LIVRARIA CULTURA COMPRA A FNAC BRASIL

Valor da transação não foi relevado e inclui as 12 lojas da Fnac no Brasil, mais o e-commerce da marca francesa no país

A Livraria Cultura anunciou nesta quarta-feira (12) que comprou as operações da Fnac Brasil. Isso inclui as 12 lojas que a rede francesa mantinha no Brasil, incluindo uma em Curitiba, no Park Shopping Barigui, e o e-commerce da marca no país. O valor da transação não foi relevado e a transação deve ser concluída nas próximas semanas.

Em nova enviada à imprensa, a Livraria Cultura afirma que a “união entre os dois grupos criará valores e sinergias, compartilhando culturas similares e o comprometimento com a promoção da cultura no Brasil”.

A empresa acrescenta que a aquisição permitirá que a Livraria Cultura “diversifique seus negócios adicionando novas linhas dos produtos e serviços”.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/livraria-cultura-compra-afnac-brasil-8xstyq9a5i2nxfkevofxe9u57

COMPRAR THE BODY SHOP FOI TÃO RUIM ASSIM PARA A NATURA?

As ações da Natura caíram 11% após o anúncio de sua maior aquisição, a varejista de produtos de beleza The Body Shop, por quase 4 bilhões de reais

Loja da Natura: o mercado não digeriu bem a compra da rede The Body Shop

s ações da fabricante de cosméticos Natura caíram 11% nos dois dias seguintes ao anúncio de sua maior aquisição, a varejista de produtos de beleza The Body Shop, por quase 4 bilhões de reais. Os analistas, que já não indicavam a ação da Natura — apenas dois dos 15 profissionais que acompanham a empresa recomendavam comprar suas ações em maio —, ficaram ainda mais pessimistas após a operação, anunciada no dia 9 de junho.

Segundo o banco JP Morgan, a Body Shop, que tem 3 000 lojas em 60 países, precisa de uma transformação para ser mais lucrativa, e a Natura tem pouca experiência no varejo. Além disso, a aquisição vai dobrar a relação entre a dívida da Natura e sua geração de caixa (a agência de classificação de risco S&P colocou a nota da Natura em perspectiva negativa após a compra). Mas investidores que olham para o longo prazo têm uma visão mais, digamos, “construtiva”.

Dizem que, com a compra, a empresa deixa de ser refém das vendedoras autônomas (a maioria também trabalha para os concorrentes) e ganha um time de funcionários especializados em varejo para ajudar na desejada expansão, aqui e no exterior. A Natura tem 14 lojas no Brasil e um plano de chegar a 30 no fim do ano. A The Body Shop tem 133 lojas no país, que faturam cerca de 280 milhões de reais, ou 3,5% da receita da Natura. Os fluxos da internacionalização: O Mundo Corporativo te mostra como as fronteiras dos recursos e investimentos estão sendo redefinidas Patrocinado 

 

Fonte: http://exame.abril.com.br/revista-exame/comprar-the-body-shop-foi-tao-ruim-assim-para-a-natura/

VERIZON FINALIZA A COMPRA DO YAHOO POR US$ 4,5 BILHÕES

Ao lado da Aol e de outras propriedades da Verizon, Yahoo ajudará a operadora norte-americana a cumprir a meta de ter dois bilhões de usuários até 2020

 Operadora norte-americana Verizon finalmente teve acesso aos serviços de Internet do Yahoo, o que dará à gigante das telecomunicações acesso a milhões de usuários Ao mesmo tempo, termina a novela do Yahoo, um icônico portal da internet, como negócio autônomo, após inúmeras críticas nos últimos anos.

As empresas fecharam oficialmente o acordo de US$ 4,5 bilhões na terça-feira (13), após terem a aprovação dos acionistas da Yahoo na semana passada. As propriedades do Yahoo, incluindo o Yahoo Esportes e o Finanças, farão parte de uma nova unidade da Verizon, chamada Oath, que abriga marcas como Aol, TechCrunch e Huffington Post. A Oath será supervisionada pelo ex-CEO da Aol, Tim Armstrong, enquanto a CEO da Yahoo, Marissa Mayer, 42, deixará o cargo.

A Verizon – que adquiriu a Aol há dois anos e iniciou um aplicativo de vídeo online – está construindo o que espera que se torne um serviço digital líder que complementa seu negócio principal de ajudar os consumidores a enviar e receber informações em seus dispositivos ou assistir a canais de televisão. Embora o acordo tenha sido anunciado em julho do ano passado, o acordo em si corria o risco de não sair depois que o Yahoo divulgou duas falhas de segurança enormes que expuseram as contas de usuários e ameaçaram sua confiança junto aos clientes. Os casos acabaram por reduzir o valor do negócio em US$ 350 milhões.

“O fim desta transação representa um passo crítico no crescimento da escala global necessária para a nossa empresa de mídia digital”, disse Marni Walden, presidente de mídia e telemática da Verizon, em comunicado.

O que resta do Yahoo após a venda inclui uma participação acionária de aproximadamente 15% no Alibaba Group Holding, da China; cerca de 36% no Yahoo Japan; caixa e títulos de dívida negociáveis; alguns investimentos minoritários; e a Excalibur, que detém alguns ativos de patentes. Essa coleção de ativos do Yahoo será renomeada de Altaba Inc. Thomas McInerney, que permanecerá no conselho, se tornará CEO da Altaba.

Durante uma apresentação no mês passado, Armstrong, que se juntou à Verizon com a compra da Aol, disse que a empresa terá cerca de 1,3 bilhão de clientes. Ele buscou posicionar a nova entidade como uma alternativa aos gigantes do consumo online, nominalmente o Google (da Alphabet) e o Facebook. A Verizon gastou mais de US$ 9 bilhões nos ativos combinados, incluindo a Aol.

Ainda assim, cortes serão feitos. Espera-se que os negócios combinados cortem cerca de 2100 empregos com o fechamento da aquisição, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto. Os cortes – cerca de 15% da força de trabalho combinada – serão principalmente para trabalhos duplicados, de modo que as posições de engenharia são menos propensas a serem afetadas, disse a pessoa.

“Estamos construindo o futuro das marcas usando tecnologia poderosa, conteúdo confiável e dados diferenciados”, afirmou Armstrong na declaração.

Para o Yahoo, o movimento acaba com a existência dele, um pioneiro da web, como uma empresa independente depois de ajudar a introduzir uma geração de usuários à Internet a partir dos anos 1990. Seu sucesso passou a ser pressionado com a ascensão do Google e de outras empresas com foco na web que atraíram consumidores em todo o mundo – e os dólares publicitários que vieram com eles.

“Foi, sem dúvida, um longo caminho até chegarmos a este momento que marca o fim de uma era para o Yahoo, bem como o início de um novo capítulo – é um momento emocionante para todos nós”, escreveu Mayer em seu blog. “Dadas as mudanças inerentes ao meu papel, deixarei a empresa.”

A era Mayer

Mayer chegou em julho de 2012, vinda do Google, com bastante badalação como a mais recente em uma série de líderes e em meio a expectativas de que ela poderia provocar uma reviravolta. Ela levou o Yahoo a ter mais serviços móveis, iniciou outros baseados em conteúdo de vídeo e tentou atrair talentos para a casa. Mas isso nunca se traduziu em crescimento de vendas relevantes – e, no início do ano passado, a empresa começou a considerar ofertas que levaram ao acordo com a Verizon.

Mayer foi a quarta executiva mais bem paga dos EUA, em 2016, com US$ 32,8 milhões pelo ano em que orquestrou a venda da empresa à Verizon. O conselho reteve seu bônus de 2016 depois de ter sido revelado que falhas no Yahoo expuseram informações pessoais de milhões de usuários.

Para Stephen Beck, fundador e sócio-gerente da consultoria de gerenciamento cg42, “embora Marissa certamente tenha cometido alguns erros, os problemas do Yahoo existiam antes dela assumir o controle.”

O acordo com a Verizon deveria ter sido concluído no primeiro trimestre. No entanto, em janeiro, a empresa atrasou o fechamento para atender a certas condições após a admissão das falhas de privacidade.

Agora, o Yahoo – que competiu com a Aol no passado – faz parte de uma empresa de telecomunicações. Juntos, Armstrong quer atingir dois bilhões de usuários até 2020.

Uma área-chave para as empresas combinadas é o serviço de vídeo que pode ajudar a atrair usuários em celulares e tablets que usam a rede da Verizon. No passado, o Yahoo ofereceu programas de esportes, notícias e comédia para atrair mais espectadores. Não se sabe se essa estratégia tem potencial para ser bem sucedida.

“A Verizon está tentando trazer a função para a disfuncionalidade do Yahoo e da Aol”, disse Peter Csathy, fundador da Creatv Media, uma empresa de consultoria e investimentos em negócios focados em mídia digital. “Todos esperam que a soma seja maior que a totalidade de suas partes individuais.”

LUXOTTICA COMPRA ÓTICAS CAROL EM NEGÓCIO DE 110 MI DE EUROS

Óticas Carol opera uma franquia de cerca de 950 lojas, com uma receita anual de cerca de 200 milhões de euros

Por Reuters – access_time30 jan 2017, 12h03

Milão – O grupo italiano Luxottica acertou a compra da rede brasileira Óticas Carol, em um acordo de 110 milhões de euros (117 milhões de dólares), expandindo a sua presença no mercado varejista brasileiro.

A Luxottica, que no início deste mês assinou um acordo de fusão de 50 bilhões de dólares com a fabricante de lentes Essilor, já está presente no Brasil com uma rede de lojas Sunglass Hut, uma fábrica e negócios no setor atacadista.

A Óticas Carol opera uma franquia de cerca de 950 lojas, com uma receita anual de cerca de 200 milhões de euros. Os seus principais acionistas são os fundos de investimento 3i Group, Neuberger Berman e Siguler Guff & Company.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/luxottica-compra-oticas-carol-em-negocio-de-110-mi-de-euros/

 

 

ITALIANA DONA DA RAY BAN E OAKLEY SE UNE À FRANCESA ESSILOR E CRIA GIGANTE DAS ÓTICAS

Negócio de 46 bilhões de euros é um dos maiores entre empresas de diferentes países na Europa

  • Agência O Globo
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A italiana Luxottica, maior fabricante mundial de óculos de luxo — é dona de marcas como Ray Ban e Oakley — e a francesa Essilor — líder global em lentes de contato— anunciaram nesta segunda-feira (16) uma fusão de 46 bilhões de euros que cria uma potência global no setor de óticas, com receitas superiores a 15 bilhões de euros.

A nova empresa se chamará EssilorLuxottica e terá suas ações negociadas na Bolsa de Paris. O quadro de funcionário chegará a 140 mil pessoas, e a empresa venderá seus produtos em mais de 150 países.

A nova empresa se chamará EssilorLuxottica e terá suas ações negociadas na Bolsa de Paris. O quadro de funcionário chegará a 140 mil pessoas, e a empresa venderá seus produtos em mais de 150 países.

Hubert Sagnières, presidente do conselho e diretor-executivo da Essilor, será vice-presidente executivo EssilorLuxottica, mantendo os poderes dos cargos que ocupa atualmente.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/italiana-dona-da-ray-ban-e-oakley-se-une-a-francesa-essilor-e-cria-gigante-das-oticas-57s19knhmco1ty57zmeqoqv1v

PETROBRAS CONFIRMA VENDA DA LIQUIGÁS PARA A ULTRAGAZ POR R$ 2,8 BILHÕES

O valor total da venda será corrigido pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDI), entre as datas de assinatura e de fechamento da operação

A Petrobras informa que seu conselho de administração aprovou nesta quinta-feira (17) a venda da Liquigás Distribuidora para a Ultragaz, subsidiária da Ultrapar Participações.

O valor total da venda é de R$ 2,8 bilhões e será corrigido pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDI), entre as datas de assinatura e de fechamento da operação. O montante ainda estará sujeito a ajustes em razão das variações de capital de giro e da posição da dívida líquida da Liquigás entre 31/12/2015 e a data de fechamento da transação.

A Liquigás é subsidiária integral da Petrobras e atua no engarrafamento, distribuição e comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP).

“A operação, conduzida através de processo competitivo, é parte integrante do Plano de Desinvestimentos 2015-2016 e está alinhada ao Plano Estratégico da Companhia, que visa otimizar o portfólio de negócios, com foco em óleo e gás, saindo integralmente das atividades de distribuição de GLP”, afirma a Petrobras em fato relevante divulgado nesta quinta.

Segundo a Ultrapar, a transação permitirá que a “estratégia de diferenciação e a excelência operacional da Ultragaz, além da sua capacidade de investimento, combinados com os ativos e com a qualidade da rede de revendas da Liquigás proporcionem importantes ganhos de eficiência”. Entre eles, a empresa cita ganhos em logística, na gestão administrativa e em práticas de operação, com melhoria da qualidade dos serviços, “gerando benefícios aos consumidores, revendedores, clientes e a toda a sociedade”.

A transação ainda está sujeita à aprovação das assembleias gerais da Petrobras e da Ultrapar e ao cumprimento de condições, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade).

A Liquigás conta com 23 centros operativos, 19 depósitos, uma base de armazenagem e carregamento rodoferroviário e uma rede de cerca de 4.800 revendedores autorizados. Em 2015, a Liquigás comercializou 1,65 milhão de toneladas de GLP, gerando receita líquida de R$ 3,3 bilhões e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de R$ 214 milhões. Sua dívida bruta em 31 de dezembro de 2015 era de R$ 145 milhões.

A Ultragaz, primeira distribuidora de GLP do Brasil, atende aproximadamente 11 milhões de domicílios no segmento envasado e 50 mil clientes no segmento granel. Em 2015, vendeu 1,7 milhão de toneladas de GLP, gerando receita líquida de R$ 4,6 bilhões e Ebitda de R$ 357 milhões. Nos últimos 12 meses até 30 de setembro, o Ebitda da Ultragaz somou R$ 433 milhões.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/petrobras-confirma-venda-da-liquigas-para-a-ultragaz-por-r-28-bilhoes-a82nl9jihqatdw6gjee3jx4gm

CADE APROVA COMPRA DE PARTE DA LATAM PELA QATAR AIRWAYS

Em julho do ano passado, a Qatar Airways anunciou sua entrada no mercado latino-americano com a compra de até 10% de Latam, a maior companhia da região

A companhia aérea Latam anunciou nesta quarta-feira (16) que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou que a asiática Qatar Airlines compre parte de suas ações.

A Latam – surgida da fusão da companhia aérea chilena LAN e da brasileira TAM -, informou em Santiago que a autoridade brasileira de livre concorrência “aprovou a entrada da Qatar Airways na propriedade da companhia”.

A Latam também informou sobre a reprogramação de um anunciado aumento de capital destinado a concretizar a operação, por uma quantia total de US$ 613 milhões (cerca de R$ 2,1 bilhões).

“A data limite para o direito dos acionistas a exercer a oferta de opção preferencial é 18 de novembro de 2016”, enquanto o “prazo para exercer a opção preferencial se estenderá de 24 de novembro de 2016 até 23 de dezembro de 2016”, informou a companhia em comunicado.

Em julho do ano passado, a Qatar Airways anunciou sua entrada no mercado latino-americano com a compra de até 10% de Latam, a maior companhia da região, nascida após a fusão de 2012.

A Qatar Airways tem um importante pacote de ações, de 15%, na holding IAG que agrupa as companhias espanholas Iberia e Vueling, a britânica British Airways e a irlandesa Aer Lingus.

O acordo com o Qatar supõe uma injeção significativa de recursos para a Latam, que fechou 2015 com perdas que alcançaram os US$ 219 milhões (cerca de R$ 750 milhões) após uma queda de receitas de 18,8% em relação a 2014, arrastada pela crise econômica e política que atinge a Brasil, seu principal mercado.

A Latam tem filiais na Argentina, no Brasil, no Chile, na Colômbia, no Equador, no Paraguai e no Peru. Voa para mais de 140 destinos em 24 países, com uma frota de 318 aviões e mais de 53 mil funcionários.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/cade-aprova-compra-de-parte-da-latam-pela-qatar-airways-f3lizc5i76mf5zyxuas29dj9y

DONO DA REDE IPIRANGA DEVE ANUNCIAR COMPRA DA LIQUIGÁS

Operação é avaliada em até R$ 2,8 bilhões

A Petrobras deve anunciar ainda nesta semana a venda da sua divisão de gás de cozinha, a Liquigás, para o grupo Ultra, dono da rede de postos Ipiranga. A operação é avaliada em até R$ 2,8 bilhões. Em outubro, as duas companhias informaram ao mercado que estavam em conversas adiantadas para um acordo.

Apontado como favorito para levar o negócio, o Ultra também é dono da Ultragaz, que é líder em venda de botijão de gás no país. Com a transação, Ultra passará a deter 45% do segmento.

A empresa disputou o ativo com concorrentes como a holandesa Supergasbras (SHV); a Nacional Gás, do grupo nordestino Edson Queiroz; e a Copagaz, do empresário Ueze Zahran. Também tiveram interesse pelo negócio investidores de fora, como a turca Aygaz. Nos últimos meses, a Nacional Gás e a Copagaz chegaram a fazer proposta conjunta pelo ativo.

Fontes afirmaram que as conversas entre as duas empresas avançaram nas últimas semanas e dependiam de acertos contratuais. Procurada, a Ultrapar, holding do grupo Ultra, não comentou. A Petrobras não retornou os pedidos de entrevista. A transação está sendo costurada pelo Itaú BBA, que também não se manifestou.

O clima é de incerteza dentro da Liquigás, que teme corte de pessoal com a chegada do novo dono.

O mercado nacional de gás de cozinha está concentrado nas mãos da Ultragaz, maior deste segmento, com 23,11% de participação. A companhia da Petrobras é a segunda, com 22,61%; seguida da Supergasbras, com 20,42%. A Nacional Gás é quarta maior empresa, e a Copagaz está na quinta posição.

Concentração

A transação dependerá do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Fontes afirmaram ao jornal “O Estado de S. Paulo” que o órgão antitruste poderá apontar sobreposições em estados onde haverá maior concentração, como Bahia (61%), Santa Catarina (51%), Rio Grande do Sul (57%) e São Paulo (57%), conforme dados levantados pela Ecostrat Consultores.

Os riscos de concentração relativos à aquisição já tinham sido apontados pela Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg-BR), uma vez que, com a incorporação da companhia, o Ultra terá 45% de domínio no país.

O Ultra, contudo, estaria disposto a negociar os ativos com sobreposição de mercado. Na sexta-feira passada, durante teleconferência com analistas, após divulgação de resultados, Thilo Mannhardt, diretor presidente da Ultrapar, disse que, caso o negócio seja fechado, o fiel da balança será o Conselho Administrativo de Defesa Econômica. “É muito óbvio que esse caso vai demandar muita atenção do Cade”, disse.

Gigante nacional

Com faturamento de R$ 75,7 bilhões em 2015, o grupo Ultra está mais agressivo em aquisições este ano. Em junho, o conglomerado, anunciou a compra da rede de postos de combustíveis Ale, por R$ 2,17 bilhões, reforçando a Ipiranga. Com essa transação, tornou-se o vice-líder em distribuição de combustíveis, atrás da BR Distribuidora, da Petrobras, que também está à venda.

Fontes afirmam que a Extrafarma (rede de farmácias que o grupo adquiriu em 2013) poderá comprar a bandeira Big Ben, que pertence à empresa de varejo farmacêutico da BR Pharma, do BTG, que atualmente enfrenta dificuldades financeiras. Ambas as empresas têm forte atuação no estado do Pará.

Ainda na mesma conferência, Mannhardt disse que o plano de expansão da empresa é baseado no crescimento orgânico e também em aquisições. “A compra da Ale e outras aquisições que estão por vir buscam o reforço da estratégia de cada um dos negócios.”

No terceiro trimestre, o Ultra encerrou com receita líquida de R$ 19,45 bilhões, alta de 1% sobre o mesmo período de 2015. O lucro líquido ficou em R$ 376,8 milhões, aumento de 27,3% em relação a julho e setembro de 2015.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/dono-da-rede-ipiranga-deve-anunciar-compra-da-liquigas-aiik8wp1vorjoluk56bmteh92

SAMSUNG COMPRA EMPRESA DE ÁUDIO DE ALTA QUALIDADE HARMAN POR US$ 8 BILHÕES

Com a aquisição, sul-coreanos conquistam uma “presença significativa” no mercado mundial dos instrumentos conectados nos automóveis, incluindo a telemática

A sul-coreana Samsung anunciou nesta segunda-feira (14/11) que comprará a empresa americana Harman por 8 bilhões de dólares, uma operação para entrar no crescente mercado da tecnologia para carros “conectados”.

O conselho de administração da maior fabricante mundial de telefones celulares aprovou a aquisição, com avaliação de 112 dólares a ação, de acordo com um comunicado da Samsung.

Com esta compra, a mais importante para a Samsung em termos de valor, a empresa conquista uma “presença significativa” no mercado mundial dos instrumentos conectados nos automóveis, incluindo a telemática.

“A Harman completa perfeitamente a Samsung em termos de tecnologia, produtos e soluções”, afirmou o vice-presidente do grupo sul-coreano, Kwon Oh-Hyun.

A Harman é responsável por produtos de áudio de alta qualidade e outros sistemas a bordo que oferecem uma conexão com a internet para montadoras como General Motors e Fiat Chrysler.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/samsung-compra-empresa-de-audio-de-alta-qualidade-harman-por-us-8-bilhoes-6n4bljaa3vrs30h83j8u37opi

TERCEIRA MAIOR EMPRESA DE CARNE DO BRASIL COMPRA FRIGORÍFICO POR R$ 250 MILHÕES

Com essa transação, a capacidade total de abate da empresa irá a 19 mil cabeças/dia, em nove Estados no Brasil e mais Uruguai, Paraguai e Colômbia

Marcelo Andrade/Gazeta do PovoO valor será parcelado, com a primeira parcela, de 50% a ser paga na data de fechamento e o restante em três parcelas anuais consecutivas de 10%, 20% e 20%, respectivamente. | Marcelo Andrade/Gazeta do PovoO valor será parcelado, com a primeira parcela, de 50% a ser paga na data de fechamento e o restante em três parcelas anuais consecutivas de 10%, 20% e 20%, respectivamente.

O Minerva anunciou contrato para compra da Frisa Frigorífico Rio Doce, pelo valor de cerca de R$ 250 milhões. São R$ 205 milhões pela transferência da titularidade das ações – representativas de 99,56% do capital social total, sendo 100% do capital social votante, e 98,41% sem direito a voto – mais capital de giro, calculado em R$ 45 milhões (data base de 31/12/2015). Em fato relevante, a companhia explica que o preço de aquisição será ajustado para cima ou para baixo conforme a variação do capital de giro.

O valor será parcelado, com a primeira parcela, de 50% a ser paga na data de fechamento e o restante em três parcelas anuais consecutivas de 10%, 20% e 20%, respectivamente.

Em 2015, a receita líquida da Frisa foi de R$ 942 milhões, sendo 33% das vendas totais relativas a exportações, e o Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) de cerca de R$ 43 milhões.

Ainda segundo o comunicado, a Frisa é um dos principais produtores de carne bovina do Brasil, com unidades em Colatina (ES), cuja capacidade de abate é de 500 cabeças/dia; Nanuque (MG), de 800 cabeças/dia; e Teixeira de Freitas (BA), e 400 cabeças/dia), além de um Centro de Distribuição e escritório em Niterói (RJ). “A aquisição da Frisa se constitui numa excelente oportunidade estratégica e representa mais um passo na consolidação do setor no Brasil e na América do Sul”, diz o comunicado, citando ampliação geográfica, com dois estados em que não possuía abate, no caso Espírito Santo e Bahia, e complementaridade na área comercial, com distribuição em ES, BA e RJ, “em linha com a estratégia de expansão da distribuição no mercado doméstico, com foco em pequeno e médio varejo e food service”.

Na questão de exportação, o Minerva destaca que as fábricas da Frisa são certificadas para exportação, “inclusive para China e Estados Unidos”.

Com essa transação, a capacidade total de abate da empresa irá a 19 mil cabeças/dia, em nove Estados no Brasil e mais Uruguai, Paraguai e Colômbia.

A operação inclui o controle indireto das subsidiárias Frigorífico Nordeste Alimentos e Frisa Comercial e está sujeita a algumas condições precedentes, como aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade), final do processo de auditoria na Frisa e subsidiárias e aprovação em assembleia geral. Nesse caso, a companhia diz que ainda está, em conjunto com seus assessores legais e financeiros, avaliando se configura direito de retirada aos acionistas dissidentes caso o preço de aquisição por ação do bloco de controle ultrapasse em uma vez e meia o maior dos valores expressos no inciso II do caput do artigo 256 da Lei das S.A.

Mesmo assim, diz a Minerva, em reunião prévia, no dia 4 de novembro, os acionistas VDQ Holdings e Salic comprometeram-se a votar favoravelmente à ratificação da compra da Frisa na AGE que for realizada para esse fim.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio/pecuaria/terceira-maior-empresa-de-carne-do-brasil-compra-frigorifico-por-r-250-milhoes-97irw3buqdewf0icvs31gvarj