IMPLANTAÇÃO DE ASSINATURAS DE CONTRATOS POR CERTIFICADO DIGITAL

  • PRIMEIRA UTILIZAÇÃO

INSTALE O SEU CERTIFICADO (caso não esteja instalado)

  1. Caso o seu certificado digital (token, etC) não esteja instalado, instale-o conforme as orientações do fornecedor.
    1. Se for certisign: https://www.certisign.com.br/atendimento-suporte

ACESSE O PORTAL DE ASSINATURAS

  1. Acesse o portal de assinaturas: https://portaldeassinaturas.com.br/ da Certisign
  2. Clique em acessar minha conta, certificado digital

4. Se for o primeiro acesso, instalar a extensão solicitada. Baixará um arquivo, que deverá ser executado.

5. Instalada a extensão, clique novamente em acessar a minha conta, e com o token inserido, escolher o seu certificado que aparecerá nas opções para fazer o login.

6. Pronto, você estará no portal de assinaturas

  • ASSINANDO UM DOCUMENTO NO PORTAL

 

  1. Você receberá um e-mail como o abaixo. Clique no link indicado no próprio e-mail, ou você pode acessar o próprio portal pelo endereço, e faça o seu login com o seu certificado digital.

https://www.portaldeassinaturas.com.br/

2. Clique no “aguardando minha ação” e no documento que vc irá assinar.

3.Clique em , “LER E ASSINAR”  e escolha o seu certificado digital, e assine o documento. Pronto (você também pode assinar em lote, se tiver recebido mais de um contrato para assinar. Basta seguir as opções)

 

Qualquer dúvida, ligue para nós.

 

Bacen – novas normas para o Registro Declaratório Eletrônico de capitais estrangeiros

Passou a vigorar a partir de 30 de janeiro de 2017 as novas disposições sobre o capital estrangeiro no País e sobre o capital brasileiro no exterior, no âmbito do Banco Central do Brasil, conforme a Circular nº 3.822, de 20 de janeiro de 2017 e a Circular nº3.814, de 7 de dezembro de 2016, que alteram a Circular nº 3.689, de 16 de dezembro de 2013.

As alterações principais, no que se refere aos registos das Demonstrações Financeiras e Quadros Societários, resumem-se nas novas datas e marcos:

1. Atualização das informações referentes aos valores do patrimônio líquido e do capital social integralizado da empresa receptora, bem como do capital integralizado de cada investidor estrangeiro que conste no registro (atualização do quadro societário), sendo que o valor total do capital social integralizado na empresa receptora de cada investidor dever ser atualizado discriminando a base legal de cada informação registrada. A atualização deve ser efetuada conforme segue:

a. em 30 dias, contados da data da ocorrência do evento que altere a participação societária do investidor estrangeiro, independente do porte da empresa;
b. empresas com ativo ou patrimônio líquido inferior a R$ 250 milhões:
i. anualmente, até 31 de março:
• atualizar as Declarações Econômico-financeiras, referente a data-base de 31 de dezembro do ano anterior;
• atualizar o quadro societário, referente a data-base de 31 de dezembro do ano anterior;
c. empresas com ativo ou patrimônio líquido igual ou superior a R$ 250 milhões devem prestar 4 (quatro) declarações econômico-financeiras ao ano (bem como atualizar o quadro societário), observando o seguinte calendário:
• Até 31/03 – referente a data-base de 31/12 do ano anterior;
• Até 31/06 – referente a data-base de 31/03;
• Até 30/09 – referente a data-base de 30/06;
• Até 31/12 – referente a data-base de 30/09;

Para controladoras de grupo econômico, as informações da DEF devem ter como referência a empresa receptora, individualmente, e não o consolidado do grupo.

Para o caso das empresas com PL ou ativos inferiores a R$ 250 milhões, não obstante o alerta dentro do Sisbacen e orientação pelo help desk do Banco Central indicarem que somente a atualização anual do quadro societário seja obrigatória, nossa recomendação é que também as DF´s sejam atualizadas nesta data de 31 de março.

COMPLIANCE É UM DIFERENCIAL EM NOVOS TEMPOS

A cultura do compliance é um investimento pela sustentabilidade e pelo futuro das corporações

  • William Júlio de Oliveira
 | J.F.Diorio/Estadão Conteúdo

J.F.Diorio/Estadão Conteúdo

O compliance é uma das tendências que devem alavancar os negócios neste ano. Ele vem tomando espaço tanto nas empresas de gestão mais tradicional quanto nos novos modelos de negócios, auxiliando na prevenção, detecção, verificação e saneamento de fraudes. Fraudes essas que podem se tornar atos de corrupção e colocam em risco não só a imagem das empresas, mas também a sua própria sobrevivência no mercado, visto que as multas e penalidades são elevadíssimas.

Para se ter uma ideia do que essa adequação às normas legais e éticas representa para as organizações, podemos fazer um comparativo: se a governança corporativa é essencial, o compliance é um diferencial. Pensar desta forma pode parecer um grande paradoxo, já que a atividade nasceu para dar condições de igualdade entre companhias. Mas, neste momento, quem tiver programas de integridade sendo implantados, ou já em funcionamento, terá vantagens no mercado. Isso porque a partir de agora negócios só serão feitos entre empresas que possuam compliance e consigam demonstrar efetividade em seus programas.

Mudanças feitas na legislação brasileira apontam para isto. A Lei das Estatais, regulamentada no fim do ano passado, obriga empresas públicas a terem programas de integridade. O mesmo exige o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), criado pelo governo federal. Organizações, públicas e privadas, que queiram participar de projetos devem adotar o compliance.

Colocar em prática ações de conformidade traz vantagens para as empresas, como o aumento do índice de eficiência, a proteção da imagem reputacional e a criação da cultura do agir ético. Mas os principais benefícios são financeiros e prevenção de responsabilidade dos dirigentes. As multas por atos de fraude, que podem ser entendidos como corrupção, são altas. O valor pode variar de 1% a 20% do faturamento bruto anual. E ainda pode haver reflexos de responsabilidade civil ou criminal.

A cultura do compliance é, portanto, um investimento pela sustentabilidade e pelo futuro das corporações. O empresário que quer crescer nesses novos tempos deve incorporá-la imediatamente.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/compliance-e-um-diferencial-em-novos-tempos-5mb0njggy5ndpu2eteslr6eur

 

 

TJRN: COMITÊ DAS DEMANDAS DA SAÚDE GANHA SITE E DISPONIBILIZA PARECERES TÉCNICOS

Por em janeiro 18, 2017

O Comitê Estadual das Demandas da Saúde (TJRN), coordenado pela juíza Valéria Lacerda, ganhou um site (acesse aqui), onde estão disponibilizadas todas as suas atividades. O destaque é a publicação dos pareceres técnicos produzidos pela antiga Câmara Técnica da Saúde, agora NAT-JUS, órgão responsável pela elaboração de documentos técnicos e especializados na área da saúde, com o objetivo de auxiliar os juízes na apreciação de questões clínicas apresentadas nas ações judiciais.

O site já conta com 51 pareceres técnicos, envolvendo questões relacionadas a medicamentos, cirurgias, internações e procedimentos. A juíza Valéria Lacerda destacou “a importância de divulgar e disponibilizar no site os pareceres técnicos para juízes e advogados que estiverem trabalhando com casos semelhantes, relacionados á área de saúde, promovendo celeridade nesses processos”.

Também é possível saber mais sobre as oficinas de Direito à Saúde, encontros bimestrais destinados ao debate e discussão das principais questões envolvendo os temas médicos e jurídicos, além de solicitar inscrição nas próximas edições das oficinas.

Registrar é legal

Por meio do site do Comitê Estadual das Demandas da Saúde é possível conhecer e solicitar as ações do projeto “Registrar é legal”, que tem como objetivo principal a emissão do Cartão SUS aos usuários do Sistema Único de Saúde. A emissão do documento é importante por garantir ao cidadão o atendimento na rede pública de saúde, além de garantir as verbas necessárias ao atendimento médico da população daquela região.

Saiba mais

As demandas judiciais ligadas à Saúde despertaram a preocupação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a necessidade da criação de um Comitê Executivo Nacional, com o objetivo de formular iniciativas em direção ao tema. Balanço divulgado pelo CNJ em 2011 revelou a existência de mais de 241 mil processos judicias na área da saúde em todo o país, a maior parte deles buscando acesso a medicamentos, procedimentos médicos pelo SUS e a obtenção de vagas nos hospitais públicos. O mapeamento também constatou a existência considerável de ações judiciais movidas por usuários de seguros e planos privados para garantir assistência médica.

Em setembro de 2016, o CNJ publicou a Resolução n.º 238/2016, determinando que os Tribunais de Justiça e Regionais Federais criem e mantenham os Comitês Estaduais da Saúde, bem como a criação de uma vara especializada em demandas da saúde.

Fonte: http://saudejur.com.br/tjrn-comite-das-demandas-da-saude-ganha-site-e-disponibiliza-pareceres-tecnicos/

ABERTURA DE EMPRESAS NO BRASIL EMPERRA NAS PREFEITURAS E LEVA MAIS DE 100 DIAS

Municípios tentam criar programas e implementar práticas de gestão que reduzam a burocracia

  • Jéssica Sant’Ana
 | Andre Rodrigues/Gazeta do Povo/Arquivo

Andre Rodrigues/Gazeta do Povo/Arquivo

Consultor de marketing digital, o carioca Mauro Amaral não esperava passar por tantos problemas para abrir a sua própria empresa, sem funcionários e com sede na sua casa. Em 2008, quando resolveu formalizar o negócio, teve a empresa enquadrada erroneamente como “manutenção de computadores e desenhos gráficos” e precisava fazer manobras contábeis para emitir notas fiscais.

Em 2015, quando decidiu fechar a empresa com os dados incorretos e tirar um novo CNPJ, com o enquadramento adequado, enfrentou o problema da burocracia. Esperou por dias até que a Junta Comercial aprovasse o pedido e, enquanto isso, não podia ir à prefeitura tirar o alvará de funcionamento. “O problema é que uma autorização depende da outra e isso trava todo o processo”, explica o empresário.

Se não bastasse a demora, quando conseguiu abrir a empresa, descobriu que não podia emitir nota fiscal. A Receita Federal tinha colocado no sistema que o negócio de Mauro existia desde 2010 e, por isso, não poderia ser enquadrado no Simples Nacional, pois já estava em atividade e o prazo de cadastro havia acabado. Foram alguns meses até que a confusão fosse desfeita.

Burocracia

A história de Mauro é um relato da burocracia que os empreendedores enfrentam para abrir uma empresa no país. Segundo levantamento da Endeavor, demora, em média, 117 dias para ter todos os registros, alvarás e licenças em mãos. O tempo médio é de 79,5 dias, pelos cálculos do Banco Mundial. Nos países desenvolvidos, a média não passa de cinco dias corridos.

Por aqui, o empresário precisa contratar um contador e encontrar um advogado para assinar o contrato social do negócio. Depois, ir pessoalmente a cerca de três locais para protocolar seu pedido. E, enquanto um órgão está analisando a documentação, o processo fica parado, o que eleva o tempo de abertura de empresas. Há, ainda, os erros que podem travar ainda mais o processo.

Gargalo

O gargalo maior está nas prefeituras. Mario Berti, presidente da Fenacon, entidade que representa as empresas de contabilidade, explica que, mesmo para atividades de baixo risco (a maioria dos negócios) o tempo é de aproximadamente 30 dias de análise dentro da prefeitura. O pedido passa pela avaliação de algumas secretarias e, em muitos casos, não está digitalizado.

“Entra lá [na prefeitura] pedidos de todos os tipos de atividade e as análises são feitas por ordem de chegada. O ideal seria que fosse por tipo de atividade, com prioridade para as de baixo risco”, afirma Berti.

Heber Dionizio, contador da Contabilizei, plataforma de contabilidade on-line que faz abertura de empresas em diversas cidades do país, diz que o tempo médio no cartório e na Junta Comercial é de cinco dias cada. Obter o registro na Receita Estadual também não é demorado, pois o processo é feito on-line na maioria dos estados. Já o alvará, ou seja, a inscrição municipal demora vários dias e sem ela a empresa não pode começar a operar legalmente.

Berti lembra que as iniciativas para reduzir o tempo de abertura no Brasil ainda são muito tímidas. A maioria que promete abrir empresa em até cinco dias inclui, apenas, a obtenção do CNPJ. “É um atrapalho para a geração de empregos, tributos e o próprio faturamento da empresa”, diz o presidente da Fenacon.

Medidas simples podem agilizar a abertura de empresas no país

Se o maior gargalo para abertura de empresas está nas prefeituras, algumas medidas simples podem ser tomadas pelos órgãos municipais para agilizar o processo. Uma prova disso é o andamento de um projeto no Rio Grande do Sul, chamado de Simplificar e integrado à RedeSim, do governo federal.

O projeto, um convênio entre o Sebrae, Junta Comercial e prefeituras do Rio Grande do Sul, atua em duas frentes: digitalização dos documentos da Junta Comercial e integração dos sistemas dos municípios à Junta, com redesenho dos processos de abertura de empresas dentro das prefeituras. Cerca de 50% dos documentos já foram digitalizados e 80 municípios já têm seus sistemas integrados.

O diretor do Sebrae-RS, Derly Fialho, afirma que o principal problema das prefeituras era que o processo de abertura de empresas era muito compartimentado entre as diversas secretarias. “Havia muita sobreposição de processos, prazos estabelecidos sem necessidade e comitês avaliadores desnecessários”, afirma Fialho. Ele explica que algumas secretarias demoravam 15 dias para analisar o pedido.

Entre os municípios que estão redesenhando o andamento interno do processo, estão Porto Alegre, Canoas, Pelotas, Santa Maria e São Leopoldo. O prazo para abrir uma empresa no estado, segundo Fialho, já caiu de 100 dias, em média, para 31 dias. Porto Alegre e Caxias do Sul, por exemplo, conseguiram reduzir em mais de 150 dias o prazo médio, de acordo com levantamento da Endeavor. A capital gaúcha passou de 260 para 82 dias e Caxias do Sul de 304 para 140 dias.

Processo digital

Além de simplificar o trabalho dentro das prefeituras, outro caminho para agilizar a abertura de empresas é tornar o pedido digital. Um estado que está conseguindo colocar a ideia em prática é Minas Gerais. Lá, todo o processo na Junta Comercial é feito de maneira digital, com assinaturas certificadas digitalmente. Com isso, o empreendedor não precisa ir até o órgão protocolar o pedido e acompanha todo o processo pela internet. O sistema também já está integrado a diversos municípios.

O resultado aparece no tempo médio de abertura de empresas nas cidades do estado. Uberlândia, no Triângulo Mineiro, é o município com o prazo mais curto. São 52 dias, em média, de acordo com levantamento da Endeavor feito em 32 municípios. A capital mineira aparece na quarta posição do ranking nacional, com prazo de 62 dias.

Burocracia

Enquanto os países desenvolvidos conseguem abrir uma empresa (com todas as licenças, alvarás e registros necessários) em menos de cinco dias, os empresários brasileiros precisam esperar, em média, 117 dias para ter o seu negócio operando legalmente:

PROCESSO

O pedido de abertura de empresa no Brasil passa por uma série de instituições. Na maioria dos casos, o empreendedor precisa ir a cada uma delas protocolar o pedido:

TEMPO

Todas essas etapas elevam o tempo de abertura de empresas no Brasil:

Fonte: Doing Business 2017, ICE 2016, Contabilizei. Infografia: Gazeta do Povo.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/empreender-pme/abertura-de-empresas-no-brasil-emperra-nas-prefeituras-e-leva-mais-de-100-dias-28aiwfb1nhqtt1l9snqms4gc3

CLÍNICA DE REPRODUÇÃO É CONDENADA POR DOAR MATERIAL GENÉTICO SEM AUTORIZAÇÃO

Um centro de medicina reprodutiva de Belo Horizonte/MG terá de indenizar um casal em R$ 70 mil por doar, sem autorização, nove oócitos – células que dão origem aos óvulos – que pertenciam ao casal, que fazia tratamento no centro médico. A decisão é da 16ª câmara Cível do TJ/MG, para a qual ficou reconhecido o dano moral.

De acordo com o processo, a mulher foi submetida a uma punção em agosto de 2012. Na ocasião, foram coletados 32 oócitos, dos quais 16 tornaram-se embriões. Dois foram utilizados, cinco foram congelados e os nove restantes foram doados a terceiros sem autorização do casal. Assim, os pacientes, que não foram bem-sucedidos em nenhuma tentativa de fertilização in vitro, ajuizaram ação requerendo indenização por danos morais.

Em 1ª instância, a clínica foi condenada a pagar R$ 20 mil ao casal. Inconformadas com a decisão, ambas as partes recorreram ao TJ.

Consentimento

Em sua defesa, a clínica afirmou que o casal doou os nove oócitos maduros por livre e espontânea vontade. Nas alegações do centro médico, a vontade do casal foi expressa verbalmente, na presença de dois médicos, e está registrada em um relatório. Assim, não teria sido cometido nenhum ato ilícito e estaria evidenciado o consentimento dos pacientes.

Os autores do processo, por sua vez, requereram ao Tribunal o aumento da indenização por danos morais. Eles consideraram que o valor estabelecido em 1º grau foi irrisório diante da capacidade financeira da clínica. O casal também requereu indenização por danos materiais no valor de R$ 19 mil, referentes aos gastos efetuados com serviços médicos, medicamentos, exames e deslocamento da cidade de Ipatinga, onde moravam, até BH, onde o tratamento foi realizado.

Para o relator do recurso, desembargador Pedro Aleixo, a alegação de que foi dada autorização verbal é incabível; ele também afirmou que uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), vigente à época, tratava expressamente da necessidade de formalização do consentimento por todos os pacientes submetidos às técnicas de reprodução assistida, inclusive os doadores.

O magistrado citou, ainda, outra resolução que prevê que a doação de bancos de células e tecidos germinativos deve ser precedida da assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. Disse que, no caso em questão, não houve a manifestação expressa de vontade para a doação. Como no documento apresentado pela clínica não consta a assinatura do casal, o desembargador entendeu que ele não pode ser considerado, pois foi prova produzida unilateralmente. O relator afirmou que a clínica não produziu qualquer prova da autorização verbal.

“Perfeitamente cabível a indenização por danos morais, pois o dano suportado é evidente, ultrapassando as esferas dos meros dissabores, gerando abalos existenciais e, acima de tudo, psíquicos.”

O magistrado destacou a dificuldade, ante a subjetividade do caso, de quantificar financeiramente a dor emocional. Em seu voto, fixou a indenização em R$ 50 mil, mas os demais magistrados que participaram do julgamento votaram por majorá-lo para R$ 70 mil.

Dignidade

Em seu voto, o desembargador Otávio de Abreu Portes afirmou que a doação dos oócitos sem autorização escrita do casal “constitui um desrespeito à dignidade humana, além de gerar um trauma na vida do casal, já que nunca saberão se os oócitos se transformaram em embriões e foram implantados em outras mulheres, bem como se nasceram em outras famílias. Assim, os autores sentirão uma angústia e uma incerteza eternas, já que procurarão pelos filhos que poderão ter 1, 2, 3 anos de idade, se é que existem“. Por isso, votou pelo aumento da indenização. Mesmo entendimento tiveram os desembargadores Aparecida Grossi, José Marcos Rodrigues Vieira e Kildare Carvalho.

Em relação ao dano material, os desembargadores entenderam que a indenização não era cabível. Para o relator, quem se dispõe a fazer um tratamento de fertilização in vitro assume que esse tipo de procedimento está sujeito ao insucesso. Para o magistrado, ao contratar a clínica para o tratamento, o casal estava ciente dos deslocamentos, gastos e outras despesas necessárias, não podendo requerer que a clínica faça a reparação. Afirmou, por fim, que os gastos com o tratamento não estão relacionados ao assunto discutido no processo, que foi a doação sem consentimento.

O número do processo não foi divulgado para preservar as partes.

 

Fonte: http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI247222,71043-Clinica+de+reproducao+e+condenada+por+doar+material+genetico+sem

Fusões e aquisições se recuperam com venda de ativos Petrobras

As fusões e aquisições estão finalmente ensaiando uma recuperação no Brasil e registraram aumento de 35% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2015, para US$ 16,6 bilhões, impulsionadas por uma série de negócios no setor de energia envolvendo a Petrobras.

Ainda mais surpreendentes foram os US$ 11,1 bilhões em operações nas quais empresas estrangeiras compraram ativos brasileiros, de acordo com dados compilados pela agência de notícias Bloomberg.

Segundo essa medida, a atividade praticamente quadruplicou em relação ao mesmo período do ano passado, melhor resultado registrado desde o último trimestre de 2013.

A Petrobras precisará cumprir seu programa de venda de ativos para que o crescimento no mercado de fusões e aquisições no país continue.

A gigante do setor de energia, que vem tentando reduzir a maior carga de dívida da indústria do petróleo, foi responsável por mais de um terço da atividade total com suas vendas de ativos nos últimos três meses.

A companhia apresentou o plano de desinvestimentos há mais de um ano, mas até recentemente havia fechado apenas algumas transações. A Petrobras planeja obter US$ 19,5 bilhões por meio de desinvestimentos em 2017 e 2018.

“M&A é um produto de confiança”, diz Hans Lin, chefe do banco de investimento do Bank of America no Brasil. “Ninguém quer segurar uma faca caindo. Aí, quando as coisas se estabilizam um pouquinho, as pessoas tomam as decisões.”

De certa forma, o terceiro trimestre foi a crônica de uma recuperação anunciada nas fusões e aquisições.

O argumento para o salto estava presente havia meses: as empresas brasileiras, abatidas pela recessão e pelos baixos preços das commodities, estavam desesperadas para vender ativos, que se tornaram relativamente baratos para estrangeiros com dólares devido à forte desvalorização do real.

Contudo, embora empresas de investimentos como a Advent International e a Brookfield Asset Management tenham exaltado as oportunidades no Brasil, muitos potenciais compradores hesitaram, aparentemente inseguros em relação a quanto mais a moeda e a economia cairiam.

Agora, a melhora do sentimento e a estabilização do real mudaram a dinâmica, assim como a política do País.

Michel Temer, que se tornou presidente formalmente após o impeachment de Dilma Rousseff, no mês passado, convenceu muitos investidores em Wall Street de que será capaz de acabar com o impasse no Congresso e conseguir apoio para os cortes de gastos necessários.

O Brasil continua em recessão, mas os economistas projetaram em uma pesquisa do BC que a economia se expandirá 1,3% no ano que vem.

O real registra valorização de 22% em 2016 após a depreciação do ano passado, quando teve sua quinta queda anual. A volatilidade implícita do real em um mês, um indicador de incerteza, caiu para abaixo do registrado por diversos pares regionais. Em 2015, o real teve o pior desempenho entre 16 moedas importantes, com um declínio de 33%.  De Bloomberg –  Jonathan Levin, Sabrina Valle e Cristiane Lucches

Multilog finaliza compra da Elog Sul por R$ 115 milhões

Acordo entre executivos da Multilog e da Ecorodovias foi assinado em São Paulo

A Multilog, empresa catarinense que atua na área de logística, armazenagem e transporte, finalizou nesta quinta-feira (6) a aquisição da Elog Logística Sul por R$ 115 milhões. Os termos do contrato de aquisição foram assinados em São Paulo e já foram aprovados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Com a aquisição, a Multilog, que tem sede em Itajaí, expande sua expande sua atuação para toda a região sul do país, assumindo o controle de operações no Rio Grande do Sul e no Paraná. No Estado, a Elog administra os portos secos de Santana do Livramento, Uruguaiana e Jaguarão.

Djalma Vilela, diretor executivo da Multilog, comentou em nota a operação. “Com a integração das unidades da Elog Sul – que receberão investimentos nos próximos três anos, especialmente no Paraná – nossa meta agora é ainda mais arrojada. Devemos finalizar 2020 com faturamento bruto de R$ 500 milhões, o que representará quase quatro vezes o faturamento de 2012”, afirma.

A negociação para a compra da Elog Sul teve início em julho de 2015 e durou cerca de um ano. A captação de recursos para a aquisição da empresa aconteceu a partir da emissão de debêntures.
Em fato relevante comunicando a operação, a EcoRodovias, controladora da Elog, afirma que os recursos da venda serão integralmente utilizados para pagamento de dívidas.

http://fusoesaquisicoes.blogspot.com.br/2016/10/multilog-finaliza-compra-da-elog-sul.html

 

Startup: qual a tecnologia e os caminhos para o negócio?

No Brasil, hoje estão nascendo muitas empresas que se denominam startups, ou seja, empresas em caráter embrionário que estão dando o seu start. Porém, antes de escolher qual tecnologia você vai utilizar na sua, convém primeiro saber alguns percalços que você passará pelo caminho, e isso muito antes de abri-la e de escolher a tecnologia. Abaixo enumerei algumas observações a serem avaliadas antes de se aventurar por esse mundo:

Posso fracassar?

Sim. As estatísticas hoje no Brasil são de que 95% das empresas que nascem não chegam ao seu quinto ano de vida. Portanto, se tem medo ou acha que o fracasso não lhe é facilmente digerível, não se aventure.

Que tipo de empreendedor eu sou?

É necessário que você saiba muito bem esta resposta. Faça uma reflexão muito centrada e saiba discernir onde você se encaixa. São três tipos mais comuns:

Empreendedor por necessidade

É o tipo de empreendedor que nasce não de uma oportunidade, mas porque aconteceu algo que o está levando a isso: perdeu o emprego, não gosta do seu chefe, não gosta da empresa, quer ficar rico, não quer ter horário, quer ser o seu próprio chefe, teve a maior ideia do mundo… E assim por diante. Se você se enquadra em um desses motivos e no tipo de empreendedor, “volte duas casas”, não empreenda, você além de não estar preparado, não tem o motivo certo.

Empreendedor por ser aventureiro

Eles existem e os motivos que os levam a abrir a sua startup são: tem o dinheiro necessário, consegue pagar as contas, consegue contratar funcionários, consegue montar um escritório, tem network. Aqui, porém, há um item principal que fará falta ao longo da jornada: a carência de um motivo certo. Ter dinheiro, network, contatos, não serão suficientes para manter o negócio de pé. Se esse é o seu caso, “volte três casas” e invista o seu dinheiro no mercado financeiro. As suas chances de retorno serão infinitamente maiores.

Empreendedor por oportunidade

Esse é o tipo que tem mais chance de dar certo, pois aqui ele reúne as características, como: motivação, encantamento, o incerto é o seu combustível, ele é como um bombeiro – já tem a sua paixão, como um atleta olímpico, cai, se levanta e continua, o risco é o seu combustível. E é aqui que você precisa estar e as características abaixo serão fundamentais para que a startup saia da estatística de morte. E, além disso, você vai ter que aprimorar as suas habilidades para ter espírito de luta nas adversidades, errar e aprender com os erros, ter capacidade para redefinir o seu negócio rapidamente e ter espírito de sacrifício.

Há necessidade de um sócio ou investidor?

Essa é uma etapa bastante sensível na sua jornada. Você vai precisar de um sócio ou investidor quando você precisa de algo que não pode conseguir de outra maneira, e quando ele é o complemento para a sua empresa, quando traz competências que somam às suas. Nesse caso, veja se é melhor um sócio, pois um investidor vai querer o retorno do investimento e pode não trazer tantas competências com as quais você estaria sonhando ou precisando.

Mas, como escolher o sócio?

Você deve escolher o seu sócio levando em consideração o que ele deve ter: honestidade e os mesmos valores que você, que complemente, que tenha a mesma ambição, que esteja no mesmo momento em que você está, que saiba compartilhar os valores e, acima de tudo, que saiba remar junto.

Vamos à ideia?

A ideia nesse quesito será colocada em prática. Porém, antes você precisa saber que uma boa execução é melhor do que a melhor das ideias. Como colocá-la em prática? Em quanto tempo? E a que custo? São mais importantes. Se pergunte por que comprarão de você e não de outros, exponha a ideia, mostre ao maior número de pessoas, veja se ela tem adaptabilidade, se é possível mudá-la do original e, por último, teste a sua ideia.

Escolha o setor ou a indústria onde pretende empreender

Tão importante quanto a sua ideia é o setor em que você irá trabalhar. Você precisa ter um mínimo de conhecimento do setor – não pode ser um iniciante. O setor é uma decisão e não uma consequência. Pesquise e tente encontrar motivos da razão de ainda não terem criado o que você criou neste setor, verifique se é muito caro investir nele (pode ser um motivo de ninguém ter ido adiante), verifique a sua rentabilidade, as margens de lucro, o grau de concorrência, o momento econômico pelo qual ele passa, e se o lugar geográfico onde você quer se estabelecer permite expansão ou está saturado. Esses fatores também são fundamentais para a sua startup dar certo.

E os lucros?

Uma das perguntas que me fazem bastante é: quando o lucro vem? E a minha resposta é: quando ele quiser. Não tem como prever quando o lucro vem. Se você trabalhar todos os itens para montar o seu negócio ou a sua startup, a consequência será lucro ou falha, portanto o lucro virá quando: você vender valor e não preço, quando você aprender que faturamento não é lucro, quando você aprender que a sustentabilidade é mais importante do que crescer e não ter lucro.

E os custos?

Tem que ter em mente que os custos existirão mesmo sem que você os deseje, temos como exemplo o que chamamos de custos fixos, ou seja, são aqueles custos que, faça chuva ou faça sol, você vai ter que arcar com eles: aluguel, conta de água, luz, condomínio, telefonia, manutenção etc. Portanto: controle os seus custos fixos e variáveis, não faça dívidas fixas e lembre-se que os custos consomem o seu lucro.

Enfim, deu certo. Mas qual tecnologia eu escolho?
Escolher a tecnologia para que a sua startup funcione vai depender do ramo de atuação e do tipo de negócio. Porém, algumas tecnologias você vai ter que ter e descrevo abaixo algumas que certamente lhe ajudarão a desenvolver a produtividade:

TECNOLOGIAS NECESSÁRIAS – Todas gratuitas

Hoje em dia quase nenhuma startup compra ativos (servidores e softwares), existem várias alternativas que funcionam “na nuvem” e certamente será a sua melhor opção.

PIPEDRIVE – Ótimo software, bastante voltado ao Controle de Vendas: www.pipedrive.com

AGENDOR – Também muito bom software de CRM e Controle de Vendas: www.agendor.com.br

LIBREOFFICE – Ótimo software grátis com Editor de Texto, Planilhas e muito mais – pt-br.libreoffice.org/

ZOHO MAIL – Hoje o Google oferece o Gmail como alternativa gratuita. Porém, quando você registrar o domínio da sua empresa terá que habilitá-lo. Hoje existe uma ferramenta (Zoho Mail) que lhe permite ter até 10 contas de e-mail grátis com domínio próprio.

Comece já em: www.zoho.com/mail/

PLANILHAS FINANCEIRAS – Você vai precisar de um mínimo de organização financeira (além da emissão das Notas Fiscais Eletrônicas), contas a pagar e a receber, e fluxo de caixa também entram aqui. Hoje existem várias planilhas que fazem esse trabalho de maneira bastante boa e organizada.

Procure por sites e aplicativos confiáveis para apostar no seu negócio. A partir desse momento, é só seguir em frente e se empenhar para fazer dar certo!

Juarez Araújo – Diretor comercial da DBACorp

ANBIMA PREVÊ RETOMADA LENTA DO MERCADO DE FUSÕES NO BRASIL

Executivo de novos negócios/ fusões e aquisições

Fusões: “O pior ficou para trás e temos otimismo cauteloso, mas não vai ter um movimento tão forte de uma hora para outra”

São Paulo – O mercado de compra e venda de participações de empresas no Brasil voltará a ganhar tração de forma gradual, previu nesta segunda-feira a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

“Não vamos voltar aos níveis de 2014 tão rápido”, disse em teleconferência com jornalistas o presidente do comitê de Fusões e Aquisições da Anbima, Ubiratan Machado.

“O pior ficou para trás e temos otimismo cauteloso, mas não vai ter um movimento tão forte de uma hora para outra”.

 Na primeira metade de 2014, as operações anunciadas envolvendo empresas do país movimentaram 70 bilhões de reais.

A Anbima divulgou mais cedo que os anúncios de fusões e aquisições no primeiro semestre, incluindo ofertas de aquisições de ações e reestruturações societárias, somaram 57 bilhões de reais no país, alta de 128 por cento ante mesma etapa de 2015.

O número de operações caiu de 50 para 38 na mesma comparação. De acordo com Machado, setores como os financeiro, de óleo e gás e de energia elétrica, que lideraram o movimento de fusões e aquisições no primeiro semestre, devem continuar sendo os destaques.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/anbima-preve-retomada-lenta-do-mercado-de-fusoes-no-brasil

Tópicos: Anbima, Fusões e aquisições, Aquisições de empresas, Fusões

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