MERCADO LIVRE QUER SUPERAR A B2W E SE TORNAR O MAIOR E-COMMERCE DO BRASIL

Analistas de mercado acreditam que a companhia argentina pode crescer ainda mais no mercado brasileiro, o que não significa necessariamente em perda de espaço da B2W

O Mercado Livre quer superar a brasileira B2W – dona das marcas Americanas.com, Submarino.com e Shoptime – e se tornar o maior e-commerce em atuação país.  A declaração foi feita por pelo chefe de operações da companhia argentina, Stelleo Tolda, em entrevista à agência Reuters neste mês.

Mercado Livre vai ultrapassar a B2W?

Ele afirma que as receitas da companhia argentina podem superar da B2W ainda neste ano. A B2W é o maior e-commerce em operação no Brasil, com receita líquida de R$ 8,6 bilhões e com R$ 14,6 bilhões transacionados em 2016. A empresa tem market share de 28,9% até o primeiro trimestre de ano.

Já o Mercado Livre, que está presente em toda a América Latina, teve receita de US$ 844 milhões em 2016, sendo US$ 455 milhões no Brasil. A empresa vendeu 181,2 milhões de itens e transacionou US$ 8 bilhões no ano passado, mas não releva quanto desse valor foi movimentado no país.

Presente no Brasil desde 1999, o Mercado Livre deixou de ser apenas um marketplace para se tornar uma plataforma completa de gestão de vendas on-line. A empresa, que já pivotou o seu modelo de negócio no Brasil de plataforma de leilão para marketplace, oferece aos anunciantes sistemas de gestão e pagamento.

“Eles foram muito bem sucedidos nessa estratégia de comprar empresas para auxiliar seus parceiros a vender e entregar melhor”, explica Pedro Guasti, CEO do E-bit, empresa que monitora o desempenho do e-commerce brasileiro. “E estão conseguindo crescer a taxas de quase 50% ao ano, enquanto o e-commerce fica entre 15% a 20%.”

Agora, o Mercado Livre se preparar para também financiar o crescimento de seus fornecedores e, consequentemente, crescer junto com eles. A empresa começou a emprestar dinheiro – em parceria com instituições bancárias – para pequenos empresários que vendem pelo site no Brasil. O serviço ainda funciona em forma de testes e deve ser disponibilizado em breve a todos os vendedores.

Mercado Livre vai ultrapassar a B2W?

Mas será que todas essas estratégias serão suficientes para o Mercado Livre se tornar o maior e-commerce do Brasil, superando a BW2? Especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo acreditam que sim, é possível que o Mercado Livre cresça ainda mais no mercado brasileiro, o que não significa necessariamente em perda de espaço da B2W.

“A B2W, assim como o Magazine Luiza, o Grupo Pão de Açúcar, são varejistas que têm e-commerce e markeplace acoplados ao seu negócio principal. O Mercado Livre é só marketplace, focado no pequeno e no micro empresário”, afirma Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). “Eles não concorrem entre si, porque são propostas complementares”, completa.

O Mercado Livre é um marketplace de produtos novos e usados, vendidos por pessoas físicas, pequenos e médios empresários. A empresa não fabrica nenhum produto e foca apenas no desenvolvimento da sua plataforma e no fortalecimento da sua rede pulverizada de fornecedores.

O seu público-alvo também é diferente. Quem compra no Mercado Livre busca itens baratos e, muitas vezes, específicos. La é possível encontrar de tudo, desde eletrônicos a itens de colecionador. É um segmento muito mais abrangente.

Já a B2W é uma varejista tradicional, oriunda da Lojas Americanas, que foca na venda de produtos novos de grandes fabricantes. A empresa fecha com as principais marcas do país para vender, principalmente, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. A companhia também permite que lojas menores com operações robustas vendam produtos novos que não são o foco da companhia em seus sites, no modelo conhecido como marketplace.

Por terem esse perfil diferente, os analistas acreditam que há espaço tanto para a B2W crescer, quanto para o Mercado Livre, não importando quem vai ficar na frente, seja em termos de receita ou volume de mercadoria transacionado. “O e-commerce representa hoje 3,5% das vendas do varejo total. Em cinco anos, o percentual deve chegar a 10%. Há espaço para todo mundo”, afirma Terra.

O próprio diretor do Mercado Livre concorda com essa premissa. Na entrevista à agência de notícias Reuters, ele afirmou que o comércio eletrônico brasileiro é como um bolo que está ficando cada vez maior. E que para crescer nesse cenário, não é necessário pegar a fatia do outro.

Então o caminho está livre para o Mercado Livre crescer?

Só que tudo pode mudar com a entrada da Amazon. A empresa, que está no país desde 2012, deve começar a vender de tudo em seu site, através do modelo de marketplace, ainda no segundo semestre deste ano. E isso pode impactar diretamente nos resultados do Mercado Livre no Brasil, já que o modelo de negócio da companhia argentina é o mesmo da Amazon.

Até lá, de qualquer forma, Guasti lembra que a empresa não está sozinha. “Eles não competem sozinhos. Tem o ShopFácil, do Bradesco, e a Elo, por exemplo, que também são fortes. E pode vir ainda a Amazon”, diz o CEO do E-bit. “O mercado é grande o suficiente para comportar vários grandes players, mas é essencial oferecer preço bom e serviços agregados para se manter competitivo.”

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/mercado-livre-quer-superar-a-b2w-e-se-tornar-o-maior-e-commerce-do-brasil-501397n0nafpgs03xhdy4bz6j

CARREFOUR COLOCA DE PÉ O MAIOR IPO DOS ÚLTIMOS QUATRO ANOS

Varejista estreou na Bolsa brasileira nesta quinta-feira e movimentou R$ 5,125 bilhões

O dia foi de estreia das ações do Carrefour na Bolsa brasileira. A varejista francesa abriu capital no país nesta quinta-feira (20), ao comercializar os seus papeis a R$ 15 e movimentar R$ 5,125 bilhões, considerando os lotes primário (ações novas) e secundário (papéis detidos por atuais sócios). As ações, porém, fecharam com queda de 0,67%, sendo negociadas a R$ 14,90.

Apesar da baixa, que ao longo do dia chegou a 4,3%, o mercado financeiro considera a estreia do Carrefour bem sucedida. “Em um dia sem volume, com Bolsa fraca, o Carrefour conseguiu fazer uma oferta grande vingar. É uma operação de sucesso sim, porque em um dia ruim a empresa conseguiu colocar de pé o maior IPO dos últimos tempos”, afirma Adeodato Netto, estrategista da Eleven Finacial.

Os papéis do Carrefour atraíram um grande volume de negociações na Bolsa nesta quinta: mais de R$ 500 milhões. Como comparação, o giro financeiro no Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas, foi de R$ 5,85 bilhões.

A abertura de capital da companhia francesa também marcou o maior IPO do Brasil dos últimos quatro anos. A empresa movimentou R$ 5,125 bilhões, o maior valor desde a estreia do BB Seguridade, do Banco do Brasil , em abril de 2013. Na época, o banco levantou R$ 11,5 bilhões.

O dinheiro captado com a abertura de capital deve ajudar o Carrefour a quitar suas dívidas. Com isso, a maior rede supermercadista do país, com faturamento de R$ 49,1 bilhões, deve conseguir caixa para financiar sua expansão pelo país.

O empresário Abilio Diniz, que é acionista e membro do Conselho do Carrefour, discursou durante a cerimônia que marcou o IPO da empresa. “Quando nós começamos a trabalhar nesse IPO, durante todo o processo e mais recentemente, tinha gente que dizia: ‘vocês estão malucos, vão fazer um IPO dessa dimensão neste Brasil de hoje?’ E nós estamos fazendo.”

A abertura de capital do Carrefour Brasil, que se concretizou nesta quinta-feira (20), vem sendo especulada no mercado desde 2011. Na época, Abilio, ainda no comando do Pão de Açúcar (GPA), tentou se fundir ao Carrefour. A tentativa de fusão acabou frustada e Abílio teve que comprar 10% ações do Carrefour em 2014 para se tornar sócio e conselheiro da varejista francesa.

“Eu estive do outro lado [quando era presidente do GPA], sempre admirei e copiei o Carrefour. Copiar para procurar fazer melhor, procurar bater, procurar ganhar no jogo. Sempre admirei e agora tenho a possibilidade de ajudar neste projeto”, disse, em referência aos anos em que ergueu o Pão de Açúcar no Brasil, até deixar a operação após disputa com os sócios do grupo Casino em 2013.

“Eu fiz o primeiro IPO de empresa de distribuição de varejo no Brasil em 1995. Companhias de capital aberto têm muito mais clareza. O mercado nos vigia, ajuda os donos e os acionistas a cobrarem, vigiarem, a serem exigentes”, afirmou o empresário.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/carrefour-coloca-de-pe-o-maior-ipo-dos-ultimos-quatro-anos-e9trr0alubwp5xkyn2c2jxbk0

CANSAMOS DE SER A VELHA POSITIVO’: COMO A EMPRESA DE TECNOLOGIA CURITIBANA ESTÁ SE REINVENTANDO

Com foco renovado em desenvolver projetos para outras empresas, mas sem esquecer o consumidor final, a “nova Positivo” tenta se reinventar

A Positivo Tecnologia montou um dos maiores e mais concorridos estandes da Eletrolar Show, feira anual de tecnologia e negócios que aconteceu entre os dias 17 e 20 deste mês em São Paulo. A empresa curitibana está tentando se reinventar trazendo startups como Quantum e Hi Technologies para seu guarda-chuva, e com um foco renovado em vendas e na elaboração de projetos especiais para outras empresas (B2B).

“Cansamos de ser a velha Positivo”, diz Norberto Maraschin, vice-presidente de mobilidade, novos negócios e negócios internacionais da Positivo. A mudança de nome da empresa, de Positivo Informática para Positivo Tecnologia, é um reflexo dessa nova postura. “O nome tinha que ser mudado porque aquela Positivo Informática não existe mais”, completa.

O novo foco em B2B deriva de uma abordagem diferente. Não é de hoje que a Positivo trabalha com outras empresas e governos, fazendo vendas no atacado. O que muda, agora, é que em vez de oferecer soluções prontas, a empresa desenvolve tecnologia de acordo com as demandas que chegam. “Se você tem um problema ou oportunidade, traga para nós”, comenta Maraschin.

Vinicius Grein, líder de produtos da Quantum, explica que essas soluções sob medida vão além de apenas adaptar celulares. A Positivo consegue, segundo o executivo, trabalhar com hardware, software e Internet. A Quantum, que nasceu com foco total no consumidor, passou a trabalhar também em soluções empresariais. Grein está bastante empolgado com essa mudança.

O primeiro projeto dessa nova fase é o Cielo LIO (acima), uma maquininha de pagamentos inteligente anunciada em setembro do ano passado. De acordo com Maraschin, ela tem APIs e conversa com os sistemas de controle dos lojistas, automatizando balanços e outras rotinas que, com os modelos atuais, causam calafrios nos colaboradores. É, pois, uma plataforma.

Nesse caso, a Positivo desenvolveu o hardware do produto e o software, e sua marca não aparece no produto final nem em seu material de divulgação. O modelo lembra um pouco o que as grandes fabricantes chinesas fazem, mas com algumas adaptações.

Maraschin ressalta que “não existe empresa na América Latina que consiga fazer um hardware, colocar um sistema operacional perfeito, equilibrado, 100% seguro, além da gente. Somos a única da região que consegue fazer isso. Na China, tem cerca de 20. Temos um diferencial competitivo muito grande. A Positivo busca grandes projetos para grandes empresas”.

Além da Cielo, a Positivo também trabalha em projetos com a Braspag, a Embraer e outras duas grandes empresas não divulgadas.

Expansão

A equipe de vendas da Positivo foi reformulada, com cerca de 2/3 dos profissionais trocados e o perfil, totalmente. Para liderá-la, a empresa trouxe Rodolfo Torello para ser o novo vice-presidente de marketing e vendas. Com um vasto currículo, incluindo passagens pela Unilever, Fast Shop e BRF, ele estava, até então, à frente da Amazing, empresa que fundou e que trouxe ao Brasil os robôs aspiradores de pó da I Robot.

O estande da empresa na Eletrolar Show contava com várias salas de reuniões. O objetivo? Fechar negócios. A equipe responsável pela organização comentou, surpresa e contente, que o volume de negócios fechados na feira superou as expectativas.

Para o executivo recém-chegado, o futuro próximo da Positivo se baseia em um tripé: fortificar a marca, expandir o portfólio e aproximar a Positivo do consumidor final. “Vamos entrar em novas categorias com a marca Positivo e ano que vem teremos mais. Nós temos uma infraestrutura enorme, uma empresa querida… temos que otimizar isso. Vamos chegar mais perto do consumidor – em São Paulo, por exemplo, pouca gente conhece a Positivo”

Nenhum dos executivos entrevistados deu detalhes sobre essas novas categorias, mas eles deixaram escapar a data do próximo grande lançamento: 29 de agosto. No caso, é um novo smartphone da Quantum. Maraschin disse que o produto “irá revolucionar a indústria mundial” e que “libertará as pessoas da tela, de verdade”. A conferir.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/sem-titulo-5irl6k23iuq8w7y9uryuxofdn

LIVRARIA CULTURA COMPRA A FNAC BRASIL

Valor da transação não foi relevado e inclui as 12 lojas da Fnac no Brasil, mais o e-commerce da marca francesa no país

A Livraria Cultura anunciou nesta quarta-feira (12) que comprou as operações da Fnac Brasil. Isso inclui as 12 lojas que a rede francesa mantinha no Brasil, incluindo uma em Curitiba, no Park Shopping Barigui, e o e-commerce da marca no país. O valor da transação não foi relevado e a transação deve ser concluída nas próximas semanas.

Em nova enviada à imprensa, a Livraria Cultura afirma que a “união entre os dois grupos criará valores e sinergias, compartilhando culturas similares e o comprometimento com a promoção da cultura no Brasil”.

A empresa acrescenta que a aquisição permitirá que a Livraria Cultura “diversifique seus negócios adicionando novas linhas dos produtos e serviços”.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/livraria-cultura-compra-afnac-brasil-8xstyq9a5i2nxfkevofxe9u57

30 MODELOS DE FRANQUIA QUE ACABAM DE CHEGAR AO MERCADO

Redes conhecidas e estreantes lançarão novos formatos na ABF Franchising Expo 2017. Confira alguns desses modelos

Empreendedores em cafeteria: novas redes de franquia chegam ao mercado brasileiro neste mês

São Paulo –  A 27ª edição da ABF Franchising Expo acontece nesta semana na cidade de São Paulo, entre os dias 21 e 24 de junho. O evento, considerado o mais relevante do país no segmento de franquias, é uma boa chance de acompanhar as tendências e analisar oportunidades de negócio.

Muitas franqueadoras aproveitam a reputação da feira para lançarem-se no mercado ou para fazerem a divulgação de novos formatos de franqueamento, atraindo o grande fluxo de visitantes.

EXAME.com elencou 30 modelos que serão divulgados pela primeira vez na ABF Franchising Expo. As informações foram fornecidas pelas próprias marcas franqueadoras.

Lembre-se de que, antes de sair assinando contratos, é importante saber identificar uma boa oportunidade de negócioestudar mais sobre o setor e saber quais são os direitos e deveres do franqueado e do franqueador, por exemplo. Preparação é fundamental para evitar um mau negócio.

Confira, a seguir, formatos de franquia que acabam de chegar ao mercado:

1 – Acesso Saúde: 420 mil reais

A rede Acesso Saúde, de clínicas médicas particulares de baixo custo, vai participar pela primeira vez na ABF Franchising Expo. Lá, lançará duas novas opções de modelos de negócio: Acesso Saúde Express e Acesso Saúde Premium.

Acesso Saúde Express
Investimento inicial: 420 mil reais
Prazo de retorno: 24 meses

Acesso Saúde Premium
Investimento inicial: 600 mil reais
Prazo de retorno: 24 meses

2 – Barela: 8 mil reais

A Barela é uma rede de franquias que comercializa seguros e planos da área de saúde. O modelo de franquias home office começou a ser formatado em 2015 e agora, em 2017, a marca começa sua expansão. Por dentro do assunto: Dona do WordPress leva home office ao extremo 

Investimento inicial: 8 mil reais
Prazo de retorno: 6 a 12 meses

3 – Clinicão: 96,5 mil reais

A Clinicão é uma rede de franquias de serviços veterinários. O negócio começou a franquear ano passado e possui uma unidade operando. A marca irá lançar um novo modelo na ABF Franchising Expo, chamado Consultório Smart.

Consultório Smart 
Investimento inicial: 96,5 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 meses

4 – Croasonho: 370 mil reais

A Croasonho, rede de franquias do ramo de alimentação, começou a franquear em 2009 e já possui 72 unidades funcionando. A marca opera com modelos tradicionais e irá lançar neste ano seu formato Container.

Container
Investimento inicial: 370 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

5 – Cuordicrema: 100 mil reais

A rede de franquias de gelato artesanal Cuordicrema participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo. A marca começou a franquear em 2015 e possui 14 unidades em operação.

Investimento inicial: 100 mil reais
Prazo de retorno: 20 a 24 meses

6 – Das Brot: 75 mil reais

A rede de padarias franqueadas, com produtos importados da Alemanha, participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo. A marca começou a franquear em 2013 e possui seis unidades em operação.

Investimento inicial: 75 mil a 180 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

7 – Delivery Much: 15 mil reais

A Delivery Much, rede franqueadora com um aplicativo de delivery online, começou a franquear em 2015 e possui 120 unidades em operação. É a primeira vez que a marca participa da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 15 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 24 meses

8 – Dermanail: 15 mil reais

A Dermanail é uma franquia de produtos de beleza e tratamento estético para mãos, pés e unhas. A marca nasceu em 2005 e franqueia desde 2015. Com 20 unidades franqueadas já comercializadas, a marca está lançando na ABF Franchising Expo seu modelo home based.

Home Office
Investimento inicial: 15 mil reais
Prazo de retorno: 11 meses

9 – Divino Fogão: 450 mil reais

A rede de alimentação Divino Fogão já possui 190 unidades em operação. Na ABF Franchising Expo, lançará o modelo Divino Fogão Pratos da Fazenda, com opções pré-selecionadas nos pratos.

Investimento inicial: 450 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

10 – Dr. Shape: 180 mil reais

A Dr. Shape é uma rede de franquias do segmento de artigos esportivos e suplementos. A marca possui 62 unidades e participa pela primeira vez na ABF Franchising Expo.

Express
Investimento inicial: 180 mil reais
Prazo de retorno: 18 a 36 meses

11 – English Talk: 17 mil reais

A English Talk, rede de franquias de escolas de inglês, está no mercado desde 2015 e possui seis escolas em operação. Na ABF Franchising Expo deste ano, a marca irá lançar seu modelo Private, que é home based.

Private
Investimento inicial: 17 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 meses

12 – Gênio da Locação: 130 mil reais

A marca Gênio da Locação, de aluguel de pequenos equipamentos para serviços domésticos, começou a franquear no segundo semestre do ano passado. A rede possui 12 unidades em operação.

Investimento inicial: 130 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

13 – Gigatron: 40,5 mil reais

A Gigatron, rede de franquias de serviços de tecnologia, começou a operar em 2012 e conta atualmente com 162 unidades em operação. Na ABF Franchising Expo, a marca irá lançar o novo modelo Certificado Digital: Container.

Container 
Investimento inicial: 40,5 mil reais
Prazo de retorno: 6 a 9 meses

14 – Ice Creamy: 2,5 mil reais

A rede de franquias Ice Creamy, que já trabalha com lojas e quiosques de sorvetes, lançará um novo modelo na ABF Franchising Expo. O novo formato, chamado PDV, permite comercializar os produtos em geladeiras.

PDV
Investimento inicial: 2,5 mil reais
Prazo de retorno: 12 meses

15 – Jin Jin: 200 mil reais

 A rede de culinária asiática Jin Jin irá divulgar seu modelo de quiosque na ABF Franchising Expo. O negócio começou a franquear em 1994 e possui 77 unidades em operação.

Investimento inicial: 200 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

16 – Johnny Rockets: 750 mil reais

A rede de hamburguerias americana Johnny Rockets começou a franquear ano passado no Brasil. A marca possui 12 unidades e participará da ABF Franchising Expo pela primeira vez.

Investimento inicial: 750 mil a 1,2 milhão de reais (não inclui taxa de franquia, de 49 mil dólares)
Prazo de retorno: 30 a 42 meses

17 – Kingdom: 79,6 mil reais

A Kingdom é uma rede de franquias de escolas de inglês. A marca começou a franquear em 2014 e possui 15 unidades operando hoje. É a primeira vez que a franqueadora participa da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 79,6 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 meses

18 – Mapa da Mina: 50 mil reais

A rede de semijoias femininas irá lançar um novo modelo de franquia na ABF Franchising Expo deste ano: o Express, com torres de semijoias para salões de beleza e perfumarias, por exemplo. A marca franqueia desde 2014 e possui 15 unidades em operação.

Investimento inicial: 50 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 meses

19 – Minha Costureira, Meu Sapateiro: 136,5 mil reais

A marca Minha Costureira, Meu Sapateiro entrou para o franchising neste ano. A rede possui sete unidades em operação e participa da ABF Franchising Expo pela primeira vez.

Investimento inicial: 136,5 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

20 – Mr. Black Café Gourmet: 210 mil reais

A Mr. Black Café Gourmet, rede franqueada de cafeterias, começou a franquear no ano de 2012 e possui 12 unidades em operação. É a primeira vez que a marca participa da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 210 a 260 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

21 – MyGloss: 30 mil reais

A MyGloss, rede de franquias de acessórios femininos, franqueia desde 2011. A marca irá lançar na ABF Franchising Expo 2017 uma microfranquia no sistema home based, para venda de acessórios em casa ou porta a porta.

Investimento inicial: 30 mil reais
Prazo de retorno: 3 a 4 meses

22 – Noxii Live Center: 120 mil

A Noxxi Live Center é uma rede de academias focada na família e em pessoas não tão ligadas ao mundo da malhação. A marca possui uma unidade própria e lançará seu primeiro modelo na ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 120 mil reais
Prazo de retorno: 17 a 20 meses

23 – Ooxy Radio Indoor: 25 mil reais

A Ooxy Radio Indoor é uma rede de franquias de marketing sensorial. A marca foi criada em 2016 e começou a franquear neste ano. Hoje, há três unidades em operação.

Investimento inicial: 25 mil reais
Prazo de retorno: 18 meses

24 – Oven Pizza: 350 mil reais

 

A Oven Pizza é uma rede de franquias de pizzas customizadas, com sete unidades em operação. A marca participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo neste ano.

Investimento inicial: 350 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

25 – Rei do Picadinho: 450 mil reais

A Rei do Picadinho é uma rede de franquias do ramo de alimentação, criada em 2014. A marca possui duas unidades e participa pela primeira vez da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 450 mil reais
Prazo de retorno: 36 meses

26 – Sigbol: 80 mil reais

A rede de franquias de roupas Sigbol participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo neste ano. A marca franqueia desde 2011 possui 20 unidades funcionando.

Investimento inicial: 80 mil reais
Prazo de retorno: 20 meses

27 – Spoleto: 495 mil reais

O Spoleto é uma rede de culinária italiana que já franqueia há 20 anos. Este ano, a marca irá lançar um novo modelo de franquia, chamado “Minha Cozinha Italiana”, voltado para a comida fast casual. A marca quer encerrar o ano com 61 restaurantes nesse formato.

Investimento inicial: 495 mil reais
Prazo de retorno: 36 a 40 meses

28 – Urban Motion: 900 mil reais

A Urban Motion, rede de franquias de parques de trampolins, começou a ser comercializada neste ano e possui duas unidades próprias e duas franqueadas.

Investimento inicial: 900 mil reais
Prazo de retorno: 19 meses

29 – Usaflex: 250 mil reais

A Usaflex é uma rede de calçados femininos que participará pela primeira vez da ABF Franchising Expo. Atualmente, a marca possui 44 unidades franqueadas em operação.

Investimento inicial: 250 mil reais
Prazo de retorno: 24 meses

30 – Vizinhando: 445 mil reais

O Vizinhando é uma rede de franquias com restaurantes que servem comidas típicas em bares. A marca começou a franquear em 2015 e possui 13 unidades em funcionamento. É a primeira vez que o negócio participa da ABF Franchising Expo.

Investimento inicial: 445 mil a 780 mil reais
Prazo de retorno: 24 a 36 meses

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/30-modelos-de-franquia-que-acabam-de-chegar-ao-mercado/

 

 

 

VERIZON FINALIZA A COMPRA DO YAHOO POR US$ 4,5 BILHÕES

Ao lado da Aol e de outras propriedades da Verizon, Yahoo ajudará a operadora norte-americana a cumprir a meta de ter dois bilhões de usuários até 2020

 Operadora norte-americana Verizon finalmente teve acesso aos serviços de Internet do Yahoo, o que dará à gigante das telecomunicações acesso a milhões de usuários Ao mesmo tempo, termina a novela do Yahoo, um icônico portal da internet, como negócio autônomo, após inúmeras críticas nos últimos anos.

As empresas fecharam oficialmente o acordo de US$ 4,5 bilhões na terça-feira (13), após terem a aprovação dos acionistas da Yahoo na semana passada. As propriedades do Yahoo, incluindo o Yahoo Esportes e o Finanças, farão parte de uma nova unidade da Verizon, chamada Oath, que abriga marcas como Aol, TechCrunch e Huffington Post. A Oath será supervisionada pelo ex-CEO da Aol, Tim Armstrong, enquanto a CEO da Yahoo, Marissa Mayer, 42, deixará o cargo.

A Verizon – que adquiriu a Aol há dois anos e iniciou um aplicativo de vídeo online – está construindo o que espera que se torne um serviço digital líder que complementa seu negócio principal de ajudar os consumidores a enviar e receber informações em seus dispositivos ou assistir a canais de televisão. Embora o acordo tenha sido anunciado em julho do ano passado, o acordo em si corria o risco de não sair depois que o Yahoo divulgou duas falhas de segurança enormes que expuseram as contas de usuários e ameaçaram sua confiança junto aos clientes. Os casos acabaram por reduzir o valor do negócio em US$ 350 milhões.

“O fim desta transação representa um passo crítico no crescimento da escala global necessária para a nossa empresa de mídia digital”, disse Marni Walden, presidente de mídia e telemática da Verizon, em comunicado.

O que resta do Yahoo após a venda inclui uma participação acionária de aproximadamente 15% no Alibaba Group Holding, da China; cerca de 36% no Yahoo Japan; caixa e títulos de dívida negociáveis; alguns investimentos minoritários; e a Excalibur, que detém alguns ativos de patentes. Essa coleção de ativos do Yahoo será renomeada de Altaba Inc. Thomas McInerney, que permanecerá no conselho, se tornará CEO da Altaba.

Durante uma apresentação no mês passado, Armstrong, que se juntou à Verizon com a compra da Aol, disse que a empresa terá cerca de 1,3 bilhão de clientes. Ele buscou posicionar a nova entidade como uma alternativa aos gigantes do consumo online, nominalmente o Google (da Alphabet) e o Facebook. A Verizon gastou mais de US$ 9 bilhões nos ativos combinados, incluindo a Aol.

Ainda assim, cortes serão feitos. Espera-se que os negócios combinados cortem cerca de 2100 empregos com o fechamento da aquisição, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto. Os cortes – cerca de 15% da força de trabalho combinada – serão principalmente para trabalhos duplicados, de modo que as posições de engenharia são menos propensas a serem afetadas, disse a pessoa.

“Estamos construindo o futuro das marcas usando tecnologia poderosa, conteúdo confiável e dados diferenciados”, afirmou Armstrong na declaração.

Para o Yahoo, o movimento acaba com a existência dele, um pioneiro da web, como uma empresa independente depois de ajudar a introduzir uma geração de usuários à Internet a partir dos anos 1990. Seu sucesso passou a ser pressionado com a ascensão do Google e de outras empresas com foco na web que atraíram consumidores em todo o mundo – e os dólares publicitários que vieram com eles.

“Foi, sem dúvida, um longo caminho até chegarmos a este momento que marca o fim de uma era para o Yahoo, bem como o início de um novo capítulo – é um momento emocionante para todos nós”, escreveu Mayer em seu blog. “Dadas as mudanças inerentes ao meu papel, deixarei a empresa.”

A era Mayer

Mayer chegou em julho de 2012, vinda do Google, com bastante badalação como a mais recente em uma série de líderes e em meio a expectativas de que ela poderia provocar uma reviravolta. Ela levou o Yahoo a ter mais serviços móveis, iniciou outros baseados em conteúdo de vídeo e tentou atrair talentos para a casa. Mas isso nunca se traduziu em crescimento de vendas relevantes – e, no início do ano passado, a empresa começou a considerar ofertas que levaram ao acordo com a Verizon.

Mayer foi a quarta executiva mais bem paga dos EUA, em 2016, com US$ 32,8 milhões pelo ano em que orquestrou a venda da empresa à Verizon. O conselho reteve seu bônus de 2016 depois de ter sido revelado que falhas no Yahoo expuseram informações pessoais de milhões de usuários.

Para Stephen Beck, fundador e sócio-gerente da consultoria de gerenciamento cg42, “embora Marissa certamente tenha cometido alguns erros, os problemas do Yahoo existiam antes dela assumir o controle.”

O acordo com a Verizon deveria ter sido concluído no primeiro trimestre. No entanto, em janeiro, a empresa atrasou o fechamento para atender a certas condições após a admissão das falhas de privacidade.

Agora, o Yahoo – que competiu com a Aol no passado – faz parte de uma empresa de telecomunicações. Juntos, Armstrong quer atingir dois bilhões de usuários até 2020.

Uma área-chave para as empresas combinadas é o serviço de vídeo que pode ajudar a atrair usuários em celulares e tablets que usam a rede da Verizon. No passado, o Yahoo ofereceu programas de esportes, notícias e comédia para atrair mais espectadores. Não se sabe se essa estratégia tem potencial para ser bem sucedida.

“A Verizon está tentando trazer a função para a disfuncionalidade do Yahoo e da Aol”, disse Peter Csathy, fundador da Creatv Media, uma empresa de consultoria e investimentos em negócios focados em mídia digital. “Todos esperam que a soma seja maior que a totalidade de suas partes individuais.”

NATURA COMPRA BODY SHOP DA L´OREAL POR € 1 BILHÃO

Companhia terá um faturamento consolidado de R$ 11,5 bilhões e presença em 70 países. Negócio passará pelo conselho da L´Oreal e órgãos de concorrência

 

Natura deu hoje um grande passo para cravar definitivamente sua presença no mercado internacional. A fabricante de cosméticos brasileira anunciou hoje a compra da rede de lojas The Body Shop, da francesa L’Oréal, por 1 bilhão de euros.

A proposta foi entregue ao conselho de administração da empresa ontem e ainda está sujeita à consulta ao seu Conselho de Colaboradores e à aprovação de autoridades concorrenciais, o que deve acorrer ainda este ano.

Com o negócio, a Natura deverá atingir números grandiosos: o faturamento salta para 11,5 bilhões de reais, contará com 17.000 funcionários, 3.200 lojas e um portfólio de mais de 2.000 produtos – além das 1,8 milhão de consultoras independentes que já possui.

A marca The Body Shop seguirá atuando de forma independente nos 70 países onde atua. No Brasil a rede possui 133 lojas.

Em teleconferência com jornalistas nesta manhã, o presidente da empresa João Paulo Ferreira explicou que a relação das duas empresas acontece desde 2001.

“Mas para este negócio, fomos procurados pela L´Oreal no início do ano”, disse.

O pagamento do negócio será feito por meio de capital de terceiros, em uma estrutura financeira já traçada para quando a conclusão acontecer.

“A dívida será bem estruturada, com parte dos recursos tirados do caixa, parte alavancada em reais e dinheiro internacional, buscando reduzir o custo de capital e manter a geração de caixa da empresa”, afirmou José Roberto Lettiere, vice-presidente de Relações com Investidores da Natura.

Caminhos cruzados

A companhia foi fundada em 1969 em São Paulo por Luiz Seabra, ainda hoje seu maior acionista e se transformou na maior fabricante brasileira de cosméticos calcada em imagens e iniciativas de sustentabilidade empresarial.

A rede inglesa The Body Shop foi criada poucos anos depois, em 1976, e uma das primeiras do mundo a decretar o fim do teste de produtos em animais. Anos depois, em 2006, foi comprada pelo grupo francês L’Oréal, maior empresa de cosmética do mundo.

O encontro das duas ocorre em um momento em que a Natura repensa o negócio, com a diversificação dos canais de vendas e também o plano para o avanço da marca fora do país. Ao mesmo tempo, a rede inglesa precisa da renovação da marca para voltar a crescer, em especial em países de maior potencial de crescimento do setor, como o Brasil, dominado pela Natura. Os fluxos da internacionalização: Veja com o Mundo Corporativo por que a conexão é o grande motor da nova globalização Patrocinado 

Em 2016, as vendas da The Body Shop foram 4,8% menores em 2016 e fecharam em 920,8 milhões de euros.

“Natura e The Body Shop sempre percorreram caminhos paralelos que hoje se encontram. A complementariedade da presença internacional, o uso da biodiversidade, a ética na gestão, o relacionamento justo com as comunidades e o uso intenso da inovação são dimensões dessa jornada que se inicia”, afirma Guilherme Leal, co-presidente do conselho de administração da Natura por comunicado.

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/natura-compra-body-shop-da-loreal-por-e-1-bilhao/

DONO DA CYRELA CRITICA LEGISLAÇÃO IMOBILIÁRIA E BUSCA CRESCIMENTO NA ÁREA DE SAÚDE

Através do seu fundo familiar, o Abaporu, Elie Horn adquiriu 65% de um hospital inovador em Campinas, interior de São Paulo

Diante das incertezas do abatido mercado imobiliário, um dos principais empresários do setor no País aposta em um segmento cujos resultados têm sido mais estáveis nesses anos de crise. Após ter assinado ontem a compra de um hospital, o fundador da Cyrela, Elie Horn, prepara-se para expandir a atuação na área de saúde por meio de seu fundo familiar, o Abaporu.

A ideia, disse ele ao Estado, é adquirir pelo menos mais um hospital ainda neste ano – em parceria com a gestora Bozano Investimentos. O Abaporu concluiu ontem a compra de cerca de 65% do capital do Hospital Vera Cruz, em Campinas (SP) – e vai investir em clínicas e “hospitais de retaguarda”.

Esse tipo de hospital, ainda raro no Brasil, é um modelo intermediário entre o hospital tradicional e a moradia para idosos. É um empreendimento para pacientes que não precisam ficar internados, mas necessitam de atendimento de profissionais, como nutricionistas e enfermeiros.

O projeto do fundo Abaporu e da Bozano inclui aportes em praticamente todos os segmentos de prestação de serviço de saúde, com exceção de laboratórios, área considerada pelos investidores com forte concorrência. Tanto aquisições quanto construções de empreendimentos novos estão no radar de Horn. “Estamos no começo. Por enquanto, estamos de portas abertas (a novos projetos). Se você tiver alguma coisa para oferecer, agradecemos.”

Sem revelar quanto desembolsou pelo negócio, Horn afirmou que, em dez anos, o Abaporu deverá ter uma receita de “centenas de milhões” de reais. O primeiro hospital adquirido pelo fundo tem receita anual em torno de R$ 300 milhões e lucro de cerca de R$ 15 milhões.

Resiliência

Com a aposta em saúde, Horn entra em um setor cuja rentabilidade é maior que a do setor imobiliário. O faturamento bruto dos 80 associados à Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) alcançou R$ 28,3 bilhões em 2016, valor 24,7% superior ao de 2015 – quando havia 72 associados.

Ainda no ano passado, a receita líquida por paciente-dia desses hospitais subiu 18,1%. Enquanto isso, o PIB da construção caiu 5,2%. “Vai haver crescimento (na saúde) porque o País precisa de planos de saúde, de mais camas hospitalares e mais médicos. Achamos que (a área) tem muito futuro”, disse Horn.

O presidente da Anahp, Francisco Balestrin, lembra que investidores têm buscado o setor por ser mais resiliente. “O desemprego afeta menos. O que sofre mais são os prontos-socorros, mas a taxa de ocupação dos hospitais se mantém.”

Além da intenção de investir em um segmento mais resistente a crises, Horn diz ter optado pela área de saúde por depender menos de decisões do governo. O empresário se refere à definição de uma nova regulamentação dos distratos (cancelamentos de compra de imóveis).

O mercado imobiliário aguarda a tramitação de um projeto de lei que regulamente essas devoluções de imóveis que ajudaram a devastar o setor nos últimos anos – hoje, entre 60% e 90% do valor pago pelo consumidor precisa ser devolvido em caso de desistência do negócio.

“O setor tem o distrato, que é uma desgraça, uma porcaria total. Se o governo não resolver essa questão, a situação vai piorar”, destacou. A Cyrela registrou R$ 6 bilhões em distratos nos últimos quatro anos, sendo R$ 2,8 bilhões apenas em 2016.

País

Diante da crise econômica e política brasileira, Horn disse continuar otimista. “Não há mal que não venha para o bem.” O empresário acrescenta que a delação da JBS fez com que os negócios ficassem mais parados do que já estavam. “Tudo isso atrasa o processo de recuperação, infelizmente, não tem jeito.” Para ele, porém, o cenário deve melhorar e as empresas precisam ter fôlego para atravessar esse período mais difícil.

Sobre as reformas previdenciária e trabalhista, Horn destacou que, o quanto antes elas forem aprovadas pelo Congresso, melhor será para o Brasil. “As reformas são essenciais ao País. Não é normal que a gente esteja vivendo numa época de outro século com um País que poderia ser moderno e dar pleno emprego à sua população. As reformas resolvem o emprego, a situação econômica, (os entraves do) País e combatem a pobreza”, destacou.

O fundador da Cyrela defendeu ainda que o governo trabalhe para que o Brasil seja mais aberto economicamente. “Enquanto não formos abertos e modernos, o País vai sofrer.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/dono-da-cyrela-critica-legislacao-imobiliaria-e-busca-crescimento-na-area-de-saude-80x4gwwqez86w58d2lnjboka5

AS DEZ MAIORES EMPRESAS DE VENDA DIRETA DO MUNDO

Natura é a única empresa brasileira presente no top 10 da lista organizada pela revista Direct Selling News

 

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O portal Direct Selling News fez um levantamento das maiores empresas de venda direta do mundo, com base na receita acumulada ao longo de 2016. A americana Amway, que comercializa produtos de beleza e saúde, ficou na primeira colocação ao atingir em 2016 um receita de US$ 8,8 bilhões. É a quinta vez consecutiva que a rede aparece na liderança.

O ranking é dominado por redes americanas. Das cinco primeiras colocadas, somente a Vorwerk, de aparelhos para cozinha, não tem sede nos Estados Unidos, já que ela é uma rede alemã de vendas diretas. Amway, Avon, Herbalife e Mary Kay nasceram todas nos Estados Unidos.

A única brasileira na lista é a Natura, que vende cosméticos, perfumes, maquiagens e itens de cuidado pessoal. A rede teve uma receita de US$ 2,26 bilhões no ano passado e ficou na 9ª colocação entre as maiores companhias de venda direta do mundo.

Confira, abaixo, as dez maiores empresas de venda direta do mundo, segundo levantamento do portal DSN:

Imagem Natura

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/as-dez-maiores-empresas-de-venda-direta-do-mundo-49znjl2ndpi4tguf8k0dwm6xv

O FANTASMA DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Por Luciana Kishino de Souza

Sócia de BECKER DIREITO EMPRESARIAL

 

O Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações demonstrou que em 2016, foram requeridos 1.863 pedidos de recuperações judiciais, 44,8% a mais do que o registrado em 2015, enquanto que em 2017, o primeiro quadrimestre já aponta uma redução neste número (de 571 até abril de 2016 e 398 até abril de 2017), mas ainda um número elevado que demonstra o grau das dificuldades financeiras que vem sendo enfrentadas pelas empresas.

Contudo, em que pese o número elevado de Recuperações Judiciais, as empresas ainda têm dificuldade em reconhecer que a Recuperação Judicial pode ser uma alternativa viável para sair da crise.

Os empresários avaliam a Recuperação Judicial como sendo a declaração de insucesso de sua gestão, ignorando o quadro recessivo da economia brasileira, que prejudicou a geração de caixa das empresas e tornou o crédito cada vez mais caro e escasso, e este olhar repressivo e pessimista deve ser desmistificado para que a sua recuperação seja possibilitada.

Fato é que a deterioração da saúde financeira das empresas brasileiras hoje tem um grande vilão, a CRISE, e a dificuldade de lidar com a atual fase econômica do país não é sinônimo de má gestão.

Frente a esta realidade, a Recuperação Judicial deve ser vista como um remédio legal para auxiliar no restabelecimento das empresas, já que oportuniza aos empresários a obtenção de um “fôlego” para possibilitar sua reestruturação, em especial na área financeira.

Ao contrário da antiga Concordata, que tinha como principal premissa a constituição de moratória legal à empresa em dificuldade, a Recuperação Judicial é uma ferramenta que visa a correção dos rumos da empresa, seja com a reestruturação da sua gestão, da sua operação ou até mesmo do seu mercado, por exemplo.

A Recuperação Judicial não poder ser vista como a última alternativa das empresas brasileiras, sob pena de tornar-se medida ineficaz, isto é, não pode o empresário socorrer-se desta medida apenas quando estiver esgotado todas as suas linhas de negociação, uma vez que as relações comerciais são essenciais para o êxito do processo, e por isso a necessidade de tentar mantê-las saudáveis.

Existe, inclusive, um índice do Serasa que estabelece que das Recuperações Judiciais que têm o seu processamento deferido, apenas (23 %) são exitosas, e tal percentual é baixo justamente pelo fato de ser a última alternativa tomada pelas empresas, em virtude do preconceito que gira em torno da ferramenta com relação ao mercado.

As empresas não podem permitir que os credores tomem conta de sua operação e que a sua rotina a impeça de olhar para a crise e reagir, sob pena de se depararem em um cenário irreversível.

Portanto, caso a empresa tenha condições reais de recuperação, é interessante conhecer as alternativas oferecidas pela legislação brasileira (Lei 11.101/2005) e, com o auxílio de bons profissionais, vencer a turbulência econômica e reestabelecer a confiança junto aos seus clientes e fornecedores.