EMPRESAS ESTRANGEIRAS INJETAM R$ 120 BILHÕES EM AQUISIÇÕES NO BRASIL

A canadense Brookfield e a chinesa State Grid aparecem com destaque na lista de investidores estrangeiros que fizeram aquisições no país

  • Estadão Conteúdo
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Grupos estrangeiros estão sabendo tirar proveito da crise econômica brasileira. Em 2016, as multinacionais desembolsaram pelo menos R$ 119,75 bilhões para aquisições de ativos no país, segundo levantamento da consultoria Transactional Track Record (TTR).

De acordo com o trabalho, as fusões e aquisições registraram 1.019 transações no ano passado, totalizando R$ 260 bilhões (os recursos podem ser ainda maiores, uma vez que várias operações não tiveram seu valor divulgado).

Das 237 transações em que empresas estrangeiras adquiriram empresas brasileiras, 109 tiveram valor divulgado, somando o total de R$ 119,75 bilhões. A canadense Brookfield e a chinesa State Grid aparecem com destaque nesta lista. “E esses dois vão continuar protagonizando a consolidação em 2017”, disse uma fonte do mercado financeiro.

Com a crise – cerca de 60% das 800 grandes e médias empresas não conseguem pagar juros de suas dívidas com a própria geração de caixa –, muitos negócios devem mudar de mãos este ano, segundo fontes. A área imobiliária também deve ficar mais ativa.

 A Brookfield, que tem participação acionária em seis shoppings centers no Brasil (já teve fatia em 14 unidades), aumentou recentemente sua participação no Pátio Higienópolis, em São Paulo, e não descarta reduzir sua fatia em outros shoppings, que não estão em uma boa fase, para avançar em unidades mais rentáveis. A gestora também avalia aumentar seu portfólio em empreendimentos comerciais. A Brookfield tem sob gestão no mundo 270 prédios comerciais considerados triple A (com área de 37 milhões de m²).

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/empresas-estrangeiras-injetam-r-120-bilhoes-em-aquisicoes-no-brasil-5tgta9olb2ray57lhuecr4i43

AS 80 EMPRESAS BRASILEIRAS MAIS AMADAS PELOS SEUS FUNCIONÁRIOS

Pesquisa da Love Mondays mostra quais são as 50 grandes empresas e os 30 pequenos negócios com os maiores índices de satisfação entre os funcionários

  • Da Redação

Se ser feliz no trabalho é algo necessário, segundo estudo do professor Sigmar Malvezzi, da Fundação Dom Cabral (FDC), um levantamento feito pela plataforma de avaliação de empresas Love Mondays vai facilitar a vida de quem procura organizações com alto índice de satisfação entre os funcionários. O site divulgou o ranking das 50 grandes empresas e dos 30 pequenos e médios negócios (PMEs) mais amados pelos trabalhadores.

O levantamento é feito a partir da avaliação dos próprios funcionários. As avaliações são postadas de maneira espontânea e sigilosa e as empresas são classificadas com base na nota média de “satisfação geral” atribuída por seus colaboradores. As classificações vão de um a cinco, sendo um muito insatisfeito e cinco muito satisfeito.

No ranking das grandes empresas, a primeira colocação ficou com a ClearSale, que atua com soluções antifraude para e-commerce. A empresa foi fundada pelo curitibano e ex-atleta olímpico Pedro Chiamulera em 2008. Em 2015, faturou R$ 78 milhões e era responsável por 80% das transações do e-commerce brasileiro.

Entre os pequenos negócios, o líder de satisfação é o Elo7, marketplace de produtos artesanais. O site possui 60 mil vendedores ativos em 3,7 mil cidades de todo o Brasil, além de 160 milhões de pageviews, 18 milhões de visitas ao mês e 3 milhões de produtos anunciados.

Abaixo, você confere as listas com os resultados da pesquisa.

GRANDES EMPRESAS

Confira as 50 grandes empresas com os maiores índices de satisfação entre os funcionários:

Ranking Empresa Índice de satisfação
ClearSale 4,493
Aurora 4,382
Cetip 4,379
Archer Daniels Midland (ADM) 4,375
Baterias Moura 4,370
Votorantim S.A. 4,358
Takeda Brasil 4,308
Globosat 4,308
Monsanto 4,293
10º VivaReal 4,256
11º Bayer 4,239
12º Mercado Livre 4,228
13º Amaggi 4,226
14º Odebrecht 4,211
15º Johnson & Johnson 4,194
16º SAP 4,177
17º Samarco 4,170
18º Porto Seguro 4,154
19º M. Dias Branco 4,140
20º Microsoft 4,135
21º Suzano Papel e Celulose 4,115
22º Citibank 4,100
23º Grupo Petrópolis 4,096
24º Kimberly Clark Brasil 4,093
25º Bosch 4,079
26º BASF 4,070
27º Concentrix 4,069
28º Souza Cruz 4,060
29º Hospital Albert Einstein 4,043
30º Klabin 4,034
31º Braskem 4,022
32º General Electric (GE) 4,010
33º Petrobras 4,009
34º Dell 3,985
35º AkzoNobel 3,980
36º Nestlé 3,978
37º Cargill 3,958
38º Mondelez 3,951
39º Procter and Gamble (P&G) 3,943
40º Brasil Kirin 3,931
41º Cielo 3,927
42º Whirlpool 3,924
43º CI&T 3,910
44º ArcelorMittal Brasil 3,909
45º Hospital São Camilo 3,902
46º BRMalls 3,894
47º Sodexo 3,892
48º Ford 3,885
49º Locaweb 3,885
50º Eurofarma 3,877
Fonte: Love Mondays

 

PEQUENAS EMPRESAS

Confira as 30 pequenas e médias empresas com os maiores índices de satisfação entre os funcionários:

Ranking Empresa Índice de satisfação
Elo7 4,857
Hotmart 4,833
Nubank 4,778
Bluesoft 4,706
Avenue Code 4,655
Neoway 4,610
Contabilizei 4,533
Rock Content 4,460
ContaAzul 4,391
10º Buscapé Company 4,347
11º FCamara Formação e Consultoria 4,340
12º Loggi 4,289
13º Dr. Emerson Laboratório e Imagem 4,270
14º Nube 4,188
15º RMA Comunicação 4,133
16º Synchro 4,056
17º Multiplus 4,053
18º QuintoAndar 4,050
19º 99Taxis 4,048
20º Concrete Solutions 4,000
21º WebAula 4,000
22º Reweb Multinacional de Marketing Digital 3,944
23º Cosin Consulting 3,882
24º Venturus 3,864
25º Agiplan 3,824
26º Exact Sales 3,800
27º DBServer 3,778
28º Pitang 3,750
29º 7COMm 3,737
30º Bravante 3,688
Fonte: Love Mondays

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/pos-e-carreira/as-80-empresas-brasileiras-mais-amadas-pelos-seus-funcionarios-aj802f9cghopf9atmo38tngdv

 

 

 

 

 

SCHNEIDER ELECTRIC INVESTE R$ 5 BILHÕES EM INTERAÇÃO ENTRE MÁQUINAS

Sob a liderança de Cleber Morais (ex-Bematech), multinacional francesa avança na digitalização da indústria e gestão eficiente de energia para crescer no Brasil

  • Talita Boros Voitch

Perto de completar 70 anos no Brasil, a multinacional francesa Schneider Electric, especializada em gestão de energia e automação, enxerga no processo de digitalização da indústria e na chamada internet das coisas (IoT, da sigla em inglês) o caminho que quer trilhar nos próximos anos. Sob a batuta do executivo Cleber Morais há quase um ano, que tem vasta experiência no comando de empresas de tecnologia (Sun, Avaya e a paranaense Bematech), a companhia investe hoje 1,5 bilhão de euros (cerca de R$ 5 bilhões) em inovação tecnológica para conectar máquinas com máquinas. E quer mais.

O tamanho do mercado de IoT que vem por aí não é pequeno. A consultoria IDC estima que o segmento da internet das coisas cresça a uma taxa anual de 17% nos próximos anos, saindo de um faturamento de US$ 698,6 bilhões em 2015 para US$ 1,3 trilhão em 2019. A Schneider Eletric já é atualmente a maior fabricante de sensores para máquinas e equipamentos. “Hoje o seu carro passa por um pedágio e a conta vai para a sua casa através de um dispositivo instalado no automóvel. O que vem por trás disso é explosivo”, sentencia o presidente.

Os cinco anos à frente da paranaense Bematech prova que Morais sabe o que diz. O executivo deu uma guinada na direção da empresa com sede em São José dos Pinhais. Em 2015, Morais liderou a venda da Bematech para a Totvs num negócio avaliado em R$ 550 milhões. A Schneider vem do outro lado. Nos últimos 10 anos, foram 100 empresas no mundo compradas pelo grupo francês.

A parte central do negócio da companhia francesa é a eficiência energética. As oportunidades de expansão que a Schneider aposta hoje, segundo Morais, são soluções para gerenciamento inteligente e economia de energia em indústrias, edifícios ou hospitais. “Nós temos uma fábrica em Cajamar que colocamos automação da eficiência energética e o retorno que tivemos desse investimento foi de 10 meses”, afirma.

Ao todo, a companhia produz uma gama de 1,5 bilhão produtos por ano. A complexidade de negócios vai desde interruptores e tomadas até sistemas de automação de usinas atômicas. No meio disso, há soluções para empresas de utilities – como distribuição de energia – foco da unidade fabril localizada na Linha Verde, região Sul de Curitiba.

Produção local

A fábrica na capital é uma das duas unidades da Schneider no mundo que produz religadores – equipamentos utilizados em sistemas elétricos que têm a função de proteger a rede de problemas transitórios, como quedas de energia. Segundo o engenheiro eletricista Marcel Araújo, gerente de serviços e comissionamento da empresa, os religadores ajudam a reestabelecer a energia, interrompida pela queda de uma árvore, por exemplo, buscando outro circuito para fornecer luz da região afetada.

Entre as diversas unidades de negócio da Schneider, a de energia é que acumula os melhores resultados sob a liderança de Morais, com crescimento na casa dos dois dígitos. A divisão dobrou sua participação no mercado, passando de 30% de market share para 60%. A fábrica em Curitiba opera atualmente com 100% da capacidade instalada e está contratando novos funcionários (hoje são 115).

O diretor da planta Alexandre Reali diz que a produção na unidade dobrou em 2016, mas não revela números. “A demanda do mercado é cada vez mais alta e temos planos de expansão”, diz. A Schneider não divulga números da operação no Brasil, apenas globalmente.

No ano passado, a empresa fechou um contrato de US$ 29 milhões com a AES Eletropaulo para o fornecimento de 2,5 mil religadores. Foi o maior negócio de religadores firmado até hoje pela Schneider no mundo. Além de abastecerem o mercado nacional, os produtos fabricados em Curitiba também são exportados para países das Américas.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/schneider-electric-investe-r-5-bilhoes-em-interacao-entre-maquinas-cvrcfxgtq0muvatn2fhi7lohn

BOTICÁRIO DOMINA VAREJO FÍSICO DE PRODUTOS DE BELEZA NO BRASIL

Marca paranaense tem 48,9% de participação de mercado, enquanto as suas concorrentes, juntas, chegam a apenas 6,2%

  • Jéssica Sant’Ana

Com cerca de 3,7 mil lojas presentes em todas as regiões do Brasil e em mais sete países, O Boticário domina o mercado brasileiro de varejo de produtos de beleza. A marca paranaense tem 48,9% de participação de mercado (market share), enquanto as suas concorrentes diretas – L’Acqua di Fiori, L’Occitane, Contém1g e Água de Cheiro – têm apenas uma fatia de 6,2%, se forem consideradas todas juntas.

O levantamento foi feito pela consultoria Euromonitor e leva em conta apenas as marcas que atuam no setor de beleza e que possuem lojas físicas. Por isso, Unilever e Natura, por exemplo, não aparecem na lista. A Natura até chegou a abrir sua primeira loja física em 2016, mas a participação em termos de mercado ainda é irrelevante.

O Boticário, segundo o levantamento, aumentou a sua participação de mercado em 1,4 ponto percentual em 2016. A marca passou de um market share de 47,5% para 48,9%. Já as suas concorrentes perderam ainda mais espaço no segmento de beleza. A L’Acqua di Fiori, segunda colocada no ranking, caiu de 3,3% para 2,8%. Somente a L’Occitane manteve o mesmo percentual, de 1,4%.

O domínio da marca paranaense é explicado pela estratégia do grupo de expandir seu modelo de negócio através de franquias. Ainda na década de 1980, quando o formato de franquia ainda nem existia no país, Miguel Krigsner, fundador do Boticário, formatou o modelo de negócio da marca para ser replicado rapidamente em todo o país através de parceiros.

Hoje, o Boticário é a maior rede de franquias do mundo no setor de beleza e a maior rede de franquias em geral no Brasil, com cerca de 3,7 mil lojas, grande parte franqueadas.

Grupo

Já o Grupo Boticário, que engloba a fábrica e as marcas Quem Disse, Berenice?, Eudora e The Beauty Box, tem market share de 10,89% e ocupa a terceira colocação no ranking do Euromonitor. A Unilever é a líder, com participação de 12,24%, e a Natura ocupa a segunda colocação, com 11,06%. Os números são referentes ao ano de 2015 e os dados atualizados com o desempenho do ano passado serão divulgados em abril.

A expectativa do Grupo Boticário é que o faturamento cresça na casa de um dígito em 2016. Em 2015, o faturamento foi de R$ 10,1 bilhões. A expectativa positiva, diante de um cenário econômico recessivo, é motivada pela abertura de 70 lojas ao longo do ano passado, puxada, principalmente, pelas marcas mais jovens.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/boticario-domina-varejo-fisico-de-produtos-de-beleza-no-brasil-8ls7p53g0u58q7qaoru1uuywr

LOJAS ON-LINE DE ROUPAS E ACESSÓRIOS APOSTAM EM NICHOS PARA CRESCER

Há desde marcas dedicadas a produtos para pés pequenos e grandes até negócios voltados para o público vegano e ecofriendly

  • Getulio Xavier, especial para a Gazeta do Povo

Com a liberdade e a facilidade como características consagradas do e-commerce, o Brasil viu o mercado e o faturamento de lojas on-line crescer de forma exponencial nos últimos anos. De acordo com o 33.º relatório do Webshoppers, realizado pela E-bit/Buscapé, só em 2015 as lojas na internet no país registraram um faturamento de R$ 41,3 milhões, 15% a mais do que no ano anterior.

Entre os destaques do relatório é está o setor de moda, líder quando se fala em volume de vendas, representando 14% do total do ano de 2015. Em meio a esse cenário de muitas opções, é de se esperar que as lojas apostem em nichos de mercado para ter um destaque na rede.

Pensando nisso, a Gazeta do Povo separou uma lista de e-commerces que trabalham com roupas e acessórios para públicos específicos. Confira:

Pés pequenos

Como o nome já sugere, a marca 33e34 é exclusivamente dedicada a numeração 33 e 34 de sapatos femininos. Buscando fugir do padrão, a loja online reúne várias opções de modelos de diferentes marcas nos dois tamanhos. A ideia, de acordo com o site da marca, é disponibilizar sapatos que sigam tendências atuais para atender quem tem o pé pequeno. Na mesma linha, a Ftérna também aposta nos pés menores, oferecendo opções de calçados femininos do 30 ao 34.

Pés grandes

Há também aquelas que apostam na outra ponta do mercado para se dar bem nas vendas pela web. É o caso da Pé de Anjo, marca que trabalha com numeração grande de sapatos masculinos e femininos. Para as mulheres, os modelos do site vão do 40 ao 44, já para os homens, a numeração dos sapatos vendidos vai do 45 ao 50. A Eurico Max é outra opção online para quem precisa dos sapatos maiores.

Veganos e ecofriendly

Ainda no ramo dos calçados, outra loja online que busca atender uma parcela específica do mercado é a Insecta Shoes. A marca de sapatos artesanais mira no público vegano e ecofriendly, oferecendo produtos exclusivos e fabricados com material reciclado e sem nada de origem animal. Outras opções parecidas disponíveis na web são as lojas Vegano Shoes e Ahimsa.

Gestantes

As roupas e acessórios para grávidas também são um ramo que ganhou mais espaço com o e-commerce. Desse mercado, a loja Belly Moon é um bom exemplo e traz opções de roupas “coringas” para as gestantes. Outra opção, são as lojas online A Gestante e Roupas de Grávidas, a última além das mamães também trabalha com roupas para os bebês.

Plus size

Outro mercado que encontrou na internet um meio de ligar fornecedor e consumidor é o mercado de roupas plus size. As lojas Rouge Marie e Julia Plus se dedicam em vender roupas femininas em tamanhos grandes, que vão do 46 ao 60. Para os homens, há a opção da marca Mais Pano, também especializada em roupas grandes.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/empreender-pme/lojas-on-line-de-roupas-e-acessorios-apostam-em-nichos-para-crescer-bofs6uf88onur0g3rzeo7vzuj

FINTECHS, COMO NUBANK, GUIABOLSO E BANCO ORIGINAL, INSPIRAM REVOLUÇÃO FINANCEIRA

Empresas de tecnologia impõem mudanças no antigo jeito de fazer negócios do setor financeiro

  • Jéssica Sant’Ana

Se 2015 foi o ano da economia compartilhada, com a ascensão de empresas como Uber e Airbnb, 2016 foi o ano das fintechs. Com tecnologias robustas e estruturas operacionais eficientes, empresas de tecnologia que atuam com serviços financeiros sacudiram o setor bancário e abriram caminho para uma revolução semelhante à vista na indústria da música e do cinema. É caso de fenômenos como Nubank, GuiaBolso e Banco Original, que impõem mudanças no antigo jeito de fazer negócios do mundo financeiro.

Segundo dados do Radar FintechLab, que será lançado no fim deste mês, há cerca de 250 fintechs no país, que se dividem em dez áreas de atuação, desde pagamento e gerenciamento financeiro até empréstimos, financiamentos e negociações de dívidas. Cerca de 170 estão em fase operacional e uma em cada cinco tem mais de 20 funcionários, de acordo com informações divulgadas no ano passado. A expectativa é que, em todo mundo, US$ 4,7 trilhões vão parar nas mãos das fintechs nos próximos anos pelas estimativas do grupo Goldman Sachs.

Os maiores expoente no Brasil são a Nubank e o GuiaBolso, que já receberam cerca de R$ 650 milhões em aportes financeiros e atingem mais de quatro milhões de pessoas com seus produtos. Em comum, assim como a maioria das fintechs que dão certo, elas desenvolveram tecnologias acessíveis e intuitivas e atingiram uma gama de consumidores aflitos por inovação.

A Nubank conquistou o público ao oferecer cartão de crédito sem anuidade e gerido através de um aplicativo. Mais de 5 milhões de pessoas pediram o cartão – muitas tiveram a solicitação recusada – e mais de 400 mil aguardam na fila de espera. A maioria dos usuários tem menos de 36 anos e pertence as classes A e B. Sozinha, a startup já recebeu US$ 179 milhões em investimento.

Já o GuiaBolso é um aplicativo de finanças pessoais que puxa automaticamente as movimentações das contas bancárias conectadas ao sistema e reúne as informações em gráficos para controle financeiro. São 3,1 milhões de usuários em uma base de clientes que cresce cerca de 5% ao mês. Só nos primeiros 15 dias de lançamento da plataforma, em julho de 2014, foram 50 mil usuários cadastrados no iOS, sistema operacional de dispositivos móveis da Apple.

Os exemplos são apenas uma amostra da primeira onda de fintechs brasileiras, que começou a ganhar força a partir de 2014 e teve no ano de 2016 a sua grande ascensão. O coordenador de Apoio a Empreendedores da Endeavor, Igor Piquet, explica que as empresas da primeira onda atuam em serviços conhecidos do consumidor, mas que são mal prestados ou restritos a uma pequena parcela da população. “São serviços comuns que estão sendo muito bem executados com tecnologias robustas e seguras”, diz Piquet.

A segunda onda de startups ainda está em fase embrionária no Brasil. Ela abrange os negócios que trazem tecnologias disruptivas, como moedas digitais e blockchain. “Muitas das fintechs que existem ainda rodam em cima de sistemas bancários”, explica Piquet. Quando essa barreira for quebrada, teremos uma verdadeira transformação do sistema financeiro, com a eliminação dos intermediários.

Foco em tecnologia e no consumidor é o diferencial das fintechs

As fintechs caíram no gosto do consumidor por serem empresas de tecnologia que atuam na área financeira. Diferente de bancos e corretoras, elas oferecem soluções tecnológicas eficientes, que facilitam a vida do cliente final. Isso sem deixar de lado a segurança, já que lidam com transações financeiras.

Elas também ganham destaque porque atuam num mercado com demanda reprimida, tanto de consumidores insatisfeitos quanto de população não-bancarizada, e possuem custos baixos em relação às instituições financeiras tradicionais.

E diferente de várias startups que existem no mercado, as fintechs são especializadas em um nicho de atuação e contam com uma equipe de fundadores e investidores com expertise na área. É o caso do GuiaBolso, idealizado em 2012 pelo ex-consultor de serviços financeiros da McKinsey Thiago Alvarez e pelo ex-diretor do Groupon Brasil Benjamin Gleason, e que tem entre os investidores a International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial.

“A experiência anterior me trouxe a visão de como as instituições financeiras pensam e qual é a sua cultura organizacional. Ao saber como elas pensam, fica mais fácil atacar as deficiências”, afirma Alvarez. A empresa, que já recebeu R$ 90 milhões em investimento, oferece um aplicativo para organização financeira pessoal.

Grandes bancos correm atrás do “prejuízo”

As fintechs não ameaçam a concentração bancária brasileira e abocanham apenas uma parcela do número de clientes e transações realizadas pelas grandes instituições financeiras. Um exemplo é que, segundo o jornal Valor Econômico, um grupo de dez a 12 fintechs emprestou R$ 300 milhões em 2016 aos seus clientes. Já os bancos, só em novembro do ano passado, concederam quase R$ 6 bilhões em crédito pessoal.

Mas isso não significa que os novos negócios não incomodem os grupos tradicionais. Os bancos começaram a correr atrás do prejuízo tecnológico e estão se aproximando de startups financeiras. O objetivo é atrair, principalmente, o consumidor da geração Y (nascidos nas décadas de 1980 e 1990).

O Bradesco lançou o programa InovaBra, para apoiar o desenvolvimento de startups na área de big data, analytics e blockchain, e lançou o seu fundo de venture capital com capital de R$ 100 milhões. Já o Itaú lançou em São Paulo o Cubo, um espaço de coworking para startups. E o Santander comprou a ContaSuper, empresa que atua com sistemas de pagamentos e cartões pré-pagos.

Mas as mudanças nem sempre visam o consumidor. Marcelo Bradaschia, sócio-fundador da consultoria Clay Innovation e do FintechLab, afirma que até então os bancos não têm tecnologias voltadas para os clientes, muito por causa do mercado concentrado, que diminui a competição. “Apesar de a gente ter visto mudanças tecnológicas em várias áreas, os bancos sempre foram voltados para melhorar a eficiência deles e não a experiência do usuário”, afirma o especialista em inovação.

O que chega mais próximo do usuário é uma iniciativa que não vem de um banco tradicional. O Banco Original, controlado pela dona da JBS, atingiu em outubro de 2016 a marca de 100 mil correntistas. O número era esperado para março deste ano. Sem estrutura física, o banco permite abrir conta-corrente pelo celular.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/fintechs-como-nubank-guiabolso-e-banco-original-inspiram-revolucao-financeira-5s7nrh9ho2b248ua51csb39kr

BRASILEIRA BRF COMPRA BANVIT, MAIOR PRODUTORA DE AVES DA TURQUIA, POR R$ 1,5 BILHÃO

  • Estadão Conteúdo

A BRF anunciou nesta segunda-feira, 9, que irá assumir as operações da Banvit, maior produtora de aves e líder de mercado na Turquia, o maior consumidor mundial de frango halal, que atende as regras do islamismo. Subsidiária integral da BRF fechou contrato com os acionistas controladores da Banvit Bandirma Vitaminli Yem Sanayii, que detêm 79,5% das ações da empresa, para aquisição destas ações.

Além disso, foi realizado um acordo de joint venture entre a BRF e a Qatar Investment Authority (QIA), fundo soberano do Qatar, que irão constituir uma nova empresa, que vai adquirir as ações da Banvit. O acerto também regula questões de governança da nova companhia e de Banvit. Na joint venture, a BRF terá 60% e a QIA, 40% da participação societária, respectivamente.

O valor da Banvit foi avaliado em cerca de US$ 470 milhões. Devido ao valor da dívida líquida divulgado em 30 de setembro, o valor das ações (equity value) da Banvit seria, portanto, de aproximadamente US$ 340 milhões. Após a conclusão da operação, a nova empresa realizará oferta para aquisição de ações da Banvit para comprar participação restante de 20,5% detida pelos acionistas minoritários, nos mesmos termos e condições dos oferecidos aos controladores.

Segundo a BRF, a Banvit é uma empresa completamente integrada, com instalações que vão do controle da ração ao processamento final do alimento. São cinco fábricas de ração, quatro incubatórios e cinco unidades produtivas. “As unidades estão localizadas na região oeste do país, onde está concentrado o maior número de consumidores, e na região leste, que a posiciona como única empresa capaz de atender tanto o mercado interno quanto o externo”, afirma, em nota, o CEO Global da BRF, Pedro Faria.

One Foods

Os ativos da Banvit serão incorporados à One Foods, subsidiária da BRF liderada por Patricio Rohner e dedicada ao mercado halal. “A aquisição da Banvit é o primeiro passo da agenda de aceleração do crescimento da OneFoods, que tem market share de aproximadamente 45% em produtos de frango na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar e Omã, mercados nos quais opera com distribuição própria e amplo portfólio de produtos”, afirma o executivo, na nota.

A BRF destaca que a Turquia tem uma população de cerca de 80 milhões de pessoas, que responde por cerca de 10% do consumo halal de aves no mundo. Mesmo assim, o consumo local de frango per capita é considerado pequeno, cerca de 20 kg ao ano, e o mercado de alimentos processados apresenta baixa penetração. Para a empresa, isto significa que o mercado turco oferece um grande potencial de expansão.

“Além das oportunidades de crescimento no mercado turco, principalmente em produtos processados, vemos sinergias comerciais e operacionais importantes na integração das operações da Banvit e da OneFoods, consolidando ainda mais nossa força e liderança no mercado halal de proteína animal”, diz Rohner.

A conclusão da transação está sujeita ao cumprimento das condições precedentes, incluindo as aprovações concorrenciais.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio/pecuaria/aves/brasileira-brf-compra-banvit-maior-produtora-de-aves-da-turquia-por-r-15-bilhao-cbr0bvc83pza2tdw290i6exbv

EMPRESA QUE DERROTOU A UBER NA CHINA INVESTE US$ 100 MILHÕES NA 99TAXIS

Chinesa Didi Chuxing entra no mercado brasileiro e aumenta competição no transporte de passageiros

  • Estadão Conteúdo

A companhia chinesa Didi Chuxing, conhecida como ‘Uber chinês’, anunciou que está liderando um aporte de mais de US$ 100 milhões na startup brasileira 99 – conhecida pelo aplicativo de transporte 99Taxis. Com o investimento, a empresa chinesa terá direito a um assento no conselho administrativo da startup brasileira e deve trazer conhecimento do mercado de transportes por meio de aplicativos para a 99, já que trata-se de uma das líderes globais nesse mercado. As duas empresas não revelaram qual será a participação da Didi na brasileira.

Presente no Brasil e na América Latina, a 99 tem atualmente mais de 140 mil motoristas registrados em seu serviço, com mais de 10 milhões de usuários em toda a região. “Vamos expandir nossos serviços e remodelar o perfil competitivo do mercado na América Latina”, declarou por meio de nota Paulo Veras, presidente executivo e presidente do conselho da 99, que permanece no cargo.

A Didi Chuxing nasceu em 2015 por meio da união de dois aplicativos de transporte chineses, o Didi e o Kuaidi. Hoje, o aplicativo da empresa é o mais popular na China – em agosto de 2016, após uma batalha bilionária com o Uber, a chinesa adquiriu a operação do rival americano em seu país.

Fundada em 2012, a 99 começou como um aplicativo voltado para conectar taxistas e passageiros. Nos últimos anos, com a crescente competição no setor após a chegada do Uber ao Brasil em maio de 2014, a empresa criou outras modalidades do serviço, como o 99POP, que liga motoristas particulares (em serviço semelhante ao Uber X) e o 99TOP, com táxis de luxo.

Segundo a 99, o aporte traz uma vantagem competitiva para a empresa, que terá acesso à tecnologia desenvolvida pela Didi Chuxing na China. A companhia tem mais de 400 milhões de passageiros no país. “O algoritmo é muito avançado, principalmente ao conectar passageiros que vão compartilhar um mesmo veículo”, explicou Ricardo Kauffman, porta-voz da 99.

Com o dinheiro, a startup brasileira, que hoje tem 250 funcionários, pretende aumentar a equipe. As contratações serão necessárias para ajudar na expansão do 99POP, hoje disponível apenas em São Paulo, para outras cidades brasileiras.

Rivalidade

Para Pedro Waengertner, professor de empreendedorismo da ESPM e presidente executivo da aceleradora Ace, o investimento da Didi na 99 abre um novo capítulo na batalha global entre a chinesa e o Uber. “Hoje, a 99 já compete com o Uber, mas agora a briga vai ficar boa”, diz ele.

Além disso, segundo o executivo, o aporte mostra a importância do Brasil na cena global de startups. “É o movimento de uma empresa estrangeira investindo no mercado brasileiro para competir contra outra empresa estrangeira. Isso mostra que o Brasil é bem visto no mercado internacional.”

BNDES ANUNCIA CRÉDITO MAIS BARATO PARA PEQUENAS EMPRESAS E PROJETOS SOCIAIS

Uso da taxa TJLP, com juros de 7,5%, ampliação de prazos e concessão mais rápida de crédito estão entre as mudanças anunciadas pelo banco nesta quarta-feira (5)

  • Agência O Globo

O BNDES anunciou nesta quinta-feira (5) que vai facilitar o acesso ao crédito e diminuir os custos apenas para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e projetos que tragam benefícios para a sociedade, como nas áreas de infraestrutura, saneamento, inovação e saúde. Entre as principais mudanças, estão o uso da taxa TJLP, com juros de 7,5%, a ampliação de prazos e a concessão mais rápida de crédito.

A presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos, disse que o banco tem dois olhares, um no curto prazo e outro no médio e longo prazos, e que passará a trabalhar com duas linhas, uma incentivada e outra padrão. “Fizemos uma simplificação, uma convergência das linhas. Agora, são duas linhas, uma incentivada e outra padrão. Precisamos ter mais capilaridade. Por isso, estamos aumentando a classificação de porte das MPEs, que passou de R$ 90 milhões para R$ 300 milhões. Mais 1,5 milempresas passarão a ter acesso”, explicou a presidente em coletiva de imprensa.

No caso da linha incentivada, as pequenas empresas poderão usar até 60% em TJLP. No caso do padrão, haverá uma participação máxima de 80% a taxas de mercado. Assim, o projeto é analisado e classificado como “incentivado” ou “padrão”. Dessa forma, se antes um projeto tinha um projeto com uma participação máxima de 35% de TJLP agora pode chegar a 80%. “Os recursos de TJLP serão destinados para infraestrutura, MPE, saúde e saneamento”, destacou Maria Silvia. “Isso é o mais importante e mostra uma mudança no BNDES.”

Prazo no financiamento

Ela destacou ainda que haverá aumento do prazo de financiamento. Ela citou o Finame, que passará de cinco para dez anos. Maria Silvia destacou ainda que o prazo de concessão de crédito será mais rápido. “Isso é importante porque não temos mais empréstimo de curto prazo. Por isso, estamos contratando uma consultoria para isso, para acelerar essa concessão.”.

O Banco passará a aceitar recebíveis como garantias de empresas que não tenham garantias reais. Maria Silvia também anunciou a redução do limite de operações diretas, que caiu de R$ 20 milhões para R$ 10 milhões .

“O BNDES sempre apoiou setores da economia. E estamos fazendo uma transição forte, Agora passará a focar no tipo do projeto e não no setor. E isso é um incentivo horizontal em todos os setores. Um projeto de inovação, por exemplo, seja em química ou serviços, terá o mesmo tratamento independente do setor. Atuar na economia de forma horizontal. Como teve a convergência das mídias, muitos setores estão convergindo, assim como a indústria e serviços, e o comércio eletrônico com o varejo. O mundo é convergente, e as fronteiras são cada vez mais difusas”, afirmou Maria Silvia.

Metas

A presente também explicou que haverá uma espécie de quadro de “metas” que vai monitorar os resultados das empresas que tomam crédito. “Vamos conseguir medir os impactos dos projetos que o Banco apoio e o resultados para a sociedade. Assim, o banco vai poder retroalimentar sua atuação. Vamos criar uma área para avaliar isso. Em projetos acima de R$ 1 bilhão com a contratação de uma avaliação externa.”

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/bndes-anuncia-credito-mais-barato-para-pequenas-empresas-e-projetos-sociais-2ffbg67q3dqydwpf9g3ht0piz

BALANÇA COMERCIAL DO PARANÁ TEM SUPERÁVIT DE US$ 4 BILHÕES E ATINGE 3.ª MELHOR MARCA

Resultado foi impulsionado por queda de 10,9% nas importações e alta de 1,76% nas exportações

 

  • Getulio Xavier, especial para a Gazeta do Povo

Ao menos quando se fala em exportação, o Paraná tem motivos para comemorar. O estado fechou o ano de 2016 com um crescimento de 1,76%, o que não acontecia desde 2013. Outro destaque é o superávit na balança comercial do estado, que ficou com saldo US$ 4,07 bilhões, a terceira melhor marca segundo a série histórica do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), iniciada em 2000.

Ao todo, o Paraná exportou mais de US$ 15,17 bilhões em 2016 e importou US$ 11,09 bilhões. Nas exportações, o melhor trimestre do ano foi o segundo, quando somou mais de US$ 4,5 bilhões. Já nas importações, o terceiro trimestre do ano foi o que teve o maior valor acumulado, com pouco mais de US$ 3,1 bilhões.

A melhora no embarque de produtos industrializados é outro motivo de comemoração para o Paraná. Foram US$ 786 milhões a mais quando comparado com o ano retrasado. Já as chegadas de industrializados recuaram de mais US$ 11 bilhões em 2015 para US$ 9,86 bilhões no ano passado.

Entre os destaques, estão a exportação de automóveis, que cresceu 55,94% em 2016, os tratores para semi-reboques, com aumento de 25,12%, e, por fim, as torneiras e dispositivos para canalizações, que subiram 112,81%. Apesar da baixa de 1,54%, o líder de exportações do Paraná continua sendo a soja (US$ 2,95 bilhões).

Importações

As importações caíram de US$ 12,44 bilhões em 2015 para US$ 11,09 bilhões em 2016, uma retração de 10,9%. O principal produto que desembarcou no Paraná deixou de ser óleos brutos de petróleo e passou a ser o óleo diesel, com um aumento de mais de 420% em relação a 2015. Outra queda foi a de importação de bens de capital, que recuou mais de 22% (de US$ 3,13 bilhões passou a US$ 2,41 bilhões), ao passo que as exportações do mesmo setor aumentaram 43,6% (de US$ 997 milhões para US$ 1,43 bilhões).

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/balanca-comercial-do-parana-tem-superavit-de-us-4-bilhoes-e-atinge-3-melhor-marca-auorkd8hpl00b7h7syhxw47cr