MUFFATO CRESCE E VIRA A QUINTA MAIOR REDE DE SUPERMERCADOS DO PAÍS

Empresa paranaense viu seu faturamento aumentar em 24% ao longo do ano de 2016 e ganhou uma posição no ranking da Abras

Depois de se consolidar como a maior rede de supermercados do Paraná, o Muffato entrou para a lista dos cinco maiores grupos do setor de varejo alimentício do país. A empresa paranaense é a quinta maior rede de supermercados do Brasil, atrás somente de Carrefour, Grupo Pão de Açúcar (GPA), Walmart e o grupo chileno Cencosud. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
A posição foi alcançada após o grupo paranaense aumentar em 24% o seu faturamento bruto em 2016. O valor saltou de R$ 4,09 bilhões em 2015 para R$ 5,07 bilhões no ano passado. Com isso, o Muffato saiu da sexta colocação – posição que ocupou nos rankings divulgados em 2016 e 2015 – para o quinto lugar. Já o Grupo Zaffari, do Rio Grande do Sul, caiu da quinta para a sexta posição.

O crescimento do Muffato é explicado pelos recentes investimentos feitos pela rede em todo o estado. A empresa investiu na reforma das unidades mais antigas e na abertura de novas lojas, principalmente da bandeira Max Atacadista . O segmento de atacarejo, que mistura o conceito de mercado convencional com o de atacado, é uma das grandes apostas do grupo para continuar crescendo.
Em Curitiba, por exemplo, a rede abriu duas novas lojas no formato de acatarejo em 2016, sob a bandeira Max Atacadista. A primeira delas, no Bairro Alto, teve investimento de R$ 30 milhões. Já a segunda loja, aberta no final de 2016, fica no bairro Campo Comprido e custou R$ 35 milhões. Ao todo, incluindo os supermercados, o grupo possui mais de 50 lojas espalhadas em 17 cidades do Paraná e interior de São Paulo.
Demais redes paranaenses

O Muffato foi a rede paranaense mais bem locada no ranking da Abras. Depois, aparece a Companhia Sulamericana de Distribuição, dona da bandeira Cidade Canção, de Maringá. A empresa do interior do estado subiu quatro posições ao terminar a pesquisa deste ano na 17.ª colocação. O faturamento do grupo saltou de R$ 1,71 bilhão para R$ 1,98 bilhão, um aumento de 16%.

O Condor, que tradicionalmente participava do levantamento da Abras, optou por não participar neste ano. Em 2016, a empresa tinha ficado na nona colocação, após faturar R$ 3,81 bilhões em 2015. O grupo é o segundo maior do estado, atrás somente do Muffato.

Disputa nacional

E não foi somente o Muffato que ganhou posição no ranking da Abras. O Carrefour registrou um faturamento de R$ 49,1 bilhões em 2016 e se tornou a maior rede de supermercados em atuação no Brasil. O Grupo Pão de Açúcar, que no ano passado tinha sido líder, caiu para a segunda colocação ao registrar uma faturamento de R$ 44,9 bilhões. Já o Walmart se manteve na terceira posição, com R$ 29,4 bilhões de receita bruta.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/muffato-cresce-e-vira-a-quinta-maior-rede-de-supermercados-do-pais-c15u3wtr0pclun5by5t6hlj50

Bacen – novas normas para o Registro Declaratório Eletrônico de capitais estrangeiros

Passou a vigorar a partir de 30 de janeiro de 2017 as novas disposições sobre o capital estrangeiro no País e sobre o capital brasileiro no exterior, no âmbito do Banco Central do Brasil, conforme a Circular nº 3.822, de 20 de janeiro de 2017 e a Circular nº3.814, de 7 de dezembro de 2016, que alteram a Circular nº 3.689, de 16 de dezembro de 2013.

As alterações principais, no que se refere aos registos das Demonstrações Financeiras e Quadros Societários, resumem-se nas novas datas e marcos:

1. Atualização das informações referentes aos valores do patrimônio líquido e do capital social integralizado da empresa receptora, bem como do capital integralizado de cada investidor estrangeiro que conste no registro (atualização do quadro societário), sendo que o valor total do capital social integralizado na empresa receptora de cada investidor dever ser atualizado discriminando a base legal de cada informação registrada. A atualização deve ser efetuada conforme segue:

a. em 30 dias, contados da data da ocorrência do evento que altere a participação societária do investidor estrangeiro, independente do porte da empresa;
b. empresas com ativo ou patrimônio líquido inferior a R$ 250 milhões:
i. anualmente, até 31 de março:
• atualizar as Declarações Econômico-financeiras, referente a data-base de 31 de dezembro do ano anterior;
• atualizar o quadro societário, referente a data-base de 31 de dezembro do ano anterior;
c. empresas com ativo ou patrimônio líquido igual ou superior a R$ 250 milhões devem prestar 4 (quatro) declarações econômico-financeiras ao ano (bem como atualizar o quadro societário), observando o seguinte calendário:
• Até 31/03 – referente a data-base de 31/12 do ano anterior;
• Até 31/06 – referente a data-base de 31/03;
• Até 30/09 – referente a data-base de 30/06;
• Até 31/12 – referente a data-base de 30/09;

Para controladoras de grupo econômico, as informações da DEF devem ter como referência a empresa receptora, individualmente, e não o consolidado do grupo.

Para o caso das empresas com PL ou ativos inferiores a R$ 250 milhões, não obstante o alerta dentro do Sisbacen e orientação pelo help desk do Banco Central indicarem que somente a atualização anual do quadro societário seja obrigatória, nossa recomendação é que também as DF´s sejam atualizadas nesta data de 31 de março.

COM A AQUISIÇÃO DA KIRIN, BRASIL SERÁ MAIOR MERCADO DA HEINEKEN NO MUNDO

Companhia vai herdar 12 novas fábricas e 10 mil funcionários da dona da marca Schin

A aquisição dos ativos da Kirin – dona da marca Schin – fará do Brasil a maior operação individual global da holandesa Heineken, passando o México, que ocupava o posto desde a compra dos ativos de cerveja da Femsa, em 2010. Após sete anos no país, o grupo vai dobrar sua participação de mercado nacional de cervejarias, mas, em termos industriais, o salto será maior: serão 12 novas fábricas (hoje são cinco) e 10 mil funcionários (além dos 2 mil atuais).

ENTREVISTA: confira depoimentos do presidente da Heineken Brasil, Didier Debrosse

O aumento da operação no Brasil acompanha a tendência dos últimos dez anos, período em que a América Latina foi a região que mais cresceu dentro da empresa. A Heineken deixou de ser uma empresa essencialmente europeia para assumir uma característica mais global. Foi um movimento capitaneado pelo presidente global, Jean-François van Boxmeer. Diante do sinal verde do chefe mundial, a empresa fez grandes aquisições que mudaram sua posição, em especial em importantes mercados emergentes.

Na América Latina, o movimento mais importante foi a compra dos negócios de cerveja da Femsa, em 2009, por cerca de US$ 5,5 bilhões. Embora a maior parte dos ativos estivesse localizada no México, a aquisição foi a “ponte” para a entrada da companhia no mercado brasileiro, onde herdou a marca Kaiser, na época a terceira colocada do setor no País, e também as suas fábricas.

Com os ativos da Femsa nas mãos, a empresa viu o México se tornar o seu maior mercado individual global – posição que agora vai passar a ser do Brasil, após a aprovação da aquisição da Brasil Kirin, por R$ 2,2 bilhões, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Entre 2009 e 2015, de acordo com a consultoria Euromonitor, a participação latino-americana nas vendas globais da Heineken subiu de mero 1% para 23%. Agora, ao mais do que triplicar sua presença industrial no Brasil, com a compra das 12 fábricas da antiga Schincariol, a Heineken deverá ampliar ainda mais essa posição.

“Entre 2009 e 2015, a Heineken transformou seu perfil geográfico”, explica a analista de pesquisa da Euromonitor, Anna Ward. Ela lembra que o continente europeu representava 73% do volume global de bebidas alcoólicas da Heineken no fim da década passada. Seis anos depois, essa relação havia caído para 48%. “No que pese o fato de a Europa Ocidental ainda ser o maior mercado regional para a Heineken, agora ela representa apenas 28% do volume total da companhia.”

Disputa

Esse empenho da Heineken em se tornar uma empresa mais global está relacionada ao forte movimento de suas concorrentes. Agora, AB InBev e SAB Miller aguardam aprovação para a união de seus negócios globais em um acordo de mais de US$ 100 bilhões. Com a concretização do negócio, a nova cervejaria terá 31% do setor no mundo, contra pouco mais de 9% da holandesa.

No Brasil, apesar de o movimento de aquisição dos ativos da Kirin ter dobrado a fatia de mercado da companhia para quase 18%, o caminho da Heineken ladeira acima também será duro. Mesmo com a entrada de novos rivais no setor nos últimos anos – como o grupo brasileiro Petrópolis, dono da Itaipava, e a própria Heineken -, a Ambev (parte da AB InBev) continuou como a líder isolada em cervejas, exibido um domínio de mercado que varia entre 65% e 70%.

“O Brasil não é para iniciantes”, diz presidente da Heineken Brasil

O Brasil será a maior operação individual global da holandesa Heineken, com 12 novas fábricas e 10 mil funcionários, além dos 2 mil atuais. Para comportar essa nova estrutura, o grupo passará por mudanças em produção, distribuição e marketing. Confira abaixo os principais trechos da entrevista com o presidente da Heineken Brasil, Didier Debrosse:

Como a compra se encaixa na estratégia global da Heineken?

Tornar a Heineken mais global foi uma iniciativa de Jean-François van Boxmeer (presidente global da empresa). Fizemos aquisições importantes na Ásia e compramos a Femsa, que tornou o México nosso maior mercado global, posição que passará agora para o Brasil (após a finalização do negócio com a Brasil Kirin).

A experiência adquirida no Brasil ajudou nessa aquisição?

O Brasil não é para iniciantes, especialmente quando o estrangeiro olha o ambiente de negócios aqui, que inclui burocracia e preocupações com a carga tributária e o sistema legal. Mas sentimos que agora conhecemos o país. Cremos ter condições de crescer e de nos arriscarmos mais por aqui. Aceitamos esse cenário volátil.

Como as marcas da Kirin serão ‘digeridas’ pela Heineken?

Temos um bom portfólio no Brasil, mas podemos crescer em várias regiões. A Kirin é complementar. No segmento de entrada, a Schin é forte no Nordeste, onde temos pouco alcance. Vamos trabalhar as regiões, para a Schin não se sobrepor à Kaiser e à Bavária, fortes no Sul e em São Paulo. A Schin pode ajudar também a Amstel, que tem preço um pouco mais alto, a crescer no Nordeste. A Heineken é forte no segmento premium, o que pode auxiliar as artesanais BadenBaden e Eisenbahn.

Qual é a importância das novas fábricas para a Heineken?

Elas são essenciais. No setor de cervejas, a posição industrial é importante, pois estar mais perto do cliente significa menores custos com logística – e isso é especialmente importante no Brasil. Além disso, estaremos presentes em mais estados que oferecem incentivos tributários.

Qual é a situação das fábricas da Brasil Kirin?

A Schincariol investiu muito nas fábricas, e a Kirin fez um bom trabalho. Teremos, claro, de fazer investimentos. Mas adquirimos boas indústrias, melhores do que as que compramos da Kaiser (em 2010, no ‘pacote’ da Femsa).

O que acontecerá com a área de água e refrigerantes da Kirin?

Ainda não há decisão tomada, podemos manter ou vender. Não se encaixa na estratégia global. Mas nos traz mais escala no Brasil.

E como ficam os distribuidores da Kirin frente ao acordo da Heineken com a Coca-Cola?

Não há decisão. Temos as duas opções. Mas, como somos agora muito maiores no Brasil, vamos escolher a melhor opção pensando no longo prazo.

A Heineken vai entrar com um posicionamento agressivo de preços para ganhar mais mercado?

É muito cedo para dizer. Já estamos bem grandes, comprando um ativo enorme. E não é segredo para ninguém que, apesar de tudo, esse novo negócio precisa de reestruturação.

As novas fábricas vão produzir Amstel e Heineken?

Sim, mas o caso da Amstel é mais simples. O caso da Heineken é complicado, porque o processo produtivo exige muitos testes.

Dá para introduzir mais marcas estrangeiras no curto prazo?

Temos de digerir essa aquisição antes. São 12 fábricas e 10 mil funcionários. Precisamos de uma pequena pausa.

Como enfrentar a queda do mercado de cerveja no país?

A situação atual é complicada, o mercado caiu um pouco em 2015 e 2016. Mas o Brasil ainda é “verde”, com boa chance de expansão no Nordeste, onde o consumo per capita é baixo. E o segmento premium ainda tem uma fatia muito menor do que no resto do mundo. É uma oportunidade para nós.

FONTE:http://www.gazetadopovo.com.br/economia/com-a-aquisicao-da-kirin-brasil-sera-maior-mercado-da-heineken-no-mundo-91ico2god168goqhf16jhu80l

LUXOTTICA COMPRA ÓTICAS CAROL EM NEGÓCIO DE 110 MI DE EUROS

Óticas Carol opera uma franquia de cerca de 950 lojas, com uma receita anual de cerca de 200 milhões de euros

Por Reuters – access_time30 jan 2017, 12h03

Milão – O grupo italiano Luxottica acertou a compra da rede brasileira Óticas Carol, em um acordo de 110 milhões de euros (117 milhões de dólares), expandindo a sua presença no mercado varejista brasileiro.

A Luxottica, que no início deste mês assinou um acordo de fusão de 50 bilhões de dólares com a fabricante de lentes Essilor, já está presente no Brasil com uma rede de lojas Sunglass Hut, uma fábrica e negócios no setor atacadista.

A Óticas Carol opera uma franquia de cerca de 950 lojas, com uma receita anual de cerca de 200 milhões de euros. Os seus principais acionistas são os fundos de investimento 3i Group, Neuberger Berman e Siguler Guff & Company.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/luxottica-compra-oticas-carol-em-negocio-de-110-mi-de-euros/

 

 

INTERNET ESTÁ FORÇANDO GRANDES REDES DOS EUA A FECHAREM DEZENAS DE LOJAS

Mais de 10% do espaço de varejo dos EUA, ou quase 1 bilhão de metros quadrados, podem precisar ser fechados. Tudo em razão da migração do consumo para a internet

 

Saindo de uma temporada de vendas de fim de ano instável e de pouco movimento nos shoppings, os varejistas dos EUA estão sofrendo pressão para fechar lojas como consequência da migração do consumo para a internet.

Mais de 10% do espaço de varejo dos EUA, ou quase 1 bilhão de metros quadrados, podem precisar ser fechados, convertidos para outros usos ou renegociados por um aluguel mais barato nos próximos anos, de acordo com dados fornecidos à Bloomberg pelo CoStar Group. Isso além das cerca de 5 mil lojas que foram fechadas nos últimos 18 meses, cerca de 50 milhões de metros quadrados de espaço, de acordo com a Clarion Partners.

“Provavelmente há mais por vir”, disse Tim Wang, diretor de pesquisa de investimentos da Clarion, que tem cerca de US$ 44 bilhões em imóveis administrados. “Lamento dizer isso, mas se você olhar para o cenário do varejo em geral, não é nada bom.”

Alguns dos maiores nomes da indústria, incluindo a Sears Holdings Corp. e a Macy’s Inc., disseram que fechariam pontos de venda fracos neste ano. Outras empresas entraram em processo de falência ou estão considerando pedir recuperação, incluindo a The Limited, que já foi uma das redes mais poderosas na indústria de shopping centers.

Um problema enfrentado pelos varejistas dos EUA é que há muitas lojas. O país tem cerca de 24 metros quadrados de imóveis de varejo per capita, de acordo com dados compilados pela Clarion. Em comparação, o Canadá tem apenas 16 metros quadrados por pessoa.

Os consumidores até gastaram mais no fim de ano, mas a maior parte do aumento veio de grandes redes de descontos e compras on-line. Os gastos totais subiram 4%, para US$ 658,3 bilhões, durante novembro e dezembro, superando a projeção de 3,6%, de acordo com a National Retail Federation. As vendas fora de lojas, um indicador de transações on-line, saltaram 13%.

Custos também empurram migração do comércio para internet

A alta de gastos não se estendeu a todos os varejistas em shoppings, especialmente as lojas âncoras. A Macy’s relatou vendas decepcionantes no período, e a empresa anunciou um plano para cortar 6,2 mil postos de trabalho. Ela disse anteriormente que iria fechar 100 lojas, sendo 68 neste ano. Esse movimento eliminará mais 4 mil postos de trabalho. A Sears também anunciou um movimento para fechar lojas após uma queda nas vendas de fim de ano. A rede de lojas de departamentos fechará 150 pontos de venda.

Esses fechamentos somam cerca de 28 milhões de metros quadrados, de acordo com um relatório de Suzanne Mulvee, estrategista de varejo da CoStar.

Desde a última Black Friday, o dia após o Dia de Ação de Graças que marca o início não oficial da temporada americana de compras de fim de ano, as ações da Macy’s e da Sears perderam cerca de um terço de seu valor. As ações da Macy’s já caíram mais de 17% neste ano.

Com os aluguéis de varejo em alta devido à baixa oferta de novos espaços e o comércio eletrônico continuando a crescer, é inevitável que mais lojas fechem as portas, disse Marshal Cohen, analista do NPD Group. “Esta é agora uma oportunidade para os varejistas avaliarem suas estruturas, olhando para cada loja e determinando se eles precisam dela ou não”, disse Cohen.

Para alguns, os fechamentos são parte de uma reorganização mais ampla. O grupo BCBG Max Azria, a casa de moda fundada pelo designer Max Azria, está deve fechar lojas e se reestruturar. A Limited, uma varejista de roupas femininas de capital fechado, fechou todas as 250 lojas antes que pedisse falência na última semana.

A Kenneth Cole, uma empresa de moda fundada há mais de três décadas, está fechando quase todas as lojas para se concentrar em suas vendas internacionais e de comércio eletrônico. O varejista vai fechar suas 63 lojas em outlets, deixando apenas duas lojas nos EUA.

Ainda assim, para os varejistas sobreviventes, muitos dos fechamentos podem ajudar a equilibrar suas carteiras, já que mais vendas estão migrando para o mundo on-line, disse Logan Rodriguez, diretor de vendas da Square Root, fornecedora de software especializado para varejistas. Na verdade, 41 das 68 lojas da Macy’s que vão fechar neste ano estão dentro de um raio de 16 quilômetros de uma loja irmã, de acordo com CoStar.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/internet-esta-forcando-grandes-redes-dos-eua-a-fecharem-dezenas-de-lojas-cd9o7a01k20dywuy7b0mockjw

 

GIGANTE HOLANDESA TEM INTERESSE NO ‘PASSE’ DO CAFÉ PELÉ

Jacobs Douwe Egberts (JDE), empresa líder mundial no ramo de chás e cafés, está de olho em portfólio de marcas brasileiras

Lineu Filho/Lineu Filho /arquivo pessoal | Lineu Filho/Lineu Filho /arquivo pessoal

  • Da redação, com agências Estadão Conteúdo

Texto publicado na edição impressa de 24 de janeiro de 2017

A Jacobs Douwe Egberts (JDE), empresa líder mundial totalmente dedicada ao mercado de cafés e chás, anunciou nesta segunda-feira (23) a sua intenção de adquirir no Brasil o portfólio de marcas locais da Companhia Cacique, entre elas Pelé, Graníssimo e Tropical.

Sujeita à aprovação das autoridades regulatórias brasileiras, essa aquisição irá complementar o portfólio da JDE Brasil e fortalecer a sua liderança em regiões estratégicas no País.

Segundo a companhia, em comunicado, a iniciativa representa “um importante passo à medida que continua a trabalhar para atender as preferências e os gostos dos consumidores brasileiros e atuar de acordo com a sua crença de que ‘todos merecem ter o café que amam’”.

A JDE tem sede na Holanda, servindo consumidores em mais de 100 países pela Europa, América Latina e Austrália, e ocupando a 1ª ou 2ª posição em 27 países. Entre as principais marcas comercializadas em território nacional estão os cafés Pilão, Damasco, Café do Ponto, L’OR, Caboclo e Seleto.

A Cia. Cacique é a maior exportadora brasileira de café solúvel, com mais de 50 anos de experiência e conhecimento no segmento de café. Seus produtos são hoje exportados para mais de 70 países nos 5 continentes. A partir desta transação a Cacique poderá concentrar seus esforços em seu principal negócio, o café solúvel.

Leilões

Fora do mercado das aquisições entre marcas, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) retoma nesta semana os leilões de venda de café arábica dos estoques públicos. O primeiro deles está marcado para esta quinta-feira (26), com a oferta de 95 mil sacas. Os leilões fazem parte da estratégia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para regular o mercado interno e evitar maiores elevações no preço do produto.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio/agricultura/cafe/gigante-holandesa-tem-interesse-no-passe-do-cafe-pele-8ohd8xwwoz9o4teo7iyfdojrg

HEINEKEN ACERTA COMPRA DA DONA DA SCHIN E COLOCA PRESSÃO SOBRE A AMBEV

Negociação deve ser concluída nas próximas semanas e dará 18% do mercado à marca holandesa

  • Estadão Conteúdo
 | amd/RICK NEDERSTIGT

amd/RICK NEDERSTIGT

A gigante japonesa Kirin já teria acertado a venda de seus ativos no Brasil para a holandesa Heineken, segundo fontes de mercado. A expectativa é que o negócio seja anunciado nas próximas semanas. A Kirin deverá repassar à holandesa seus ativos com forte prejuízo. As negociações estão em curso desde julho do ano passado.

Nos últimos anos, a Kirin viu sua posição se enfraquecer no mercado brasileiro e, em 2015, levou sua matriz ao primeiro prejuízo global de sua história. Hoje, a empresa tem pouco mais de 8% de mercado, segundo dados Nielsen de 2016.

Durante anos, a Schincariol havia sido vice-líder do setor, atrás da Ambev. Agora, está em um distante quarto lugar, atrás de Ambev, Petrópolis (dona da Itaipava) e Heineken – esta última, que começou sua operação do zero no país, agora tem quase 10% do setor.

Ao passar a operar no vermelho, a Brasil Kirin viu boa parte de suas 12 fábricas ficar ociosa. Para a Heineken, que vem ganhando participação de mercado, as unidades da Kirin seriam uma forma de garantir rápido crescimento da produção. Embora a Heineken já tenha um acordo de distribuição com a Coca-Cola no país, uma fonte de mercado informou que a estrutura comercial da Kirin estaria incluída no acordo.

Preço

Para ficar com 100% da Schincariol, a Kirin desembolsou R$ 6,2 bilhões entre 2010 e 2011. Agora, aponta o jornal japonês Nikkei, deverá receber cerca de US$ 870 milhões (ou aproximadamente R$ 2,8 bilhões) pelos ativos – uma perda de mais de 50% sobre o investimento inicial.

Procurada, a Heineken disse que não comentaria o assunto. A Brasil Kirin não respondeu ao contato da reportagem.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/heineken-acerta-compra-da-dona-da-schin-e-coloca-pressao-sobre-a-ambev-aai3su7949x8pmss7i8b22qb7

15 MARCAS QUE BUSCAM FRANQUEADOS NO PARANÁ

São 3 mil redes franqueadoras e mais de 140 mil unidades abertas através do franchising em todo o país

  • Jéssica Sant’Ana
 | Vinicius Dalla Rosa/Divulgação

Vinicius Dalla Rosa/Divulgação

Apesar de algumas redes terem deixado de operar pelo modelo de franquias em 2016, o formato continua sendo uma das principais formas de expansão de marcas que querem começar a atuar em outros estados. Em 2016, eram 3.039 redes franqueadoras e mais de 140 mil unidades abertas através do franchising em todo o país, segundo balanço da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Para ser um franqueado de uma marca, o empreendedor precisa pagar uma taxa de franquia. Ele também precisa ter disponível o dinheiro necessário para aluguel do ponto comercial, instalações, estoques e capital de giro. Depois, passará a pagar, na maioria dos casos, taxa de royalties por direito ao uso da marca e de propaganda, para divulgação comercial.

No caso das marcas mais conhecidas, o critério de seleção dos franqueados é rigoroso. Além de ter o dinheiro, o interessado precisa ter o perfil que a rede procura: gestor ou investidor. O gestor é aquele que precisa estar presente no dia a dia do negócio e que precisa conhecer bem o ramo de atuação. Já as pessoas interessadas em abrir mais de uma unidade têm o perfil investidor.

Cuidados

Mas, antes de fechar contrato, os interessados devem pesquisar bem a marca que pretendem abrir uma franquia. Devem, por exemplo, pesquisar o histórico da rede franqueadora, entender como funciona o negócio, consultar o balanço financeiro da empresa e a lista de unidades abertas e fechadas.

Todas essas informações estão disponíveis na Circular de Oferta de Franquia (COF), documento que deve ser entregue pela marca aos interessados antes de fechar o contrato. Por lei, o empreendedor tem dez dias para analisar a circular. É recomendável nesse período visitar algumas pessoas que já tenham ou tiveram franquias da marca.

Lista

No Paraná, pelo menos 15 marcas estão em busca de franqueados. Os investimentos variam de R$ 12 mil a R$ 450 mil. Há casos inusitados, como da Franquia de Precatórios, que trabalha com a compra e venda de dívidas judiciais da União. Confira a lista completa:

Arranjos Express

A rede portuguesa especializada na customização e reparos de roupas está presente no Brasil há quatro anos. A marca já tem duas unidades em Curitiba e se prepara para inaugurar mais uma loja ainda este ano e espera fechar 2017 com oito novos pontos na capital paranaense. Em todo o país, são 54 unidades.

O investimento inicial varia entre R$ 120 mil e R$ 190 mil, valor que inclui taxa de franquia. O faturamento médio mensal é de R$ 40 mil, com lucro médio de 25% a 30%. O tempo de payback é de até 18 meses. A taxa mensal de royalties é de 6% e a de publicidade 2%, ambas sobre o faturamento bruto.

Brasileirinho Delivery

A Brasileirinho Delivery atua o mercado de comida típica brasileira entregue em box. A marca oferece dois modelos de negócios, o modo delivery ou com atendimento no estabelecimento. A rede atende uma média de 300 mil pessoas por mês com ticket médio que varia de R$ 16 a R$ 20.

São mais de 110 lojas em operação, sendo nove unidades no Paraná. Para 2017, a rede prevê abrir mais dois pontos em Curitiba. O investimento inicial é a partir de R$ 85 mil e o retorno do investimento acontece em até 18 meses.

Chiquinho Sorvetes

Com 35 anos de experiência no mercado de sorvetes, a rede Chiquinho Sorvetes possui 400 unidades espalhadas por todo o país e três modelos de negócio: loja de shopping, de rua e quiosque. O Paraná é o terceiro estado com maior número de unidades da rede. São mais de 30 unidades em operação e mais seis em implantação.

A rede ainda busca franqueados para as cidades de Castro, Pinhais, Telêmaco Borba, Almirante Tamadaré, Araucária, Campo Largo, Colombo, Fazenda Rio Grande, Irati, Piraquara, Prudentópolis e União da Vitória. O investimento inicial, que inclui taxa de franquia, montagem média, capital de giro e estoque, é a partir de R$ 210 mil (quiosque) e R$ 350 mil (outros formatos). O retorno do investimento acontece entre 24 e 36 meses e o faturamento médio mensal é de R$ 50 mil (quiosque) e R$ 60 mil (loja). A taxa de royalties é de 5% sobre o faturamento bruto mensal e a taxa de publicidade, 2%.

Coxinha du Chef

Especializada em coxinha, a Coxinha du Chef busca franqueados em São José dos Pinhais, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu e Cascavel. A loja trabalha com vários sabores de coxinhas, como acarajé e hot dog, e oferece opções de salgados assados para o almoço e jantar. São 40 unidades em funcionamento no país.

Para este ano, a rede acredita que possa abrir sete unidades no Paraná. O investimento inicial em uma franquia do modelo express, que é focado no serviço rápido e consumo fora da loja, é de R$ 81.925 mil, com faturamento médio mensal de R$ 35 mil. Já para uma loja conceito, que prioriza o consumo no local, o investimento é de R$ 138.150 mil, com faturamento estimado em R$ 48 mil.

Croasonho

Fundada em 1997 no Rio Grande do Sul, a marca virou referência em croasonhos artesanais doces e salgados. Desde 2009 no mercado de franchising, a rede conta com mais de 70 lojas em 16 estados brasileiros. No Paraná, são dez unidades, nas cidades de Curitiba, Londrina, Foz do Iguaçu, Toledo, Cascavel, Maringá.

Em busca de franqueados na região Sul, o investimento inicial para ter uma loja da marca é a partir de R$ 450 mil. É necessário ter 50 m² para uma unidade no shopping e 110 m² para lojas de rua. O tempo de payback é de até 36 meses. A taxa de royalties é de 4% sobre faturamento bruto e a publicidade, 1%.

Franquia de Precatórios

Criada no primeiro trimestre de 2016, a Franquia de Precatórios possui mais de 30 unidades espalhadas pelo Brasil. A empresa trabalha a compra de precatórios, que são dívidas judiciais da União. O franqueado procura detentores de precatórios e negocia a venda. A franqueadora fica responsável pela auditoria jurídica e por encontrar um comprador. O franqueado fica com 5% do valor líquido da venda do precatório.

A empresa espera abrir até março de 2017 três unidades no Paraná. O investimento para ser um franqueado custa R$ 12 mil, valor que inclui taxa de franquia, capital de giro e custo para instalação. O faturamento médio mensal de uma unidade é de R$ 15 mil e o tempo de retorno do investimento é de 6 meses. A empresa cobra como royalties seis parcelas quadrimestrais de R$ 1 mil mais 5% sobre o faturamento mensal. Já a taxa de publicidade é 2% sobre o faturamento mensal.

Guia-se Negócios pela Internet

A empresa é uma microfranquia que trabalha com consultoria de marketing digital, no modelo home based. Ela oferece serviços de criação de sites e lojas virtuais, e-mail marketing, Google Adwords e gestão de mídias sociais. São 120 unidades em 18 estados, sendo uma em Curitiba.

A marca pretende atingir 30 unidades no estado do Paraná. O investimento inicial é de R$ 26,9 mil e o faturamento médio mensal é de R$ 15 mil. O tempo de payback varia entre seis e 24 meses. A taxa de royalties e de publicidade são fixas, sendo, respectivamente, a partir R$ 89,00 e R$ 329.

Hope

Há 50 anos no mercado e com 162 franquias no país, a rede de franquia Hope atua no segmento de moda íntima. As peças são de fabricação própria. Os produtos também podem ser encontrados em lojas multimarcas. No Paraná, são 11 unidades. Para 2017, a marca prevê inaugurar cinco pontos na região, com a estratégia de marcar presença em cidades a partir de 50 mil habitantes.

O investimento inicial é a partir de R$ 180 mil, contemplando, taxa de franquia, primeiro estoque e estrutura da loja. O faturamento médio mensal pode chegar a R$ 110 mil. O retorno do investimento acontece em até 36 meses.

Mestre-Cervejeiro.com

A marca paranaense Mestre-Cervejeiro.com, rede de lojas de cervejas artesanais, procura por franqueados em Maringá. A marca tem 60 lojas em operação no país e, no Paraná, já está presente em Curitiba, Londrina, Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa. A expectativa é encerrar este ano com 14 novos contratos, incluindo a cidade de Maringá.

As lojas do Mestre-Cervejeiro.com contam com mil rótulos de cerveja artesanal no catálogo. Há, também, workshops para empresas e o público. Quem quer ser um licenciado da marca, precisa investir entre R$ 160 mil para abrir uma loja ou R$ 118 mil para ter um quiosque. O retorno do investimento acontece entre 24 e 28 meses de operação. Já a taxa de royalties e propaganda é, respectivamente, de R$ 1,5 mil e R$ 600 no primeiro ano de funcionamento.

Nutty Bavarian

A Nutty Bavarian é uma rede especializada em amendoins, castanhas, nozes, amêndoas, macadâmias e outros grãos glaceados, sem fritura. No Brasil desde 1996, a marca trabalha com o formato de quiosques. São mais de 130 quiosques distribuídos em 16 estados brasileiros.

No Paraná, a empresa tem três unidades e prevê abrir mais quiosques em Maringá, Cascavel, Ponta Grossa, Apucarana, Paranaguá, Guarapuava e Curitiba. A loja pode ser instalada em shoppings, aeroportos, terminais rodoviários e universidades. O investimento inicial é de até R$ 109 mil e o faturamento bruto mensal é de R$ 34 mil. O retorno do investimento acontece em 18 meses e as taxas cobradas mensalmente são de 8%, para roylaties, e 2% de publicidade, ambas sobre o faturamento bruto.

Oi

A OI é uma das empresas que está em busca de franqueados na região Sul, inclusive no Paraná. A loja da operadora trabalha com os serviços de telefonia móvel, banda larga, TV por assinatura e telefonia fixa, e também conta com a venda de aparelhos, como smartphones.

São 24 cidades no radar da companhia. No Paraná, a marca busca por franqueados em Apucarana e Arapongas, Cambé, Cascavel, Dois Vizinhos, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Pato Branco, Ponta Grossa e Toledo. O franqueado deve ter identidade com a marca e com o negócio da OI e deve ficar à frente da operação da loja. Para informações sobre investimento, é necessário fazer cadastro no site da operadora.

Ortoplan

Franquia de clínicas odontológicas, a Ortoplan surgiu em Foz do Iguaçu. A rede é focada em atrair pessoas que tenham o perfil de administrador e que possam contratar profissionais da saúde para atuar na clínica. O atendimento é focado nas classes B e C. A rede possui 60 unidades, sendo 54 clínicas em 14 estados do Brasil e seis no Paraguai. Do total, 21 estão instaladas na região Sul.

Para este ano, a marca busca nove novos franqueados para a região Sul, principalmente nas cidades de Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. São dois formatos disponíveis aos interessados: Plus, que prevê uma clínica com três consultórios ou mais e tem investimento aproximado de R$ 250 mil e Smart, que pode ter somente um consultório e tem investimento de cerca de R$ 75 mil. Para mais detalhes sobre retorno do investimento e taxas, é necessário entrar em contato com a marca.

Patroni

Especializada há 30 anos em pizza, a marca tem 192 unidades em todas as regiões do país e está presente no Paraná com uma unidade em Londrina. A expectativa para este ano é abrir duas lojas em Curitiba, uma em Cascavel e mais uma em Londrina. O foco da rede são cidades com mais de 100 mil habitantes.

A rede dispõe de três opções para investir: Patroni Classic, destinado ao público das classes C e D, com investimento de R$ 400 mil; o Patroni Premium, com foco nas classes A e B e investimento de R$ 450 mil; e o modelo compacto, Patroni Expresso, com investimento de R$ 150 mil e foco em locais com alta movimentação de pessoas.

Sigbol Fashion

Há mais de 40 anos no mercado, a marca oferece cursos profissionalizantes na área confecção e moda. Para este ano, o foco de expansão está na cidade de Curitiba. Já para os próximos dois anos, a marca pretende inaugurar 12 unidades no Paraná. Atualmente, a são 18 unidade em operação em São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal.

O investimento inicial é a partir de R$ R$ 79.990 e o retorno acontece de 12 a 20 meses. O faturamento médio mensal é de R$ 41 mil.

Wikimaki

A Wikimaki é uma rede curitibana de comida japonesa que possui cinco unidades, sendo três próprias e duas franquias. A marca está presente no mercado há sete anos. Para esta ano, a previsão é inaugurar cinco novas lojas, com foco nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Só são aceitas cidades com população mínima de 250 mil habitantes.

Ao todo, empresa oferece três opções: a delivery, que realiza apenas entregas; a express, instalada em praças de alimentação de shoppings e que tem uma operação mais enxuta, com atendimento no balcão; e a full, que consiste em um restaurante com sede própria e atendimento nas mesas. O faturamento médio das unidades varia de R$ 140 mil a R$ 350 mil por mês, dependendo do formato da loja. Já o custo para a aquisição é de R$ 35 mil a R$ 50 mil e envolve capacitação, projeto arquitetônico e assessoria de negócios.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/empreender-pme/15-marcas-que-buscam-franqueados-no-parana-cr9a1f9yq0qnfiujdv1tivnoz

VEJA QUAIS FORAM OS ERROS DAS FRANQUIAS QUE FECHARAM EM 2016

Especialistas afirmam que falta de planejamento fez com que as marcas abandonassem o franchising. Redes que permaneceram nesse sistema podem continuar crescendo

  • Larissa Fanes especial para a Gazeta do Povo
Pela primeira vez em mais de 20 anos, o número de franqueadoras caiu. Ao todo, 34 redes pararam de operar nesse modelo | Henry Milleo/Gazeta

Pela primeira vez em mais de 20 anos, o número de franqueadoras caiu. Ao todo, 34 redes pararam de operar nesse modelo Henry Milleo/Gazeta

Aderir a modelos de franquia é uma opção recorrente entre empresários que querem expandir sua marca e aumentar a renda, mas em 2017, essa medida deverá ser tomada com mais cautela e planejamento. A orientação dos especialistas tem como base o balanço divulgado pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), que mostra que em 2016 o número de franquias teve uma queda de 1,1%. Ao todo, 34 redes pararam de operar nesse modelo.

Essa movimentação acontece pela primeira vez em mais de 20 anos. A previsão para 2017 é que mais marcas abandonem esse formato. Nessa diminuição do número de franquias, algumas delas fecharam seus pontos e abandonaram o modelo, outras ainda funcionam nesse sistema, mas não com o mesmo nome. É o caso das redes que foram incorporadas, se fundiram com empresas maiores. Há também aquelas que não conseguiram se manter no cenário de crise e fecharam as portas.

A maior parte dos fechamentos corresponde a empresas que encontraram dificuldade no sistema de franquias. Para Claudia Bittencourt, sócia-fundadora do Grupo Bittencourt (consultoria especializada em franquias), o erro dessas redes está na falta de estratégia. “Elas não fizeram um bom planejamento para avaliar os impactos que o franchising traria para o negócio”. Para ela, itens essenciais na estruturação da rede, como suporte aos franqueados, produção e abastecimento, foram mal planejados e levaram algumas marcas a deixar o franchising.

Outra dificuldade das empresas que saíram do modelo é apontada por Claudio Tieghi, diretor de Inteligência e Mercado da ABF. Para ele, o erro pode estar na seleção de franqueadores sem perfil para o negócio e na falta de resultado para essas pessoas que vão trabalhar com as novas unidades. “O empreendedor tem que organizar o negócio para trazer resultado aos franqueados. Duas coisas são essenciais: planejamento e seleção bem feitos. É um modelo de negócio ganha-ganha. Se apresentar um erro, compromete o resultado”, analisa.

Maturidade

Para os especialistas, a queda no número de franquias tem um aspecto positivo. Eles justificam que as redes que permaneceram nesse sistema estão bem estruturadas e tendem a continuar crescendo. “A tendência é que que as marcas já existentes cresçam em número de franquias. Isso contribui para fortalecer o setor. O mercado está mais exigente, então o empreendedor que escolher o modelo de franquia deve planejar, desenvolver estudos de mercado, escolher sua estratégia. O sistema não permite mais franquear por impulso”, considera Tieghi.

A recomendação é de que o planejamento seja feito a longo prazo e considerando um cenário adverso. Na ABF, a previsão do aumento no número de redes de franquias em 2017 é nula. Bittencourt acredita que outras empresas ainda vão reavaliar seu canal de expansão. “Algumas ainda querem muito mais se capitalizar do que estruturar um sistema sério e se sustentar nele. O correto procurar as franquias para ocupar mercado”, explica.

Balanço

Tieghi lembra que o franchising ganhou muita força no final da década de 80, durante a hiperinflação. Para ele, a situação pode se repetir. “Essa época foi muito exigente e fez com que o mercado se preparasse e se reorganizasse para colher bons frutos nas próximas décadas. É o que a gente tem como grande expectativa”.

Na prévia do balanço de 2016 feito pela ABF, o faturamento do modelo de franquias foi de R$150,7 bilhões. Em 2017, a instituição espera que esse índice tenha um aumento de 7 a 9%. O número de redes franqueadoras diminui de 3.073 em 2015 para 3.039 em 2016. E apesar de não haver expectativas sobre o crescimento desse número, espera-se que a quantidade de unidades aumente 4 a 5%.

Bom desempenho é resultado do cuidado com franqueadores e clientes

Para as redes que tiveram sucesso no franchising, foi essencial montar uma boa estrutura para cuidar dos franqueadores e clientes sem deixar a produção cair em qualidade e quantidade. Para a sócia do Grupo Bittencourt, especializado em franquias, Claudia Bittencourt, essas empresas encontraram parceiros desenvolvidos para fazer o negócio funcionar. Além disso, conseguiram organizar estrutura da empresa para a expansão, como aumento de demanda e melhoria nas operações de logística. “Elas têm pessoas capacitadas para cuidar da rede, processos bem definidos, rede de fornecedores com condições de abastecer a produção, programas de treinamento para qualificar o franqueado”, conta.

A consultora afirma que também é preciso fazer um trabalho preventivo, como consultoria, para evitar erros maiores que levem ao total prejuízo. Segundo Bittencourt, o trabalho no modelo de franquia exige um mais do franqueado, que deve ter atenção a empresa, ao franqueado e ao cliente. “É importante ter foco nas pessoas, ajudar o franqueado a ter um bom produto em suas lojas. Tem que investir em tecnologia para alinhar as unidades, apresentar os dados com tempo de cada parceiro se precaver sobre o que está por vir”.

Fechamento por setor

Em 2016, 34 redes deixaram de operar pelo modelo de franquia. Isso significa que as marcas encerraram as operações ou foram incorporadas por outras empresas.

As 34 redes fechadas ocupavam os segmentos:

Divisão do faturamento por setor

Os dados mais recentes se referem às 3.073 franquias presentes no balanço final de 2015, divulgado em 2016. Os números do ano passado serão divulgados ainda no primeiro trimestre de 2017, segundo a ABF.

Fonte: ABF. Infografia: Gazeta do Povo.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/empreender-pme/veja-quais-foram-os-erros-das-franquias-que-fecharam-em-2016-9kas0dsb7y253znj79pu1uboz

GIGANTE DAS CARNES DESISTE DE COMPRAR FRIGORÍFICO FRISA

A Minerva havia assumido a obrigação de adquirir 99,56% do capital social da Frisa

Marcelo Andrade/Gazeta do PovoAs unidades do Frisa adicionariam ao portfólio da Minerva dois Estados em que não possuía unidade de abate (Espírito Santo e Bahia).

  • Estadão Conteúdo

A Minerva desistiu de comprar a Frisa Frigorífico Rio Doce, negócio anunciado em novembro e já aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sem restrições. Segundo a empresa, que investiria R$ 205 milhões na operação, foi considerado extinto o contrato, “por não terem sido satisfeitas, pelos vendedores, todas as condições precedentes avençadas entre as partes”.

A Minerva havia assumido a obrigação de adquirir 99,56% do capital social da Frisa.

Segundo a Minerva informou no anúncio da aquisição, a Frisa é um dos principais produtores de carne bovina do Brasil, com unidades em Colatina (ES), cuja capacidade de abate é de 500 cabeças/dia; Nanuque (MG), de 800 cabeças/dia; e Teixeira de Freitas (BA), 400 cabeças/dia), além de um Centro de Distribuição e escritório em Niterói (RJ).

As unidades do Frisa adicionariam ao portfólio da Minerva dois Estados em que não possuía unidade de abate (Espírito Santo e Bahia), sendo que algumas unidades são certificadas para exportação, inclusive para os mercados da China e dos Estados Unidos.

“A administração da companhia esclarece que, com a extinção do contrato de compra

e venda, a operação não será implementada neste momento”, afirmou a Minerva, que não deu mais detalhes no fato relevante divulgado nesta terça-feira, 17.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio/pecuaria/gigante-das-carnes-desiste-de-comprar-frigorifico-frisa-3qeibdbzuu70n79pqaalbjbg3