EMPRESAS EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL PODEM CELEBRAR CONTRATOS DE FACTORING

Por Giovanna Vieira Portugal Macedo, advogada da BECKER DIREITO EMPRESARIAL

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça reverteu decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo com o propósito de autorizar que empresas em Recuperação Judicial celebrem contratos de factoring durante a fase de soerguimento, inclusive sem a necessidade de autorização judicial.

A Ministra Nancy Andrighi, relatora do caso, entendeu que salvo em caso de destituição dos administradores, não há que se falar no afastamento da própria devedora ou de seus administradores da condução da atividade empresarial, que deverão ser devidamente fiscalizados pelo administrador judicial e, quando houver, pelo comitê de credores.

Também ficou claro no acórdão que os bens (direitos creditórios) alienados em razão da celebração de contratos de factoring não integram nenhum dos subgrupos que compõem o ativo permanente da empresa, isso porque não se enquadram nas categorias investimento, ativo imobilizado ou ativo diferido, de modo que não há que se falar em ofensa ao artigo 66[1] da Lei 11.101/2005.

Considerando, portanto, que os contratos de factoring podem auxiliar as empresas em recuperação judicial a obter capital de giro, a autorização da sua celebração vai ao encontro com os princípios que norteiam as recuperações judiciais, que são os da função social e da preservação das empresas.


[1] Após a distribuição do pedido de recuperação judicial, o devedor não poderá alienar ou onerar bens ou direitos de seu ativo permanente, salvo evidente utilidade reconhecida pelo juiz, depois de ouvido o Comitê, com exceção daqueles previamente relacionados no plano de recuperação judicial.

ANEEL E A BUSCA POR MAIS SEGURANÇA NO MERCADO LIVRE DE ENERGIA

Por Marcelo Flores, sócio da BECKER DIREITO EMPRESARIAL

Em razão de dois eventos graves causados pelas comercializadoras Vega Energy e Linkx, a ANEEL pretende ampliar os pontos de checagem da saúde financeira das empresas que comercializam energia.

O caso das empresas acima, basicamente expôs uma fragilidade do mercado, quando a Vega Energy e Linkx firmaram contratos de venda futura de energia e recentemente informaram que não vão entregar os montantes contratados por não possuírem recursos para honrar as compras, nem o volume energético prometido.

Com isso, todos os clientes vendedores e consumidores destas empresas ficaram “ao Deus dará”.

A situação preocupa, pois pode ser a ponta de um iceberg em que outras comercializadoras também estejam em situação de risco de calote.

Para evitar que o problema se torne algo incontrolável, a ANEEL procurará, a partir de janeiro de 2020, aplicar uma série de medidas em face das comercializadoras, como por exemplo: depósito de garantias semanais e não mais mensais; auditorias externas de balanços; e que mesmos as transações no Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE), sejam registrados na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), de modo a ter as informações mais concentradas e rastreáveis.

A nossa posição é de que as medidas são necessárias e essenciais para a credibilidade do Mercado Livre de energia, inclusive porque este já sofre concorrência da Geração Distribuída (em que o consumidor já está atrelado a sua própria geradora de energia e ainda pode receber créditos das distribuidoras).

De igual forma, o investidor que optar pelo Mercado Livre precisa sentir-se tranquilo em construir as usinas e vender a energia para comercializadoras saudáveis, de sorte que os riscos apontados pela ANEEL e vivenciados atualmente sejam mitigados de forma dura pelos órgãos reguladores.

Entendemos, portanto, que realmente a ANEEL ao propor as medidas comentadas, está assumindo o papel de protagonista que lhe cabe para evitar um abalo de consequências inimagináveis ao mercado energético do país.

JUNTA DIGITAL: VOCÊ SABIA QUE É POSSÍVEL ABRIR E ENCERRAR EMPRESAS NO PARANÁ DE FORMA TOTALMENTE ELETRÔNICA?

Por Lisiane Schmitt e Cauani Claudio Ardigó, Advogadas do Escritório BECKER DIREITO EMPRESARIAL

Desde Outubro de 2017, a Junta Comercial do Estado do Paraná oferece serviços de registro para empresas através de processos eletrônicos, ou seja, 100% Digitais. Utilizando os procedimentos da “Junta Digital”, disponíveis no portal Empresa Fácil Paraná (http://www.empresafacil.pr.gov.br/), os empresários podem elaborar, protocolar, acompanhar a tramitação e obter, por fim, o registro dos atos societários submetidos à JUCEPAR, tudo de forma virtual, sem a necessidade de apresentar quaisquer documentos físicos ao órgão registrador.

Com inúmeras vantagens, que vão desde a conveniência de realizar todas as etapas do processo pelo computador, evitando deslocamentos e serviços postais, até a considerável economia de custos, na qual se dispensa, inclusive, reconhecimento de firma nos documentos a serem protocolados na JUCEPAR, a “Junta Digital” é uma alternativa eficiente, que foi implementada para simplificar as burocracias do mundo empresarial.

Contudo, imperioso atentar que, embora se apresentem muito promissores, os procedimentos integralmente eletrônicos da JUCEPAR possuem, hoje, limitações que restringem seu uso pelos empresários/operadores (contadores, advogados, consultores):

– O documento a ser registrado na JUCEPAR deve ser assinado digitalmente através do portal Empresa Fácil Paraná, e, para tanto, todos os signatários (sócios, conselheiros e administradores, conforme for o caso) devem possuir certificado digital E-CPF do tipo A3.

– Somente Empresário Individual (EI), Empresário Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) e Sociedades Limitadas (LTDA) podem fazer uso dos serviços, restando excluídas, portanto, as Sociedades Anônimas.

– Os serviços estão disponíveis apenas para processos simples de constituição, alteração de dados e dissolução de empresas. Desse modo, operações societárias que envolvam processos vinculados entre matriz e filiais, transformação, eventos entre Estados da Federação e Eventos Exclusivos (estes últimos definidos como “Outros Serviços da Junta Comercial” no portal Empresa Fácil Paraná), não poderão ser assinados e protocolados digitalmente.

Não obstante as imperfeições sistêmicas, que devem ser corrigidas progressivamente pela JUCEPAR em um futuro próximo, o registro eletrônico, quando cabível, passa a ser uma ótima opção de custo-benefício a ser explorada pelos empresários.

PERSPECTIVAS ECONÔMICAS E AS RECUPERAÇÕES JUDICIAIS

Por Fernando Balotin, economista e Giovanna Vieira Portugal Macedo, Advogada Cível da BECKER DIREITO EMPRESARIAL.

Depois de ter sofrido décadas de turbulências políticas e econômicas, o Brasil continua as enfrentando, e o cenário atual é, se não o pior, um dos piores em termos crise da história do país.

Em períodos de crise, é inevitável a baixa de investimentos, do consumo e do nível de atividade econômica, o que gera aumento na taxa de desemprego, e, por consequência, prejuízo da função social das empresas.

Dificuldades de geração de caixa, agravada pela alta carga tributária do país, são inerentes às empresas em crise, dificuldades estas que vêm sendo demonstradas com o crescente número de pedidos de Recuperação Judicial ajuizados nos últimos anos.

Como é sabido, a Recuperação Judicial tem como principal objetivo a preservação das empresas, de modo a possibilitar a manutenção de empregos, da fonte produtora e da geração de tributos, que são chamados de função social da empresa.

Confrontando os indicadores disponibilizados pelo Serasa Experian com o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto), é possível observar como o período de crise impacta no aumento dos pedidos de recuperação judicial, conforme gráfico abaixo:

Pelos autores. Fonte: Serasa Experian e IBGE

É possível observar graficamente que nos períodos de crise econômica – final do período de hiperinflação e implantação do plano real, e a crise atual que tem sido superada aos poucos – um distanciamento das curvas laranja (Concordatas e Recuperações Judiciais Requeridas) e azul (PIB Brasileiro), ou seja, comprova-se que quando o Produto Interno Bruto decresce o número de requerimentos sobe acentuadamente.

Tão verdade que períodos de crise influenciam nos pedidos de Recuperação Judicial, que tal afirmação se confirma inclusive se for analisado o período em que o meio judicial utilizado pelas empresas a fim de possibilitar o seu soerguimento era a Concordata Preventiva, o que também é possível extrair do gráfico acima.

Em contrapartida, no período de estabilidade econômica – final do governo FHC e governo Lula – o PIB demonstra variação, mas sutil, de modo que os pedidos demonstram estabilidade neste período.

Necessário esclarecer que o gráfico acima demonstra o efeito da defasagem temporal do decréscimo do PIB e de 1 a 3 anos contra o acréscimo mais acentuado dos pedidos de Recuperação Judicial.

O fato de que as empresas muitas vezes perdem o timing para o ajuizamento de Recuperações Judiciais é o que demonstra esta defasagem temporal, sendo que na maioria das vezes já estão tão afetadas pela crise, que sua chance de soerguimento é baixíssima.

Tendo em vista que as perspectivas para os próximos anos são promissoras, os pedidos de Recuperação Judicial devem perder força nos próximos anos, o que fica demonstrado pelos dados do Serasa Experian, que retratam que em 2017 foram  realizados 1.420 pedidos, que representam uma queda de 23,8% em relação a 2016, e em 2018 foram realizados 1.408 pedidos, representando uma queda de 0,8%.

O cenário promissor é extraído de uma rara combinação de fatores como: custo de produção baixo e produtividade alta; baixo custo de capital (câmbio e juros); volta da confiança dos agentes; mundo favorável à retomada cíclica; responsabilidade econômica e consequentemente estabilidade política.

Com perspectivas promissoras, inclusive com a maior facilidade para obtenção de créditos, investimento e com o aumento da demanda agregada, as empresas em crise terão chance maior de soerguimento, tanto as que já estão em Recuperação Judicial, quanto as que pretendem utilizar deste mecanismo, que tem demonstrado cada vez mais efetividade.

A INTERFERÊNCIA DO JUDICIÁRIO NOS PLANOS DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Por Luciana Kishino e Giovanna Vieira Portugal Macedo Advogadas da BECKER DIREITO EMPRESARIAL.

Decisões recentes têm assustado as empresas em Recuperação Judicial, já que relativizam a soberania dos credores na aprovação dos planos de recuperação judicial (PRJ).

A 2a Câmara de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo recentemente posicionou-se[1] pela impossibilidade de correção das parcelas do plano pela Taxa Referencial (TR) e interferiu na fixação dos juros, mesmo diante da aprovação das referidas questões pela maioria dos credores.

Outro exemplo de interferência do Poder Judiciário em Plano de Recuperação Judicial aprovado é a decisão[2] proferida pela 2a Vara Cível da Comarca de Caçador, Estado de Santa Catarina, em que o Judiciário condicionou a alienação de bens, aprovada em AGC, ao pagamento dos credores trabalhistas.

Ocorre que o Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina acertadamente em Agravo de Instrumento deferiu[3] o pedido de antecipação de tutela recursal realizado pela empresa Recuperanda para o fim de autorizar a venda de bens aprovada pelos credores, independente do efetivo pagamento dos credores trabalhistas.

A decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina mencionou a lógica que deve ser respeitada nas recuperações judiciais, conforme o trecho a seguir “deve-se destacar o princípio da soberania da decisão dos credores em assembleia geral de credores, segundo o qual os credores decidem de forma soberana acerca do plano de recuperação da empresa”.

O Poder Judiciário tem o dever de fazer o controle da legalidade do PRJ, o que não significa dizer que pode interferir no regramento dos direitos disponíveis das partes envolvidas sobre os quais os credores já se manifestaram.

A interferência do Judiciário no sentido de desconsiderar a soberania dos credores nas recuperações judiciais pode trazer, além do sentimento de insegurança jurídica, efeitos indesejados, como o alongamento de discussões judiciais e até mesmo retirar a viabilidade econômico-financeira do plano, levando inclusive à quebra da empresa recuperanda, contrariamente ao objetivo maior do instituto de Recuperação Judicial, que é manutenção da função social empresa.


[1] Autos no 2059890-06.2018.8.26.0000. Agravo de Instrumento. 2a Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

[2] Autos no 0301182-10.2016.8.24.0012. Recuperação Judicial. 2a Vara Cível da Comarca de Caçador, Estado de Santa Catarina.

[3] Autos no 4031177-41.2018.8.24.0000. Agravo de Instrumento. 2a Câmara de Direito Comercial do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina.

 

MADERO INVESTIRÁ R$ 120 MILHÕES PARA CONSTRUIR NOVAS FÁBRICAS EM PONTA GROSSA

Empresa vai ampliar o seu parque fabril para dar suporte à rede de restaurantes que deve encerrar o ano com 120 lojas

Cozinha do Madero, rede paranaense de restaurantes que quer encerrar o ano com 120 unidades Jonathan Campos – Gazeta do Povo

 

Para dar suporte ao crescimento da sua rede de restaurantes, o Madero vai investir R$ 120 milhões para construir novas fábricas e um novo centro de distribuição em Ponta Grossa, região dos Campos Gerais do Paraná. As unidades serão erguidas no mesmo terreno em que está a fábrica de hambúrgueres e carnes da empresa e serão entregues entre este e o próximo ano. O investimento prepara a rede paranaense para atender a demanda de até 350 restaurantes. A companhia tem, atualmente, 102 unidades em funcionamento.

Uma parte do novo pacote de investimentos do Madero está sendo aplicada neste ano. A empresa está investindo R$ 40 milhões para construir uma nova fábrica de molhos e sobremesas e um novo depósito para funcionar como Centro de Distribuição. A rede já tinha essas unidades, mas elas funcionavam de maneira improvisada em um espaço dividido com a fábrica de hambúrgueres e outras carnes. Agora, ganharão um espaço exclusivo e maquinário mais moderno. As obras devem ser concluídas até o fim de outubro.

A segunda etapa do plano de expansão acontecerá em 2018. No ano que vem, o Madero vai construir uma fábrica automatizada de pães. A unidade terá máquinas capazes de fazer pão sem variação de temperatura e contará, ainda, como câmera robotizada para congelamento dos pães. O investimento será de R$ 80 milhões e a fábrica deverá ser entregue até o fim do próximo ano.

Com os investimentos, o Madero passará da atual fábrica que tem hoje em Ponta Grossa para uma planta industrial com três unidades fabris e um centro de distribuição, tudo distribuído em um terreno de 81 mil metros quadrados. Segundo o fundador e presidente da rede de restaurantes, Junior Durski, essa expansão vai deixar o Madero pronto para atender a demanda de até 350 restaurantes.

O investimento está sendo custeado pelo próprio Madero, através de uma emissão de debêntures, ou seja, um título de dívida para custear o seu desenvolvimento. O título, no valor de R$ 140 milhões, foi comprado pela gestora de investimentos HSI, de São Paulo, sem a contrapartida de participação na empresa. O Madero terá carência de dois anos para começar a pagar a dívida.

40 novos restaurantes

A expansão do parque fabril foi motivada para atender o crescimento da rede de restaurantes Madero. A empresa vai inaugurar neste ano 40 novas lojas, sendo 16 em shoppings centers e 24 no formato contêiner, normalmente instalados em rodovias. Grande parte das aberturas será em São Paulo e Rio de Janeiro, ambos capitais.

Das 40 unidades previstas, 22 novos restaurantes já foram abertos entre janeiro e agosto deste ano. Com as inaugurações, o Madero deve encerrar com 120 unidades em funcionamento, um crescimento de 50% em relação ao fim do ano anterior.

Nova hamburgueria Jerônimo

A rede vai lançar, ainda, uma nova hamburgueria, chamada de Jerônimo. O novo restaurante terá como público-alvo a geração milênio, ou seja, pessoas nascidas entre 1980 e 1995. O principal produto será sanduíche de hambúrguer e o preço será mais barato do que no Madero. O atendimento também será mais rápido.

A primeira unidade será inaugurada em setembro, no Shopping Estação, em Curitiba. Outras duas deverão ser abertas até o fim do ano, em lugares ainda não revelados. As fábricas em Ponta Grosa serão responsáveis por abastecer a nova hamburgueria.

Verticalização foi chave para o crescimento

O crescimento do Madero está atrelado, em grande parte, à estratégia de verticalização implantada pela empresa a partir de 2015. Na época, a companhia inaugurou a sua fábrica de hambúrgueres e outros produtos em Ponta Grossa, com o objetivo de ter total controle sobre os custos e a qualidade dos produtos.

Dois anos mais tarde, Junior Durski avalia que a estratégia foi bem sucedida. Grande parte dos produtos servidos nos restaurantes da rede Madero é feita na fábrica em Ponta Grossa, o que garantiu à empresa controle sobre o processo de qualidade e redução de custos, já que controla a própria fabricação, feita em escala industrial, e não precisa comprar de terceiros.

A empresa verticalizou até a logística dos produtos. O Madero tem uma frota própria de 24 caminhões que saem de Ponta Grossa para abastecer todos os restaurantes da rede. Durski afirma que ter sua própria frota de frete sai 50% mais barato do que se fosse contratar um serviço terceirizado.

Crescimento do faturamento

Com novos restaurantes sendo inaugurados a cada ano e com processos próprios de produção e logística, o faturamento do Madero não para de crescer. No primeiro semestre deste ano, a empresa faturou R$ 314 milhões, valor 62% acima do registrado no mesmo período de 2016. A expectativa é encerrar o ano de 2017 batendo a marca de R$ 740 milhões em faturamento, objetivo que foi estipulado no início do ano.

Junior Durski afirma que a decisão de investir durante à crise — tanto na fábrica quanto na abertura de novos restaurantes — fez o consumidor escolher o Madero e, consequentemtente, a empresa crescer.

“Quando estava começando a crise, decidimos que não iríamos participar dela. Decidimos oferecer mais qualidade, aumentar o tamanho dos produtos e praticamente não subir o preço. Isso porque, durante a crise, a pessoa não pode errar na escolha do restaurante”, afirma Durski. “E o cliente escolheu o Madero”, completa o chef.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/madero-investira-r-120-milhoes-para-construir-novas-fabricas-em-ponta-grossa-0n92zc7c989a94c37nr2hqv4k

VALOR DE MERCADO DO MAGAZINE LUIZA CRESCE MAIS DE 30 VEZES E CHEGA A R$ 13,2 BILHÕES

Valorização recorde foi alcançada durante a gestão de Frederico Trajano, filho de Luiza Trajano

Quando assumiu a presidência do Magazine Luiza no início do ano passado, Frederico Trajano sabia das dificuldades que viriam pela frente. Filho da empresária Luiza Trajano, uma das fundadoras da companhia, Frederico chegou ao comando do negócio em um momento delicado: o país passava por uma das maiores recessões de sua história e os resultados da varejista e de todo o setor não eram dos melhores.

Com altas dívidas, o valor de mercado da companhia tinha chegado ao fundo do poço, abaixo de R$ 200 milhões, em novembro de 2015. A consultoria Galeazzi, especializada em reestruturação de empresas, estava em meio a um processo de enxugamento de custos para tornar a empresa mais eficiente e prepará-la para enfrentar a turbulenta crise econômica e política.

Hoje, embora a economia brasileira ainda ensaie uma retomada, os resultados do Magazine Luiza são completamente diferentes. O valor de mercado da companhia fechou em R$ 13,2 bilhões na segunda-feira (4), contra R$ 392 milhões no início de janeiro de 2016, quando Frederico assumiu.

O valor atual de mercado da Magazine Luiza é 61% maior que o da sua principal rival, a Via Varejo, avaliada em R$ 8,2 bilhões. O endividamento da companhia caiu de R$ 854 milhões em junho do ano passado para R$ 268 milhões no segundo trimestre deste ano e as perspectivas do mercado sobre o futuro da rede são otimistas, com bancos recomendando a compra de ações da varejista.

“O mercado via o nome de Frederico Trajano com um certo receio. Essa percepção mudou totalmente”, disse Guilherme Assis, analista de varejo da Brasil Plural. Assis disse que o herdeiro conseguiu fazer a integração das lojas físicas com a plataforma de vendas digital em um momento que outras varejistas faziam o movimento oposto.

“Além da disciplina financeira, a recuperação das vendas em todas as plataformas e a comercialização de produtos de terceiros em seu canal digital (‘marketplace’) ajudou nessa retomada”, disse o analista.

Sucessão

Fred, como o filho de Luiza Trajano é conhecido no setor, começou a ser preparado em 2014 para assumir o lugar de sua mãe, que preside o conselho da companhia. Marcelo Silva (ex-Bompreço e Casas Pernambucanas), presidente executivo do grupo Magazine Luiza à época, começou a moldá-lo para a sucessão. “Criou-se um mito no mercado de que eu preparei o Frederico para assumir a presidência. Quem fez isso, na verdade, foi o Marcelo”, diz Luiza, que é “o lado institucional do Magazine Luiza”.

Segundo a empresária, foi Frederico quem cavou seu espaço na empresa. “Quando Frederico decidiu entrar no Magazine Luiza, em 2001 [ele tinha 24 anos], ele se dedicou a criar uma plataforma digital para o negócio e foi para Franca [cidade do interior de São Paulo, onde a companhia foi fundada]. Ele apostou na integração das lojas físicas e digital quando todo mundo fazia exatamente o contrário”, disse.

Formado em administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Fred morou fora e foi trabalhar no mercado financeiro antes de chegar ao grupo.

Para Marcos Gouvêa de Souza, especialista de varejo e sócio da consultoria GS&MD, o lado mais pragmático do herdeiro é uma das principais características que o difere de Luiza Trajano. “Frederico teve sorte dupla. É competente e foi preparado por Marcelo Silva [vice-presidente do conselho de administração da companhia], que passou por importantes redes de varejo, como Bom Preço e Casas Pernambucanas. Ele pegou a empresa em um momento em que a casa estava sendo arrumada”, disse.

Em outubro de 2015, a empresa tinha feito grupamento de ações (na equivalência de 8 para uma) para reduzir as oscilações dos papéis da empresa, que estavam cotados a R$ 2 à época. Nesta segunda-feira (5), a companhia aprovou, em assembleia, o desmembramento (de uma para oito), por conta da alta valorização dos papéis. A cotação de ontem fechou a R$ 621,79 e passará a valer R$ 77,72. Com menos dívida e a casa arrumada, a companhia não descarta fazer emissão de novas ações no mercado (operação conhecida como “follow on”). A empresa não comenta o assunto.

Para analistas de mercado, o momento é bom para a expansão da varejista e ficará ainda melhor, se a retomada da economia vier para ficar. No entanto, Frederico deve seguir com cautela. Todo o movimento bem-sucedido feito neste passado recente, diz uma fonte próxima ao grupo, não é garantia de sucesso futuro.

Cautela é o nome do jogo em um setor que ainda não ser recuperou totalmente e que depende dos novos rumos político e econômico do país.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/valor-de-mercado-do-magazine-luiza-cresce-mais-de-30-vezes-echega-a-r-132-bilhoes-a6o8pb8bfzcxsggdpbh5kbbhx

CELÍACA, EMPRESÁRIA LANÇA CLUBE DE ASSINATURAS DE ALIMENTOS SEM GLÚTEN

Enfermeira com doença celíaca abre negócio para auxiliar pessoas que, assim como ela, sofrem de alergias e intolerâncias alimentares – e investe em um mercado em ascensão

  • Lívia Inácio Especial para a Gazeta do Povo

Ana Carolina Costa, de 33 anos, está à frente do Gluten Free Land, primeiro clube de assinaturas de Curitiba, que começa a funcionar nesta segunda-feira (28). Albari RosaGazeta do Povo

 

Embora sejam bastante comuns na mesa do brasileiro, o glúten (que está em pães, bolachas e bolos) e a lactose (encontrada no leite) são verdadeiros vilões para boa parte da população. Dados do Conselho Nacional de Saúde, por exemplo, mostram que em torno de 2 milhões de pessoas no país sofrem com a intolerância permanente ao glúten, a chamada doença celíaca. Outro estudo publicado este ano pelo Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research aponta que ao menos 65% dos adultos do mundo possuem alguma alergia ou intolerância a elementos do leite.

A questão é séria. Que o diga a enfermeira Ana Carolina Costa, de 33 anos. Aos 19, ela descobriu que estava entre os números destas estatísticas e ainda se lembra de ter passado anos sofrendo sozinha uma série de restrições alimentares.

A parte bonita é que a jovem não apenas encontrou uma maneira de enfrentar esse problema de saúde como também partiu dele para formular uma ideia de negócio que resultou no Gluten Free Land, clube de assinaturas de alimentos sem glúten que estreia nesta segunda-feira (28).

Como o clube de assinaturas foi desenvolvido

Há três anos, decidiu compartilhar seus dilemas em um grupo que criou na internet. Lá, passou também a ajudar outras pessoas a obter produtos específicos para quem passava pela mesma dificuldade que ela.

Entre uma busca e outra, acabou estreitando relações com fornecedores da área que atuavam no Paraná e não demorou muito para começar a receber encomendas de gente de todo o Brasil. Quando percebeu, já estava fazendo entregas via Correios no país inteiro. “Eu cobrava só o preço do produto e o frete”, conta.

A enfermeira do Rio de Janeiro radicada em Curitiba viu que tinha em mãos uma oportunidade para empreender: e se criasse um clube de assinaturas para mandar esses produtos periodicamente? Resolveu apostar na ideia. Primeiro, porque, na visão dela, por meio de uma assinatura seria possível entregar itens variados a um preço abaixo do que o mercado cobra.

Ana pensou também no fator praticidade.

“As pessoas tem cada vez menos tempo de ir a mercados e lojas buscar produtos especializados. Esse trabalho todo, além de levar tempo, acaba aumentando o valor que se gasta em um item”, defende.

A empreendedora fez contato com fábricas de produtos livres de glúten, lactose, proteína do leite, ovos, soja e/ou veganos – focando em um público que está sempre atrás de alimentos pouco encontrados nas prateleiras dos supermercados.

Juntou as próprias economias, contratou uma plataforma segura para criar um site e mapeou as principais demandas de sua futura clientela. Com R$ 15 mil, lançou um clube de assinaturas que entrega caixas de produtos selecionados mediante uma curadoria nutricional, o Gluten Free Land, que inicia suas atividades na próxima segunda (28) e leva no portfólio mais de 300 itens.

O valor das caixas varia entre R$ 80 e R$ 90, a depender da opção escolhida pelo cliente. Uma delas é a Snack Land, que conta com 12 embalagens, incluindo cookies, snacks, salgadinhos e bolinhos. A segunda é a PicNic Land, com misturas de pão, misturas para bolo, massas, cervejas, cookies, snacks e muffins. A assinatura deve ser feita pelo site da empresa.

Nesta empreitada, Ana pretende captar clientes no Brasil todo e já tem 120 cadastrados — alguns até em locais bem distantes do escritório do negócio, que fica em Curitiba, no Bairro Boa Vista.

“A demanda de cidades do interior e em estados mais afastados como Amapá, Bahia e Amazonas vem aumentando”, conta.

Mercado em que Ana apostou é promissor

Otimista, a criadora do primeiro clube de assinaturas de Curitiba recebeu consultoria do Sebrae e planeja triplicar os números da empresa em menos de 6 meses. O que não parece impossível. Ana aposta em um mercado que, embora pequeno, está em ascensão. Dados da consultoria internacional Euromonitor, por exemplo, mostram que o setor de alimentos sem glúten deve crescer 32% nos próximos três anos.

Outro dado interessante tem a ver com os números da Gluten Free Brasil, realizada anualmente em São Paulo. Segundo a organização da feira, o evento cresceu 500% desde 2011. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), no Brasil, em torno de 5% da população adulta possui algum tipo de alergia alimentar. Entre as crianças, o índice é de 8% — destas, aproximadamente 350 mil são alérgicas à proteína do leite.

Para a empresária, que deixou para trás a carreira de enfermeira e hoje se dedica inteiramente ao novo negócio, é prazeroso poder trabalhar com uma ideia que ajude pessoas a superar os mesmos problemas pelos quais ela passou enquanto buscava produtos saudáveis e não encontrava. “Há muito tempo eu já queria ter meu próprio negócio. Acho que estou no caminho certo”, comemora.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/empreender-pme/celiaca-empresaria-lanca-clube-de-assinaturas-de-alimentos-sem-gluten-ati619qzaxw7n3z9yeo3jzyod

MERCADO LIVRE QUER SUPERAR A B2W E SE TORNAR O MAIOR E-COMMERCE DO BRASIL

Analistas de mercado acreditam que a companhia argentina pode crescer ainda mais no mercado brasileiro, o que não significa necessariamente em perda de espaço da B2W

O Mercado Livre quer superar a brasileira B2W – dona das marcas Americanas.com, Submarino.com e Shoptime – e se tornar o maior e-commerce em atuação país.  A declaração foi feita por pelo chefe de operações da companhia argentina, Stelleo Tolda, em entrevista à agência Reuters neste mês.

Mercado Livre vai ultrapassar a B2W?

Ele afirma que as receitas da companhia argentina podem superar da B2W ainda neste ano. A B2W é o maior e-commerce em operação no Brasil, com receita líquida de R$ 8,6 bilhões e com R$ 14,6 bilhões transacionados em 2016. A empresa tem market share de 28,9% até o primeiro trimestre de ano.

Já o Mercado Livre, que está presente em toda a América Latina, teve receita de US$ 844 milhões em 2016, sendo US$ 455 milhões no Brasil. A empresa vendeu 181,2 milhões de itens e transacionou US$ 8 bilhões no ano passado, mas não releva quanto desse valor foi movimentado no país.

Presente no Brasil desde 1999, o Mercado Livre deixou de ser apenas um marketplace para se tornar uma plataforma completa de gestão de vendas on-line. A empresa, que já pivotou o seu modelo de negócio no Brasil de plataforma de leilão para marketplace, oferece aos anunciantes sistemas de gestão e pagamento.

“Eles foram muito bem sucedidos nessa estratégia de comprar empresas para auxiliar seus parceiros a vender e entregar melhor”, explica Pedro Guasti, CEO do E-bit, empresa que monitora o desempenho do e-commerce brasileiro. “E estão conseguindo crescer a taxas de quase 50% ao ano, enquanto o e-commerce fica entre 15% a 20%.”

Agora, o Mercado Livre se preparar para também financiar o crescimento de seus fornecedores e, consequentemente, crescer junto com eles. A empresa começou a emprestar dinheiro – em parceria com instituições bancárias – para pequenos empresários que vendem pelo site no Brasil. O serviço ainda funciona em forma de testes e deve ser disponibilizado em breve a todos os vendedores.

Mercado Livre vai ultrapassar a B2W?

Mas será que todas essas estratégias serão suficientes para o Mercado Livre se tornar o maior e-commerce do Brasil, superando a BW2? Especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo acreditam que sim, é possível que o Mercado Livre cresça ainda mais no mercado brasileiro, o que não significa necessariamente em perda de espaço da B2W.

“A B2W, assim como o Magazine Luiza, o Grupo Pão de Açúcar, são varejistas que têm e-commerce e markeplace acoplados ao seu negócio principal. O Mercado Livre é só marketplace, focado no pequeno e no micro empresário”, afirma Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). “Eles não concorrem entre si, porque são propostas complementares”, completa.

O Mercado Livre é um marketplace de produtos novos e usados, vendidos por pessoas físicas, pequenos e médios empresários. A empresa não fabrica nenhum produto e foca apenas no desenvolvimento da sua plataforma e no fortalecimento da sua rede pulverizada de fornecedores.

O seu público-alvo também é diferente. Quem compra no Mercado Livre busca itens baratos e, muitas vezes, específicos. La é possível encontrar de tudo, desde eletrônicos a itens de colecionador. É um segmento muito mais abrangente.

Já a B2W é uma varejista tradicional, oriunda da Lojas Americanas, que foca na venda de produtos novos de grandes fabricantes. A empresa fecha com as principais marcas do país para vender, principalmente, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. A companhia também permite que lojas menores com operações robustas vendam produtos novos que não são o foco da companhia em seus sites, no modelo conhecido como marketplace.

Por terem esse perfil diferente, os analistas acreditam que há espaço tanto para a B2W crescer, quanto para o Mercado Livre, não importando quem vai ficar na frente, seja em termos de receita ou volume de mercadoria transacionado. “O e-commerce representa hoje 3,5% das vendas do varejo total. Em cinco anos, o percentual deve chegar a 10%. Há espaço para todo mundo”, afirma Terra.

O próprio diretor do Mercado Livre concorda com essa premissa. Na entrevista à agência de notícias Reuters, ele afirmou que o comércio eletrônico brasileiro é como um bolo que está ficando cada vez maior. E que para crescer nesse cenário, não é necessário pegar a fatia do outro.

Então o caminho está livre para o Mercado Livre crescer?

Só que tudo pode mudar com a entrada da Amazon. A empresa, que está no país desde 2012, deve começar a vender de tudo em seu site, através do modelo de marketplace, ainda no segundo semestre deste ano. E isso pode impactar diretamente nos resultados do Mercado Livre no Brasil, já que o modelo de negócio da companhia argentina é o mesmo da Amazon.

Até lá, de qualquer forma, Guasti lembra que a empresa não está sozinha. “Eles não competem sozinhos. Tem o ShopFácil, do Bradesco, e a Elo, por exemplo, que também são fortes. E pode vir ainda a Amazon”, diz o CEO do E-bit. “O mercado é grande o suficiente para comportar vários grandes players, mas é essencial oferecer preço bom e serviços agregados para se manter competitivo.”

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/mercado-livre-quer-superar-a-b2w-e-se-tornar-o-maior-e-commerce-do-brasil-501397n0nafpgs03xhdy4bz6j

CARREFOUR COLOCA DE PÉ O MAIOR IPO DOS ÚLTIMOS QUATRO ANOS

Varejista estreou na Bolsa brasileira nesta quinta-feira e movimentou R$ 5,125 bilhões

O dia foi de estreia das ações do Carrefour na Bolsa brasileira. A varejista francesa abriu capital no país nesta quinta-feira (20), ao comercializar os seus papeis a R$ 15 e movimentar R$ 5,125 bilhões, considerando os lotes primário (ações novas) e secundário (papéis detidos por atuais sócios). As ações, porém, fecharam com queda de 0,67%, sendo negociadas a R$ 14,90.

Apesar da baixa, que ao longo do dia chegou a 4,3%, o mercado financeiro considera a estreia do Carrefour bem sucedida. “Em um dia sem volume, com Bolsa fraca, o Carrefour conseguiu fazer uma oferta grande vingar. É uma operação de sucesso sim, porque em um dia ruim a empresa conseguiu colocar de pé o maior IPO dos últimos tempos”, afirma Adeodato Netto, estrategista da Eleven Finacial.

Os papéis do Carrefour atraíram um grande volume de negociações na Bolsa nesta quinta: mais de R$ 500 milhões. Como comparação, o giro financeiro no Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas, foi de R$ 5,85 bilhões.

A abertura de capital da companhia francesa também marcou o maior IPO do Brasil dos últimos quatro anos. A empresa movimentou R$ 5,125 bilhões, o maior valor desde a estreia do BB Seguridade, do Banco do Brasil , em abril de 2013. Na época, o banco levantou R$ 11,5 bilhões.

O dinheiro captado com a abertura de capital deve ajudar o Carrefour a quitar suas dívidas. Com isso, a maior rede supermercadista do país, com faturamento de R$ 49,1 bilhões, deve conseguir caixa para financiar sua expansão pelo país.

O empresário Abilio Diniz, que é acionista e membro do Conselho do Carrefour, discursou durante a cerimônia que marcou o IPO da empresa. “Quando nós começamos a trabalhar nesse IPO, durante todo o processo e mais recentemente, tinha gente que dizia: ‘vocês estão malucos, vão fazer um IPO dessa dimensão neste Brasil de hoje?’ E nós estamos fazendo.”

A abertura de capital do Carrefour Brasil, que se concretizou nesta quinta-feira (20), vem sendo especulada no mercado desde 2011. Na época, Abilio, ainda no comando do Pão de Açúcar (GPA), tentou se fundir ao Carrefour. A tentativa de fusão acabou frustada e Abílio teve que comprar 10% ações do Carrefour em 2014 para se tornar sócio e conselheiro da varejista francesa.

“Eu estive do outro lado [quando era presidente do GPA], sempre admirei e copiei o Carrefour. Copiar para procurar fazer melhor, procurar bater, procurar ganhar no jogo. Sempre admirei e agora tenho a possibilidade de ajudar neste projeto”, disse, em referência aos anos em que ergueu o Pão de Açúcar no Brasil, até deixar a operação após disputa com os sócios do grupo Casino em 2013.

“Eu fiz o primeiro IPO de empresa de distribuição de varejo no Brasil em 1995. Companhias de capital aberto têm muito mais clareza. O mercado nos vigia, ajuda os donos e os acionistas a cobrarem, vigiarem, a serem exigentes”, afirmou o empresário.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/carrefour-coloca-de-pe-o-maior-ipo-dos-ultimos-quatro-anos-e9trr0alubwp5xkyn2c2jxbk0