de conveniência. Depois, a empresa estuda a expansão internacional. Já tem licença para comercialização do produto na Inglaterra e já tem projetos alinhavados no Peru, Uruguai, Israel, Inglaterra e Espanha. “Nossa ideia é começar por mercados menores, com muito pé no chão para depois, bem estruturados, testar o mercado americano”, finaliza Radomysler.

Uma das tarefas mais difíceis foi encontrar uma garota propaganda para a marca. Ninguém se sentia à vontade para estrelar a campanha que começaria pelas mídias sociais e chegaria às revistas e publicações especializadas. Adriane Galisteu topou e garantiu logo nos primeiros dias de lançamento nada menos do que 3 milhões de visualizações. Depois, blogueiras como Kefera e Jout Jout também gravaram vídeos para divulgar o produto. A campanha do Dia do Amigo, que pedia a indicação em “off” de alguém que precisasse do produto, teve mais de 30.000 indicações. Haja criatividade para transformar o nicho num mercado promissor. Até aqui, os sócios não têm do que reclamar.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/startup-fatura-8-milhoes-de-reais-com-spray-contra-odor-sanitario/

SOB NOVA DIREÇÃO, NATURA TENTA VOLTAR ÀS ORIGENS COM AJUDA DE REVENDEDORAS

Empresa abriu seus primeiros lojas neste ano, mas reforça que a venda de porta em porta continuará a ser o centro de sua estratégia

 Estadão Conteúdo

Um mês após uma inesperada troca de comando, a ordem na Natura é voltar às origens. A fabricante de cosméticos, que abriu suas primeiras lojas em 2016, agora se empenha para mostrar que o exército de revendedoras, que responde pela maioria esmagadora de suas vendas, não será deixado de lado. O novo presidente da empresa, João Paulo Ferreira, reforçou no Natura Day, evento em que apresenta seus projetos a investidores, que a venda de porta em porta continuará a ser o centro da estratégia da companhia.

Essa apreensão se traduz em números. No primeiro semestre, o total de consultoras da empresa caiu 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado. A companhia argumenta que a queda é pequena. No entanto, sua principal rival em vendas diretas, a Avon, anunciou a maior captação de consultoras de sua história.

A empresa americana ampliou seu time de revendedoras em 220 mil pessoas só em setembro e outubro. No terceiro trimestre, após várias quedas, as vendas da Avon subiram 14% em relação a 2015 – as receitas da Natura no país caíram 7%, na mesma comparação.

Preço

A retração do total de consultoras e das vendas têm origem em outro fator: o preço dos produtos, que subiu, em média, 9% no primeiro semestre. Como consequência, a Natura, que já praticava valores mais altos do que concorrentes como O Boticário e Avon, viu essa diferença aumentar, uma vez que os rivais seguraram reajustes em 2016. A expectativa é de revisão de preços e mix de produtos, segundo uma fonte próxima à empresa.

À frente do Natura Day, na quinta-feira passada, Ferreira, funcionário de carreira da companhia e nome de confiança dos acionistas, passou a mensagem de que o grupo deverá focar na retomada das consultoras. As lojas físicas, que saíram do papel sob a gestão de Roberto Lima, que ficou pouco mais de dois anos no comando, vão aumentar, mas não é a estratégia principal.

O total de lojas da Natura, por enquanto, se resume a cinco unidades em São Paulo e “outras dezenas” deverão ser abertas nos próximos anos, segundo a mesma fonte. Já o plano de maior internacionalização não está entre as prioridades.

Procurada pela reportagem, a Natura confirmou que existe a intenção de segurar preços e focar em itens mais baratos. “Passamos por um momento em que os consumidores intensificaram a busca por produtos de preços mais baixos e, diante desse cenário, já ajustamos nossas promoções e mix de produtos”, informou a assessoria de imprensa da companhia.

Por anos considerada uma empresa focada em inovação, a Natura agora quer ser inserida no mundo digital. A estratégia multicanal da companhia de cosméticos, que também inclui a venda por e-commerce, visa a segmentar os públicos por faixa de renda e idade.

O público-alvo das lojas, que têm aproximadamente 40% do portfólio vendido no porta a porta e se concentra em itens de experimentação, como maquiagem e cremes, são os jovens das classes A e B. A ordem é que a massa de consumidores fique nas mãos das consultoras. “No nosso plano estratégico, esse é o horizonte de longo prazo para Brasil e América Latina”, diz uma fonte ligada à Natura.

Clima

Apesar do renovado discurso da Natura, o analista Guilherme Assis, do banco Brasil Plural, disse, em relatório, que não vê melhoras significativas para a empresa em 2017. “Os resultados recentes apontam para uma recuperação só de longo prazo”.

No entanto, os ares de mudança com a troca de gestão, embora ainda não tenha surtido efeitos práticos, já fazem a diferença. “O time daqui se empolgou porque sabem que alguém de dentro foi promovido”, afirmou um profissional da Natura.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/sob-nova-direcao-natura-tenta-voltar-as-origens-com-ajuda-de-revendedoras-aoldw3woju8aaxqwka9y7z3rh

FIAT CHRYSLER SE JUNTA À AMAZON PARA VENDER CARROS ONLINE

Inicialmente apenas clientes italianos poderão comprar seus carros online e as ofertas da Amazon serão limitadas a três modelos – 500, Panda e 500L

Milão – A Fiat Chrysler (FCA) disse que se uniu à gigante norte-americana de internet Amazon para começar a vender carros online oferecendo um desconto adicional.

Inicialmente apenas clientes italianos poderão comprar seus carros online e as ofertas da Amazon serão limitadas a três modelos – o 500, o Panda e o 500L.

A FCA disse que a escolha foi deliberada por que o Panda é o carro mais vendido na Itália, enquanto os compradores do 500 e da versão maior, o 500L, são voltados para os mais jovens e aventureiros, a quem a iniciativa tenta agradar.

O diretor da Fiat Chrysler na Itália, Gianluca Italia, disse que a parceria será voltada a clientes que preferem comprar no conforto de casa, acrescentando que as promoções existentes serão melhoradas em até 33 por cento para os clientes online.

Então, após fazer sua compra online, os clientes serão contatados pela Amazon para decidir por um revendedor, onde podem finalizar sua compra e retirar o veículo.

O carro deve estar pronto dentro de duas semanas após a compra online.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/fiat-chrysler-se-junta-a-amazon-para-vender-carros-online/

PETROBRAS CONFIRMA VENDA DA LIQUIGÁS PARA A ULTRAGAZ POR R$ 2,8 BILHÕES

O valor total da venda será corrigido pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDI), entre as datas de assinatura e de fechamento da operação

A Petrobras informa que seu conselho de administração aprovou nesta quinta-feira (17) a venda da Liquigás Distribuidora para a Ultragaz, subsidiária da Ultrapar Participações.

O valor total da venda é de R$ 2,8 bilhões e será corrigido pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDI), entre as datas de assinatura e de fechamento da operação. O montante ainda estará sujeito a ajustes em razão das variações de capital de giro e da posição da dívida líquida da Liquigás entre 31/12/2015 e a data de fechamento da transação.

A Liquigás é subsidiária integral da Petrobras e atua no engarrafamento, distribuição e comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP).

“A operação, conduzida através de processo competitivo, é parte integrante do Plano de Desinvestimentos 2015-2016 e está alinhada ao Plano Estratégico da Companhia, que visa otimizar o portfólio de negócios, com foco em óleo e gás, saindo integralmente das atividades de distribuição de GLP”, afirma a Petrobras em fato relevante divulgado nesta quinta.

Segundo a Ultrapar, a transação permitirá que a “estratégia de diferenciação e a excelência operacional da Ultragaz, além da sua capacidade de investimento, combinados com os ativos e com a qualidade da rede de revendas da Liquigás proporcionem importantes ganhos de eficiência”. Entre eles, a empresa cita ganhos em logística, na gestão administrativa e em práticas de operação, com melhoria da qualidade dos serviços, “gerando benefícios aos consumidores, revendedores, clientes e a toda a sociedade”.

A transação ainda está sujeita à aprovação das assembleias gerais da Petrobras e da Ultrapar e ao cumprimento de condições, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade).

A Liquigás conta com 23 centros operativos, 19 depósitos, uma base de armazenagem e carregamento rodoferroviário e uma rede de cerca de 4.800 revendedores autorizados. Em 2015, a Liquigás comercializou 1,65 milhão de toneladas de GLP, gerando receita líquida de R$ 3,3 bilhões e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de R$ 214 milhões. Sua dívida bruta em 31 de dezembro de 2015 era de R$ 145 milhões.

A Ultragaz, primeira distribuidora de GLP do Brasil, atende aproximadamente 11 milhões de domicílios no segmento envasado e 50 mil clientes no segmento granel. Em 2015, vendeu 1,7 milhão de toneladas de GLP, gerando receita líquida de R$ 4,6 bilhões e Ebitda de R$ 357 milhões. Nos últimos 12 meses até 30 de setembro, o Ebitda da Ultragaz somou R$ 433 milhões.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/petrobras-confirma-venda-da-liquigas-para-a-ultragaz-por-r-28-bilhoes-a82nl9jihqatdw6gjee3jx4gm

CADE APROVA COMPRA DE PARTE DA LATAM PELA QATAR AIRWAYS

Em julho do ano passado, a Qatar Airways anunciou sua entrada no mercado latino-americano com a compra de até 10% de Latam, a maior companhia da região

A companhia aérea Latam anunciou nesta quarta-feira (16) que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou que a asiática Qatar Airlines compre parte de suas ações.

A Latam – surgida da fusão da companhia aérea chilena LAN e da brasileira TAM -, informou em Santiago que a autoridade brasileira de livre concorrência “aprovou a entrada da Qatar Airways na propriedade da companhia”.

A Latam também informou sobre a reprogramação de um anunciado aumento de capital destinado a concretizar a operação, por uma quantia total de US$ 613 milhões (cerca de R$ 2,1 bilhões).

“A data limite para o direito dos acionistas a exercer a oferta de opção preferencial é 18 de novembro de 2016”, enquanto o “prazo para exercer a opção preferencial se estenderá de 24 de novembro de 2016 até 23 de dezembro de 2016”, informou a companhia em comunicado.

Em julho do ano passado, a Qatar Airways anunciou sua entrada no mercado latino-americano com a compra de até 10% de Latam, a maior companhia da região, nascida após a fusão de 2012.

A Qatar Airways tem um importante pacote de ações, de 15%, na holding IAG que agrupa as companhias espanholas Iberia e Vueling, a britânica British Airways e a irlandesa Aer Lingus.

O acordo com o Qatar supõe uma injeção significativa de recursos para a Latam, que fechou 2015 com perdas que alcançaram os US$ 219 milhões (cerca de R$ 750 milhões) após uma queda de receitas de 18,8% em relação a 2014, arrastada pela crise econômica e política que atinge a Brasil, seu principal mercado.

A Latam tem filiais na Argentina, no Brasil, no Chile, na Colômbia, no Equador, no Paraguai e no Peru. Voa para mais de 140 destinos em 24 países, com uma frota de 318 aviões e mais de 53 mil funcionários.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/cade-aprova-compra-de-parte-da-latam-pela-qatar-airways-f3lizc5i76mf5zyxuas29dj9y

DONO DA REDE IPIRANGA DEVE ANUNCIAR COMPRA DA LIQUIGÁS

Operação é avaliada em até R$ 2,8 bilhões

A Petrobras deve anunciar ainda nesta semana a venda da sua divisão de gás de cozinha, a Liquigás, para o grupo Ultra, dono da rede de postos Ipiranga. A operação é avaliada em até R$ 2,8 bilhões. Em outubro, as duas companhias informaram ao mercado que estavam em conversas adiantadas para um acordo.

Apontado como favorito para levar o negócio, o Ultra também é dono da Ultragaz, que é líder em venda de botijão de gás no país. Com a transação, Ultra passará a deter 45% do segmento.

A empresa disputou o ativo com concorrentes como a holandesa Supergasbras (SHV); a Nacional Gás, do grupo nordestino Edson Queiroz; e a Copagaz, do empresário Ueze Zahran. Também tiveram interesse pelo negócio investidores de fora, como a turca Aygaz. Nos últimos meses, a Nacional Gás e a Copagaz chegaram a fazer proposta conjunta pelo ativo.

Fontes afirmaram que as conversas entre as duas empresas avançaram nas últimas semanas e dependiam de acertos contratuais. Procurada, a Ultrapar, holding do grupo Ultra, não comentou. A Petrobras não retornou os pedidos de entrevista. A transação está sendo costurada pelo Itaú BBA, que também não se manifestou.

O clima é de incerteza dentro da Liquigás, que teme corte de pessoal com a chegada do novo dono.

O mercado nacional de gás de cozinha está concentrado nas mãos da Ultragaz, maior deste segmento, com 23,11% de participação. A companhia da Petrobras é a segunda, com 22,61%; seguida da Supergasbras, com 20,42%. A Nacional Gás é quarta maior empresa, e a Copagaz está na quinta posição.

Concentração

A transação dependerá do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Fontes afirmaram ao jornal “O Estado de S. Paulo” que o órgão antitruste poderá apontar sobreposições em estados onde haverá maior concentração, como Bahia (61%), Santa Catarina (51%), Rio Grande do Sul (57%) e São Paulo (57%), conforme dados levantados pela Ecostrat Consultores.

Os riscos de concentração relativos à aquisição já tinham sido apontados pela Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg-BR), uma vez que, com a incorporação da companhia, o Ultra terá 45% de domínio no país.

O Ultra, contudo, estaria disposto a negociar os ativos com sobreposição de mercado. Na sexta-feira passada, durante teleconferência com analistas, após divulgação de resultados, Thilo Mannhardt, diretor presidente da Ultrapar, disse que, caso o negócio seja fechado, o fiel da balança será o Conselho Administrativo de Defesa Econômica. “É muito óbvio que esse caso vai demandar muita atenção do Cade”, disse.

Gigante nacional

Com faturamento de R$ 75,7 bilhões em 2015, o grupo Ultra está mais agressivo em aquisições este ano. Em junho, o conglomerado, anunciou a compra da rede de postos de combustíveis Ale, por R$ 2,17 bilhões, reforçando a Ipiranga. Com essa transação, tornou-se o vice-líder em distribuição de combustíveis, atrás da BR Distribuidora, da Petrobras, que também está à venda.

Fontes afirmam que a Extrafarma (rede de farmácias que o grupo adquiriu em 2013) poderá comprar a bandeira Big Ben, que pertence à empresa de varejo farmacêutico da BR Pharma, do BTG, que atualmente enfrenta dificuldades financeiras. Ambas as empresas têm forte atuação no estado do Pará.

Ainda na mesma conferência, Mannhardt disse que o plano de expansão da empresa é baseado no crescimento orgânico e também em aquisições. “A compra da Ale e outras aquisições que estão por vir buscam o reforço da estratégia de cada um dos negócios.”

No terceiro trimestre, o Ultra encerrou com receita líquida de R$ 19,45 bilhões, alta de 1% sobre o mesmo período de 2015. O lucro líquido ficou em R$ 376,8 milhões, aumento de 27,3% em relação a julho e setembro de 2015.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/dono-da-rede-ipiranga-deve-anunciar-compra-da-liquigas-aiik8wp1vorjoluk56bmteh92

RECUPERAÇÃO: LUCRO DAS EMPRESAS ABERTAS CRESCE 14% NO 3º TRI

Juntas, as companhias listadas em bolsa no país acumularam lucros de 24,9 bilhões de reais de julho a setembro deste ano

MADERO ESTÁ EM BUSCA DE SÓCIO

Empresa já tentou vender parte do capital em 2014 e 2015 para expandir e pagar dívidas

Depois de duas tentativas fracassadas, em 2014 e 2015, a rede de restaurantes Madero pretende finalmente fechar a venda de parte da empresa. A intenção do fundador, Junior Durski, é se desfazer de até 20% do negócio e levantar capital para saldar a dívida que a companhia tem com a gestora HSI e concretizar o plano de expansão da rede.

Com previsão de fechar o ano com um faturamento de R$ 350 milhões e 85 unidades em operação, o Madero foi a 14.ª empresa que mais cresceu no país entre 2013 e 2015, a uma taxa média de 55% ao ano, segundo ranking da Deloitte. Para manter o ritmo de crescimento, a rede precisará de R$ 120 milhões em 2017. Do total, 17% serão destinados à ampliação da fábrica, instalada em Ponta Grossa (PR), e o restante, à abertura de 40 unidades –cinco delas no exterior. Apesar de hoje ter 15 franquias, a ideia é que as novas lojas sejam próprias.

Em 2014, Durski planejava vender uma participação de 33% do negócio ao 2bCapital, fundo criado pelo Bradesco em parceria com o Banco Espírito Santo. O acordo naufragou com o colapso do banco português, um dos pivôs do escândalo da operadora Oi, que depois viria a ser salvo pelo governo daquele país. Em 2015, conversas com o fundo de investimentos Actis não avançaram, e o empresário optou por emitir debêntures de R$ 88 milhões – compradas pela paulistana HSI.

Marca

Especialistas da área afirmam que o modelo do Madero é sólido. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci Júnior, a marca conseguiu o respeito do mercado por oferecer produto e serviço de qualidade. A empresa também abriu um segmento novo, já que não existe outra rede premium no país especializada em hambúrgueres. “O Madero chegou na hora certa, no local certo e com o produto certo.”

Hoje, o Madero tem uma unidade em Miami. Outras cinco deverão ser abertas na Flórida em 2017. Durski admite ainda estar aprendendo a operar fora do país, mas quer ampliar os negócios nos EUA para que seja possível trabalhar lá apenas com produtos fabricados no Paraná, como já faz no Brasil – a empresa produz em sua fábrica desde os hambúrgueres até os bolos do petit gâteau. “Precisamos ter volume para compensar o envio das mercadorias”, diz.

Para Caio Gouvêa, consultor em food service que destaca o design das lojas da rede como um dos fatores de sucesso, o momento é bom para a transação. O atual patamar do dólar torna o Brasil mais barato para investidores estrangeiros, o que poderia tornar a companhia um alvo de fundos internacionais.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/madero-esta-em-busca-de-socio-3um1oqjyutsnuk1ol2e6cs6hi

INCUBADA NOS EUA, EMPRESA CURITIBANA DE APLICATIVO CONQUISTA PRIMEIROS CONTRATOS NO EXTERIOR

Snowman Labs cresceu 68% em 2015 ao desenvolver soluções em aplicativos mobile para médias e grandes empresas brasileiras

A empresa curitibana Snowman Labs encontrou mercado nas principais fragilidades de seus clientes. Especializada no desenvolvimento de soluções em aplicativos mobile, atende desde indústrias a startups que precisam automatizar algum processo interno ou de atendimento ao público. Em 2015, a companhia aumentou em 68% o seu faturamento e a expectativa é crescer ainda mais nos próximos anos, já que começou a exportar para os Estados Unidos e ficará incubada na University of Central Florida (UCF) até 2018.

A Snowman Labs nasceu da junção de duas startups em 2014 e desde então tem focado no desenvolvimento de aplicativos para médias e grandes organizações. A empresa toma ciência do problema do cliente e faz o projeto de um aplicativo que vai tornar o processo mais simples e ágil.

Entre os projetos de sucesso está um aplicativo para ajudar consultores de venda da Volvo durante feiras. Antes, todas as prospecções comerciais eram anotadas em blocos de papel, que precisavam ser repassados para o computador. Era comum, por exemplo, perda ou distorção de informações.

O Sebrae-PR também procurou a Snowman Labs para automatizar o trabalho dos consultores que participam do programa Negócio a Negócio. Antes, as informações dos clientes eram armazenadas no Excel. A planilha eletrônica foi aposentada e as informações coletadas durante as consultorias in loco passaram a ser alimentadas diretamente no aplicativo e sincronizadas com o sistema do Sebrae.

“O core business dessas companhias é fabricar e educar. Empresas que fazem tudo não existem mais. Elas focam em uma solução, no seu core business, e terceirizam para especialistas as demais atividades”, explica Danilo Brizola, um dos fundadores da empresa, que conta com 24 funcionários no Brasil.

Estados Unidos

Com a experiência no país, Brizola e Luís De Marchi, também fundador da empresa, buscaram a internacionalização. Após participarem de um série de missões e feiras no exterior , eles conseguiram o primeiro cliente nos Estados Unidos no início deste ano. Lá, eles prestam serviço de outsourcing, ou seja, são contratados por startups que não têm time próprio de desenvolvedores. Todo o serviço é prestado do Brasil.

E para facilitar a prospecção de novos contratos, e o próprio desenvolvimento da empresa, desde maio estão incubados na University of Central Florida (UCF). O período de incubação é de dois anos e inclui uma sala comercial e suporte técnico e jurídico da instituição de ensino.

“Quando chegamos lá, não somos ninguém. A partir do momento em que estamos dentro da UCF, que é a segunda maior universidade dos Estados Unidos, é diferente”, diz Brizola. A Snowman Labs tem duas pessoas trabalhando no escritório americano e a visita dos fundadores ao local é constante. São três clientes ativos nos Estados Unidos e outros dois contratos encerrados, que correspondem a 30% da receita da empresa.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/empreender-pme/incubada-nos-eua-empresa-curitibana-de-aplicativo-conquista-primeiros-contratos-no-exterior-dk6d1h1bun7s8swmu2hl71267