CANSAMOS DE SER A VELHA POSITIVO’: COMO A EMPRESA DE TECNOLOGIA CURITIBANA ESTÁ SE REINVENTANDO

Com foco renovado em desenvolver projetos para outras empresas, mas sem esquecer o consumidor final, a “nova Positivo” tenta se reinventar

A Positivo Tecnologia montou um dos maiores e mais concorridos estandes da Eletrolar Show, feira anual de tecnologia e negócios que aconteceu entre os dias 17 e 20 deste mês em São Paulo. A empresa curitibana está tentando se reinventar trazendo startups como Quantum e Hi Technologies para seu guarda-chuva, e com um foco renovado em vendas e na elaboração de projetos especiais para outras empresas (B2B).

“Cansamos de ser a velha Positivo”, diz Norberto Maraschin, vice-presidente de mobilidade, novos negócios e negócios internacionais da Positivo. A mudança de nome da empresa, de Positivo Informática para Positivo Tecnologia, é um reflexo dessa nova postura. “O nome tinha que ser mudado porque aquela Positivo Informática não existe mais”, completa.

O novo foco em B2B deriva de uma abordagem diferente. Não é de hoje que a Positivo trabalha com outras empresas e governos, fazendo vendas no atacado. O que muda, agora, é que em vez de oferecer soluções prontas, a empresa desenvolve tecnologia de acordo com as demandas que chegam. “Se você tem um problema ou oportunidade, traga para nós”, comenta Maraschin.

Vinicius Grein, líder de produtos da Quantum, explica que essas soluções sob medida vão além de apenas adaptar celulares. A Positivo consegue, segundo o executivo, trabalhar com hardware, software e Internet. A Quantum, que nasceu com foco total no consumidor, passou a trabalhar também em soluções empresariais. Grein está bastante empolgado com essa mudança.

O primeiro projeto dessa nova fase é o Cielo LIO (acima), uma maquininha de pagamentos inteligente anunciada em setembro do ano passado. De acordo com Maraschin, ela tem APIs e conversa com os sistemas de controle dos lojistas, automatizando balanços e outras rotinas que, com os modelos atuais, causam calafrios nos colaboradores. É, pois, uma plataforma.

Nesse caso, a Positivo desenvolveu o hardware do produto e o software, e sua marca não aparece no produto final nem em seu material de divulgação. O modelo lembra um pouco o que as grandes fabricantes chinesas fazem, mas com algumas adaptações.

Maraschin ressalta que “não existe empresa na América Latina que consiga fazer um hardware, colocar um sistema operacional perfeito, equilibrado, 100% seguro, além da gente. Somos a única da região que consegue fazer isso. Na China, tem cerca de 20. Temos um diferencial competitivo muito grande. A Positivo busca grandes projetos para grandes empresas”.

Além da Cielo, a Positivo também trabalha em projetos com a Braspag, a Embraer e outras duas grandes empresas não divulgadas.

Expansão

A equipe de vendas da Positivo foi reformulada, com cerca de 2/3 dos profissionais trocados e o perfil, totalmente. Para liderá-la, a empresa trouxe Rodolfo Torello para ser o novo vice-presidente de marketing e vendas. Com um vasto currículo, incluindo passagens pela Unilever, Fast Shop e BRF, ele estava, até então, à frente da Amazing, empresa que fundou e que trouxe ao Brasil os robôs aspiradores de pó da I Robot.

O estande da empresa na Eletrolar Show contava com várias salas de reuniões. O objetivo? Fechar negócios. A equipe responsável pela organização comentou, surpresa e contente, que o volume de negócios fechados na feira superou as expectativas.

Para o executivo recém-chegado, o futuro próximo da Positivo se baseia em um tripé: fortificar a marca, expandir o portfólio e aproximar a Positivo do consumidor final. “Vamos entrar em novas categorias com a marca Positivo e ano que vem teremos mais. Nós temos uma infraestrutura enorme, uma empresa querida… temos que otimizar isso. Vamos chegar mais perto do consumidor – em São Paulo, por exemplo, pouca gente conhece a Positivo”

Nenhum dos executivos entrevistados deu detalhes sobre essas novas categorias, mas eles deixaram escapar a data do próximo grande lançamento: 29 de agosto. No caso, é um novo smartphone da Quantum. Maraschin disse que o produto “irá revolucionar a indústria mundial” e que “libertará as pessoas da tela, de verdade”. A conferir.

 

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/sem-titulo-5irl6k23iuq8w7y9uryuxofdn