LIVRARIA CULTURA COMPRA A FNAC BRASIL

Valor da transação não foi relevado e inclui as 12 lojas da Fnac no Brasil, mais o e-commerce da marca francesa no país

A Livraria Cultura anunciou nesta quarta-feira (12) que comprou as operações da Fnac Brasil. Isso inclui as 12 lojas que a rede francesa mantinha no Brasil, incluindo uma em Curitiba, no Park Shopping Barigui, e o e-commerce da marca no país. O valor da transação não foi relevado e a transação deve ser concluída nas próximas semanas.

Em nova enviada à imprensa, a Livraria Cultura afirma que a “união entre os dois grupos criará valores e sinergias, compartilhando culturas similares e o comprometimento com a promoção da cultura no Brasil”.

A empresa acrescenta que a aquisição permitirá que a Livraria Cultura “diversifique seus negócios adicionando novas linhas dos produtos e serviços”.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/livraria-cultura-compra-afnac-brasil-8xstyq9a5i2nxfkevofxe9u57

30 MODELOS DE FRANQUIA QUE ACABAM DE CHEGAR AO MERCADO

Redes conhecidas e estreantes lançarão novos formatos na ABF Franchising Expo 2017. Confira alguns desses modelos

Empreendedores em cafeteria: novas redes de franquia chegam ao mercado brasileiro neste mês

São Paulo –  A 27ª edição da ABF Franchising Expo acontece nesta semana na cidade de São Paulo, entre os dias 21 e 24 de junho. O evento, considerado o mais relevante do país no segmento de franquias, é uma boa chance de acompanhar as tendências e analisar oportunidades de negócio.

Muitas franqueadoras aproveitam a reputação da feira para lançarem-se no mercado ou para fazerem a divulgação de novos formatos de franqueamento, atraindo o grande fluxo de visitantes.

EXAME.com elencou 30 modelos que serão divulgados pela primeira vez na ABF Franchising Expo. As informações foram fornecidas pelas próprias marcas franqueadoras.

Lembre-se de que, antes de sair assinando contratos, é importante saber identificar uma boa oportunidade de negócioestudar mais sobre o setor e saber quais são os direitos e deveres do franqueado e do franqueador, por exemplo. Preparação é fundamental para evitar um mau negócio.

Confira, a seguir, formatos de franquia que acabam de chegar ao mercado:

1 – Acesso Saúde: 420 mil reais

A rede Acesso Saúde, de clínicas médicas particulares de baixo custo, vai participar pela primeira vez na ABF Franchising Expo. Lá, lançará duas novas opções de modelos de negócio: Acesso Saúde Express e Acesso Saúde Premium.

Acesso Saúde Express
Investimento inicial: 420 mil reais
Prazo de retorno: 24 meses

Acesso Saúde Premium
Investimento inicial: 600 mil reais
Prazo de retorno: 24 meses

2 – Barela: 8 mil reais

A Barela é uma rede de franquias que comercializa seguros e planos da área de saúde. O modelo de franquias home office começou a ser formatado em 2015 e agora, em 2017, a marca começa sua expansão. Por dentro do assunto: Dona do WordPress leva home office ao extremo 

Investimento inicial: 8 mil reais
Prazo de retorno: 6 a 12 meses

3 – Clinicão: 96,5 mil reais

A Clinicão é uma rede de franquias de serviços veterinários. O negócio começou a franquear ano passado e possui uma unidade operando. A marca irá lançar um novo modelo na ABF Franchising Expo, chamado Consultório Smart.

Consultório Smart 
Investimento inicial: 96,5 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 meses

4 – Croasonho: 370 mil reais

A Croasonho, rede de franquias do ramo de alimentação, começou a franquear em 2009 e já possui 72 unidades funcionando. A marca opera com modelos tradicionais e irá lançar neste ano seu formato Container.

Container
Investimento inicial: 370 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

5 – Cuordicrema: 100 mil reais

A rede de franquias de gelato artesanal Cuordicrema participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo. A marca começou a franquear em 2015 e possui 14 unidades em operação.

Investimento inicial: 100 mil reais
Prazo de retorno: 20 a 24 meses

6 – Das Brot: 75 mil reais

A rede de padarias franqueadas, com produtos importados da Alemanha, participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo. A marca começou a franquear em 2013 e possui seis unidades em operação.

Investimento inicial: 75 mil a 180 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

7 – Delivery Much: 15 mil reais

A Delivery Much, rede franqueadora com um aplicativo de delivery online, começou a franquear em 2015 e possui 120 unidades em operação. É a primeira vez que a marca participa da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 15 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 24 meses

8 – Dermanail: 15 mil reais

A Dermanail é uma franquia de produtos de beleza e tratamento estético para mãos, pés e unhas. A marca nasceu em 2005 e franqueia desde 2015. Com 20 unidades franqueadas já comercializadas, a marca está lançando na ABF Franchising Expo seu modelo home based.

Home Office
Investimento inicial: 15 mil reais
Prazo de retorno: 11 meses

9 – Divino Fogão: 450 mil reais

A rede de alimentação Divino Fogão já possui 190 unidades em operação. Na ABF Franchising Expo, lançará o modelo Divino Fogão Pratos da Fazenda, com opções pré-selecionadas nos pratos.

Investimento inicial: 450 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

10 – Dr. Shape: 180 mil reais

A Dr. Shape é uma rede de franquias do segmento de artigos esportivos e suplementos. A marca possui 62 unidades e participa pela primeira vez na ABF Franchising Expo.

Express
Investimento inicial: 180 mil reais
Prazo de retorno: 18 a 36 meses

11 – English Talk: 17 mil reais

A English Talk, rede de franquias de escolas de inglês, está no mercado desde 2015 e possui seis escolas em operação. Na ABF Franchising Expo deste ano, a marca irá lançar seu modelo Private, que é home based.

Private
Investimento inicial: 17 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 meses

12 – Gênio da Locação: 130 mil reais

A marca Gênio da Locação, de aluguel de pequenos equipamentos para serviços domésticos, começou a franquear no segundo semestre do ano passado. A rede possui 12 unidades em operação.

Investimento inicial: 130 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

13 – Gigatron: 40,5 mil reais

A Gigatron, rede de franquias de serviços de tecnologia, começou a operar em 2012 e conta atualmente com 162 unidades em operação. Na ABF Franchising Expo, a marca irá lançar o novo modelo Certificado Digital: Container.

Container 
Investimento inicial: 40,5 mil reais
Prazo de retorno: 6 a 9 meses

14 – Ice Creamy: 2,5 mil reais

A rede de franquias Ice Creamy, que já trabalha com lojas e quiosques de sorvetes, lançará um novo modelo na ABF Franchising Expo. O novo formato, chamado PDV, permite comercializar os produtos em geladeiras.

PDV
Investimento inicial: 2,5 mil reais
Prazo de retorno: 12 meses

15 – Jin Jin: 200 mil reais

 A rede de culinária asiática Jin Jin irá divulgar seu modelo de quiosque na ABF Franchising Expo. O negócio começou a franquear em 1994 e possui 77 unidades em operação.

Investimento inicial: 200 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

16 – Johnny Rockets: 750 mil reais

A rede de hamburguerias americana Johnny Rockets começou a franquear ano passado no Brasil. A marca possui 12 unidades e participará da ABF Franchising Expo pela primeira vez.

Investimento inicial: 750 mil a 1,2 milhão de reais (não inclui taxa de franquia, de 49 mil dólares)
Prazo de retorno: 30 a 42 meses

17 – Kingdom: 79,6 mil reais

A Kingdom é uma rede de franquias de escolas de inglês. A marca começou a franquear em 2014 e possui 15 unidades operando hoje. É a primeira vez que a franqueadora participa da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 79,6 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 meses

18 – Mapa da Mina: 50 mil reais

A rede de semijoias femininas irá lançar um novo modelo de franquia na ABF Franchising Expo deste ano: o Express, com torres de semijoias para salões de beleza e perfumarias, por exemplo. A marca franqueia desde 2014 e possui 15 unidades em operação.

Investimento inicial: 50 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 meses

19 – Minha Costureira, Meu Sapateiro: 136,5 mil reais

A marca Minha Costureira, Meu Sapateiro entrou para o franchising neste ano. A rede possui sete unidades em operação e participa da ABF Franchising Expo pela primeira vez.

Investimento inicial: 136,5 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

20 – Mr. Black Café Gourmet: 210 mil reais

A Mr. Black Café Gourmet, rede franqueada de cafeterias, começou a franquear no ano de 2012 e possui 12 unidades em operação. É a primeira vez que a marca participa da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 210 a 260 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

21 – MyGloss: 30 mil reais

A MyGloss, rede de franquias de acessórios femininos, franqueia desde 2011. A marca irá lançar na ABF Franchising Expo 2017 uma microfranquia no sistema home based, para venda de acessórios em casa ou porta a porta.

Investimento inicial: 30 mil reais
Prazo de retorno: 3 a 4 meses

22 – Noxii Live Center: 120 mil

A Noxxi Live Center é uma rede de academias focada na família e em pessoas não tão ligadas ao mundo da malhação. A marca possui uma unidade própria e lançará seu primeiro modelo na ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 120 mil reais
Prazo de retorno: 17 a 20 meses

23 – Ooxy Radio Indoor: 25 mil reais

A Ooxy Radio Indoor é uma rede de franquias de marketing sensorial. A marca foi criada em 2016 e começou a franquear neste ano. Hoje, há três unidades em operação.

Investimento inicial: 25 mil reais
Prazo de retorno: 18 meses

24 – Oven Pizza: 350 mil reais

 

A Oven Pizza é uma rede de franquias de pizzas customizadas, com sete unidades em operação. A marca participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo neste ano.

Investimento inicial: 350 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

25 – Rei do Picadinho: 450 mil reais

A Rei do Picadinho é uma rede de franquias do ramo de alimentação, criada em 2014. A marca possui duas unidades e participa pela primeira vez da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 450 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

26 – Sigbol: 80 mil reais

A rede de franquias de roupas Sigbol participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo neste ano. A marca franqueia desde 2011 possui 20 unidades funcionando.

Investimento inicial: 80 mil reais
Prazo de retorno: 20 meses

27 – Spoleto: 495 mil reais

O Spoleto é uma rede de culinária italiana que já franqueia há 20 anos. Este ano, a marca irá lançar um novo modelo de franquia, chamado “Minha Cozinha Italiana”, voltado para a comida fast casual. A marca quer encerrar o ano com 61 restaurantes nesse formato.

Investimento inicial: 495 mil reais
Prazo de retorno: 36 a 40 meses

28 – Urban Motion: 900 mil reais

A Urban Motion, rede de franquias de parques de trampolins, começou a ser comercializada neste ano e possui duas unidades próprias e duas franqueadas.

Investimento inicial: 900 mil reais
Prazo de retorno: 19 meses

29 – Usaflex: 250 mil reais

A Usaflex é uma rede de calçados femininos que participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo. Atualmente, a marca possui 44 unidades franqueadas em operação.

Investimento inicial: 250 mil reais
Prazo de retorno: 24 meses

30 – Vizinhando: 445 mil reais

O Vizinhando é uma rede de franquias com restaurantes que servem comidas típicas em bares. A marca começou a franquear em 2015 e possui 13 unidades em funcionamento. É a primeira vez que o negócio participa da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 445 mil a 780 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/30-modelos-de-franquia-que-acabam-de-chegar-ao-mercado/

 

 

 

VERIZON FINALIZA A COMPRA DO YAHOO POR US$ 4,5 BILHÕES

Ao lado da Aol e de outras propriedades da Verizon, Yahoo ajudará a operadora norte-americana a cumprir a meta de ter dois bilhões de usuários até 2020

 Operadora norte-americana Verizon finalmente teve acesso aos serviços de Internet do Yahoo, o que dará à gigante das telecomunicações acesso a milhões de usuários Ao mesmo tempo, termina a novela do Yahoo, um icônico portal da internet, como negócio autônomo, após inúmeras críticas nos últimos anos.

As empresas fecharam oficialmente o acordo de US$ 4,5 bilhões na terça-feira (13), após terem a aprovação dos acionistas da Yahoo na semana passada. As propriedades do Yahoo, incluindo o Yahoo Esportes e o Finanças, farão parte de uma nova unidade da Verizon, chamada Oath, que abriga marcas como Aol, TechCrunch e Huffington Post. A Oath será supervisionada pelo ex-CEO da Aol, Tim Armstrong, enquanto a CEO da Yahoo, Marissa Mayer, 42, deixará o cargo.

A Verizon – que adquiriu a Aol há dois anos e iniciou um aplicativo de vídeo online – está construindo o que espera que se torne um serviço digital líder que complementa seu negócio principal de ajudar os consumidores a enviar e receber informações em seus dispositivos ou assistir a canais de televisão. Embora o acordo tenha sido anunciado em julho do ano passado, o acordo em si corria o risco de não sair depois que o Yahoo divulgou duas falhas de segurança enormes que expuseram as contas de usuários e ameaçaram sua confiança junto aos clientes. Os casos acabaram por reduzir o valor do negócio em US$ 350 milhões.

“O fim desta transação representa um passo crítico no crescimento da escala global necessária para a nossa empresa de mídia digital”, disse Marni Walden, presidente de mídia e telemática da Verizon, em comunicado.

O que resta do Yahoo após a venda inclui uma participação acionária de aproximadamente 15% no Alibaba Group Holding, da China; cerca de 36% no Yahoo Japan; caixa e títulos de dívida negociáveis; alguns investimentos minoritários; e a Excalibur, que detém alguns ativos de patentes. Essa coleção de ativos do Yahoo será renomeada de Altaba Inc. Thomas McInerney, que permanecerá no conselho, se tornará CEO da Altaba.

Durante uma apresentação no mês passado, Armstrong, que se juntou à Verizon com a compra da Aol, disse que a empresa terá cerca de 1,3 bilhão de clientes. Ele buscou posicionar a nova entidade como uma alternativa aos gigantes do consumo online, nominalmente o Google (da Alphabet) e o Facebook. A Verizon gastou mais de US$ 9 bilhões nos ativos combinados, incluindo a Aol.

Ainda assim, cortes serão feitos. Espera-se que os negócios combinados cortem cerca de 2100 empregos com o fechamento da aquisição, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto. Os cortes – cerca de 15% da força de trabalho combinada – serão principalmente para trabalhos duplicados, de modo que as posições de engenharia são menos propensas a serem afetadas, disse a pessoa.

“Estamos construindo o futuro das marcas usando tecnologia poderosa, conteúdo confiável e dados diferenciados”, afirmou Armstrong na declaração.

Para o Yahoo, o movimento acaba com a existência dele, um pioneiro da web, como uma empresa independente depois de ajudar a introduzir uma geração de usuários à Internet a partir dos anos 1990. Seu sucesso passou a ser pressionado com a ascensão do Google e de outras empresas com foco na web que atraíram consumidores em todo o mundo – e os dólares publicitários que vieram com eles.

“Foi, sem dúvida, um longo caminho até chegarmos a este momento que marca o fim de uma era para o Yahoo, bem como o início de um novo capítulo – é um momento emocionante para todos nós”, escreveu Mayer em seu blog. “Dadas as mudanças inerentes ao meu papel, deixarei a empresa.”

A era Mayer

Mayer chegou em julho de 2012, vinda do Google, com bastante badalação como a mais recente em uma série de líderes e em meio a expectativas de que ela poderia provocar uma reviravolta. Ela levou o Yahoo a ter mais serviços móveis, iniciou outros baseados em conteúdo de vídeo e tentou atrair talentos para a casa. Mas isso nunca se traduziu em crescimento de vendas relevantes – e, no início do ano passado, a empresa começou a considerar ofertas que levaram ao acordo com a Verizon.

Mayer foi a quarta executiva mais bem paga dos EUA, em 2016, com US$ 32,8 milhões pelo ano em que orquestrou a venda da empresa à Verizon. O conselho reteve seu bônus de 2016 depois de ter sido revelado que falhas no Yahoo expuseram informações pessoais de milhões de usuários.

Para Stephen Beck, fundador e sócio-gerente da consultoria de gerenciamento cg42, “embora Marissa certamente tenha cometido alguns erros, os problemas do Yahoo existiam antes dela assumir o controle.”

O acordo com a Verizon deveria ter sido concluído no primeiro trimestre. No entanto, em janeiro, a empresa atrasou o fechamento para atender a certas condições após a admissão das falhas de privacidade.

Agora, o Yahoo – que competiu com a Aol no passado – faz parte de uma empresa de telecomunicações. Juntos, Armstrong quer atingir dois bilhões de usuários até 2020.

Uma área-chave para as empresas combinadas é o serviço de vídeo que pode ajudar a atrair usuários em celulares e tablets que usam a rede da Verizon. No passado, o Yahoo ofereceu programas de esportes, notícias e comédia para atrair mais espectadores. Não se sabe se essa estratégia tem potencial para ser bem sucedida.

“A Verizon está tentando trazer a função para a disfuncionalidade do Yahoo e da Aol”, disse Peter Csathy, fundador da Creatv Media, uma empresa de consultoria e investimentos em negócios focados em mídia digital. “Todos esperam que a soma seja maior que a totalidade de suas partes individuais.”

NATURA COMPRA BODY SHOP DA L´OREAL POR € 1 BILHÃO

Companhia terá um faturamento consolidado de R$ 11,5 bilhões e presença em 70 países. Negócio passará pelo conselho da L´Oreal e órgãos de concorrência

 

Natura deu hoje um grande passo para cravar definitivamente sua presença no mercado internacional. A fabricante de cosméticos brasileira anunciou hoje a compra da rede de lojas The Body Shop, da francesa L’Oréal, por 1 bilhão de euros.

A proposta foi entregue ao conselho de administração da empresa ontem e ainda está sujeita à consulta ao seu Conselho de Colaboradores e à aprovação de autoridades concorrenciais, o que deve acorrer ainda este ano.

Com o negócio, a Natura deverá atingir números grandiosos: o faturamento salta para 11,5 bilhões de reais, contará com 17.000 funcionários, 3.200 lojas e um portfólio de mais de 2.000 produtos – além das 1,8 milhão de consultoras independentes que já possui.

A marca The Body Shop seguirá atuando de forma independente nos 70 países onde atua. No Brasil a rede possui 133 lojas.

Em teleconferência com jornalistas nesta manhã, o presidente da empresa João Paulo Ferreira explicou que a relação das duas empresas acontece desde 2001.

“Mas para este negócio, fomos procurados pela L´Oreal no início do ano”, disse.

O pagamento do negócio será feito por meio de capital de terceiros, em uma estrutura financeira já traçada para quando a conclusão acontecer.

“A dívida será bem estruturada, com parte dos recursos tirados do caixa, parte alavancada em reais e dinheiro internacional, buscando reduzir o custo de capital e manter a geração de caixa da empresa”, afirmou José Roberto Lettiere, vice-presidente de Relações com Investidores da Natura.

Caminhos cruzados

A companhia foi fundada em 1969 em São Paulo por Luiz Seabra, ainda hoje seu maior acionista e se transformou na maior fabricante brasileira de cosméticos calcada em imagens e iniciativas de sustentabilidade empresarial.

A rede inglesa The Body Shop foi criada poucos anos depois, em 1976, e uma das primeiras do mundo a decretar o fim do teste de produtos em animais. Anos depois, em 2006, foi comprada pelo grupo francês L’Oréal, maior empresa de cosmética do mundo.

O encontro das duas ocorre em um momento em que a Natura repensa o negócio, com a diversificação dos canais de vendas e também o plano para o avanço da marca fora do país. Ao mesmo tempo, a rede inglesa precisa da renovação da marca para voltar a crescer, em especial em países de maior potencial de crescimento do setor, como o Brasil, dominado pela Natura. Os fluxos da internacionalização: Veja com o Mundo Corporativo por que a conexão é o grande motor da nova globalização Patrocinado 

Em 2016, as vendas da The Body Shop foram 4,8% menores em 2016 e fecharam em 920,8 milhões de euros.

“Natura e The Body Shop sempre percorreram caminhos paralelos que hoje se encontram. A complementariedade da presença internacional, o uso da biodiversidade, a ética na gestão, o relacionamento justo com as comunidades e o uso intenso da inovação são dimensões dessa jornada que se inicia”, afirma Guilherme Leal, co-presidente do conselho de administração da Natura por comunicado.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/natura-compra-body-shop-da-loreal-por-e-1-bilhao/

DONO DA CYRELA CRITICA LEGISLAÇÃO IMOBILIÁRIA E BUSCA CRESCIMENTO NA ÁREA DE SAÚDE

Através do seu fundo familiar, o Abaporu, Elie Horn adquiriu 65% de um hospital inovador em Campinas, interior de São Paulo

Diante das incertezas do abatido mercado imobiliário, um dos principais empresários do setor no País aposta em um segmento cujos resultados têm sido mais estáveis nesses anos de crise. Após ter assinado ontem a compra de um hospital, o fundador da Cyrela, Elie Horn, prepara-se para expandir a atuação na área de saúde por meio de seu fundo familiar, o Abaporu.

A ideia, disse ele ao Estado, é adquirir pelo menos mais um hospital ainda neste ano – em parceria com a gestora Bozano Investimentos. O Abaporu concluiu ontem a compra de cerca de 65% do capital do Hospital Vera Cruz, em Campinas (SP) – e vai investir em clínicas e “hospitais de retaguarda”.

Esse tipo de hospital, ainda raro no Brasil, é um modelo intermediário entre o hospital tradicional e a moradia para idosos. É um empreendimento para pacientes que não precisam ficar internados, mas necessitam de atendimento de profissionais, como nutricionistas e enfermeiros.

O projeto do fundo Abaporu e da Bozano inclui aportes em praticamente todos os segmentos de prestação de serviço de saúde, com exceção de laboratórios, área considerada pelos investidores com forte concorrência. Tanto aquisições quanto construções de empreendimentos novos estão no radar de Horn. “Estamos no começo. Por enquanto, estamos de portas abertas (a novos projetos). Se você tiver alguma coisa para oferecer, agradecemos.”

Sem revelar quanto desembolsou pelo negócio, Horn afirmou que, em dez anos, o Abaporu deverá ter uma receita de “centenas de milhões” de reais. O primeiro hospital adquirido pelo fundo tem receita anual em torno de R$ 300 milhões e lucro de cerca de R$ 15 milhões.

Resiliência

Com a aposta em saúde, Horn entra em um setor cuja rentabilidade é maior que a do setor imobiliário. O faturamento bruto dos 80 associados à Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) alcançou R$ 28,3 bilhões em 2016, valor 24,7% superior ao de 2015 – quando havia 72 associados.

Ainda no ano passado, a receita líquida por paciente-dia desses hospitais subiu 18,1%. Enquanto isso, o PIB da construção caiu 5,2%. “Vai haver crescimento (na saúde) porque o País precisa de planos de saúde, de mais camas hospitalares e mais médicos. Achamos que (a área) tem muito futuro”, disse Horn.

O presidente da Anahp, Francisco Balestrin, lembra que investidores têm buscado o setor por ser mais resiliente. “O desemprego afeta menos. O que sofre mais são os prontos-socorros, mas a taxa de ocupação dos hospitais se mantém.”

Além da intenção de investir em um segmento mais resistente a crises, Horn diz ter optado pela área de saúde por depender menos de decisões do governo. O empresário se refere à definição de uma nova regulamentação dos distratos (cancelamentos de compra de imóveis).

O mercado imobiliário aguarda a tramitação de um projeto de lei que regulamente essas devoluções de imóveis que ajudaram a devastar o setor nos últimos anos – hoje, entre 60% e 90% do valor pago pelo consumidor precisa ser devolvido em caso de desistência do negócio.

“O setor tem o distrato, que é uma desgraça, uma porcaria total. Se o governo não resolver essa questão, a situação vai piorar”, destacou. A Cyrela registrou R$ 6 bilhões em distratos nos últimos quatro anos, sendo R$ 2,8 bilhões apenas em 2016.

País

Diante da crise econômica e política brasileira, Horn disse continuar otimista. “Não há mal que não venha para o bem.” O empresário acrescenta que a delação da JBS fez com que os negócios ficassem mais parados do que já estavam. “Tudo isso atrasa o processo de recuperação, infelizmente, não tem jeito.” Para ele, porém, o cenário deve melhorar e as empresas precisam ter fôlego para atravessar esse período mais difícil.

Sobre as reformas previdenciária e trabalhista, Horn destacou que, o quanto antes elas forem aprovadas pelo Congresso, melhor será para o Brasil. “As reformas são essenciais ao País. Não é normal que a gente esteja vivendo numa época de outro século com um País que poderia ser moderno e dar pleno emprego à sua população. As reformas resolvem o emprego, a situação econômica, (os entraves do) País e combatem a pobreza”, destacou.

O fundador da Cyrela defendeu ainda que o governo trabalhe para que o Brasil seja mais aberto economicamente. “Enquanto não formos abertos e modernos, o País vai sofrer.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/dono-da-cyrela-critica-legislacao-imobiliaria-e-busca-crescimento-na-area-de-saude-80x4gwwqez86w58d2lnjboka5

AS DEZ MAIORES EMPRESAS DE VENDA DIRETA DO MUNDO

Natura é a única empresa brasileira presente no top 10 da lista organizada pela revista Direct Selling News

 

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O portal Direct Selling News fez um levantamento das maiores empresas de venda direta do mundo, com base na receita acumulada ao longo de 2016. A americana Amway, que comercializa produtos de beleza e saúde, ficou na primeira colocação ao atingir em 2016 um receita de US$ 8,8 bilhões. É a quinta vez consecutiva que a rede aparece na liderança.

O ranking é dominado por redes americanas. Das cinco primeiras colocadas, somente a Vorwerk, de aparelhos para cozinha, não tem sede nos Estados Unidos, já que ela é uma rede alemã de vendas diretas. Amway, Avon, Herbalife e Mary Kay nasceram todas nos Estados Unidos.

A única brasileira na lista é a Natura, que vende cosméticos, perfumes, maquiagens e itens de cuidado pessoal. A rede teve uma receita de US$ 2,26 bilhões no ano passado e ficou na 9ª colocação entre as maiores companhias de venda direta do mundo.

Confira, abaixo, as dez maiores empresas de venda direta do mundo, segundo levantamento do portal DSN:

Imagem Natura

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/as-dez-maiores-empresas-de-venda-direta-do-mundo-49znjl2ndpi4tguf8k0dwm6xv

O FANTASMA DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Por Luciana Kishino de Souza

Sócia de BECKER DIREITO EMPRESARIAL

 

O Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações demonstrou que em 2016, foram requeridos 1.863 pedidos de recuperações judiciais, 44,8% a mais do que o registrado em 2015, enquanto que em 2017, o primeiro quadrimestre já aponta uma redução neste número (de 571 até abril de 2016 e 398 até abril de 2017), mas ainda um número elevado que demonstra o grau das dificuldades financeiras que vem sendo enfrentadas pelas empresas.

Contudo, em que pese o número elevado de Recuperações Judiciais, as empresas ainda têm dificuldade em reconhecer que a Recuperação Judicial pode ser uma alternativa viável para sair da crise.

Os empresários avaliam a Recuperação Judicial como sendo a declaração de insucesso de sua gestão, ignorando o quadro recessivo da economia brasileira, que prejudicou a geração de caixa das empresas e tornou o crédito cada vez mais caro e escasso, e este olhar repressivo e pessimista deve ser desmistificado para que a sua recuperação seja possibilitada.

Fato é que a deterioração da saúde financeira das empresas brasileiras hoje tem um grande vilão, a CRISE, e a dificuldade de lidar com a atual fase econômica do país não é sinônimo de má gestão.

Frente a esta realidade, a Recuperação Judicial deve ser vista como um remédio legal para auxiliar no restabelecimento das empresas, já que oportuniza aos empresários a obtenção de um “fôlego” para possibilitar sua reestruturação, em especial na área financeira.

Ao contrário da antiga Concordata, que tinha como principal premissa a constituição de moratória legal à empresa em dificuldade, a Recuperação Judicial é uma ferramenta que visa a correção dos rumos da empresa, seja com a reestruturação da sua gestão, da sua operação ou até mesmo do seu mercado, por exemplo.

A Recuperação Judicial não poder ser vista como a última alternativa das empresas brasileiras, sob pena de tornar-se medida ineficaz, isto é, não pode o empresário socorrer-se desta medida apenas quando estiver esgotado todas as suas linhas de negociação, uma vez que as relações comerciais são essenciais para o êxito do processo, e por isso a necessidade de tentar mantê-las saudáveis.

Existe, inclusive, um índice do Serasa que estabelece que das Recuperações Judiciais que têm o seu processamento deferido, apenas (23 %) são exitosas, e tal percentual é baixo justamente pelo fato de ser a última alternativa tomada pelas empresas, em virtude do preconceito que gira em torno da ferramenta com relação ao mercado.

As empresas não podem permitir que os credores tomem conta de sua operação e que a sua rotina a impeça de olhar para a crise e reagir, sob pena de se depararem em um cenário irreversível.

Portanto, caso a empresa tenha condições reais de recuperação, é interessante conhecer as alternativas oferecidas pela legislação brasileira (Lei 11.101/2005) e, com o auxílio de bons profissionais, vencer a turbulência econômica e reestabelecer a confiança junto aos seus clientes e fornecedores.

MUFFATO CRESCE E VIRA A QUINTA MAIOR REDE DE SUPERMERCADOS DO PAÍS

Empresa paranaense viu seu faturamento aumentar em 24% ao longo do ano de 2016 e ganhou uma posição no ranking da Abras

Depois de se consolidar como a maior rede de supermercados do Paraná, o Muffato entrou para a lista dos cinco maiores grupos do setor de varejo alimentício do país. A empresa paranaense é a quinta maior rede de supermercados do Brasil, atrás somente de Carrefour, Grupo Pão de Açúcar (GPA), Walmart e o grupo chileno Cencosud. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
A posição foi alcançada após o grupo paranaense aumentar em 24% o seu faturamento bruto em 2016. O valor saltou de R$ 4,09 bilhões em 2015 para R$ 5,07 bilhões no ano passado. Com isso, o Muffato saiu da sexta colocação – posição que ocupou nos rankings divulgados em 2016 e 2015 – para o quinto lugar. Já o Grupo Zaffari, do Rio Grande do Sul, caiu da quinta para a sexta posição.

O crescimento do Muffato é explicado pelos recentes investimentos feitos pela rede em todo o estado. A empresa investiu na reforma das unidades mais antigas e na abertura de novas lojas, principalmente da bandeira Max Atacadista . O segmento de atacarejo, que mistura o conceito de mercado convencional com o de atacado, é uma das grandes apostas do grupo para continuar crescendo.
Em Curitiba, por exemplo, a rede abriu duas novas lojas no formato de acatarejo em 2016, sob a bandeira Max Atacadista. A primeira delas, no Bairro Alto, teve investimento de R$ 30 milhões. Já a segunda loja, aberta no final de 2016, fica no bairro Campo Comprido e custou R$ 35 milhões. Ao todo, incluindo os supermercados, o grupo possui mais de 50 lojas espalhadas em 17 cidades do Paraná e interior de São Paulo.
Demais redes paranaenses

O Muffato foi a rede paranaense mais bem locada no ranking da Abras. Depois, aparece a Companhia Sulamericana de Distribuição, dona da bandeira Cidade Canção, de Maringá. A empresa do interior do estado subiu quatro posições ao terminar a pesquisa deste ano na 17.ª colocação. O faturamento do grupo saltou de R$ 1,71 bilhão para R$ 1,98 bilhão, um aumento de 16%.

O Condor, que tradicionalmente participava do levantamento da Abras, optou por não participar neste ano. Em 2016, a empresa tinha ficado na nona colocação, após faturar R$ 3,81 bilhões em 2015. O grupo é o segundo maior do estado, atrás somente do Muffato.

Disputa nacional

E não foi somente o Muffato que ganhou posição no ranking da Abras. O Carrefour registrou um faturamento de R$ 49,1 bilhões em 2016 e se tornou a maior rede de supermercados em atuação no Brasil. O Grupo Pão de Açúcar, que no ano passado tinha sido líder, caiu para a segunda colocação ao registrar uma faturamento de R$ 44,9 bilhões. Já o Walmart se manteve na terceira posição, com R$ 29,4 bilhões de receita bruta.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/muffato-cresce-e-vira-a-quinta-maior-rede-de-supermercados-do-pais-c15u3wtr0pclun5by5t6hlj50

Bacen – novas normas para o Registro Declaratório Eletrônico de capitais estrangeiros

Passou a vigorar a partir de 30 de janeiro de 2017 as novas disposições sobre o capital estrangeiro no País e sobre o capital brasileiro no exterior, no âmbito do Banco Central do Brasil, conforme a Circular nº 3.822, de 20 de janeiro de 2017 e a Circular nº3.814, de 7 de dezembro de 2016, que alteram a Circular nº 3.689, de 16 de dezembro de 2013.

As alterações principais, no que se refere aos registos das Demonstrações Financeiras e Quadros Societários, resumem-se nas novas datas e marcos:

1. Atualização das informações referentes aos valores do patrimônio líquido e do capital social integralizado da empresa receptora, bem como do capital integralizado de cada investidor estrangeiro que conste no registro (atualização do quadro societário), sendo que o valor total do capital social integralizado na empresa receptora de cada investidor dever ser atualizado discriminando a base legal de cada informação registrada. A atualização deve ser efetuada conforme segue:

a. em 30 dias, contados da data da ocorrência do evento que altere a participação societária do investidor estrangeiro, independente do porte da empresa;
b. empresas com ativo ou patrimônio líquido inferior a R$ 250 milhões:
i. anualmente, até 31 de março:
• atualizar as Declarações Econômico-financeiras, referente a data-base de 31 de dezembro do ano anterior;
• atualizar o quadro societário, referente a data-base de 31 de dezembro do ano anterior;
c. empresas com ativo ou patrimônio líquido igual ou superior a R$ 250 milhões devem prestar 4 (quatro) declarações econômico-financeiras ao ano (bem como atualizar o quadro societário), observando o seguinte calendário:
• Até 31/03 – referente a data-base de 31/12 do ano anterior;
• Até 31/06 – referente a data-base de 31/03;
• Até 30/09 – referente a data-base de 30/06;
• Até 31/12 – referente a data-base de 30/09;

Para controladoras de grupo econômico, as informações da DEF devem ter como referência a empresa receptora, individualmente, e não o consolidado do grupo.

Para o caso das empresas com PL ou ativos inferiores a R$ 250 milhões, não obstante o alerta dentro do Sisbacen e orientação pelo help desk do Banco Central indicarem que somente a atualização anual do quadro societário seja obrigatória, nossa recomendação é que também as DF´s sejam atualizadas nesta data de 31 de março.

COM A AQUISIÇÃO DA KIRIN, BRASIL SERÁ MAIOR MERCADO DA HEINEKEN NO MUNDO

Companhia vai herdar 12 novas fábricas e 10 mil funcionários da dona da marca Schin

A aquisição dos ativos da Kirin – dona da marca Schin – fará do Brasil a maior operação individual global da holandesa Heineken, passando o México, que ocupava o posto desde a compra dos ativos de cerveja da Femsa, em 2010. Após sete anos no país, o grupo vai dobrar sua participação de mercado nacional de cervejarias, mas, em termos industriais, o salto será maior: serão 12 novas fábricas (hoje são cinco) e 10 mil funcionários (além dos 2 mil atuais).

ENTREVISTA: confira depoimentos do presidente da Heineken Brasil, Didier Debrosse

O aumento da operação no Brasil acompanha a tendência dos últimos dez anos, período em que a América Latina foi a região que mais cresceu dentro da empresa. A Heineken deixou de ser uma empresa essencialmente europeia para assumir uma característica mais global. Foi um movimento capitaneado pelo presidente global, Jean-François van Boxmeer. Diante do sinal verde do chefe mundial, a empresa fez grandes aquisições que mudaram sua posição, em especial em importantes mercados emergentes.

Na América Latina, o movimento mais importante foi a compra dos negócios de cerveja da Femsa, em 2009, por cerca de US$ 5,5 bilhões. Embora a maior parte dos ativos estivesse localizada no México, a aquisição foi a “ponte” para a entrada da companhia no mercado brasileiro, onde herdou a marca Kaiser, na época a terceira colocada do setor no País, e também as suas fábricas.

Com os ativos da Femsa nas mãos, a empresa viu o México se tornar o seu maior mercado individual global – posição que agora vai passar a ser do Brasil, após a aprovação da aquisição da Brasil Kirin, por R$ 2,2 bilhões, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Entre 2009 e 2015, de acordo com a consultoria Euromonitor, a participação latino-americana nas vendas globais da Heineken subiu de mero 1% para 23%. Agora, ao mais do que triplicar sua presença industrial no Brasil, com a compra das 12 fábricas da antiga Schincariol, a Heineken deverá ampliar ainda mais essa posição.

“Entre 2009 e 2015, a Heineken transformou seu perfil geográfico”, explica a analista de pesquisa da Euromonitor, Anna Ward. Ela lembra que o continente europeu representava 73% do volume global de bebidas alcoólicas da Heineken no fim da década passada. Seis anos depois, essa relação havia caído para 48%. “No que pese o fato de a Europa Ocidental ainda ser o maior mercado regional para a Heineken, agora ela representa apenas 28% do volume total da companhia.”

Disputa

Esse empenho da Heineken em se tornar uma empresa mais global está relacionada ao forte movimento de suas concorrentes. Agora, AB InBev e SAB Miller aguardam aprovação para a união de seus negócios globais em um acordo de mais de US$ 100 bilhões. Com a concretização do negócio, a nova cervejaria terá 31% do setor no mundo, contra pouco mais de 9% da holandesa.

No Brasil, apesar de o movimento de aquisição dos ativos da Kirin ter dobrado a fatia de mercado da companhia para quase 18%, o caminho da Heineken ladeira acima também será duro. Mesmo com a entrada de novos rivais no setor nos últimos anos – como o grupo brasileiro Petrópolis, dono da Itaipava, e a própria Heineken -, a Ambev (parte da AB InBev) continuou como a líder isolada em cervejas, exibido um domínio de mercado que varia entre 65% e 70%.

“O Brasil não é para iniciantes”, diz presidente da Heineken Brasil

O Brasil será a maior operação individual global da holandesa Heineken, com 12 novas fábricas e 10 mil funcionários, além dos 2 mil atuais. Para comportar essa nova estrutura, o grupo passará por mudanças em produção, distribuição e marketing. Confira abaixo os principais trechos da entrevista com o presidente da Heineken Brasil, Didier Debrosse:

Como a compra se encaixa na estratégia global da Heineken?

Tornar a Heineken mais global foi uma iniciativa de Jean-François van Boxmeer (presidente global da empresa). Fizemos aquisições importantes na Ásia e compramos a Femsa, que tornou o México nosso maior mercado global, posição que passará agora para o Brasil (após a finalização do negócio com a Brasil Kirin).

A experiência adquirida no Brasil ajudou nessa aquisição?

O Brasil não é para iniciantes, especialmente quando o estrangeiro olha o ambiente de negócios aqui, que inclui burocracia e preocupações com a carga tributária e o sistema legal. Mas sentimos que agora conhecemos o país. Cremos ter condições de crescer e de nos arriscarmos mais por aqui. Aceitamos esse cenário volátil.

Como as marcas da Kirin serão ‘digeridas’ pela Heineken?

Temos um bom portfólio no Brasil, mas podemos crescer em várias regiões. A Kirin é complementar. No segmento de entrada, a Schin é forte no Nordeste, onde temos pouco alcance. Vamos trabalhar as regiões, para a Schin não se sobrepor à Kaiser e à Bavária, fortes no Sul e em São Paulo. A Schin pode ajudar também a Amstel, que tem preço um pouco mais alto, a crescer no Nordeste. A Heineken é forte no segmento premium, o que pode auxiliar as artesanais BadenBaden e Eisenbahn.

Qual é a importância das novas fábricas para a Heineken?

Elas são essenciais. No setor de cervejas, a posição industrial é importante, pois estar mais perto do cliente significa menores custos com logística – e isso é especialmente importante no Brasil. Além disso, estaremos presentes em mais estados que oferecem incentivos tributários.

Qual é a situação das fábricas da Brasil Kirin?

A Schincariol investiu muito nas fábricas, e a Kirin fez um bom trabalho. Teremos, claro, de fazer investimentos. Mas adquirimos boas indústrias, melhores do que as que compramos da Kaiser (em 2010, no ‘pacote’ da Femsa).

O que acontecerá com a área de água e refrigerantes da Kirin?

Ainda não há decisão tomada, podemos manter ou vender. Não se encaixa na estratégia global. Mas nos traz mais escala no Brasil.

E como ficam os distribuidores da Kirin frente ao acordo da Heineken com a Coca-Cola?

Não há decisão. Temos as duas opções. Mas, como somos agora muito maiores no Brasil, vamos escolher a melhor opção pensando no longo prazo.

A Heineken vai entrar com um posicionamento agressivo de preços para ganhar mais mercado?

É muito cedo para dizer. Já estamos bem grandes, comprando um ativo enorme. E não é segredo para ninguém que, apesar de tudo, esse novo negócio precisa de reestruturação.

As novas fábricas vão produzir Amstel e Heineken?

Sim, mas o caso da Amstel é mais simples. O caso da Heineken é complicado, porque o processo produtivo exige muitos testes.

Dá para introduzir mais marcas estrangeiras no curto prazo?

Temos de digerir essa aquisição antes. São 12 fábricas e 10 mil funcionários. Precisamos de uma pequena pausa.

Como enfrentar a queda do mercado de cerveja no país?

A situação atual é complicada, o mercado caiu um pouco em 2015 e 2016. Mas o Brasil ainda é “verde”, com boa chance de expansão no Nordeste, onde o consumo per capita é baixo. E o segmento premium ainda tem uma fatia muito menor do que no resto do mundo. É uma oportunidade para nós.

FONTE:http://www.gazetadopovo.com.br/economia/com-a-aquisicao-da-kirin-brasil-sera-maior-mercado-da-heineken-no-mundo-91ico2god168goqhf16jhu80l