MADERO INVESTIRÁ R$ 120 MILHÕES PARA CONSTRUIR NOVAS FÁBRICAS EM PONTA GROSSA

Empresa vai ampliar o seu parque fabril para dar suporte à rede de restaurantes que deve encerrar o ano com 120 lojas

Cozinha do Madero, rede paranaense de restaurantes que quer encerrar o ano com 120 unidades Jonathan Campos – Gazeta do Povo

 

Para dar suporte ao crescimento da sua rede de restaurantes, o Madero vai investir R$ 120 milhões para construir novas fábricas e um novo centro de distribuição em Ponta Grossa, região dos Campos Gerais do Paraná. As unidades serão erguidas no mesmo terreno em que está a fábrica de hambúrgueres e carnes da empresa e serão entregues entre este e o próximo ano. O investimento prepara a rede paranaense para atender a demanda de até 350 restaurantes. A companhia tem, atualmente, 102 unidades em funcionamento.

Uma parte do novo pacote de investimentos do Madero está sendo aplicada neste ano. A empresa está investindo R$ 40 milhões para construir uma nova fábrica de molhos e sobremesas e um novo depósito para funcionar como Centro de Distribuição. A rede já tinha essas unidades, mas elas funcionavam de maneira improvisada em um espaço dividido com a fábrica de hambúrgueres e outras carnes. Agora, ganharão um espaço exclusivo e maquinário mais moderno. As obras devem ser concluídas até o fim de outubro.

A segunda etapa do plano de expansão acontecerá em 2018. No ano que vem, o Madero vai construir uma fábrica automatizada de pães. A unidade terá máquinas capazes de fazer pão sem variação de temperatura e contará, ainda, como câmera robotizada para congelamento dos pães. O investimento será de R$ 80 milhões e a fábrica deverá ser entregue até o fim do próximo ano.

Com os investimentos, o Madero passará da atual fábrica que tem hoje em Ponta Grossa para uma planta industrial com três unidades fabris e um centro de distribuição, tudo distribuído em um terreno de 81 mil metros quadrados. Segundo o fundador e presidente da rede de restaurantes, Junior Durski, essa expansão vai deixar o Madero pronto para atender a demanda de até 350 restaurantes.

O investimento está sendo custeado pelo próprio Madero, através de uma emissão de debêntures, ou seja, um título de dívida para custear o seu desenvolvimento. O título, no valor de R$ 140 milhões, foi comprado pela gestora de investimentos HSI, de São Paulo, sem a contrapartida de participação na empresa. O Madero terá carência de dois anos para começar a pagar a dívida.

40 novos restaurantes

A expansão do parque fabril foi motivada para atender o crescimento da rede de restaurantes Madero. A empresa vai inaugurar neste ano 40 novas lojas, sendo 16 em shoppings centers e 24 no formato contêiner, normalmente instalados em rodovias. Grande parte das aberturas será em São Paulo e Rio de Janeiro, ambos capitais.

Das 40 unidades previstas, 22 novos restaurantes já foram abertos entre janeiro e agosto deste ano. Com as inaugurações, o Madero deve encerrar com 120 unidades em funcionamento, um crescimento de 50% em relação ao fim do ano anterior.

Nova hamburgueria Jerônimo

A rede vai lançar, ainda, uma nova hamburgueria, chamada de Jerônimo. O novo restaurante terá como público-alvo a geração milênio, ou seja, pessoas nascidas entre 1980 e 1995. O principal produto será sanduíche de hambúrguer e o preço será mais barato do que no Madero. O atendimento também será mais rápido.

A primeira unidade será inaugurada em setembro, no Shopping Estação, em Curitiba. Outras duas deverão ser abertas até o fim do ano, em lugares ainda não revelados. As fábricas em Ponta Grosa serão responsáveis por abastecer a nova hamburgueria.

Verticalização foi chave para o crescimento

O crescimento do Madero está atrelado, em grande parte, à estratégia de verticalização implantada pela empresa a partir de 2015. Na época, a companhia inaugurou a sua fábrica de hambúrgueres e outros produtos em Ponta Grossa, com o objetivo de ter total controle sobre os custos e a qualidade dos produtos.

Dois anos mais tarde, Junior Durski avalia que a estratégia foi bem sucedida. Grande parte dos produtos servidos nos restaurantes da rede Madero é feita na fábrica em Ponta Grossa, o que garantiu à empresa controle sobre o processo de qualidade e redução de custos, já que controla a própria fabricação, feita em escala industrial, e não precisa comprar de terceiros.

A empresa verticalizou até a logística dos produtos. O Madero tem uma frota própria de 24 caminhões que saem de Ponta Grossa para abastecer todos os restaurantes da rede. Durski afirma que ter sua própria frota de frete sai 50% mais barato do que se fosse contratar um serviço terceirizado.

Crescimento do faturamento

Com novos restaurantes sendo inaugurados a cada ano e com processos próprios de produção e logística, o faturamento do Madero não para de crescer. No primeiro semestre deste ano, a empresa faturou R$ 314 milhões, valor 62% acima do registrado no mesmo período de 2016. A expectativa é encerrar o ano de 2017 batendo a marca de R$ 740 milhões em faturamento, objetivo que foi estipulado no início do ano.

Junior Durski afirma que a decisão de investir durante à crise — tanto na fábrica quanto na abertura de novos restaurantes — fez o consumidor escolher o Madero e, consequentemtente, a empresa crescer.

“Quando estava começando a crise, decidimos que não iríamos participar dela. Decidimos oferecer mais qualidade, aumentar o tamanho dos produtos e praticamente não subir o preço. Isso porque, durante a crise, a pessoa não pode errar na escolha do restaurante”, afirma Durski. “E o cliente escolheu o Madero”, completa o chef.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/madero-investira-r-120-milhoes-para-construir-novas-fabricas-em-ponta-grossa-0n92zc7c989a94c37nr2hqv4k

VALOR DE MERCADO DO MAGAZINE LUIZA CRESCE MAIS DE 30 VEZES E CHEGA A R$ 13,2 BILHÕES

Valorização recorde foi alcançada durante a gestão de Frederico Trajano, filho de Luiza Trajano

Quando assumiu a presidência do Magazine Luiza no início do ano passado, Frederico Trajano sabia das dificuldades que viriam pela frente. Filho da empresária Luiza Trajano, uma das fundadoras da companhia, Frederico chegou ao comando do negócio em um momento delicado: o país passava por uma das maiores recessões de sua história e os resultados da varejista e de todo o setor não eram dos melhores.

Com altas dívidas, o valor de mercado da companhia tinha chegado ao fundo do poço, abaixo de R$ 200 milhões, em novembro de 2015. A consultoria Galeazzi, especializada em reestruturação de empresas, estava em meio a um processo de enxugamento de custos para tornar a empresa mais eficiente e prepará-la para enfrentar a turbulenta crise econômica e política.

Hoje, embora a economia brasileira ainda ensaie uma retomada, os resultados do Magazine Luiza são completamente diferentes. O valor de mercado da companhia fechou em R$ 13,2 bilhões na segunda-feira (4), contra R$ 392 milhões no início de janeiro de 2016, quando Frederico assumiu.

O valor atual de mercado da Magazine Luiza é 61% maior que o da sua principal rival, a Via Varejo, avaliada em R$ 8,2 bilhões. O endividamento da companhia caiu de R$ 854 milhões em junho do ano passado para R$ 268 milhões no segundo trimestre deste ano e as perspectivas do mercado sobre o futuro da rede são otimistas, com bancos recomendando a compra de ações da varejista.

“O mercado via o nome de Frederico Trajano com um certo receio. Essa percepção mudou totalmente”, disse Guilherme Assis, analista de varejo da Brasil Plural. Assis disse que o herdeiro conseguiu fazer a integração das lojas físicas com a plataforma de vendas digital em um momento que outras varejistas faziam o movimento oposto.

“Além da disciplina financeira, a recuperação das vendas em todas as plataformas e a comercialização de produtos de terceiros em seu canal digital (‘marketplace’) ajudou nessa retomada”, disse o analista.

Sucessão

Fred, como o filho de Luiza Trajano é conhecido no setor, começou a ser preparado em 2014 para assumir o lugar de sua mãe, que preside o conselho da companhia. Marcelo Silva (ex-Bompreço e Casas Pernambucanas), presidente executivo do grupo Magazine Luiza à época, começou a moldá-lo para a sucessão. “Criou-se um mito no mercado de que eu preparei o Frederico para assumir a presidência. Quem fez isso, na verdade, foi o Marcelo”, diz Luiza, que é “o lado institucional do Magazine Luiza”.

Segundo a empresária, foi Frederico quem cavou seu espaço na empresa. “Quando Frederico decidiu entrar no Magazine Luiza, em 2001 [ele tinha 24 anos], ele se dedicou a criar uma plataforma digital para o negócio e foi para Franca [cidade do interior de São Paulo, onde a companhia foi fundada]. Ele apostou na integração das lojas físicas e digital quando todo mundo fazia exatamente o contrário”, disse.

Formado em administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Fred morou fora e foi trabalhar no mercado financeiro antes de chegar ao grupo.

Para Marcos Gouvêa de Souza, especialista de varejo e sócio da consultoria GS&MD, o lado mais pragmático do herdeiro é uma das principais características que o difere de Luiza Trajano. “Frederico teve sorte dupla. É competente e foi preparado por Marcelo Silva [vice-presidente do conselho de administração da companhia], que passou por importantes redes de varejo, como Bom Preço e Casas Pernambucanas. Ele pegou a empresa em um momento em que a casa estava sendo arrumada”, disse.

Em outubro de 2015, a empresa tinha feito grupamento de ações (na equivalência de 8 para uma) para reduzir as oscilações dos papéis da empresa, que estavam cotados a R$ 2 à época. Nesta segunda-feira (5), a companhia aprovou, em assembleia, o desmembramento (de uma para oito), por conta da alta valorização dos papéis. A cotação de ontem fechou a R$ 621,79 e passará a valer R$ 77,72. Com menos dívida e a casa arrumada, a companhia não descarta fazer emissão de novas ações no mercado (operação conhecida como “follow on”). A empresa não comenta o assunto.

Para analistas de mercado, o momento é bom para a expansão da varejista e ficará ainda melhor, se a retomada da economia vier para ficar. No entanto, Frederico deve seguir com cautela. Todo o movimento bem-sucedido feito neste passado recente, diz uma fonte próxima ao grupo, não é garantia de sucesso futuro.

Cautela é o nome do jogo em um setor que ainda não ser recuperou totalmente e que depende dos novos rumos político e econômico do país.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/valor-de-mercado-do-magazine-luiza-cresce-mais-de-30-vezes-echega-a-r-132-bilhoes-a6o8pb8bfzcxsggdpbh5kbbhx

CELÍACA, EMPRESÁRIA LANÇA CLUBE DE ASSINATURAS DE ALIMENTOS SEM GLÚTEN

Enfermeira com doença celíaca abre negócio para auxiliar pessoas que, assim como ela, sofrem de alergias e intolerâncias alimentares – e investe em um mercado em ascensão

  • Lívia Inácio Especial para a Gazeta do Povo

Ana Carolina Costa, de 33 anos, está à frente do Gluten Free Land, primeiro clube de assinaturas de Curitiba, que começa a funcionar nesta segunda-feira (28). Albari RosaGazeta do Povo

 

Embora sejam bastante comuns na mesa do brasileiro, o glúten (que está em pães, bolachas e bolos) e a lactose (encontrada no leite) são verdadeiros vilões para boa parte da população. Dados do Conselho Nacional de Saúde, por exemplo, mostram que em torno de 2 milhões de pessoas no país sofrem com a intolerância permanente ao glúten, a chamada doença celíaca. Outro estudo publicado este ano pelo Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research aponta que ao menos 65% dos adultos do mundo possuem alguma alergia ou intolerância a elementos do leite.

A questão é séria. Que o diga a enfermeira Ana Carolina Costa, de 33 anos. Aos 19, ela descobriu que estava entre os números destas estatísticas e ainda se lembra de ter passado anos sofrendo sozinha uma série de restrições alimentares.

A parte bonita é que a jovem não apenas encontrou uma maneira de enfrentar esse problema de saúde como também partiu dele para formular uma ideia de negócio que resultou no Gluten Free Land, clube de assinaturas de alimentos sem glúten que estreia nesta segunda-feira (28).

Como o clube de assinaturas foi desenvolvido

Há três anos, decidiu compartilhar seus dilemas em um grupo que criou na internet. Lá, passou também a ajudar outras pessoas a obter produtos específicos para quem passava pela mesma dificuldade que ela.

Entre uma busca e outra, acabou estreitando relações com fornecedores da área que atuavam no Paraná e não demorou muito para começar a receber encomendas de gente de todo o Brasil. Quando percebeu, já estava fazendo entregas via Correios no país inteiro. “Eu cobrava só o preço do produto e o frete”, conta.

A enfermeira do Rio de Janeiro radicada em Curitiba viu que tinha em mãos uma oportunidade para empreender: e se criasse um clube de assinaturas para mandar esses produtos periodicamente? Resolveu apostar na ideia. Primeiro, porque, na visão dela, por meio de uma assinatura seria possível entregar itens variados a um preço abaixo do que o mercado cobra.

Ana pensou também no fator praticidade.

“As pessoas tem cada vez menos tempo de ir a mercados e lojas buscar produtos especializados. Esse trabalho todo, além de levar tempo, acaba aumentando o valor que se gasta em um item”, defende.

A empreendedora fez contato com fábricas de produtos livres de glúten, lactose, proteína do leite, ovos, soja e/ou veganos – focando em um público que está sempre atrás de alimentos pouco encontrados nas prateleiras dos supermercados.

Juntou as próprias economias, contratou uma plataforma segura para criar um site e mapeou as principais demandas de sua futura clientela. Com R$ 15 mil, lançou um clube de assinaturas que entrega caixas de produtos selecionados mediante uma curadoria nutricional, o Gluten Free Land, que inicia suas atividades na próxima segunda (28) e leva no portfólio mais de 300 itens.

O valor das caixas varia entre R$ 80 e R$ 90, a depender da opção escolhida pelo cliente. Uma delas é a Snack Land, que conta com 12 embalagens, incluindo cookies, snacks, salgadinhos e bolinhos. A segunda é a PicNic Land, com misturas de pão, misturas para bolo, massas, cervejas, cookies, snacks e muffins. A assinatura deve ser feita pelo site da empresa.

Nesta empreitada, Ana pretende captar clientes no Brasil todo e já tem 120 cadastrados — alguns até em locais bem distantes do escritório do negócio, que fica em Curitiba, no Bairro Boa Vista.

“A demanda de cidades do interior e em estados mais afastados como Amapá, Bahia e Amazonas vem aumentando”, conta.

Mercado em que Ana apostou é promissor

Otimista, a criadora do primeiro clube de assinaturas de Curitiba recebeu consultoria do Sebrae e planeja triplicar os números da empresa em menos de 6 meses. O que não parece impossível. Ana aposta em um mercado que, embora pequeno, está em ascensão. Dados da consultoria internacional Euromonitor, por exemplo, mostram que o setor de alimentos sem glúten deve crescer 32% nos próximos três anos.

Outro dado interessante tem a ver com os números da Gluten Free Brasil, realizada anualmente em São Paulo. Segundo a organização da feira, o evento cresceu 500% desde 2011. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), no Brasil, em torno de 5% da população adulta possui algum tipo de alergia alimentar. Entre as crianças, o índice é de 8% — destas, aproximadamente 350 mil são alérgicas à proteína do leite.

Para a empresária, que deixou para trás a carreira de enfermeira e hoje se dedica inteiramente ao novo negócio, é prazeroso poder trabalhar com uma ideia que ajude pessoas a superar os mesmos problemas pelos quais ela passou enquanto buscava produtos saudáveis e não encontrava. “Há muito tempo eu já queria ter meu próprio negócio. Acho que estou no caminho certo”, comemora.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/empreender-pme/celiaca-empresaria-lanca-clube-de-assinaturas-de-alimentos-sem-gluten-ati619qzaxw7n3z9yeo3jzyod

MERCADO LIVRE QUER SUPERAR A B2W E SE TORNAR O MAIOR E-COMMERCE DO BRASIL

Analistas de mercado acreditam que a companhia argentina pode crescer ainda mais no mercado brasileiro, o que não significa necessariamente em perda de espaço da B2W

O Mercado Livre quer superar a brasileira B2W – dona das marcas Americanas.com, Submarino.com e Shoptime – e se tornar o maior e-commerce em atuação país.  A declaração foi feita por pelo chefe de operações da companhia argentina, Stelleo Tolda, em entrevista à agência Reuters neste mês.

Mercado Livre vai ultrapassar a B2W?

Ele afirma que as receitas da companhia argentina podem superar da B2W ainda neste ano. A B2W é o maior e-commerce em operação no Brasil, com receita líquida de R$ 8,6 bilhões e com R$ 14,6 bilhões transacionados em 2016. A empresa tem market share de 28,9% até o primeiro trimestre de ano.

Já o Mercado Livre, que está presente em toda a América Latina, teve receita de US$ 844 milhões em 2016, sendo US$ 455 milhões no Brasil. A empresa vendeu 181,2 milhões de itens e transacionou US$ 8 bilhões no ano passado, mas não releva quanto desse valor foi movimentado no país.

Presente no Brasil desde 1999, o Mercado Livre deixou de ser apenas um marketplace para se tornar uma plataforma completa de gestão de vendas on-line. A empresa, que já pivotou o seu modelo de negócio no Brasil de plataforma de leilão para marketplace, oferece aos anunciantes sistemas de gestão e pagamento.

“Eles foram muito bem sucedidos nessa estratégia de comprar empresas para auxiliar seus parceiros a vender e entregar melhor”, explica Pedro Guasti, CEO do E-bit, empresa que monitora o desempenho do e-commerce brasileiro. “E estão conseguindo crescer a taxas de quase 50% ao ano, enquanto o e-commerce fica entre 15% a 20%.”

Agora, o Mercado Livre se preparar para também financiar o crescimento de seus fornecedores e, consequentemente, crescer junto com eles. A empresa começou a emprestar dinheiro – em parceria com instituições bancárias – para pequenos empresários que vendem pelo site no Brasil. O serviço ainda funciona em forma de testes e deve ser disponibilizado em breve a todos os vendedores.

Mercado Livre vai ultrapassar a B2W?

Mas será que todas essas estratégias serão suficientes para o Mercado Livre se tornar o maior e-commerce do Brasil, superando a BW2? Especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo acreditam que sim, é possível que o Mercado Livre cresça ainda mais no mercado brasileiro, o que não significa necessariamente em perda de espaço da B2W.

“A B2W, assim como o Magazine Luiza, o Grupo Pão de Açúcar, são varejistas que têm e-commerce e markeplace acoplados ao seu negócio principal. O Mercado Livre é só marketplace, focado no pequeno e no micro empresário”, afirma Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). “Eles não concorrem entre si, porque são propostas complementares”, completa.

O Mercado Livre é um marketplace de produtos novos e usados, vendidos por pessoas físicas, pequenos e médios empresários. A empresa não fabrica nenhum produto e foca apenas no desenvolvimento da sua plataforma e no fortalecimento da sua rede pulverizada de fornecedores.

O seu público-alvo também é diferente. Quem compra no Mercado Livre busca itens baratos e, muitas vezes, específicos. La é possível encontrar de tudo, desde eletrônicos a itens de colecionador. É um segmento muito mais abrangente.

Já a B2W é uma varejista tradicional, oriunda da Lojas Americanas, que foca na venda de produtos novos de grandes fabricantes. A empresa fecha com as principais marcas do país para vender, principalmente, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. A companhia também permite que lojas menores com operações robustas vendam produtos novos que não são o foco da companhia em seus sites, no modelo conhecido como marketplace.

Por terem esse perfil diferente, os analistas acreditam que há espaço tanto para a B2W crescer, quanto para o Mercado Livre, não importando quem vai ficar na frente, seja em termos de receita ou volume de mercadoria transacionado. “O e-commerce representa hoje 3,5% das vendas do varejo total. Em cinco anos, o percentual deve chegar a 10%. Há espaço para todo mundo”, afirma Terra.

O próprio diretor do Mercado Livre concorda com essa premissa. Na entrevista à agência de notícias Reuters, ele afirmou que o comércio eletrônico brasileiro é como um bolo que está ficando cada vez maior. E que para crescer nesse cenário, não é necessário pegar a fatia do outro.

Então o caminho está livre para o Mercado Livre crescer?

Só que tudo pode mudar com a entrada da Amazon. A empresa, que está no país desde 2012, deve começar a vender de tudo em seu site, através do modelo de marketplace, ainda no segundo semestre deste ano. E isso pode impactar diretamente nos resultados do Mercado Livre no Brasil, já que o modelo de negócio da companhia argentina é o mesmo da Amazon.

Até lá, de qualquer forma, Guasti lembra que a empresa não está sozinha. “Eles não competem sozinhos. Tem o ShopFácil, do Bradesco, e a Elo, por exemplo, que também são fortes. E pode vir ainda a Amazon”, diz o CEO do E-bit. “O mercado é grande o suficiente para comportar vários grandes players, mas é essencial oferecer preço bom e serviços agregados para se manter competitivo.”

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/mercado-livre-quer-superar-a-b2w-e-se-tornar-o-maior-e-commerce-do-brasil-501397n0nafpgs03xhdy4bz6j

CARREFOUR COLOCA DE PÉ O MAIOR IPO DOS ÚLTIMOS QUATRO ANOS

Varejista estreou na Bolsa brasileira nesta quinta-feira e movimentou R$ 5,125 bilhões

O dia foi de estreia das ações do Carrefour na Bolsa brasileira. A varejista francesa abriu capital no país nesta quinta-feira (20), ao comercializar os seus papeis a R$ 15 e movimentar R$ 5,125 bilhões, considerando os lotes primário (ações novas) e secundário (papéis detidos por atuais sócios). As ações, porém, fecharam com queda de 0,67%, sendo negociadas a R$ 14,90.

Apesar da baixa, que ao longo do dia chegou a 4,3%, o mercado financeiro considera a estreia do Carrefour bem sucedida. “Em um dia sem volume, com Bolsa fraca, o Carrefour conseguiu fazer uma oferta grande vingar. É uma operação de sucesso sim, porque em um dia ruim a empresa conseguiu colocar de pé o maior IPO dos últimos tempos”, afirma Adeodato Netto, estrategista da Eleven Finacial.

Os papéis do Carrefour atraíram um grande volume de negociações na Bolsa nesta quinta: mais de R$ 500 milhões. Como comparação, o giro financeiro no Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas, foi de R$ 5,85 bilhões.

A abertura de capital da companhia francesa também marcou o maior IPO do Brasil dos últimos quatro anos. A empresa movimentou R$ 5,125 bilhões, o maior valor desde a estreia do BB Seguridade, do Banco do Brasil , em abril de 2013. Na época, o banco levantou R$ 11,5 bilhões.

O dinheiro captado com a abertura de capital deve ajudar o Carrefour a quitar suas dívidas. Com isso, a maior rede supermercadista do país, com faturamento de R$ 49,1 bilhões, deve conseguir caixa para financiar sua expansão pelo país.

O empresário Abilio Diniz, que é acionista e membro do Conselho do Carrefour, discursou durante a cerimônia que marcou o IPO da empresa. “Quando nós começamos a trabalhar nesse IPO, durante todo o processo e mais recentemente, tinha gente que dizia: ‘vocês estão malucos, vão fazer um IPO dessa dimensão neste Brasil de hoje?’ E nós estamos fazendo.”

A abertura de capital do Carrefour Brasil, que se concretizou nesta quinta-feira (20), vem sendo especulada no mercado desde 2011. Na época, Abilio, ainda no comando do Pão de Açúcar (GPA), tentou se fundir ao Carrefour. A tentativa de fusão acabou frustada e Abílio teve que comprar 10% ações do Carrefour em 2014 para se tornar sócio e conselheiro da varejista francesa.

“Eu estive do outro lado [quando era presidente do GPA], sempre admirei e copiei o Carrefour. Copiar para procurar fazer melhor, procurar bater, procurar ganhar no jogo. Sempre admirei e agora tenho a possibilidade de ajudar neste projeto”, disse, em referência aos anos em que ergueu o Pão de Açúcar no Brasil, até deixar a operação após disputa com os sócios do grupo Casino em 2013.

“Eu fiz o primeiro IPO de empresa de distribuição de varejo no Brasil em 1995. Companhias de capital aberto têm muito mais clareza. O mercado nos vigia, ajuda os donos e os acionistas a cobrarem, vigiarem, a serem exigentes”, afirmou o empresário.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/carrefour-coloca-de-pe-o-maior-ipo-dos-ultimos-quatro-anos-e9trr0alubwp5xkyn2c2jxbk0

CANSAMOS DE SER A VELHA POSITIVO’: COMO A EMPRESA DE TECNOLOGIA CURITIBANA ESTÁ SE REINVENTANDO

Com foco renovado em desenvolver projetos para outras empresas, mas sem esquecer o consumidor final, a “nova Positivo” tenta se reinventar

A Positivo Tecnologia montou um dos maiores e mais concorridos estandes da Eletrolar Show, feira anual de tecnologia e negócios que aconteceu entre os dias 17 e 20 deste mês em São Paulo. A empresa curitibana está tentando se reinventar trazendo startups como Quantum e Hi Technologies para seu guarda-chuva, e com um foco renovado em vendas e na elaboração de projetos especiais para outras empresas (B2B).

“Cansamos de ser a velha Positivo”, diz Norberto Maraschin, vice-presidente de mobilidade, novos negócios e negócios internacionais da Positivo. A mudança de nome da empresa, de Positivo Informática para Positivo Tecnologia, é um reflexo dessa nova postura. “O nome tinha que ser mudado porque aquela Positivo Informática não existe mais”, completa.

O novo foco em B2B deriva de uma abordagem diferente. Não é de hoje que a Positivo trabalha com outras empresas e governos, fazendo vendas no atacado. O que muda, agora, é que em vez de oferecer soluções prontas, a empresa desenvolve tecnologia de acordo com as demandas que chegam. “Se você tem um problema ou oportunidade, traga para nós”, comenta Maraschin.

Vinicius Grein, líder de produtos da Quantum, explica que essas soluções sob medida vão além de apenas adaptar celulares. A Positivo consegue, segundo o executivo, trabalhar com hardware, software e Internet. A Quantum, que nasceu com foco total no consumidor, passou a trabalhar também em soluções empresariais. Grein está bastante empolgado com essa mudança.

O primeiro projeto dessa nova fase é o Cielo LIO (acima), uma maquininha de pagamentos inteligente anunciada em setembro do ano passado. De acordo com Maraschin, ela tem APIs e conversa com os sistemas de controle dos lojistas, automatizando balanços e outras rotinas que, com os modelos atuais, causam calafrios nos colaboradores. É, pois, uma plataforma.

Nesse caso, a Positivo desenvolveu o hardware do produto e o software, e sua marca não aparece no produto final nem em seu material de divulgação. O modelo lembra um pouco o que as grandes fabricantes chinesas fazem, mas com algumas adaptações.

Maraschin ressalta que “não existe empresa na América Latina que consiga fazer um hardware, colocar um sistema operacional perfeito, equilibrado, 100% seguro, além da gente. Somos a única da região que consegue fazer isso. Na China, tem cerca de 20. Temos um diferencial competitivo muito grande. A Positivo busca grandes projetos para grandes empresas”.

Além da Cielo, a Positivo também trabalha em projetos com a Braspag, a Embraer e outras duas grandes empresas não divulgadas.

Expansão

A equipe de vendas da Positivo foi reformulada, com cerca de 2/3 dos profissionais trocados e o perfil, totalmente. Para liderá-la, a empresa trouxe Rodolfo Torello para ser o novo vice-presidente de marketing e vendas. Com um vasto currículo, incluindo passagens pela Unilever, Fast Shop e BRF, ele estava, até então, à frente da Amazing, empresa que fundou e que trouxe ao Brasil os robôs aspiradores de pó da I Robot.

O estande da empresa na Eletrolar Show contava com várias salas de reuniões. O objetivo? Fechar negócios. A equipe responsável pela organização comentou, surpresa e contente, que o volume de negócios fechados na feira superou as expectativas.

Para o executivo recém-chegado, o futuro próximo da Positivo se baseia em um tripé: fortificar a marca, expandir o portfólio e aproximar a Positivo do consumidor final. “Vamos entrar em novas categorias com a marca Positivo e ano que vem teremos mais. Nós temos uma infraestrutura enorme, uma empresa querida… temos que otimizar isso. Vamos chegar mais perto do consumidor – em São Paulo, por exemplo, pouca gente conhece a Positivo”

Nenhum dos executivos entrevistados deu detalhes sobre essas novas categorias, mas eles deixaram escapar a data do próximo grande lançamento: 29 de agosto. No caso, é um novo smartphone da Quantum. Maraschin disse que o produto “irá revolucionar a indústria mundial” e que “libertará as pessoas da tela, de verdade”. A conferir.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/sem-titulo-5irl6k23iuq8w7y9uryuxofdn

LIVRARIA CULTURA COMPRA A FNAC BRASIL

Valor da transação não foi relevado e inclui as 12 lojas da Fnac no Brasil, mais o e-commerce da marca francesa no país

A Livraria Cultura anunciou nesta quarta-feira (12) que comprou as operações da Fnac Brasil. Isso inclui as 12 lojas que a rede francesa mantinha no Brasil, incluindo uma em Curitiba, no Park Shopping Barigui, e o e-commerce da marca no país. O valor da transação não foi relevado e a transação deve ser concluída nas próximas semanas.

Em nova enviada à imprensa, a Livraria Cultura afirma que a “união entre os dois grupos criará valores e sinergias, compartilhando culturas similares e o comprometimento com a promoção da cultura no Brasil”.

A empresa acrescenta que a aquisição permitirá que a Livraria Cultura “diversifique seus negócios adicionando novas linhas dos produtos e serviços”.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/livraria-cultura-compra-afnac-brasil-8xstyq9a5i2nxfkevofxe9u57

30 MODELOS DE FRANQUIA QUE ACABAM DE CHEGAR AO MERCADO

Redes conhecidas e estreantes lançarão novos formatos na ABF Franchising Expo 2017. Confira alguns desses modelos

Empreendedores em cafeteria: novas redes de franquia chegam ao mercado brasileiro neste mês

São Paulo –  A 27ª edição da ABF Franchising Expo acontece nesta semana na cidade de São Paulo, entre os dias 21 e 24 de junho. O evento, considerado o mais relevante do país no segmento de franquias, é uma boa chance de acompanhar as tendências e analisar oportunidades de negócio.

Muitas franqueadoras aproveitam a reputação da feira para lançarem-se no mercado ou para fazerem a divulgação de novos formatos de franqueamento, atraindo o grande fluxo de visitantes.

EXAME.com elencou 30 modelos que serão divulgados pela primeira vez na ABF Franchising Expo. As informações foram fornecidas pelas próprias marcas franqueadoras.

Lembre-se de que, antes de sair assinando contratos, é importante saber identificar uma boa oportunidade de negócioestudar mais sobre o setor e saber quais são os direitos e deveres do franqueado e do franqueador, por exemplo. Preparação é fundamental para evitar um mau negócio.

Confira, a seguir, formatos de franquia que acabam de chegar ao mercado:

1 – Acesso Saúde: 420 mil reais

A rede Acesso Saúde, de clínicas médicas particulares de baixo custo, vai participar pela primeira vez na ABF Franchising Expo. Lá, lançará duas novas opções de modelos de negócio: Acesso Saúde Express e Acesso Saúde Premium.

Acesso Saúde Express
Investimento inicial: 420 mil reais
Prazo de retorno: 24 meses

Acesso Saúde Premium
Investimento inicial: 600 mil reais
Prazo de retorno: 24 meses

2 – Barela: 8 mil reais

A Barela é uma rede de franquias que comercializa seguros e planos da área de saúde. O modelo de franquias home office começou a ser formatado em 2015 e agora, em 2017, a marca começa sua expansão. Por dentro do assunto: Dona do WordPress leva home office ao extremo 

Investimento inicial: 8 mil reais
Prazo de retorno: 6 a 12 meses

3 – Clinicão: 96,5 mil reais

A Clinicão é uma rede de franquias de serviços veterinários. O negócio começou a franquear ano passado e possui uma unidade operando. A marca irá lançar um novo modelo na ABF Franchising Expo, chamado Consultório Smart.

Consultório Smart 
Investimento inicial: 96,5 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 meses

4 – Croasonho: 370 mil reais

A Croasonho, rede de franquias do ramo de alimentação, começou a franquear em 2009 e já possui 72 unidades funcionando. A marca opera com modelos tradicionais e irá lançar neste ano seu formato Container.

Container
Investimento inicial: 370 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

5 – Cuordicrema: 100 mil reais

A rede de franquias de gelato artesanal Cuordicrema participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo. A marca começou a franquear em 2015 e possui 14 unidades em operação.

Investimento inicial: 100 mil reais
Prazo de retorno: 20 a 24 meses

6 – Das Brot: 75 mil reais

A rede de padarias franqueadas, com produtos importados da Alemanha, participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo. A marca começou a franquear em 2013 e possui seis unidades em operação.

Investimento inicial: 75 mil a 180 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

7 – Delivery Much: 15 mil reais

A Delivery Much, rede franqueadora com um aplicativo de delivery online, começou a franquear em 2015 e possui 120 unidades em operação. É a primeira vez que a marca participa da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 15 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 24 meses

8 – Dermanail: 15 mil reais

A Dermanail é uma franquia de produtos de beleza e tratamento estético para mãos, pés e unhas. A marca nasceu em 2005 e franqueia desde 2015. Com 20 unidades franqueadas já comercializadas, a marca está lançando na ABF Franchising Expo seu modelo home based.

Home Office
Investimento inicial: 15 mil reais
Prazo de retorno: 11 meses

9 – Divino Fogão: 450 mil reais

A rede de alimentação Divino Fogão já possui 190 unidades em operação. Na ABF Franchising Expo, lançará o modelo Divino Fogão Pratos da Fazenda, com opções pré-selecionadas nos pratos.

Investimento inicial: 450 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

10 – Dr. Shape: 180 mil reais

A Dr. Shape é uma rede de franquias do segmento de artigos esportivos e suplementos. A marca possui 62 unidades e participa pela primeira vez na ABF Franchising Expo.

Express
Investimento inicial: 180 mil reais
Prazo de retorno: 18 a 36 meses

11 – English Talk: 17 mil reais

A English Talk, rede de franquias de escolas de inglês, está no mercado desde 2015 e possui seis escolas em operação. Na ABF Franchising Expo deste ano, a marca irá lançar seu modelo Private, que é home based.

Private
Investimento inicial: 17 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 meses

12 – Gênio da Locação: 130 mil reais

A marca Gênio da Locação, de aluguel de pequenos equipamentos para serviços domésticos, começou a franquear no segundo semestre do ano passado. A rede possui 12 unidades em operação.

Investimento inicial: 130 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

13 – Gigatron: 40,5 mil reais

A Gigatron, rede de franquias de serviços de tecnologia, começou a operar em 2012 e conta atualmente com 162 unidades em operação. Na ABF Franchising Expo, a marca irá lançar o novo modelo Certificado Digital: Container.

Container 
Investimento inicial: 40,5 mil reais
Prazo de retorno: 6 a 9 meses

14 – Ice Creamy: 2,5 mil reais

A rede de franquias Ice Creamy, que já trabalha com lojas e quiosques de sorvetes, lançará um novo modelo na ABF Franchising Expo. O novo formato, chamado PDV, permite comercializar os produtos em geladeiras.

PDV
Investimento inicial: 2,5 mil reais
Prazo de retorno: 12 meses

15 – Jin Jin: 200 mil reais

 A rede de culinária asiática Jin Jin irá divulgar seu modelo de quiosque na ABF Franchising Expo. O negócio começou a franquear em 1994 e possui 77 unidades em operação.

Investimento inicial: 200 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

16 – Johnny Rockets: 750 mil reais

A rede de hamburguerias americana Johnny Rockets começou a franquear ano passado no Brasil. A marca possui 12 unidades e participará da ABF Franchising Expo pela primeira vez.

Investimento inicial: 750 mil a 1,2 milhão de reais (não inclui taxa de franquia, de 49 mil dólares)
Prazo de retorno: 30 a 42 meses

17 – Kingdom: 79,6 mil reais

A Kingdom é uma rede de franquias de escolas de inglês. A marca começou a franquear em 2014 e possui 15 unidades operando hoje. É a primeira vez que a franqueadora participa da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 79,6 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 meses

18 – Mapa da Mina: 50 mil reais

A rede de semijoias femininas irá lançar um novo modelo de franquia na ABF Franchising Expo deste ano: o Express, com torres de semijoias para salões de beleza e perfumarias, por exemplo. A marca franqueia desde 2014 e possui 15 unidades em operação.

Investimento inicial: 50 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 meses

19 – Minha Costureira, Meu Sapateiro: 136,5 mil reais

A marca Minha Costureira, Meu Sapateiro entrou para o franchising neste ano. A rede possui sete unidades em operação e participa da ABF Franchising Expo pela primeira vez.

Investimento inicial: 136,5 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

20 – Mr. Black Café Gourmet: 210 mil reais

A Mr. Black Café Gourmet, rede franqueada de cafeterias, começou a franquear no ano de 2012 e possui 12 unidades em operação. É a primeira vez que a marca participa da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 210 a 260 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

21 – MyGloss: 30 mil reais

A MyGloss, rede de franquias de acessórios femininos, franqueia desde 2011. A marca irá lançar na ABF Franchising Expo 2017 uma microfranquia no sistema home based, para venda de acessórios em casa ou porta a porta.

Investimento inicial: 30 mil reais
Prazo de retorno: 3 a 4 meses

22 – Noxii Live Center: 120 mil

A Noxxi Live Center é uma rede de academias focada na família e em pessoas não tão ligadas ao mundo da malhação. A marca possui uma unidade própria e lançará seu primeiro modelo na ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 120 mil reais
Prazo de retorno: 17 a 20 meses

23 – Ooxy Radio Indoor: 25 mil reais

A Ooxy Radio Indoor é uma rede de franquias de marketing sensorial. A marca foi criada em 2016 e começou a franquear neste ano. Hoje, há três unidades em operação.

Investimento inicial: 25 mil reais
Prazo de retorno: 18 meses

24 – Oven Pizza: 350 mil reais

 

A Oven Pizza é uma rede de franquias de pizzas customizadas, com sete unidades em operação. A marca participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo neste ano.

Investimento inicial: 350 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

25 – Rei do Picadinho: 450 mil reais

A Rei do Picadinho é uma rede de franquias do ramo de alimentação, criada em 2014. A marca possui duas unidades e participa pela primeira vez da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 450 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

26 – Sigbol: 80 mil reais

A rede de franquias de roupas Sigbol participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo neste ano. A marca franqueia desde 2011 possui 20 unidades funcionando.

Investimento inicial: 80 mil reais
Prazo de retorno: 20 meses

27 – Spoleto: 495 mil reais

O Spoleto é uma rede de culinária italiana que já franqueia há 20 anos. Este ano, a marca irá lançar um novo modelo de franquia, chamado “Minha Cozinha Italiana”, voltado para a comida fast casual. A marca quer encerrar o ano com 61 restaurantes nesse formato.

Investimento inicial: 495 mil reais
Prazo de retorno: 36 a 40 meses

28 – Urban Motion: 900 mil reais

A Urban Motion, rede de franquias de parques de trampolins, começou a ser comercializada neste ano e possui duas unidades próprias e duas franqueadas.

Investimento inicial: 900 mil reais
Prazo de retorno: 19 meses

29 – Usaflex: 250 mil reais

A Usaflex é uma rede de calçados femininos que participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo. Atualmente, a marca possui 44 unidades franqueadas em operação.

Investimento inicial: 250 mil reais
Prazo de retorno: 24 meses

30 – Vizinhando: 445 mil reais

O Vizinhando é uma rede de franquias com restaurantes que servem comidas típicas em bares. A marca começou a franquear em 2015 e possui 13 unidades em funcionamento. É a primeira vez que o negócio participa da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 445 mil a 780 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/30-modelos-de-franquia-que-acabam-de-chegar-ao-mercado/

 

 

 

VERIZON FINALIZA A COMPRA DO YAHOO POR US$ 4,5 BILHÕES

Ao lado da Aol e de outras propriedades da Verizon, Yahoo ajudará a operadora norte-americana a cumprir a meta de ter dois bilhões de usuários até 2020

 Operadora norte-americana Verizon finalmente teve acesso aos serviços de Internet do Yahoo, o que dará à gigante das telecomunicações acesso a milhões de usuários Ao mesmo tempo, termina a novela do Yahoo, um icônico portal da internet, como negócio autônomo, após inúmeras críticas nos últimos anos.

As empresas fecharam oficialmente o acordo de US$ 4,5 bilhões na terça-feira (13), após terem a aprovação dos acionistas da Yahoo na semana passada. As propriedades do Yahoo, incluindo o Yahoo Esportes e o Finanças, farão parte de uma nova unidade da Verizon, chamada Oath, que abriga marcas como Aol, TechCrunch e Huffington Post. A Oath será supervisionada pelo ex-CEO da Aol, Tim Armstrong, enquanto a CEO da Yahoo, Marissa Mayer, 42, deixará o cargo.

A Verizon – que adquiriu a Aol há dois anos e iniciou um aplicativo de vídeo online – está construindo o que espera que se torne um serviço digital líder que complementa seu negócio principal de ajudar os consumidores a enviar e receber informações em seus dispositivos ou assistir a canais de televisão. Embora o acordo tenha sido anunciado em julho do ano passado, o acordo em si corria o risco de não sair depois que o Yahoo divulgou duas falhas de segurança enormes que expuseram as contas de usuários e ameaçaram sua confiança junto aos clientes. Os casos acabaram por reduzir o valor do negócio em US$ 350 milhões.

“O fim desta transação representa um passo crítico no crescimento da escala global necessária para a nossa empresa de mídia digital”, disse Marni Walden, presidente de mídia e telemática da Verizon, em comunicado.

O que resta do Yahoo após a venda inclui uma participação acionária de aproximadamente 15% no Alibaba Group Holding, da China; cerca de 36% no Yahoo Japan; caixa e títulos de dívida negociáveis; alguns investimentos minoritários; e a Excalibur, que detém alguns ativos de patentes. Essa coleção de ativos do Yahoo será renomeada de Altaba Inc. Thomas McInerney, que permanecerá no conselho, se tornará CEO da Altaba.

Durante uma apresentação no mês passado, Armstrong, que se juntou à Verizon com a compra da Aol, disse que a empresa terá cerca de 1,3 bilhão de clientes. Ele buscou posicionar a nova entidade como uma alternativa aos gigantes do consumo online, nominalmente o Google (da Alphabet) e o Facebook. A Verizon gastou mais de US$ 9 bilhões nos ativos combinados, incluindo a Aol.

Ainda assim, cortes serão feitos. Espera-se que os negócios combinados cortem cerca de 2100 empregos com o fechamento da aquisição, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto. Os cortes – cerca de 15% da força de trabalho combinada – serão principalmente para trabalhos duplicados, de modo que as posições de engenharia são menos propensas a serem afetadas, disse a pessoa.

“Estamos construindo o futuro das marcas usando tecnologia poderosa, conteúdo confiável e dados diferenciados”, afirmou Armstrong na declaração.

Para o Yahoo, o movimento acaba com a existência dele, um pioneiro da web, como uma empresa independente depois de ajudar a introduzir uma geração de usuários à Internet a partir dos anos 1990. Seu sucesso passou a ser pressionado com a ascensão do Google e de outras empresas com foco na web que atraíram consumidores em todo o mundo – e os dólares publicitários que vieram com eles.

“Foi, sem dúvida, um longo caminho até chegarmos a este momento que marca o fim de uma era para o Yahoo, bem como o início de um novo capítulo – é um momento emocionante para todos nós”, escreveu Mayer em seu blog. “Dadas as mudanças inerentes ao meu papel, deixarei a empresa.”

A era Mayer

Mayer chegou em julho de 2012, vinda do Google, com bastante badalação como a mais recente em uma série de líderes e em meio a expectativas de que ela poderia provocar uma reviravolta. Ela levou o Yahoo a ter mais serviços móveis, iniciou outros baseados em conteúdo de vídeo e tentou atrair talentos para a casa. Mas isso nunca se traduziu em crescimento de vendas relevantes – e, no início do ano passado, a empresa começou a considerar ofertas que levaram ao acordo com a Verizon.

Mayer foi a quarta executiva mais bem paga dos EUA, em 2016, com US$ 32,8 milhões pelo ano em que orquestrou a venda da empresa à Verizon. O conselho reteve seu bônus de 2016 depois de ter sido revelado que falhas no Yahoo expuseram informações pessoais de milhões de usuários.

Para Stephen Beck, fundador e sócio-gerente da consultoria de gerenciamento cg42, “embora Marissa certamente tenha cometido alguns erros, os problemas do Yahoo existiam antes dela assumir o controle.”

O acordo com a Verizon deveria ter sido concluído no primeiro trimestre. No entanto, em janeiro, a empresa atrasou o fechamento para atender a certas condições após a admissão das falhas de privacidade.

Agora, o Yahoo – que competiu com a Aol no passado – faz parte de uma empresa de telecomunicações. Juntos, Armstrong quer atingir dois bilhões de usuários até 2020.

Uma área-chave para as empresas combinadas é o serviço de vídeo que pode ajudar a atrair usuários em celulares e tablets que usam a rede da Verizon. No passado, o Yahoo ofereceu programas de esportes, notícias e comédia para atrair mais espectadores. Não se sabe se essa estratégia tem potencial para ser bem sucedida.

“A Verizon está tentando trazer a função para a disfuncionalidade do Yahoo e da Aol”, disse Peter Csathy, fundador da Creatv Media, uma empresa de consultoria e investimentos em negócios focados em mídia digital. “Todos esperam que a soma seja maior que a totalidade de suas partes individuais.”

NATURA COMPRA BODY SHOP DA L´OREAL POR € 1 BILHÃO

Companhia terá um faturamento consolidado de R$ 11,5 bilhões e presença em 70 países. Negócio passará pelo conselho da L´Oreal e órgãos de concorrência

 

Natura deu hoje um grande passo para cravar definitivamente sua presença no mercado internacional. A fabricante de cosméticos brasileira anunciou hoje a compra da rede de lojas The Body Shop, da francesa L’Oréal, por 1 bilhão de euros.

A proposta foi entregue ao conselho de administração da empresa ontem e ainda está sujeita à consulta ao seu Conselho de Colaboradores e à aprovação de autoridades concorrenciais, o que deve acorrer ainda este ano.

Com o negócio, a Natura deverá atingir números grandiosos: o faturamento salta para 11,5 bilhões de reais, contará com 17.000 funcionários, 3.200 lojas e um portfólio de mais de 2.000 produtos – além das 1,8 milhão de consultoras independentes que já possui.

A marca The Body Shop seguirá atuando de forma independente nos 70 países onde atua. No Brasil a rede possui 133 lojas.

Em teleconferência com jornalistas nesta manhã, o presidente da empresa João Paulo Ferreira explicou que a relação das duas empresas acontece desde 2001.

“Mas para este negócio, fomos procurados pela L´Oreal no início do ano”, disse.

O pagamento do negócio será feito por meio de capital de terceiros, em uma estrutura financeira já traçada para quando a conclusão acontecer.

“A dívida será bem estruturada, com parte dos recursos tirados do caixa, parte alavancada em reais e dinheiro internacional, buscando reduzir o custo de capital e manter a geração de caixa da empresa”, afirmou José Roberto Lettiere, vice-presidente de Relações com Investidores da Natura.

Caminhos cruzados

A companhia foi fundada em 1969 em São Paulo por Luiz Seabra, ainda hoje seu maior acionista e se transformou na maior fabricante brasileira de cosméticos calcada em imagens e iniciativas de sustentabilidade empresarial.

A rede inglesa The Body Shop foi criada poucos anos depois, em 1976, e uma das primeiras do mundo a decretar o fim do teste de produtos em animais. Anos depois, em 2006, foi comprada pelo grupo francês L’Oréal, maior empresa de cosmética do mundo.

O encontro das duas ocorre em um momento em que a Natura repensa o negócio, com a diversificação dos canais de vendas e também o plano para o avanço da marca fora do país. Ao mesmo tempo, a rede inglesa precisa da renovação da marca para voltar a crescer, em especial em países de maior potencial de crescimento do setor, como o Brasil, dominado pela Natura. Os fluxos da internacionalização: Veja com o Mundo Corporativo por que a conexão é o grande motor da nova globalização Patrocinado 

Em 2016, as vendas da The Body Shop foram 4,8% menores em 2016 e fecharam em 920,8 milhões de euros.

“Natura e The Body Shop sempre percorreram caminhos paralelos que hoje se encontram. A complementariedade da presença internacional, o uso da biodiversidade, a ética na gestão, o relacionamento justo com as comunidades e o uso intenso da inovação são dimensões dessa jornada que se inicia”, afirma Guilherme Leal, co-presidente do conselho de administração da Natura por comunicado.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/natura-compra-body-shop-da-loreal-por-e-1-bilhao/