BALANÇA COMERCIAL DO PARANÁ TEM SUPERÁVIT DE US$ 4 BILHÕES E ATINGE 3.ª MELHOR MARCA

Resultado foi impulsionado por queda de 10,9% nas importações e alta de 1,76% nas exportações

 

  • Getulio Xavier, especial para a Gazeta do Povo

Ao menos quando se fala em exportação, o Paraná tem motivos para comemorar. O estado fechou o ano de 2016 com um crescimento de 1,76%, o que não acontecia desde 2013. Outro destaque é o superávit na balança comercial do estado, que ficou com saldo US$ 4,07 bilhões, a terceira melhor marca segundo a série histórica do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), iniciada em 2000.

Ao todo, o Paraná exportou mais de US$ 15,17 bilhões em 2016 e importou US$ 11,09 bilhões. Nas exportações, o melhor trimestre do ano foi o segundo, quando somou mais de US$ 4,5 bilhões. Já nas importações, o terceiro trimestre do ano foi o que teve o maior valor acumulado, com pouco mais de US$ 3,1 bilhões.

A melhora no embarque de produtos industrializados é outro motivo de comemoração para o Paraná. Foram US$ 786 milhões a mais quando comparado com o ano retrasado. Já as chegadas de industrializados recuaram de mais US$ 11 bilhões em 2015 para US$ 9,86 bilhões no ano passado.

Entre os destaques, estão a exportação de automóveis, que cresceu 55,94% em 2016, os tratores para semi-reboques, com aumento de 25,12%, e, por fim, as torneiras e dispositivos para canalizações, que subiram 112,81%. Apesar da baixa de 1,54%, o líder de exportações do Paraná continua sendo a soja (US$ 2,95 bilhões).

Importações

As importações caíram de US$ 12,44 bilhões em 2015 para US$ 11,09 bilhões em 2016, uma retração de 10,9%. O principal produto que desembarcou no Paraná deixou de ser óleos brutos de petróleo e passou a ser o óleo diesel, com um aumento de mais de 420% em relação a 2015. Outra queda foi a de importação de bens de capital, que recuou mais de 22% (de US$ 3,13 bilhões passou a US$ 2,41 bilhões), ao passo que as exportações do mesmo setor aumentaram 43,6% (de US$ 997 milhões para US$ 1,43 bilhões).

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/balanca-comercial-do-parana-tem-superavit-de-us-4-bilhoes-e-atinge-3-melhor-marca-auorkd8hpl00b7h7syhxw47cr

 

FRIGORÍFICO BRASILEIRO VAI EXPANDIR SEUS NEGÓCIOS NA AMÉRICA DO SUL

Com unidades no Paraguai, Uruguai e Colômbia, controladores da companhia planejam entrar no mercado argentino, considerado estratégico para a ampliação na região

  • Estadão Conteúdo Web

Um ano após firmar sociedade com o fundo da Arábia Saudita, o Saudi Agricultural and Livestock Investment (Salic), que fez um aporte de R$ 746 milhões por 20% do capital do grupo, o frigorífico Minerva planeja expandir seus negócios para a América do Sul. Com unidades no Paraguai, Uruguai e Colômbia, o próximo passo dos controladores da companhia será entrar no mercado argentino – considerado estratégico para expansão do grupo na região.

A companhia está avaliando ativos no país vizinho para se consolidar na América do Sul. Fernando Queiroz, presidente do frigorífico, diz que a Argentina é um mercado importante no qual o Minerva pretende estar nos próximos meses. Queiroz não quis detalhar, contudo, se há negociações em andamento.

Há, neste momento, conversas em curso entre o Minerva e o sócio Salic para a criação de uma joint venture para atuar no Oriente Médio. Essa nova companhia passaria a importar produtos industrializados – não apenas carne bovina, único produto abatido pelo Minerva – para vender na região. A joint venture está em fase de implementação e deve demorar ainda seis meses para ser estruturada.

Aos poucos, o frigorífico brasileiro também quer deixar de ser uma empresa só com o foco industrial para ter uma atuação mais comercial. Para isso, o grupo comprou duas tradings pequenas – uma na Austrália e outra no Uruguai – para negociar carne de terceiros.

Ao contrário dos grandes concorrentes, como JBS e Marfrig, o Minerva não tem o BNDES como sócio e teve um processo de expansão mais conservador. Dono da Friboi, o JBS, da família Batista, tem forte presença nos Estados Unidos, responsável pela maior receita do grupo.

Já a Marfrig, por meio da sua divisão Keystone, é uma das maiores fornecedoras de carne de hambúrguer para o McDonalds. Fontes ouvidas pelo Estado afirmam que o fato de o Minerva comprar ativos de menor porte torna o grupo menos agressivo que os concorrentes.

Em maio passado, o Minerva comprou, por R$ 205 milhões, a Frisa Frigorífico Rio Doce, que atua no Espírito Santo e na Bahia, onde o frigorífico não tinha presença. Segundo Queiroz, a aquisição desses ativos foi estratégica, uma vez que têm habilitação sanitária para exportar carne para importantes mercados.

Alavancado

Tradicionalmente um setor alavancado, os frigoríficos podem ter nos próximos meses um horizonte menos adverso, com o aumento da demanda por parte da China e menor oferta de carne por causa da seca da Austrália, importante país exportador, disse Sandra Peres, analista da Coinvalores.

O alongamento da dívida de curto prazo para longo prazo promovido pelo Minerva nos últimos meses, em parte com o aporte feito do novo sócio, coloca o grupo brasileiro em condições mais competitivas no mercado, segundo ela.

No terceiro trimestre, a relação dívida líquida/Ebitda da companhia estava em 3,2 vezes, ante 4,8 vez no mesmo período do ano passado. Com 70% de seu volume produzido voltado para exportação, o faturamento líquido em 2015 atingiu R$ 9,5 bilhões, crescimento de 19% sobre o ano anterior.

Segundo Queiroz, o grupo não busca novo sócio. Os controladores, reunidos na empresa BDQ, têm juntos 27%, a BRF outros 12%, o Salic, 20%. O restante das participações está em circulação no mercado. Antes de fechar com o Minerva, o Salic chegou a olhar outros frigoríficos no País, mas a prioridade era fechar com um grupo que não abatia carne suína.

Em relatório, o BTG Pactual vê possibilidade de valorização das ações da companhia, uma vez que o cenário para o ciclo agropecuário é positivo. A Abiec, entidade que reúne os exportadores de carne, prevê que os embarques da commodity devem atingir 1,5 milhão de toneladas em 2017, ante 1,4 milhão no ano passado.

Pequeno e médio varejo

Especializado em abate de carne bovina e com o maior rebanho de gado vivo do País, o Minerva tem priorizado o pequeno e médio canal de varejo e food-service como clientes. “Não estamos nos grandes distribuidores”, disse Fernando Queiroz, presidente da companhia. O grupo tem hoje 50 mil pontos de venda, ante 30 mil pontos de dois anos atrás.

A relação com o pequeno e médio varejo é por uma questão bem pragmática: as margens das grandes redes de varejo são corrosivas, segundo o executivo.

A companhia também tem financiado esses pequenos e médios distribuidores esticando o prazo de pagamento – antes era de 14 dias e passou para 28 dias. “O mercado está retraído e o crédito está escasso. Cobramos por isso, mas ajudamos no capital de giro dessas empresas”, disse Queiroz.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio/pecuaria/bovinos/frigorifico-brasileiro-vai-expandir-seus-negocios-na-america-do-sul-2qgwmw1iqcdrld9io5ssqomkb

STARBUCKS PLANEJA ABRIR LOJA EM CURITIBA

Meta é chegar a 367 unidades no país em quatro anos apostando fora do eixo Rio-São Paulo

  • Estadão Conteúdo
  • Atualizado em às

Com um negócio que corresponde hoje a apenas 0,4% do global, a Starbucks no Brasil planeja se expandir e ter no país uma operação mais maciça, semelhante à dos Estados Unidos. A meta é chegar a 367 lojas em quatro anos apostando fora do eixo Rio-São Paulo. A expansão nacional deverá começar por Curitiba, Brasília e Belo Horizonte. Hoje, são 103 unidades no País em 17 cidades dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Para concretizar o plano mesmo durante a crise, a empresa já colocou no mercado produtos mais baratos e tem realizado seis grandes promoções por ano, além de lançar itens temporários, como o café expresso no sabor panetone, que foi vendido no Natal. Também deverá aumentar a oferta de alimentos, em detrimento das bebidas, para tentar manter as lojas cheias o dia todo, inclusive no horário do almoço.

A rede vem de um período sem inaugurações – não abriu nenhuma unidade no País em 2016, o primeiro ano de Ricardo Rinkevicius no comando da empresa. O executivo conta que foi contratado para dar à operação brasileira uma cara mais parecida com a americana, onde a rede é uma das maiores de café, com 13.172 pontos e presença nacional.

Nos primeiros meses à frente do Starbucks, Rinkevicius recebeu da matriz a orientação para conhecer melhor o negócio e, agora, já tem autorização para ampliar a marca no Brasil. Apesar de estar há dez anos no país, a companhia vinha em um ritmo lento de expansão – uma média de dez unidades por ano diante da nova média de 64 por ano até 2020.

Novos projetos

Além de lojas em diferentes Estados, fazem parte da estratégia da Starbucks unidades em estradas – serão inauguradas neste ano três entre São Paulo e Campinas -, em estádios de futebol (já foi fechado contrato com a Arena Corinthians) e em uma rede de supermercados cujo nome ainda está sob sigilo. De acordo com Rinkevicius, os cafés serão instalados dentro da área de compra do mercado, e não na praça de alimentação. Apesar dos valores altos de aluguéis, aeroportos também estão no radar.

Para 2018, há planos de trazer ao Brasil lojas com o selo Reserve, em que são vendidos cafés de lotes especiais. Unidades de alto padrão são a principal aposta da rede globalmente – o modelo Reserve deverá ter mil pontos em todo o mundo.

A companhia também desenvolve um projeto de cafeterias ainda mais superiores, em que o café é torrado em megalojas. Batizadas de Starbucks Reserve Roastery and Tasting Room (sala de torrefação e degustação, na tradução literal), essas lojas estão sendo criadas com a intenção de transformar o café em um programa de lazer. Hoje, há apenas uma em operação, em Seattle, cidade em que a rede foi fundada; neste ano, deverá ser aberta uma em Shanghai e, em 2018, em Tóquio e Nova York. Por enquanto, o Brasil está fora do projeto. “É preciso amadurecer nosso mercado”, diz Rinkevicius.

Dúvidas

Para o consultor Sérgio Molinari, sócio da Food Consulting, especializada em alimentação fora do lar, o Starbucks tem um modelo de negócios sofisticado que se diferencia de qualquer concorrente no Brasil ao ir além de um simples local para tomar café. “É também um ambiente de trabalho ou um lugar para encontrar pessoas.” Molinari, entretanto, diz não ver espaço no País para 367 Starbucks. “Dobrar a rede de tamanho no Brasil me parece possível, mas mais que triplicar talvez seja exagero.”

O empecilho, diz, está no perfil dos clientes que frequentam as lojas da marca. “Starbucks é para classe A e B. A rede pode não conseguir ter um tamanho muito grande em um país em que a classe alta é pequena. O preço do café é elevado para o padrão brasileiro.”

Rinkevicius discorda e acrescenta que, em 2016, a empresa lançou um café menor, de 236 ml, e mais acessível, que sai por R$ 4,50. Até então, o copo de 354 ml era o mais barato (R$ 5).

Starbucks deve ultrapassar McDonald’s como maior rede de restaurantes

Agência O Globo

A rede de cafés Starbucks deve ultrapassar o McDonald’s como a rede de restaurantes de maior valor de mercado do mundo e deve alcançar 50 mil unidades, mais que qualquer outra empresa. A previsão é do analista do Nomura Mark Kalinowski, que apontou a ação como a maior aposta no segmento de restaurantes em 2017, em relatório publicado na terça-feira (3)

Sua estimativa é de um crescimento de 8,4% no número de unidades este ano e de aumento de mais de 5% no volume de vendas, na comparação que considera apenas as lojas já existentes no ano anterior. Na sua avaliação, há mais espaço para crescimento na indústria de bebidas — e menos competição —, o que dá vantagem à Starbucks frente ao McDonald’s e rivais como Subway. Ao mesmo tempo, vê potencial na marca de luxo Reserve, que pode gerar US$ 3 bilhões em vendas, auxiliada por bebidas mais caras.

“É apenas uma questão de tempo antes que Starbucks ultrapasse McDonald’s como a maior rede de restaurantes em valor de mercado, apesar de provavelmente não em 2017”, afirmou no documento Mark Kalinowski, um renomado analista do setor.

A ação da Starbucks vem de um ano fraco em 2016. O valor caiu 7,5% no último ano, puxado por preocupações com o crescimento lento. O diretor-executivo, Howard Schultz, também anunciou plano de deixar a empresa, o que abriu espaço para especulações.

A meta da Starbucks é de alcançar 37 mil unidades até 2021, forte crescimento frente à rede de 25 mil restaurantes hoje. Para Kalinowski, no entanto, há potencial para uma operação muito maior. “Para além de 2021, não ficaremos surpresos se a Starbucks passar das 50 mil unidades”, aponta o analista. Com isso, a Starbucks ultrapassaria a rede do Subway, que atualmente lidera em número de unidades.

INDÚSTRIAS BRASILEIRAS ABREM FÁBRICAS NO PARAGUAI PARA FUGIR DA RECESSÃO

São 124 empresas brasileiras incluídas na Lei de Maquila do governo paraguaio

Enquanto o desemprego no Brasil se aproxima de 12% em meio a dois anos seguidos de encolhimento da economia, há indústrias brasileiras abrindo novas fábricas e criando milhares de novos empregos diretos. Esses investimentos, no entanto, são realizados no Paraguai, país que quer aproveitar a proximidade com o Brasil para ser uma plataforma de produção barata e livre de burocracia para o abastecimento do mercado de consumo brasileiro.

A estratégia de atrair investimentos e empregos ao abrir mão da cobrança de impostos tem dado resultado. A lei da maquila, que garante o pagamento de apenas 1% de tributo às companhias que abrirem fábricas no Paraguai e exportarem 100% da produção, existe desde 1997. Outras vantagens incluem gastos menores com mão de obra e energia elétrica. O salto quantitativo desse programa, porém, se deu nos últimos três anos – justamente quando a economia brasileira começou a andar para trás.

Embora o total de empregos gerado pelas “maquiladoras” ainda seja pequeno em comparação ao tamanho da economia brasileira, o ritmo de migração de investimentos do Brasil para o Paraguai está em aceleração. Das 124 indústrias incluídas no programa de maquilas, 78 abriram as portas desde 2014. Dos 11,3 mil empregos gerados pelo programa, 6,7 mil são fruto dos investimentos dos últimos três anos. E existem mais projetos de expansão que devem gerar milhares de vagas em 2017.

Interesse

O Foro Brasil-Paraguai, sediado em Assunção e dedicado exclusivamente a apresentar as oportunidades do país a brasileiros, recebe dezenas de consultas por semana. A entidade calcula que dois terços dos investimentos no Paraguai nos últimos anos sejam de empresas de capital brasileiro. Mas o País também tem um forte peso no terço restante: as montadoras estrangeiras começaram a produzir peças em solo paraguaio para abastecer as montadoras instaladas no Brasil.

A transformação do Paraguai em uma “China da América do Sul” é um projeto do presidente Horacio Cartes, no poder há três anos. A prioridade de Cartes – que também é um dos empresários paraguaios mais ricos – é gerar empregos para a mão de obra paraguaia. Mais de 70% da população de 6,8 milhões de habitantes tem menos de 30 anos e boa parte ainda atua na informalidade.

A estratégia é elogiada pelo setor produtivo. Cartes, porém, enfrenta críticas por ter abandonado programas sociais, em especial no interior. Durante a passagem pela reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” por Assunção houve um protesto contra o atual presidente – com direito a cartazes “Fora Cartes”. Uma recente pesquisa põe o índice de popularidade do presidente em 23%, um dos mais baixos da América Latina. Além disso, o socialista Fernando Lugo, deposto em 2012, é um nome que ganha força para as eleições de 2018.

O discurso do governo paraguaio é que o programa de maquilas visa a construir uma parceria com o Brasil. “A ideia é que nós venhamos a substituir os produtos que as empresas brasileiras hoje trazem da China”, diz o ministro da Indústria e Comércio do país, Gustavo Leite. Porém, segundo o vice-presidente do Foro Brasil-Paraguai, Junio Dantas, é impossível saber se o investimento no Paraguai substituirá empregos no Brasil ou na China. “É uma decisão do empresário.”

Aceleração

Entre as empresas que estão usando o Paraguai para substituir importações chinesas está a Riachuelo. Foi a rede brasileira que viabilizou a Texcin, indústria montada pelo paraguaio Andrés Gwynn. Hoje, a fábrica emprega 400 pessoas e produz 300 mil peças ao mês. Mas o contrato de dez anos com a Riachuelo prevê que, dentro de um ano e meio, a produção seja elevada a 1 milhão de unidades. Com isso, os funcionários chegarão a 1,5 mil.

Gwynn conta que teve a ideia de atrair a Riachuelo ao Paraguai ao ver a foto do presidente da empresa, Flávio Rocha, em uma banca de revista no Aeroporto de Guarulhos. O empresário ligou para a secretária de Rocha e, após alguns dias de insistência, conseguiu uma reunião de cinco minutos para apresentar as vantagens do Paraguai. “Acabamos conversando o dia todo”, lembra Gwynn.

Indústrias que enfrentam forte concorrência de produtos baratos vindos da Ásia – como materiais plásticos, brinquedos e confecções – estão entre as mais propensas a aproveitar as vantagens da lei das maquilas. Uma das pioneiras do movimento foi a X-Plast, que fechou a unidade no interior de São Paulo e se instalou há três anos em Ciudad del Este, a 4 km da fronteira com Foz do Iguaçu. Procurada, a empresa não respondeu aos pedidos de entrevista.

As marcas brasileiras Bracol e Fujiwara, de sapatos para trabalhadores industriais, decidiram aproveitar as vantagens de custo do Paraguai em 2014. Elas são sócias de Andrés Gwynn na Marseg. A empresa chegou a ter 1,5 mil empregados. Com a crise no Brasil, que afetou em cheio a indústria, cortando mais de 30 mil empregos apenas em montadoras, a Marseg reduziu os funcionários para 800.

Autopeças

As companhias internacionais de autopeças também estão migrando para o Paraguai. O sócio da Riachuelo no país, que também atua como cicerone para empresários estrangeiros, já ajudou a trazer seis fornecedoras de montadoras para o Paraguai. Entre essas companhias está a alemã Leoni, que produz chicotes elétricos.

O gerente da unidade da Leoni no Paraguai é o brasileiro Fábio Lopes da Silva. Ele conta que a maior parte da produção vai para montadoras instaladas no Brasil, onde a empresa mantém uma planta em Itu (SP), com 500 funcionários. Embora não haja planos para desativar a fábrica no Brasil, Silva diz que, com o tempo, a planta paraguaia se tornará mais importante. “Hoje, empregamos aqui 300 pessoas, mas o projeto é ampliar para mil colaboradores.”

Empresas pensam em exportar para outros países para fugir da crise brasileira

A fábrica da Matrixx, confecção montada pelo brasileiro André Nastas nos arredores da capital paraguaia, chegou a ter 180 funcionários – uma época de bons lucros para o empresário, que foi um dos pioneiros a apostar nas vantagens de se produzir no Paraguai. Nastas, que também trabalha com o setor têxtil no Brasil, produz no país sobretudo marcas de surfwear, como Oakley, Quicksilver e Redley.

No entanto, com o agravamento da crise no Brasil e a queda nas vendas de confecções, o cenário da Matrixx, em Assunção, também começou a mudar. Hoje, a maior parte das máquinas de costura está sem uso. As encomendas rarearam e somente cerca de 40 funcionários ainda atuam na empresa. Ao jornal O Estado de S. Paulo, Nastas afirmou que está buscando formas de diversificar suas atividades no Paraguai.

Como já tem uma companhia constituída, o empresário quer usar a Matrixx para ajudar empreendedores brasileiros de diversos ramos a montar negócios no Paraguai. A ideia, segundo ele, é criar parcerias com os novos sócios. Nastas diz que os novos entrantes teriam a vantagem de atuar ao lado de alguém que já conhece todos os meandros da burocracia do país.

Exportação

Embora até agora a Matrixx tenha trabalhado exclusivamente com fornecimento de mercadorias para o Brasil, a ideia do empresário é aproveitar as vantagens que o Paraguai recebe por ser uma nação de renda per capita mais baixa – cerca de US$ 4 mil, contra US$ 8,5 mil do Brasil, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Produtos feitos no Paraguai têm entrada facilitada na União Europeia, por exemplo.

A crise no Brasil ajudou o sistema de maquilas a se desenvolver até aqui, mas será insuficiente para fazer o projeto crescer muito mais. A fábrica de sapatos Marseg, que já tem um projeto de expansão para outros países da América Latina, acabou de contratar um novo executivo brasileiro com o objetivo de ganhar novos mercados.

Ainda que tenha o desafio de ampliar as exportações, Nastas, da Matrixx, elogia as regras do Paraguai. Segundo ele, o investidor não é punido nem ao crescer nem quando necessita reduzir sua produção – já que, ao dispensar trabalhadores, não precisa pagar indenizações. Desta forma, diz ele, fica mais fácil uma empresa se adaptar às flutuações de demanda e conseguir permanecer no mercado.

Custos

A economia gerada pela produção no Paraguai, em relação aos valores no Brasil, pode variar bastante de acordo com a fonte consultada. Segundo o Foro Brasil-Paraguai, que se dedica a atrair empresas para o país vizinho, produzir em Ciudad del Este ou em Assunção pode reduzir o custo de um produto em 40%. Nessa conta entram as economias com impostos, mão de obra e energia elétrica.

Outras fontes, porém, apresentam dados diferentes. Segundo o gerente da planta da alemã Leoni, Fábio Lopes da Silva, a economia com a produção no Paraguai é maior nos casos em que as peças são distribuídas para montadoras do Sul e do Sudeste – entre os clientes da empresa estão a Renault e a CNH, do grupo Fiat, ambas na região metropolitana de Curitiba.

A redução de custo, dependendo do item, pode variar de 8% a 20% do custo total – o executivo pondera que, mesmo assim, trata-se de um número relevante. Por causa dos custos de logística do Paraguai, que também são elevados, ele diz que o fornecimento a fábricas que ficam no Nordeste brasileiro, por exemplo, fica inviabilizado. Nesses casos, diz ele, vale mais a pena produzir no Brasil.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/industrias-brasileiras-abrem-fabricas-no-paraguai-para-fugir-da-recessao-dcixev0dw019eh1zz8e2zc5kr

EMPRESA VIRTUAL ALEMÃ ‘FOGE’ DO MODELO DOS EUA E SE INSPIRA NA CHINA PARA CRESCER

Zalando, gigante on-line de moda virtual aposta em estratégia usada por chineses para se contrapor à Amazon

Robert Gentz saiu de um voo da Air Berlin em Pequim com o objetivo de conquistar a moda virtual na China. Quando embarcou no voo de volta para Berlim, tinha um novo plano: copiar o modelo chinês.Gentz, alemão de 34 anos e fundador da Zalando – o clone europeu da Zappos, a loja virtual norte-americana especializada em sapatos e roupas, que pertence à Amazon – realizou reuniões no segundo semestre de 2013 com marcas chinesas e internacionais, lojas virtuais e outros integrantes do setor de e-commerce local. Ele queria levar sua empresa para o maior mercado digital mundial.

Contudo, após algumas reuniões, Gentz percebeu que a forma como a China encarava a moda virtual estava à frente de tudo o que existia em outras partes do mundo. Ele ficou impressionado com o fato de os clientes conversarem livremente – e comprarem – sobre marcas e estilistas pelo WeChat, o serviço de mensagens local – ao mesmo tempo em que lojas on-line, empresas de entrega independentes e grifes muitas vezes participam das conversas. “Nos queríamos levar essa experiência para a Europa”, afirmou Gentz.

Abordagem chinesa

A Zalando, que é a principal loja virtual de moda da Europa, passou a utilizar a abordagem chinesa para combater a Amazon, assim como a gigante americana busca se firmar como a principal empresa de e-commerce do mundo, expandindo-se de forma agressiva pelo universo europeu da moda virtual, ainda bastante fragmentado no continente.

Poucas empresas foram capazes de impedir os avanços da Amazon – a maior loja virtual de artigos de moda dos Estados Unidos – depois que ela entra no mercado. A principal exceção é a China, onde concorrentes como o Alibaba, a maior empresa de e-commerce do mundo em termos de valor de mercado, conseguiram preservar sua participação no mercado.

Durante décadas, as empresas de tecnologia aprenderam tudo com o Vale do Silício. Contudo, a maneira como a Zalando aprendeu com as empresas chinesas representa a nova estratégia de buscar inspiração no Oriente, ao invés do Ocidente.

Shopping virtual

Ao transformar sua bem sucedida loja virtual europeia em uma plataforma digital, a Zalando não busca mais acompanhar os passos da Amazon e seus avanços logísticos e tecnológicos.

Anteriormente, a empresa alemã tentava lidar com todas as vendas e estoque. Mas com a venda direta aos consumidores, a empresa agora deseja se transformar em uma espécie de shopping virtual, permitindo que as grifes e outras lojas realizem as vendas, muitas vezes sem participação direta da Zalando no processo.

Essa iniciativa, que já está sendo gestada há cerca de um ano, pode ajudar a criar uma empresa de tecnologia europeia capaz de dar trabalho às concorrentes vindas do Vale do Silício que chegam à região, que continua a ser um dos maiores e mais rentáveis mercados do mundo.

“Se você deseja ser uma força dominante nessa área geográfica, é preciso fazer mais do que ser uma loja virtual tradicional”, afirmou Erik Mitteregger, membro da diretoria da Kinnevik, empresa de investimento sueca que foi uma das primeiras a injetar dinheiro na Zalando e que ainda é dona de 32% dela. “Essa jogada é fundamental.”

Contudo, a inspiração chinesa traz desafios para a Zalando. Apesar da dominância doméstica, empresas chinesas como o Alibaba ainda não foram capazes de replicar seu modelo de negócios em outros países. Os hábitos de compras virtuais dos europeus também são diferentes daqueles dos chineses. Além disso, a Amazon e os concorrentes europeus, incluindo ASOS e Yoox Net-a-Porter, podem superar a Zalando com sua abordagem tradicional.

Desconhecida

Para a maioria dos americanos – e até mesmo alguns europeus fora dos mercados de língua alemã – a Zalando não é uma marca conhecida. Ela foi criada em 2008 como uma startup berlinense fundada por Gentz e David Schneider, dois graduados em administração de empresas que tentaram – e falharam –criar um concorrente latino-americano ao Facebook. Em 2014, a Zalando havia se tornado a maior empresa de tecnologia europeia a abrir seu capital desde o ano 2000. Entre as primeiras empresas que colocaram dinheiro na Zalando estão a Rocket Internet, uma incubadora berlinense conhecida por copiar ideias de negócios virtuais bem sucedidos, e a DST Global, que investiu no Facebook, Twitter e Alibaba.

Para se adaptar às necessidades dos mercados nacionais europeus, a Zalando adaptou suas ofertas. Na Alemanha, onde poucas pessoas usam cartões de crédito, os clientes podem pagar com a ajuda de um serviço on-line de débito em conta corrente só depois de receberem as roupas pelo correio. Na Itália, a empresa trabalhou em parceria com uma empresa de entregas local para que as os clientes que tivessem medo de não receber os produtos pudessem pagar em dinheiro no momento da entrega dos pedidos.

Embora outros concorrentes europeus tenham clientes fiéis, a Zalando continua a ser a maior – tanto em valor de mercado, quanto em volume total de vendas –, de acordo com a Euromonitor. A empresa espera duplicar seu lucro antes dos impostos em 2016, chegando a US$ 220 milhões, e o faturamento bruto deve aumentar 20 por cento, chegando a US$ 4 bilhões, de acordo com a estimativa média dos analistas.

Logística e chatbots

“A Zalando é a plataforma líder no mercado de moda europeu”, afirmou Andrea Ferraz, analista da Morgan Stanley em Londres. Ainda assim, a empresa continua relativamente pequena – seu valor de US$ 9,5 bilhões representa a quadragésima parte do valor da Amazon. E o crescente mercado virtual de moda na Europa, avaliado em US$ 75 bilhões, não passou despercebido pelas gigantes do e-commerce.

A Alibaba contratou gestores nacionais e trouxe seu serviço de pagamento para a Europa, especialmente para permitir que seus clientes chineses pagassem dessa maneira no continente. A Amazon também abriu um estúdio de moda em Londres e se uniu ao Conselho Britânico de Moda para melhorar sua credibilidade na região.

Para competir com a Amazon e outras empresas, a Zalando investiu pesado em uma rede de centros logísticos por toda a Europa.

Para Nicolas Borg, executivo de estratégia da Zalando e ex-funcionário do eBay, o próximo passo provavelmente serão os chatbots, ou chats operados por uma inteligência artificial que oferecem dicas de moda aos clientes em plataformas como o Facebook Messenger. “No futuro, o mais importante não será o local onde a venda acontece, mas como somos capazes de influenciá-la”, afirmou Borg. “Esse é o nosso maior desafio. Como mudar a experiência de compras na rede?”

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/empresa-virtual-alema-foge-do-modelo-dos-eua-e-se-inspira-na-china-para-crescer-8ttedovvn3tiuzb9yd4eqn83k

PEPSICO INVESTE PARA TRAZER PRODUÇÃO DA BATATA FRITA LAY’S PARA CURITIBA

Aumento da demanda na região Sul motivou a expansão da marca, que antes só era focada para a região Sudeste

A PepsiCo, fabricante de produtos como Quaker, Toddy e Gatorade, vai trazer para o Paraná a produção da batata Lay’s, que retornou ao mercado brasileiro em 2013 depois de 12 anos. Inicialmente, a produção estava concentrada na região Sudeste, na fábrica do grupo em Sete Lagoas, em Minas Gerais. A crescente demanda pelo produto no Sul do país e a estratégia de otimização da malha logística motivaram a vinda para a fábrica instalada em Curitiba.

Veja como é fabricado o salgadinho Cheetos

Eduardo Sacchi, diretor de manufatura da PepsiCo Nacional, afirma que a nova operação na unidade curitibana vai atender os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e que o volume de produção também deverá aumentar. “Isso vai movimentar vários mercados da região, como o dos produtores rurais, manufatura, supply chain, transporte e otimização de frete”.

Como a fábrica em Curitiba já atua com foco na produção de salgadinhos e snacks, poucas mudanças foram feitas no processo entre a colheita até a chegada ao consumidor. A única mudança na estrutura da empresa foi a vinda de um novo sistema de empacotamento, que produz as embalagens exclusivas da marca Lay’s, nos formatospush pop (30g) e pillow (96g). Para isso, os funcionários da empresa visitaram outras fábricas e aprenderam a trabalhar com o novo sistema.

Além disso, os produtores rurais da cidade de Contenda (PR), que já recebiam suporte da PepsiCo através do Programa Agro, que incentiva a prática sustentável, receberam também o apoio da empresa para aumentar a produção e conseguir suprir a nova demanda da fábrica.

Produção com responsabilidade

Ao todo, a PepsiCo possui 15 fábricas em todo território nacional, operando 32 marcas. Em Curitiba, a fábrica da Pepsico possui 90 mil m² e conta com aproximadamente 400 funcionários, distribuídos por seis linhas de produção. Na região Sul há também outra fábrica em Porto Alegre (RS), voltada para o mercado de cereais.

Sacchi reforça a preocupação do grupo com a sustentabilidade. Ele explica que toda a água usada no processo de fabricação é reutilizada e que os alimentos descartados são destinados ao consumo animal.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/pepsico-investe-para-trazer-producao-da-batata-frita-lays-para-curitiba-3zc4dyuj7z1r75toqbrcqpfao

NOVAS MARCAS PUXAM ABERTURA DE 70 LOJAS DO GRUPO BOTICÁRIO EM 2016

The Beauty Box começou a atuar no Nordeste e quem disse, berenice? estreou no exterior ao abrir três lojas em Portugal nesta semana

Em um ano em que a crise derrubou as vendas do setor de beleza e cosmético, as três novas marcas do Grupo Boticário ampliaram a sua presença no mercado. A quem disse, berenice? expandiu para o exterior ao inaugurar três lojas em Portugal, enquanto a The Beauty Box iniciou suas operações no Nordeste ao abrir três unidades em Recife. Já a Eudora puxou o número de lançamentos do grupo para cima ao encerrar o ano com 40 novos pontos de vendas em diversas regiões do país para representantes e consumidor final.

O número de lançamentos superou, inclusive, as expectativas do próprio grupo. No início do ano, a perspectiva era que todas as marcas, incluindo a bandeira O Boticário, abrissem de 30 a 35 novas lojas, entre unidades próprias e franqueadas. O número foi o dobro do esperado e chegou a casa de 70 lojas inauguradas neste ano, repetindo o desempenho de 2015, quando foram lançados 75 pontos de venda em todo o país.

O presidente do Grupo Boticário, Artur Grynbaum, afirma que a melhora da perspectiva da economia local e as boas oportunidades de pontos de venda que surgiram motivaram o grupo a manter o mesmo ritmo de lançamentos do ano passado. “Em um momento de crise, você também pode fazer a expansão do seu negócio para tentar cercar as melhores oportunidades para que quando a economia retorne você esteja bem instalado”, diz Grynbaum.

A bandeira Eudora, criada em 2011 como uma marca focada em produtos com apelos mais sensuais, puxou parte da expansão do grupo neste ano. Além de abrir 40 novas unidades, a marca lançou 100 produtos e terminou o ano com 700 funcionários diretos relacionados exclusivamente ao negócio.

Daniel Knopfholz, diretor da Eudora, afirma que não houve crise para a unidade em 2016. Ele atribuiu isso ao reposicionamento da marca, que abandonou aquela imagem de produtos sexy que tinha no início para focar em produtos para homens e mulheres de personalidade.

Já a quem disse, berenice? deu neste ano o seu primeiro passo à internacionalização. Nesta semana, foram inauguradas três lojas em Portugal, duas em Lisboa e uma em Porto. O caminho é o mesmo feito pelo O Boticário, que também inaugurou a sua primeira loja em Portugal, em 1986.

Marcella Nogueira, gerente de categorias da marca, afirma que a internacionalização é possível pois Portugal possui uma cultura e um mercado consumidor muito próximo do Brasil. Há, ainda, possibilidade de a quem disse, berenice? expandir para outros países nos próximos anos, como Moçambique e Angola, onde já existe a presença de lojas de O Boticário. No Brasil, a marca chegou a 200 lojas.

Última unidade de negócio inaugurada pelo grupo, em novembro de 2012, a The Beauty Box se consolidou como a maior rede nacional de multimarcas na categoria de beleza e cosmético. A marca terminará o ano com 52 lojas em oito estados, após iniciar suas operações no Nordeste no segundo semestre com a abertura de três lojas Recife (PE). Até então, a atuação estava restrita ao Sudeste, Sul e Distrito Federal. A marca também fechou parceria com 150 pontos de venda de farmácia para revenda dos produtos e abriu seis quiosques na C&A.

Carro-chefe

O Boticário, porém, continua sendo o carro-chefe do grupo. “O Boticário tem uma posição muito consolidada dentro do grupo, mas ele ainda tem a crescer. Porém é um crescimento diferente porque é uma base muito maior”, diz Grynbaum. A marca tem 3,7 mil lojas e lançou mais de 300 novos produtos neste ano, enquanto as unidades mais recentes lançaram, cada, cerca de 100 itens.

Para 2016, o grupo projeta um crescimento na casa de um dígito, valor que deve perder para a inflação, mas ficar acima da média do setor, que teve a primeira queda real no ano passado e deve repetir o desempenho negativo neste ano.

No ano passado, o Grupo Boticário cresceu 8,8%, enquanto o setor teve retração de 6,6%. O faturamento no varejo das quatro marcas do grupo foi de R$ 10,1 bilhões em 2015. Os valores consolidados deste ano serão divulgados em março de 2017.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/novas-marcas-puxam-abertura-de-70-lojas-do-grupo-boticario-em-2016-1whkdkk8rx3d0s7fo2qluelln

TOYOTA VAI INVESTIR R$ 600 MILHÕES PARA AMPLIAR FÁBRICA DE MOTORES NO PAÍS

Com o novo aporte, a empresa passará a produzir também motores para o sedã Corolla, hoje importados do Japão

Seis meses após inaugurar a primeira fábrica de motores da marca na América do Sul, a Toyota confirmou nesta terça-feira, 29, a segunda fase do projeto, com investimento de R$ 600 milhões em Porto Feliz (SP), onde produz propulsores para o compacto Etios. Com o novo aporte, a empresa passará a produzir também motores para o sedã Corolla, hoje importados do Japão. Somando a primeira etapa, o projeto custará R$ 1,18 bilhão.

A capacidade da fábrica será ampliada de 108 mil para 174 mil peças ao ano e deve gerar 200 vagas a partir da segunda metade de 2019, quando o novo motor começará a ser feito. Hoje, a unidade emprega 320 pessoas.

Em visita ao presidente Michel Temer, em Brasília, para anunciar o projeto, o presidente da Toyota para a América Latina e Caribe, Steve St. Angelo, afirmou que “o investimento para produzir motores para o Corolla representa um sinal do comprometimento de longo prazo que temos com o Brasil e a América Latina”.

O plano de ampliar a capacidade da planta estava previsto desde 2012, quando a montadora japonesa anunciou a nova fábrica. Apesar da crise que levará a produção brasileira de veículos ao menor nível em dez anos, o grupo manteve seu cronograma.

“Apostamos que o mercado brasileiro vai melhorar, mas também estamos trabalhando para ampliar exportações, que este ano vão crescer 20%”, disse o diretor de comunicação e assuntos governamentais, Ricardo Bastos. A empresa exporta veículos para Argentina, Uruguai, Paraguai e Peru – que devem adquirir este ano 40 mil unidades – e busca novos clientes.

O grupo projeta para 2017 alta de um dígito nas vendas totais do mercado, que este ano devem ter recuo de 20% em relação a 2015, com cerca de 2 milhões de veículos.

St. Angelo afirmou que a unidade de motores “é um modelo para o futuro da manufatura global e estabelece um novo padrão para a inovação e a excelência”. Acrescentou ainda que “vamos continuar trabalhando juntos para fazer o Brasil maior e melhor”.

Segundo a montadora, a fábrica é considerada uma das mais modernas do mundo e uma das primeiras da marca a deter os três processos industriais dentro de um único local – fundição, usinagem e montagem.

A nacionalização de componentes, de acordo com Bastos, faz parte da estratégia da empresa para o Brasil. “Também é uma forma de evitar a flutuação cambial e dar maior segurança à operação”.

A verba para o novo investimento deve ser gerada pela operação local, mas, se for necessário, o grupo poderá recorrer à matriz no Japão, disse Bastos.

 

Capacidade

Neste ano, a Toyota também anunciou investimento de R$ 48 milhões para a revitalização da unidade de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde são produzidos componentes.

O grupo tem duas fábricas de automóveis, uma em Indaiatuba, para a produção do Corolla – modelo que será totalmente renovado em dois anos – e outra em Sorocaba, para o Etios.

O investimento para a produção do novo Corolla ainda está sendo avaliado pela empresa. A fábrica de Indaiatuba opera no limite de capacidade e o modelo é o quarto mais vendido no País atualmente, com 53,7 mil unidades até outubro.

Já a filial de Sorocaba teve sua capacidade anual ampliada de 84 mil para 108 mil unidades do Etios em 2015, mas, em razão da crise econômica, essa nova capacidade ainda não é utilizada. De qualquer forma, a Toyota é uma das poucas montadoras que não recorreram a medidas como corte de funcionários, suspensão de contratos e férias extras.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/toyota-vai-investir-r-600-milhoes-para-ampliar-fabrica-de-motores-no-pais-dfnfeqyb8156njl65cf5h00d7

THE ECONOMIST ELOGIA ECONOMIA DO SUL E CITA EMPRESAS DO PARANÁ

Publicação mostra que economia dos três estados sulistas é mais diversificada e resiliente que no resto do país

  • Da Redação

A revista britânica The Economist, uma das mais respeitadas do mundo na área econômica, dedica um de seus artigos na edição desta semana à economia da Região Sul. A reportagem mostra que os três estados têm, além de uma paisagem diferentente do resto do país, uma economia mais diversificada e com um desempenho acima da média.

A interpretação da revista é que a história de ocupação do Sul, sem a dependência dos ciclos ligados às grandes plantações de cana-de-açúcar ou à exploração mineral, foi protagonizada por pequenos produtores rurais que instalaram na região uma cultura de independência econômica. Isso levou ao surgimento de milhares de pequenas propriedades rurais ,de um espírito empreendedor e de uma gama diversificada de médias indústrias.

O Sul tem, para a The Economist, “o tipo de economia que o Brasil gostaria de ter, diversificada e bastante independente dos ciclos das commodities”. A publicação destaca o papel das cooperativas de crédito, que tornam mais abundantes os recursos para os empreendedores, e as cooperativas agrícolas – citando como exemplo a paranaense Coamo. Também são mencionadas as universidades criadas no interior da região e a qualidade acima da média do ensino fundamental.

A reportagem lembra que Paraná e Santa Catarina aparecem como o segundo e o terceiro estados mais competitivos do país, atrás apenas de São Paulo, segundo um ranking da Economist Intelligence Unit. O Rio Grande do Sul é o nono na lista. Esse ambiente bom para os negócios tem permitido a entrada de investimentos estrangeiros, como na reformulação da fábrica da Renault em São José dos Pinhais, e o aparecimento de empresas inovadoras. Entre elas, uma startup que desenvolve drones para o agronegócio em Pato Branco e uma produtora de softwares de Florianópolis.

Na atual recessão, o perfil dos três estados tem ajudado a região a sofrer menos do que o restante do país. A revista destaca que o desemprego no Sul subiu menos do que no resto do país (está em 8%, contra a média nacional de 11,3%) e as receitas do governos não tiveram queda real neste ano, o que sustenta o argumento de que a demanda nesses estados se manteve melhor do que a média.

Problemas

O desempenho da economia do Sul, no entanto, não é um fenômeno sem problemas. A reportagem conta como o governo do Rio Grande do Sul tem um déficit fora de controle e critica o estado da infraestrutura da região. Os efeitos do crescimento em algumas cidades, como Florianópolis, onde o custo dos imóveis afugenta empreendedores, também são citados pela revista.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/the-economist-elogia-economia-do-sul-e-cita-empresas-do-parana-8x57kajbbbae8ro2mlc6mkg5p

POSITIVO INFORMÁTICA INVESTE EM LOJA PRÓPRIA NO CENTRO DE CURITIBA COM PRODUTOS MAIS BARATOS

Fabricante de computadores e celulares busca aproximação com consumidores ao mesmo tempo em que trabalha para reduzir estoques

Em tempos de crise econômica e retração no mercado nacional de computadores, a paranaense Positivo Informática tem batalhado em novas frentes para conseguir se aproximar dos consumidores. A empresa abriu ano passado sua primeira loja física própria, no Centro de Curitiba, e planeja dobrar no ano que vem o número de quiosques da marca de celulares Quantum – hoje, são oito unidades espalhadas em sete grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e na capital paranaense.

A loja no Centro de Curitiba está localizada na Avenida Marechal Floriano Peixoto, na esquina com a Rua XV de Novembro, em um espaço antes ocupado pela operadora Oi. Na unidade, batizada de “Direto da Fábrica”, são vendidos produtos com até 40% de desconto, remanufaturados ou de ponta de estoque – equipamentos em perfeitas condições de uso, mas que foram fabricados em lotes menores insuficientes pras grandes redes de varejo ou que foram devolvidos sem serem utilizados.

Ao não expor produtos de linha, a empresa evita competir com as redes varejistas – que ainda são o principal canal de distribuição da marca – ao mesmo tempo em que tenta se aproximar dos consumidores, por meio de um atendimento diferenciado com funcionários da própria Positivo. Além disso, a loja permite a exposição de um maior portfólio de produtos, sem a preocupação de disputar espaço com outras fabricantes.

“Conseguimos assim dar mais atenção e suporte ao cliente. Isso nos ajuda muito em Curitiba porque no fundo nós somos daqui, nossa sede e aqui e muita gente tem um carinho especial pela marca. Há o fator marketing também. Em que outro lugar podemos colocar toda nossa linha de produtos?”, explica o vice-presidente de Mobilidade da Positivo Informática, Norberto Maraschin Filho.

A loja, que também comercializa os celulares da marca Quantum, é um ponto estratégico de distribuição em um momento em que a companhia paranaense tem redobrado os esforços para reduzir seus estoques e cortar gastos. No balanço do terceiro trimestre divulgado no início do mês, a Positivo reforçou que a redução do excesso de estoques e a migração da produção para Manaussão hoje os projetos principais para incentivar a geração de caixa.

Tanto que a companhia encerrou o terceiro trimestre deste ano com R$ 66 milhões de estoques em excesso, uma redução de 73,8% em relação ao mesmo período de 2015. Desde o início do ano, a Positivo vendeu 1,8 milhão de celulares, 122,1 mil tablets e 795,4 mil computadores – enquanto o número de telefones comercializados cresceu 111% em relação a 2015, o de computadores diminuiu 20%.

No terceiro trimestre, 65,8% da receita da empresa com dispositivos veio de vendas no varejo, enquanto o setor público (governos) respondeu por 15,8% e o mercado corporativo, por 15,8%.

Quantum

A abertura da loja “Direto da Fábrica” no Centro de Curitiba ocorreu em novembro do ano passado, pouco depois do lançamento dos quiosques de celulares da marca Quantum. As microlojas da Quantum surgiram em setembro de 2015 junto do lançamento da nova marca e, inicialmente, serviam apenas como pontos de “degustação”, onde os consumidores podiam conhecer os celulares.

A partir de julho deste ano, os quiosques também passaram a vender os celulares, que têm conquistado uma boa aceitação entre o público e a mídia especializada – a Positivo não divulga o número de unidades vendidas por modelo, mas reconhece que a Quantum foi essencial para o avanço da empresa no mercado de celulares.

Enquanto a empresa não cogita abrir uma nova unidade “Direto da Fábrica”, a intenção agora é espalhar mais quiosques, aproveitando a popularidade da nova marca, que funciona como uma unidade de negócios independente da Positivo. “O modelo dos quiosques da Quantum está sendo muito importante e teremos expansão das lojas. O gerente dos quiosques responde diretamente aos fundadores da Quantum, que conseguem ter um feedback direto do que os consumidores estão buscando e querendo”, afirma Maraschin. Hoje, os dois quiosques da marca em Curitiba estão localizados no Shopping Mueller e no ParkShopping Barigui.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/positivo-informatica-investe-em-loja-propria-no-centro-de-curitiba-com-produtos-mais-baratos-577565e7aoz1t660tx6u6zzkd